Quem sou eu ?
- Thiago Oliveira Braga
- Capital do Ceará, Ceará, Brazil
- cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.
domingo, 27 de junho de 2010
Viajar é preciso. Viver é impreciso.
(...) "Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver. O mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa. É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo." (...)
Amyr Klink, Mar sem Fim.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
O que temos construído ?
Grande ironia. É justamente do projeto da torre de Babel que extraímos grande ensinamento para o "projeto de construção" da igreja. Aqueles queriam construir uma cidade com uma torre que chegasse até o céu. Pretendiam ficam famosos e se precaver de uma outra chuva forte, e põe nisso, que os espalhasse pelo mundo.
Vários erros de projeto: a pretensão de chegar no céu, pois no céu a gente só chega levado por alguém que é do céu; a motivação de empreender para ter um nome, pois a gente não faz para ser, a gente faz porque é; e, a pretensão de correr para o céu para fugir da terra, pois o máximo que podemos fazer é trabalhar para a terra mais parecida com o que imaginamos seja o céu.
Erros comuns ainda hoje. Ainda tem gente achando que o reino de Deus é levado adiante pelo mérito e esforço humano, sem o concurso da graça de Deus; ainda tem gente que acredita que sua identidade depende de suas conquistas e realizações; e ainda tem gente cujo projeto de vida não inclui a terra, mas apenas o céu, isto é, não é um projeto de vida, é um projeto de morte.
Mas apesar dos erros, é em Babel que Deus se pronuncia revelando um dos maiores segredos do sucesso de qualquer empreendimento histórico e coletivo: "Essa gente é um povo só, e todos falam uma só língua. Isso que eles estão fazendo é só o começo. Logo serão capazes de fazer o que quiserem". Unidade. Eis o segredo. Unidade no entendimento, no projeto, no processo, nos esforços. Talvez daí o mote dos militantes: "o povo unido jamais será vencido". Semelhantes ao que Jesus: "uma casa dividida contra si mesma não prospera".
A fragilidade em boa medida, se explica daí. No lugar de unidade, dispersão; de cooperação, competição; de soma e multiplicação, subtração e divisão; de sujeição mútua, difamação; de uma só lingua, muitos sonidos incertos; de um só coração e mente, muitas caras, e caras de gente que mente.
Eis porque é imprescindível uma parada para ouvir novamente a voz de Deus. Separar um tempo para reavaliar a identidade, a caminhada, as aspirações e os sonhos para o futuro. Desacelerar a agenda ativista para abrir espaço para a reflexão e a devoção comunitária.
Em que proporção caminhamos em unidade, falamos a mesma língua e rumamos na mesma direção ? Quão informada está a caravana a respeito da viagem? Falamos todos a mesma lingua ? Enfim, estamos em unidade. Unidade com Deus, e unidade entre nós.
Estamos construindo um pouco do Reino de Deus. E não uma torre. Não queremos chegar no céu. Queremos chegar chegar até os confins da terra para fincar bandeiras e declarar "o reino de Deus chegou". Queremos ser um povo só, falando uma só língua. Esperamos que Deus coloque em nossas mãos o que ainda falta do "projeto impossível" e faça de nós um povo capaz não sermos relutantes a colocarmos a mão na massa.
Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga
Amor líquido como sabão
“O fracasso de uma relação é com freqüência um fracasso de comunicação”
Zygmunt Bauman
Confesso que fiquei tentado em colocar o seguinte título nesse texto: “Uma garotinha de 5 anos resenha livro de Zygmunt Bauman”. Depois pensei melhor, imaginei que poderia suscitar incontáveis visitas ao blog pela curiosidade que tal frase provocaria nos mecanismos de busca na Internet, e daí optei por esse que está aí. Conto-lhes como ele surgiu.
Carolina, a tal garotinha do título abortado, que sucede ser minha filha caçula, viu um exemplar de “Amor líquido” descansando em minha mesinha de cabeceira. Curiosa, e dando seus primeiros passinhos com as letras, leu-me em voz alta a capa.
Ela saiu dali intrigada. Creio que o subtítulo não a ajudou muito, “Acerca de la fragilidad de los vínculos humanos”. Sim, minha versão é em espanhol e a pobre criatura ainda tem que aprender a ler em dois idiomas. O mundo é assim mesmo, cruel e injusto.
Passamos os dois ao banheiro, com o nobre propósito de lavar as mãos antes do almoço. Seu olhinho se iluminou, apontou para o pote de sabonete líquido e aí me disse triunfante “Amor líquido como sabão!”. Que pai, por mais insensível que fosse não concordaria com a brilhante e breve resenha que sua jovem filha acabara de fazer do livro de Bauman?
Estou apenas no começo do que me parece ser um excelente ensaio. O primeiro capítulo sobre como a gente se enamora e se desenamora (como se diz isso em português?) em nosso mundo é fabuloso. Creio que tem muito a ver com aquela estranha idéia, comentada aqui anteriormente, de colocar prazo de validade nos casamentos.
