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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Democracia

Indepenentemente quem venha ser eleito (ou eleita) presidente em 2010, este ano já entrou para a História.

Isto porque nós brasileiros assistiremos a um evento que não acontece no país desde de 1926. Isto mesmo.

Há 84 anos ocorreu a última sequência de três presidentes da República eleitos diretamente pelo povo.

Epitácio Pessoa governou entre 1919 e 1922. Passou a faixa ao eleito, Artur Bernardes, que governou até 1926, quando empossou o eleito. Washington Luís.

De lá pra cá, jamais o evento se repetiu. A instabilidade política no Brasil vinha sendo uma constante.

Washinton Luís foi deposto pela revolução de 30. Getúlio Vargas, que não foi eleito, governou entre 1930 e 1945, quando foi deposto pelos militares.

Eurico Gaspar Dutra, eleito em 1945, passou a faixa para Getúlio Vargas, eleito em 1950. Mas Getúlio suicidou-se em 1954.

Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, recebeu a faixa do presidente do Senado, Nereu Ramos, então ocupado a presidência da República. JK passou a faixa a Jânio Quadros, eleito em 1960. Mas Jânio renunciou depois de apenas sete meses de governo.

João Goulart, empossado na presidência, foi deposto pelo governo militarde 1964.

Aí veio a ditadura, com sua coleção de generais-presidentes, todos eleitos pelo Alto Comando do Exército.

Com a redemocratização em 1989, Fernando Collor, eleito diretamente pelo povo, recebeu a faixa de José Sarney, que não foi eleito por ninguém, apenas recebeu a presidência de presente depois da tragédia da morte de Tancredo Neves.

Mas Collor foi afastado da presidência, depois de sofrer um processo de impeachment.

Em 1995, Itamar Franco,que não sido eleito, passou a faixa a Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes. Em 2003, Fernado Henrique passou a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente também por dos mandatos.

Em outubro de 2010 , finalmente, teremos novamente a sequência de três presidentes sucessivos, todos eleitos diretamente pelo povo.

O que isso representa em termos de consolidação da democracia no Brasil é uma enormidade.

A democracia é um processo que só se sustenta pela adesão quotidiana e voluntária dos cidadãos. Adesão aos seus valores, de eleições livres e diretas, instituições sólidas e independentes, alternância no poder, tolerância com o diferente.

A ditadura nos dá o direito de sermos iguais. Mas so a democracia nos da o direito de ser diferentes. De pensar diferente, de falar diferente, de tolerar o outro que não pensa como você.

Em 1985 o país conquistou a liberdade política. A partir de 1994, com o plano real, os brasileiros começaram a conquistar a estabilidade econômica, com a moeda estável e controle da inflação.

Mas só agora em 2010 estamos conquistando a estabilidade política.

Por isso mesmo, 2010 já e História no Brasil.

Lucia Hippolito é historiadora, jornalista e cinetista política.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Maranata



Maranata,

Ora vem Senhor pra bem perto de mim

E que o tempo nos conserve sempre assim

Num vínculo de doce comunhão


Maranata,

Não apenas pra curar a minha doença

Pois preciso celebrar Tua presença

Que é tão doce e tão vital pra o coração


Deus, tantas vezes eu me sinto em um deserto

Nessas horas é tão bom Te ter por perto

Consciente sou que sempre estás comigo


Deus, quero sentir mais da Tua plenitude

Discernindo nessa tão doce quietude

O prazer de Ter como meu amigo.


Pr. Allison S. Ambrósio



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ao mestre com carinho


Quando um estudante chega a universidade, após vencer o vestibular, deveria incluir no ritual de suas comemorações uma homenagem aos seus primeiros professores, mesmo que não se lembre mais deles.

Na verdade, foram eles os grandes responsáveis por aquele homem ou aquela mulher que chegaram internos e realizados nesse novo estágio da vida.

Os primeiros professores, a base da educação. Eles são para nós como os alicerces são para uma casa ou um edifício. Tudo está assentado sobre eles e de forma tão anônima e tão natural que os esquecemos com a mesma naturalidade. Tudo bem, eles não estão aí para nos cobrar isso... Fizeram tudo o que tinham a fazer com amor e simplicidade e por vocação. Não existe vocação mais forte do que a de professor. Se há uma profissão na vida que se faz sem pensar em dinheiro, mas puro idealismo, é a do educador.

