Quem sou eu ?

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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Para explicar o inexplicável.

Documentários sobre futebol são sempre muito bons. Uns mais outros menos, retratam um universo sem razão, de pura alma. Filmam uma paixão maluca - como todas as outras paixões.

Há quem defina como alienação. E não deixam de ter razão.

De fato, o jogo serve para mascarar e substituir muitas coisas. Funciona como solvente para frustrações, borracha para decepções. Não raro, é uma peneira da vida. Passa apenas o que interessa.

O futebol desliga o cérebro. no torcedor aciona apenas o coração (antigamente costumava fazer isso também   com o jogador). É sentimento puro e simples.

Sentimento que gera raiva, ódio, tristeza. Mas também carrega alegria, euforia, carinho.

Contradições que os filmes tentam revelar. Tentar explicar. E poucas vezes conseguem.

O mais recente é o "Bahêa minha vida". Espetáculo de imagens e depoimentos.

No mais verdadeiros deles, um torcedor diz:

"O Bahia jogando, e ganhando, você pode passar uma semana com fome... mas vai passar com amor."

Confira o trailer do documentário:

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quem Morre?







Pablo Neruda


Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mazelas do nosso dia-a-dia



Chamou a atenção neste sábado (12/11) a realização do jogo entre Somália e Etiópia, pelas Eliminatórias Africanas da Copa de 2014. A curiosidade, como se sabe, foi despertada mais pelo noticiário envolvendo fome e guerra nesses países e menos pela tradição de ambos no futebol. Para ajudar essa constatação, o jogo terminou empatado sem gols.
Somália e Etiópia são vizinhos e ocupam, ao lado do Djibouti e da Eritreia, a região geográfica conhecida como Chifre da África. Localizado no leste do continente e próxima à Península Arábica, o Chifre sofre com grandes secas que minam a população dos países.
Crescemos acostumados a ver campanhas humanitárias com o objetivo de arrecadar alimentos para a população da Etiópia e da Somália. Nos anos 80, astros do rock e do pop foram engajados por tal causa e criaram iniciativas como o USA For Africa (We Are The World) e o Live Aid.
O problema, no entanto, persiste. A Somália enfrenta grave crise alimentícia, sempre agravada pela instabilidade política da região. Se o Ser Humano é capaz de se adaptar a qualquer ambiente, a guerra e o fanatismo religioso impedem a região de levar adiante medidas paliativas à seca.
Em meio a este cenário, o jogo deste sábado não foi disputado na Somália por conta da falta de segurança no país. O empate por 0 a 0 ocorreu no Djibouti. Na próxima quarta-feira, é a vez de a Etiópia receber os somalis em casa. Quem vencer a disputa entra na fase de grupos das Eliminatórias.
É difícil ou quase impossível encontrar maiores informações sobre as duas seleções, inclusive no site da Fifa. Sabe-se apenas que a Etiópia está num estágio mais avançado e chega a ter jogadores que atuam no exterior. Aos somalis, competir já é uma vitória.
Seja como for, é reconfortante saber que – a despeito de seus flagelos – somalis e etíopes tentam chegar à Copa. Resta saber o que ocorrerá primeiro: uma história vaga em Mundiais ou a capacidade de despertar real atenção do mundo para seus problemas. Temo que nenhum dos dois.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pescarias





“Os fatos na verdade não são absolutamente como peixes na peixaria. Eles são como peixes nadando livremente num oceano vasto e algumas vezes inacessível; o que o historiador pesca dependerá parcialmente da sorte, mas principalmente da parte do oceano em que ele prefere pescar e do molinete que ele usa”.

E. H. Carr, historiador britânico

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Uma paixão incondicional





Muitos brasileiros que dizem gostar de futebol e de seus times de coração mostram, na prática, que gostam mesmo é de vencer. Por isso a desculpa mais comum para pequenos públicos em jogos de agremiações com grande torcida são as fases ruins. E fica estabelecida, na prática, uma relação de interesse: "Vocês vencem, vou aos jogos. Perdem, sumo da arquibancada".