Foi outro dia, quando cruzei ao outro lado do rio e visitei minha livraria preferida, que resolvi acabar com essa pendência com o catedrático em sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia. Adquiri então esses quatro títulos: Amor líquido, Miedo líquido (la sociedad contemporânea y sus temores), Modernidad líquida, Vidas desperdiciadas (la modernidad y sus parias).
Tudo bem, reconheço que há muito “líquido” nesse pacote. Não tem problema, estou em dieta mesmo. Não por razões estéticas, claro. Nem porque minha esposa tenha insinuado que eu precisasse. Ou será que ela o fez e eu não entendi o que ela tentava me dizer? Espero que o Bauman resolva meu dilema no próximo capítulo.
Foto: © The soap dispenser formerly known as Gonzo
Upload feito originalmente por Andreas Reinhold
http://osulemeunorte.blogspot.com/2008/09/amor-lquido-como-sabo.html
Ricardo Wesley M. Borges
terça-feira, 22 de junho de 2010
Da repescagem para as oitavas-de-final. Isso é Copa do Mundo.
O Uruguai é uma espécie de aldeia gaulesa no Cone Sul. Vizinho dos gigantes e poderosos Brasil e Argentina, resiste brava e orgulhosamente à colonização, com sua carne deliciosa, sua Norteña e sua Patrizia, suas feirinhas de antiguidades, o Rio da Prata, os ferro-velhos, os carros antigos circulando valentes, o chimarrão e o chivito. Um país adorável, de gente igualmente adorável, meio enfezada, às vezes, mas totalmente do bem, afável, inteligente, espirituosa.
Daquele tamanhinho, o Uruguai tem duas medalhas de ouro olímpicas no futebol, ganhou duas Copas, realizou a primeira de todas, em 1930, causou a maior tristeza ludopédica de todos os tempos, ao bater o Brasil na final de 1950 no Maracanã.
É história pacas. O Lugano disse agora no rádio que são também 15 Copas América e nove Libertadores. Não vou checar os dados, já disse que este é um blog “Google-free”. Mas deve ser algo perto disso.
Agora há pouco os uruguaios bateram os mexicanos e se classificaram em primeiro no grupo A, sem levar um gol sequer. É possível que peguem alguma baba vinda do grupo B nas oitavas, e outra baba nas quartas. Portanto, imaginar o Uruguai nas semifinais não é sonhar alto, e quem chega a uma semi pode muitíssimo bem ir a uma final e muitíssimo bem espetar mais uma estrela na camiseta, como não?
Ainda mais se ela for azul da cor do céu.
Flávio Gomes, comentarista da ESPN.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Isso que é criatividade.
domingo, 20 de junho de 2010
Coelet
Antes que tenha rima
a imensa lida
Antes que saias as perguntas nas avenidas:
- Cadê lua, cadê a tua luz amiga?
- Cadê, cadê você querida
Antes que venha aquela atrevida
Tomar tudo debalde
Antes que seja tarde
Antes que venham aqueles dias
Em que digas:
-Não tenho mais prazer na vida !
A vida furta-cor
Furta sabor
E rouba a melodia
Antes que parta
O copo de ouro
E se despedace o cântaro
E a roda junto ao poço
Lembra-te do teu Criador
Enquanto és moço
Composição: Roberto Diamanso
Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga
sábado, 19 de junho de 2010
Saudações ao poeta.
Um salve para Chico Buarque, grande mestre da música brasileira, e aniversariante do dia de hoje.
Hoje você é quem manda, falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão. Viu?
Você que inventou esse Estado, inventou de inventar toda escuridão
Você que inventou o pecado, esqueceu-se de inventar o perdão.
Apesar de você amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia?
Como vai proibir quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando e a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento esse meu sofrimento, vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido, esse grito contido, esse samba no escuro.
Você que inventou a tristeza, ora tenha fineza de "desinventar".
Você vai pagar, e é dobrado, cada lágrima rolada nesse meu pensar.
Apesar de você amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver o jardim florecer qual você não queria.
Você vai se amargar vendo o dia raiar sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir e esse dia há de vir antes do que você pensa.
Apesar de você.
Apesar de você amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver a manhã renascer e esbanjar poesia.
Como vai se explicar vendo o céu clarear, de repente, impunemente?
Como vai abafar nosso coro a cantar, na sua frente.
Apesar de você.
Apesar de você amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal...
Chico Buarque
"A pesar de você" (alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici).
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Eu sou da América, sul da América, South América.
Não tenho muita paciência com estatísticas, deixo isso para os especialistas e enciclopédicos, mas andei fazendo umas contas e até agora, em 20 jogos, o único continente que ainda não perdeu nesta Copa foi a América do Sul. Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil estão invictos, cinco vitórias e dois empates, e isso nunca tinha acontecido antes da história das Copas do Mundo - cinco vitórias, dois empates, com esses países e contra os mesmos adversários (viu como é fácil chegar a números inéditos?).