No entanto, quando se pensa nas reformas que se podem fazer para melhorar o ensino, pensa-se em tudo, criam-se novos métodos, fazem centenas de projetos, mas esquecem-se sempre do professor. Melhorar, reciclar seus conhecimentos, qualificá-lo melhor e pensar numa maneira de lhe pagar melhor.

Se educação é prioridade, o que é prioridade na educação?

Não seria o professor?

Quando um professor é bom e bem preparado, nem precisa de uma sala de aula ou de um quadro negro. Até embaixo de um cajueiro o ensino pode ser realizado. É o que se diz por aí entre os grandes educadores. Vamos pensar nisso?

Hoje é um dia especial para isso.

Afinal, tirando as férias, domingos e feriados, todo dia é dia do professor.

Aos mestres, o nosso carinho.

The Mino Times

Mino (Diario do Nordeste, 23 de Janeiro de 2010)

Um outro mundo é possível


O Fórum Social Mundial surge com a ideia e o slogan de que “um outro mundo é possível”. No entanto, nem sempre se vê a manutenção dessa proposta. Percebe-se muitas vezes um desvirtuamento dessa ideologia, vista unicamente como uma alternativa de melhoria econômica para as cidades que recebem esse evento, conforme o discurso do prefeito de Porto Alegre que visualizou apenas os ganhos econômicos que terá pela grande visita de pessoas, quando falou da volta do FSM para o RS. Diferente dessa engessada visão, é preciso que o Fórum continue com o objetivo de superar a política meramente econômica nesse atual modelo que beneficia poucos, para uma que seja também econômica, mas que alcance o social.


sábado, 23 de janeiro de 2010

O BBB e a filosofia


Por que o BBB tem espantosa audiência? Se os que estão na Casa são interessantes e bonitos e, além disso, criam um tipo de novelinha por “flashes”, por que não ver? Além disso, após um dia estafante, quem resiste a uma poltrona acompanhada de um convite para esvaziar a cabeça diante da impecável imagem da Rede Globo?


Mas os grupos ditos mais politizados da sociedade não gostam de explicações desse tipo, em que não se possa culpar alguém. A esquerda e a direita têm suas teorias.


A esquerda adora a palavra “alienação”. O sociólogo que leu algum manual marxista vocifera: “o público é vítima da manipulação da Rede Globo”. A direita tenta posar de culta: “ah, se nosso povo fosse educado, esses programas imorais não teriam vez”. Por sua vez, sempre atenta ao que imagina como sendo os “formadores de opinião”, a Globo busca anular esses pequenos grupos opositores com a fala de Bial, que é o “intelectual” da emissora. No BBB-10 (o atual), ele brindou os telespectadores com a frase “BBB também é filosofia”. Sei lá qual a razão dele ter falado isso, não pude acompanhar o resto. Ora, o BBB é filosofia? É claro que não no sentido dito pelo Pedro Bial, seja lá qual tenha sido, mas que o programa tem uma audiência explicável pela filosofia, isso é verdade.


O que é necessário notar, no caso, é como que o desdobramento da cultura, em especial a cultura moderna, chegou ao que chegou nos fazendo abraçar a TV na época do “Big Brother Brasil”.


No fundo da alma do homem moderno repousa um longo tapete, tecido por séculos e séculos. Esse tapete ganhou camadas e mais camadas, forrando a subjetividade e ao mesmo tempo forçando as paredes do espírito. Hegel e Nietzsche foram os filósofos que procuraram descrever esse processo apontando para o cristianismo, uma religião tipicamente subjetiva e, assim, bem diferente do paganismo, como um elemento de abaulamento da alma, algo que se tornou fundamental na modernidade. Heidegger, no século XX, fez mais: mostrou a modernidade como uma época em que a narrativa das ciências impera no mundo e, com ela, a idéia de que tudo pode ser dito a partir da relação sujeito-objeto. O sujeito é o que conhece e o que julga, o objeto é o conhecido e o avaliado. Não há estudante na universidade atual que, ao fazer metodologia científica, não seja posto diante dessa regra: o sujeito epistemológico e o objeto da ciência em questão – eis aí o que se tem de entender.