Amor de torcedor é amor incondicional. Você simplesmente não consegue viver sem aquele time, sem aquela camisa. Sofre, ri e chora por causa dele. E não abandona, aconteça o que acontecer. Essa relação, às vezes doentia, também ajuda no desenvolvimento da personalidade do homem. O torcedor real encara os rivais e as gozações, tudo em nome de sua paixão. Ele não vira casaca, nem se omite.

Claro que a torcida perdedora também desaparece em grande parte quando as coisas não vão bem e dá as caras nos bons momentos. Nisso ela não é nada diferente das demais, das maiores. Mas não há como negar que torcer exclusivamente para clubes nada midiáticos é muito, mas muito mais difícil. Sim, é preciso gostar demais desse time.

Melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer. E tenho dito.


Da-lhe Ceará S.C. , minha paixão incondicional.


Thiago Oliveira Braga



sábado, 29 de outubro de 2011

A Doutrina do Choque (The Shock Doctrine) - Naomi Klein // Completo



"A Doutrina do choque"


O documentário "A doutrina do choque", prega resistência (à teoria da desregulação do mercado personificada pelo economista Milton Friedman) e ação popular, por outro "new deal", que remodele a economia mundial.


O paralelo entre Obama e Franklin Roosevelt, o presidente americano que atravessou a Grande Depressão nos anos 1930, é feito pela jornalista Naomi Klein, em cujo livro ("A doutrina do Choque: A Ascensão do Capitalismo de Desastre) o filme se baseia.


Winterbottom disse que aceitou o convite de Klein por achar o livro "muito potente" e ver nele "a oportunidade de falar desses acontecimentos de uma perspectiva particular".


Com numerosas imagens de arquivo, "A Doutrina do choque" se propõe a traçar um painel da implementação das ideias de Friedman e seu grupo de colaboradores na universidade, os "meninos de Chicago", em distintas partes do mundo, a começar pela América Latina.
O golpe que depôs e matou Salvador Allende no Chile é citado como primeiro exemplo de que o "incontrolável cassino capitalista" resultante das teorias de Friedman requereu regimes totalitários para se estabelecer fora dos EUA.

"No mundo anglofônico [EUA e Reino Unido]", as guerras, a começar pela das Malvinas (1982), sob o comando de Margareth Thatcher, foram o elemento impulsionador da economia livre mercado, sustenta o filme. 


Klein participa do longa entrevistando pessoas e em extratos de palestras que profere, com a intenção por ela declarada de impedir que a "memória coletiva" se deixe tomar por uma enviesada versão da história do tempo corrente.
"A Doutrina do Choque" compara as vítimas civis da Guerra do Iraque com os desaparecidos durante a ditadura argentina (1976-83), igualando-os à condição de "pessoas que se opuseram" ao regime econômico que se tentou impor em seus respectivos países.
Para quem não viu, é um boa pedida.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Celebração 3.0

 
 
Muito mais do que apenas uma formalidade. É assim que considero cada data de aniversário. É sempre uma data para se rever o próprio projeto de vida. Analisar as potencialidades e acompanhar o andamento do que havíamos planejado.

Os animais já nascem prontos. Já nascem contendo em seu código genético tudo aquilo que poderão ser. Um joão-de-barro constrói ninhos da mesma forma que todos os seus antepassados. Eles não acumulam e transmitem conhecimentos de geração a geração como o homem. Este, ao contrário, é um ser por se fazer. Ele não nasce pronto.

O aniversário, como recordação do dia em que chegamos a este mundo, serve também servir para nos lembrar que seria muito mais fácil para nós não existir do que estarmos vivos aqui.

Em categorias aristotélicas, dizemos que se hoje existimos, isso quer dizer que existimos em ato. Mas antes disso existíamos em potência. Passamos então da potência ao ato.

Quantas pessoas existem hoje apenas em potência, mas nunca chegarão a existir em ato! Dizendo de outra maneira, quantas pessoas poderiam existir, mas não existem, e nunca existirão! E pensar que somos justamente nós que existimos...

Assim, todo "feliz aniversário" que se ouve deve ser, no fundo, um reconhecimento de que a existência do aniversariante neste mundo é querida, desejada e reconhecida.

E toda omissão desse tipo de felicitação é afirmação tácita de que sua existência é indiferente. De que, se ele nunca tivesse passado da potência ao ato, o mundo seria pouco diferente do que é.