O saco de pancadas da Copa é o continente africano, com cinco derrotas, apenas uma vitória e dois empates. A América do Norte/Central conseguiu sua primeira vitória com o Méximo contra a França. Asiáticos/oceânicos já venceram duas. E os europeus, em maior número, ganharam cinco e perderam quatro.
Não tem a menor importância, esses números, exceto pela invencibilidade sul-americana. A má companhia africana também tem alguma relevância. Os times são fracos, correm muito e fazem pouco.
Minha tese: tem de ter mais time da América do Sul nessa Copa. Hoje, a África tem mais representantes em Copas do que "nosotros acá". Vamos aumentar a Copa! Mais eleições, mais festas, mais tudo!
"Eu sou da América, sul da América, South América..." Terral - Ednardo
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Dia da Juventude... na África do Sul
Os "bafana bafana", que também hoje entraram em campo cantando e dançando, sabem que o país ainda sofre com violência, os negros ainda são mais pobres (um exemplo em tempo de Copa), o rancor ainda não desapareceu por completo, mas sabem também que, graças a movimentos como esse também àquele trágico dia 16, a África do Sul tornou-se um País melhor.
E celebremos a Copa do Mundo. Celebremos com ALEGRIA.
Resolução.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Soy Celeste, Naci Celeste.

Os Uruguaios conseguem reproduzir seu orgulho pela seleção, de vibrar pela pátria, da alegria de desfilar pelas ruas com as cores do país.
Ponto positivo para os uruguaios, a canção Soy Celeste, Naci Celeste é o melhor jingle de seleção que já ouvi.
Não conhecem ? Tirem suas próprias conclusões.
O último gol do Pelé - o gol que faltou.
Sei lá se isso é novidade, mas a VIVO fez esse filme aí com o Pelé. O 1284° gol, que ele sonhava que fosse contra a Argentina. Hum... Bom, vá lá. Devem ter tido um trabalho desgraçado para fazer isso. E deve ter custado uma grana preta. Que seja. Pelé merece todas as homenagens do mundo. Mesmo as bem remuneradas.
terça-feira, 15 de junho de 2010
É proibido sonhar.

A Copa do Mundo começou. Nada mais importa. (3)
Tio, qual a melhor seleção que você viu jogar? A do Brasil de 82. Não, estrangeira. A Holanda de 74. Mas você tinha só 10 anos. Mas eu vi, uai. Tinha TV? Tinha, a cores. Como assim ? A cores, uai, antes era preto e branco. Quê? Preto e branco, só preto e branco, não tinha cor nenhuma, que nem foto antiga. E o que é KNVB? Sei lá. Vou fazer o escudo da Holanda, então. Legal, pode fazer. Era Nike ? Quê? A camisa da Holanda em 74 era Nike? Não, era Adidas. Como é que você sabe? Porque eu sei, uia.E então contei que o Cruyff era o único do time cuja camisa não tinha três listras na manga, porque ele tinha um contrato de patrocínio com o Puma, usava tais chuteiras, e se recusava a fazer propaganda de outra marca. Naquela época, a camisa da Holanda não tinha o emblema da adidas, e o que indicava a marca eram três listas. Por conta disso, a do Cruyff tinha só duas.
Mas agora é Nike, disse o Gominho. Eu sei, e jogou bem ontem. É a laranja mecânica, disse o Gominho. Onde você ouviu isso? Você falou outro dia, quando contou a história do cara da camisa com duas listras.
Saber essas coisas impressiona bastante as crianças, mas convém não ficar repetindo.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Copa do Mundo FIFA 2010 na ESPN. Nada mais importa.
Não é sobre política, ou religião, ou economia.
Não é sobre fronteiras, história, comércio, petróleo, água, gás, direitos minerais, direitos humanos ou dos animais.
Não é sobre aquecimento global, pandemias globais, globalização, PIB, OTAN, ou Kyoto.
Não é sobre eleições, sanções, proliferações, ele disse, ela disse, minha terra, sua terra, terra de ninguém.
Não é sobre o mercado de ações, mercado negro, estados de alerta, casas ecológicas, esperança, mudança, medo ou aversão.
Não é sobre o comunismo, socialismo ou capitalismo, guerra ou paz, amor ódio.
É SOBRE O MÊS, A CADA QUATRO ANOS, ONDE TODOS CONCORDAM COM UMA ÚNICA COISA !
32 nações e o mundo inteiro assistindo !
COPA DO MUNDO - ÁFRICA DO SUL 2010, NADA MAIS IMPORTA !
sábado, 12 de junho de 2010
E a Copa do Mundo começou. Nada mais importa. (2)

sexta-feira, 11 de junho de 2010
Esta geração.
E a Copa do Mundo começou. Nada mais importa.
