Foucault leu Hegel, Nietzsche e Heidegger. Ele preferiu localizar esse processo de ampliação da subjetividade, essa sofisticação das camadas de tecido do tapete da alma, de uma maneira um pouco diferente. Ele notou que talvez não fosse interessante dar crédito, ao se ler Platão falando de Sócrates, na frase “conhece-te a ti mesmo” como uma frase centrada na idéia de “saber”, e sim na idéia de “cuidado”. Conhecer-se, disse Foucault, nunca foi para Sócrates algo vazio, o conhecer pelo conhecer, mas implicava em uma doutrina do saber viver, dizia respeito ao cultivo de si e, este si, já estava circunscrevendo os poderes da alma, do intelecto, da razão. Antes mesmo que o helenismo tardio dominasse o mundo europeu, Sócrates já seria alguém menos preocupado com o conhecimento, com as Formas platônicas enquanto objeto do conhecimento, e mais afeito a elas enquanto guias para o bem viver.


Assim, Foucault traçou o panorama que desembocou na modernidade. Criamos o “interno” e o “externo” e, nesse mesmo processo, demos importância ao “interno”, a alma. Nessa tarefa, fixamos o que há de verdadeiro como sendo o que há em nosso “íntimo”, sendo tudo o resto o “externo” e, efetivamente, o resto – o que sobra, o que pode sobrar. Com isso dividimos o que entendemos por personalidade: tudo que é nosso, nossa verdadeira personalidade, estaria em nosso íntimo e, no mundo burguês, protegido pela privacidade que, enfim, antigos e medievais não conheceram. Tudo que é o não-verdadeiro e até o falso, o descartável, está na periferia ou no “exterior”, na vida pública. A política e o mercado nos tornam homens públicos, isto é, pessoas que, uma vez no palco, não apresentariam nada além do que é o não-verdadeiro em suas personalidades. Fora do palco, a quatro paredes, o íntimo poderia se manifestar e, então, teríamos acesso ao que há de verdadeiro em cada um de nós. Sendo que tudo que há de verdadeiro é só o que há dentro de cada um de nós – uma vez que até Deus veio parar no nosso coração por meio da religião do amor –, então, nada melhor do que a observação da intimidade para se chegar a uma instância sólida. Ora, mas a intimidade é, também, o lugar do prazer moderno par excelência, que é o sexo. Então, observar o sexo termina por ser, para o homem moderno, o lugar efetivo de contemplação da verdade. Trata-se da verdade de cada um, mas também, da própria Verdade.


Nesse sentido, o BBB realmente tem filosofia. Ficamos presos ao BBB por vários motivos, mas filosoficamente ele nos ganha porque acreditamos – uns de maneira clara para si mesmos e outros apenas por impulsos formados por séculos do desenvolvimento cultural – que vamos dar de cara com a verdade dos que estão na Casa e, então, descobrir a verdade sobre nós mesmos, sobre o Homem, sobre tudo que somos na Terra. O BBB é como que um trabalho de metafísica para os que nunca se imaginaram com alguma necessidade metafísica. Não é religião, é filosofia. Não se trata de encontrar Deus. Mas se trata de encontrar um parente próximo dele, a Verdade.


Quem somos nós, afinal? Eis aí a pergunta que está lá nas entranhas das sinapses de cada telespectador que, como o Homer Simpson, segura a cerveja na mão e espera se haverá um não uma “enrabada” no BBB. Esse sentimento chulo, esse gosto pela fofoca, nada é senão uma forma que só se faz presente porque estamos envolvidos até o último fio de cabelo com a idéia de que vamos captar ali, principalmente no sexo, que é o núcleo da intimidade, o modo de seguir do dístico do Templo de Apolo, o “conhece-te a ti mesmo”.


Foucault não só ensinou isso, ou seja, como entender o BBB, mas ele também quis mostrar que essa esperança era vã. Não há nada de mais verdadeiro no “lado interno” em detrimento do “lado externo”. Somos múltiplos, e nossa cara pública e nossa cara particular e íntima não são o verdadeiro e o falso, e sim apenas lados de uma mesma moeda. Lados de uma moeda são ou ambos verdadeiros ou ambos falsos. Aliás, não somos moedas, pois não temos só duas caras – temos muitas.