E é com discursos desse tipo que eu gosto de congratular os aniversariantes. Com essa chamada à reflexão, a se tornarem melhores, a se construirem, a se fazerem a si próprios a cada dia. A pensar que as probabilidades de não existirmos sempre foram esmagadoramente maiores do que a de existirmos.
 
Querida agradecer a Ca mila O. Lopes por ter revisado esse texto, que foi escrito com o coração.
 
Thiago Oliveira Braga 

domingo, 2 de outubro de 2011

Não deixe o encanto desaparecer.



Infelizmente isso é o que acontece com a maioria de nós. E o mundo perde grande parte de seu brilho e de seu encanto. Triste.
Poderia escrever sobre milhões de coisas relacionadas a isso, mas prefiro que vocês ouçam os próprios pensamentos.
Fico por aqui.

Ao som de:  Snow Patrol - Open Your Eyes

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Hoje não é dia dele, mas deve ser lembrado diariamente.




Dia do professor. Hoje não é dia do professor. Mas todos os dias são dias de professoras e professores que encantam na arte de gerenciar sonhos. Porque alimentam, a cada dia, na magia da sala de aula, a esperança. Porque a cada dia ensinam crianças e jovens a fantasiar e a realizar. A fantasia aparece como componente pedagógico fundamental das brincadeiras infantis, desde as parlendas, cantigas, histórias, pinturas, modelagens, até as teatrais construções de personagens.



A fantasia aparece no âmago do adolescente. E se reflete nas lágrimas em salas de cinema, na emoção do primeiro encontro, do primeiro namoro. E não morre na maturidade, ou melhor idade. É a fascinante capacidade de sonhar. De se lançar a novos projetos. De recomeçar. Quantos professores começaram a faculdade ou o curso de mestrado com anos de profissão? Quantos mestres se lançaram ao novo, aprimorando a forma de ensinar e não temendo o conceito de aprender sempre?

A realização também é componente da educação. E pode ser percebida na emoção do mestre que vê as letras sem significado ganhando forma. Nos números fazendo sentido. Nos conceitos sendo enraizados. Na observação do aluno a percorrer firmemente as sendas fascinantes do saber. E como os nossos mestres são competentes!

O professor é um referencial que fica para a vida inteira. Na lembrança de cada aluno está o exemplo, o cuidado, os detalhes que embalaram fantasias e realidades. Lembro-me das minhas primeiras professoras – até do penteado, do jeito de andar, e da arte de contar histórias, herdada de milenares tradições. Uma dessas mestras, em todas as sextas-feiras, contava histórias de amor. Talvez ela tenha aprendido com Goethe que só se ensina uma criança a amar, amando, e que no mundo nada nos torna necessários, a não ser o amor. Quem planta amor não poderá ver florescer outra coisa no jardim da vida.

Feliz dia dos professores


Autor: Gabriel Chalita


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A escolha do amor




Todos os dias fazemos escolhas em nossas vidas. Algumas escolhas são mais simples; outras, mais complexas. Escolhemos a roupa, o sapato, a alimentação, o trajeto. Escolhemos a escola, o trabalho, as prioridades. Como não é possível resolver todos os problemas de uma única vez, vamos escolhendo aqueles que precisam ser solucionados antes.  Escolhemos no supermercado, na loja, a forma de pagamento.

Algumas escolhas simples ficam complicadas quando complicamos a vida. Fazer um almoço se torna um calvário para quem está angustiado. Ter de escolher o que fazer e que agrade às outras pessoas da família parece um trabalho insano.Escolher a escola dos filhos. Escolher a mudança de emprego. Aos poucos as escolhas vão exigindo mais reflexão e o resultado da escolha vai ficando mais sério.  Uma coisa é escolher a comida errada no cardápio e decidir que não vai pedir mais aquele prato. Outra coisa é perceber que casou com a pessoa errada. A escolha do casamento tem de ser mais demorada do que a do produto de uma prateleira em um supermercado.

Como somos imperfeitos, a dúvida sempre fará parte de nossas escolhas. E é diante da dúvida que amadurecemos. Pessoas que têm certezas absolutas erram mais e sofrem mais com isso. A dúvida nos torna mais humildes, mais abertos ao diálogo.Nesses momentos é que percebemos a nossa maturidade frente aos obstáculos. Os mais concretos ou os mais abstratos.

Nesse início de ano, uma modesta sugestão:  diante das dúvidas que surgirem, escolha o amor. Diante de sentimentos mesquinhos como a inveja, o ciúme, a vingança; escolha o amor. Antes de falar, pense. Mas pense com amor. Antes de agredir, lembre-se de que o tempo da cicatriz é mais demorado do que o tempo do comedimento. Antes de usar a palavra como instrumento de maldizer, lembre-se de que o silêncio é o grande amigo e  de que, na dúvida, o outro deve receber a sua compaixão. Diante do comodismo, da alienação, escolha o amor em ação. Assim fizeram os apóstolos, mesmo sabendo que seriam incompreendidos; assim fez Francisco de Assis quando ousou chamar a todos de irmãos; ou João Bosco com os jovens que só se aquietavam quando se sentiam amados.

Assim fez Madre Tereza de Calcutá que fazia a escolha do amor diante de cada próximo que dela precisasse.

Diante da boa dúvida, é bom pedir ajuda. Para os irmãos e para Deus, a Essência do Amor.

Os desafios são muitos. É por isso que sozinho fica difícil. Como diz a canção:

Eu pensei que podia viver, por mim mesmo. Eu pensei que as coisas do mundo não iriam me derrubar.

E a oração continua e, com ela, nossa certeza: Toda honra e toda glória. É Dele a vitória alcançada em minha vida.


Que sejamos responsáveis em nossas escolhas mais simples ou mais complexas. Mais uma vez, com amor, tudo fica mais fácil e mais bonito!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fácil e difícil


Um poema de Drummond para refletirmos e reverenciarmos a vida…



Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
 Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
 Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
 Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
 Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
 Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
 Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
 Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”
Difícil é dizer “adeus”. Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas…
 Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
 Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
 Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
 Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
 Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
 Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
 Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
 Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho…

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gol "quebra tabu" completa 10 anos.



A foto do momento exato do gol quebra-tabu, depois de 16 clássicos sem vencer o ex rival.

Já nos acréscimos, quando eles já começavam a contagem até 17, o Thiaguinho (nome de craque) sofre o pênalti, o carrasco bateu e acabou com a festa com a torCida colorida.

09.09.2001

Fortaleza 0 x 1 Ceará

Jefferson, Hilton, Alan, João Lima, Marcelo (Evaldo), Lopes, Garrinchinha, Edinho, Jairo Lenzi (Thiaguinho), Sérgio Alves e Iarley.
Técnico: Flávio Araújo.
Gol: Sérgio Alves.



O Ceará quebra o tabu de 16 jogos e derrota o Fortaleza por 1 a 0, gol de Sérgio Alves, cobrando pênalti aos 47 minutos do segundo tempo, no PV, com lotação completa. A vitória alvinegra serviu também para inverter a sua posição com o tricolor, no quarto e quinto lugares, respectivamente. O clássico começou nervoso, truncado e com muitas faltas. Era o primeiro aviso de que o jogo poderia ser decidido numa simples falha, de tão rígida a marcação imposta pelas duas equipes.

Logo aos 14 minutos, Daniel Frasson perde a primeira grande chance real de gol, de dentro da pequena área, aos completar erradamente um lançamento vindo da intermediária e em seguida foi a vez de Sérgio entrar sozinho e finalizar nas mãos do goleiro Rodrigues. A resposta do Fortaleza veio com Moisés, que recebeu um presente do lateral esquerdo do Ceará, Marcelo, mas o atacante tricolor chutou para fora. Aos 40 minutos, Frasson sofre um pênalti, que Reginaldo cobre e o goleiro Jéfferson defende, garantindo, a igualdade do placar. Depois do pênalti as duas equipes ainda criaram chences de gol, mas erraram nas conclusões.