Não vamos satisfazer nossa necessidade metafísica pelo BBB. Mas acreditamos tanto nisso, que assistiremos o próximo, para a felicidade do Boninho e para o regozijo de um Bial que está cada vez mais chato.


Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A luta continua



Um dos pontos mais importantes do Programa Nacional de Direitos Humanos, criado por decreto assinado pelo presidente da República – e que tanta celeuma está causando nos meios militares – é a proposta de retomada da discussão sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.


Este é um debate crucial, que não pode ficar restrito ao Congresso Nacional, que deverá votar uma lei para regular o assunto.
É uma discussão que interessa a toda a sociedade brasileira.


O século XX foi o século da luta por direitos civis. Começou, a rigor, no século XIX, com a luta pelo voto feminino.


A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o voto às mulheres, em 1893; a Inglaterra em 1918, os Estados Unidos em 1920 e o Brasil em 1933.


Em seguida, a luta disseminou-se para combater a segregação racial, ampliar os direitos da minorias, incluir os excluídos. A partir da década de 1960, acirrou-se a luta por mais direitos civis, com muitas conquistas importantes.
E chegamos ao século XXI.


De certa forma, a eleição de Lula em 2002 e depois a eleição de Obama em 2008 encerram um importante capítulo na luta pelos direitos civis.


Vitória da inclusão, da tolerância, da aceitação do outro, do convívio entre diferentes.
Agora é preciso avançar. E a união civil entre pessoas do mesmo sexo está na ordem do dia.
Vários países já adotam legislação que reconhece esta união.


O pioneirismo, é claro, coube à Escandinávia. Na Dinamarca, a lei é de 1989; na Noruega, de 1992, e na Suécia, de 1995.


Ainda na Europa, Espanha, Portugal e Bélgica (países fortemente católicos) já reconheceram a união civil. A Holanda também já tem legislação a respeito.


Nos Estados Unidos a legislação é local, e várias cidades já possuem leis a respeito da união homossexual, além dos estados de Massachusetts e Connecticut.
Canadá e México também já reconhecem a união civil.


Na América do Sul, Uruguai e Argentina já aprovaram a lei. A Argentina foi a pioneira na realização de um casamento gay.


Aliás, no Brasil, como em muitos países, o debate foi contaminado, em grande parte, pela adoção da infeliz expressão “casamento gay”.


Religiosos de todas as igrejas, conservadores de todos os matizes reuniram-se para impedir a aprovação de lei que regule a união homossexual.


A Constituição brasileira de 1988 fala, em seu Art. 226, em casamento e em união estável, mas sempre entre homem e mulher.


Em 1995, a então deputada Marta Suplicy apresentou o projeto de lei nº 1.115/95, em favor da regularização da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo.


Desde então, o projeto dorme em alguma gaveta da Câmara dos Deputados, à espera de algum deputado (ou deputada) sério e corajoso o suficiente para fazer avançar a legislação.


Antecipando-se a qualquer lei, várias empresas brasileiras já estendem ao companheiro de mesmo sexo os benefícios de planos de saúde e de previdência.


Juízes igualmente já tomam decisões beneficiando companheiros de mesmo sexo em partilhas, heranças e pensões.


Até mesmo a Justiça Eleitoral já reconheceu, em alguns casos, a união homossexual como parte da lei das inelegibilidades.


Portanto, a discussão sobre direitos civis no século XXI precisa avançar. Até para honrar as lutas do século XX.
Está mais do que na hora de a sociedade brasileira realizar uma discussão ampla e aberta sobre a nova pauta dos direitos civis.


União homossexual, aborto e eutanásia são os temas do século XXI.
É preciso discuti-los com coragem e determinação.


Precisamos avançar.

Lucia Hippolito é cientista política, historiadora e jornalista, especialista em eleuções, partidos políticos e Estado brasileiro.

É comentarista política da Rádio CBN e da Globonews.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A SEMIÓTICA NA BOLA, UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

Futebol em família, na foto acima meu Tio Crisostomo pegando tudo no gol e sendo acampanhado pelo meu primo Guilerme.
As demais fotos são minhas mesmos, afinal esse Blog é meu e tenho que me valorizar.
Grato pela visita.
Bom ano e que Deus nos abençoes.







sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal e seus presentes





Neste Natal, não quero o Pai Natal das promoções comercias, dos presentes caros embrulhados em afetos raros. Quero o menino Jesus nascido no coração da manjedoura, esperança acesa num pasto de Belém !