No segundo tempo, quando se esperava que os dois times retornassem taticamente com propostas diferentes, eis que acabou sendo o repeteco do primeiro tempo. A disposição dos jogadores, tanto os alvinegros como os tricolores, continuava em campo, apesar do esforço redobrado de casa um, desde de o início da partida. O atacante Clodoaldo, que recebeu marcação rígida do zagueiro João Lima, chegou a chutar uma bola contra o travessão de Jéfferson. Era um jogo marcado pelo equilíbrio, até nos últimos quinze minutos o Fortaleza passou a ter o domínio da partida, com um time mais uniforme e fazendo prevalecer o conjunto adquirido ao longo dos dois últimos anos.

E por conta disso, o Ceará procurava se defender a todo custo, mas a estas alturas já contava com o meia-atacante Thiaguinho, que entrará no lugar de Jairo Lenzi e dava mais vigor ao setor ofensivo, o qual esporadicamente ia à frente na base de contra-ataques. E foi numa dessas investidas que o mesmo Thiaguinho, perseguido por três jogadores do Fortaleza, acabou derrubado dentro da área por Moisés Teixeira. O árbitro assinalou o pênalti, que Sérgio Alves cobrou e converteu, aos 47 minutos e aos 48 o jogo foi encerrado.

Era o fim do tabu.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fábula do Cuidado



“Certo dia, Cuidado, passeando nas margens do rio, tomou um pedaço de barro e o moldou na forma do ser humano. Nisso apareceu Júpiter e, a pedido de Cuidado, insuflou-lhe espírito. Cuidado quis dar-lhe um nome, mas Júpiter lho proibiu, querendo ele impor o nome. Começou uma discussão entre ambos.
Nisso apareceu a Terra, alegando que o barro era parte de seu corpo e que, por isso, tinha o direito de escolher um nome. Gerou-se uma discussão generalizada e sem solução.
Então todos aceitaram chamar Saturno, o velho deus ancestral, senhor do tempo, para ser o árbitro. Este deu a seguinte sentença, considerada justa:
Você, Júpiter, deu-lhe o espírito, receberá o espírito de volta quando esta criatura morrer. Você, Terra, forneceu-lhe o corpo, receberá o corpo de volta quando esta criatura morrer. E, você, Cuidado, que foi o primeiro a moldar a criatura, acompanhá-la-á por todo o tempo em que ela viver.
E como vocês não chegaram a nenhum consenso sobre o nome, decido eu: chamar-se-á homem, que vem de húmus, que significa terra fértil”.

(Extraído de BOFF, Leonardo. Ética e moral: a busca dos fundamentos. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004, p. 49)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Manifestoon, Manifesto Comunista - Legendado em Português


Trechos de o Manifesto Comunista com a ajuda dos cartoones da Disney, criado pelo o cineasta independente Jesse Drew.

Passo a cita-lo: "No desenho animado clássico, a força bruta e a artilharia pesada nunca conseguem derrotar a ironia e o humor, e no fim a justiça sempre vence. Para mim, era natural ligar o meu próprio conceito infantil de subversão com uma versão mais articulada (o Manifesto Comunista de Marx e Engels)."

El Secreto De Sus Ojos - La Pasión




Demorei muito para ver “O Segredo dos Seus Olhos”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2010. Não vou desfilar os detalhes, pois não existe nada mais chato do que sinopses que entregam o jogo. O jogo, eis o detalhe que quero me ater.
O filme traz a história de um assassinato que transforma o time do Racing em um rico personagem. Um dos momentos mais marcantes é uma sequência de 6 minutos no Estádio do Huracán, com imagens que mostram a torcida do Racing, as músicas entoadas, a festa na arquibancada, os corredores do estádio e, claro, a partida. Tudo a partir de uma câmera que vai registrando as cenas sem nenhum corte.
Compartilho aqui não só parte desta sequência, mas também o diálogo que a antecede. Um racinguista fanático vai listando os nomes e as fichas completas de ídolos do passado. Até que outro companheiro de bar resolve questioná-lo:
Sandoval: Escribano, o que é o Racing para você?
Escribano: Bom, uma paixão, querido
Sandoval: Apesar de não ser campeão há 9 anos?
Escribano: Uma paixão é uma paixão…
Sandoval: Você percebe, Benjamin? O cara pode mudar tudo: de cara, de casa, de família, de noiva, de religião, de Deus. Mas uma coisa você não pode mudar, Benjamin. Não pode mudar… de paixão.
Para quem não assistiu, fica a dica.