Não quero o Pai Natal das lojas enfeitadas, do celofane brilhante das cestas de produtos importados, das garrafas em que o néscios afogam as tristezas rotuladas de alegrias. Quero o sonho do menino Jesus em Busca de uma terra onde nascer e viver, o sonho do Menino Judeu arauto da paz na Terra aos homens e mulheres de boa vontade. Quero o sonho do Menino Jesus dum mundo poupado de estupidez das guerras.

Neste Natal disponso abraços protocolares e sorrisos sob medida, sentimentos retóricos e emoções que encobrem a aridez do coração. Quero o amor sem dor, a oração só louvor, a fé comungada no sabor da justiça. Não quero presentes dos ausentes, a romaria pagã aos templos consumistas dos shopping-centers. Quero o pão na boca duma criança faminta, a paz que se alarga dos espíritos atribulados aos campos de batalha.

Neste Natal não quero essa pavorosa troca de produtos entre mãos que não se abrem em solidariedade, compaixão e carinho. Quero o sonho do menino solto no mais íntimo de mim mesmo, semeando ternura em todos os canteiros em que as pedras sufocam as flores. Não quero esse ruído urbano que esmaga a alma, os ouvidos aprisionados aos telefones, o olfato condenado condenado por odores insalubres, a boca em cascatas de palavras inúteis, despidas de verdade e sentido. Quero o silêncio indevassável do meu próprio mistério, o canto harmónico da natureza, a mão que se estende para que o outro se erga, a fraternura dos amigos abençoados pela cumplicidade perene.

Neste Natal, não me interessam as oscilações dos índices financeiros, as promessas viciadas dos políticos, os cartões impressos a granel, cheios de colorido e vazios de originalidade. Quero as evocações mais ternas : o cheiro do café coado de manhã por minha avó, o som dos sorrisos das crianças. Não quero as amarguras familiares que se guardam como poeira nas dobras da alma, as invejas que me alienam de mim mesmo, as ambições que se tornam tristes. Quero os joelhos dobrados no átrio da igreja, a cabeça curvada perante a humildade desse menino.

Neste Natal não aceitarei os brindes das mãos que não se tocam, nem irei às ceias dos que se devoram. Não comerei do bolo que empanturra corações e mentes, nem deixarei que a aurora do Menino me surpreenda empanzinado de sono. Neste Natal quero que todos os corações apelem à partilha de ternura com aqueles que amamos e qeremos amar eternamente!

Natal

É pra todos os dias ...

Nos nossos corações ...

Nas nossas mentes ...

Natal não está nos presentes ...

Está na ajuda ao próximo, na compreensão ...

É dar-mos as mãos e sentirmo-nos irmãos ...

Quando isso acontece ... É NATAL !!!


Escrito por Frei Betto



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal incomparável


O que faz esta época ser tão especial...
É mais do que presentes,

É o sentimento de gratidão.
É mais do que a ceia,
É o prazer da família reunida.

É mais do que as luzes iluminando as casas,
É o sorriso iluminando o rosto.
É mais do que contar com a chegada de um novo ano,
É estar aqui para você por mais um ano todo.

Neste Natal lhe desejo que:
A "Paz e a Harmonia" encontre moradia em seu coração.

Que a Esperança seja um Sentimento constante em cada ser que habita este planeta.
Desejo que o Amor e a Amizade Prevaleça acima de todas as coisas materiais.
Que as Tristezas ou Mágoas, sejam banidas de seu coração, dando Lugar apenas ao Carinho.
Que a "Dor do Amor", encontre o Remédio em outro Amor.
Que a "Dor Física", seja amenizada e que Deus esteja Ao seu lado, dando muita Força, fé e resignação.
Que a Solidão seja Extinta, E no seu lugar se instale a Amizade Verdadeira, e o Companheirismo.
Que as pessoas procurem olhar Mais a sua "Volta", e não tanto para "Si" mesma.
Que a Humildade e o Respeito Residam na Alma e no Coração de todos.
"Que saibamos Amar e Respeitar o Próximo como a nós mesmos".
Desejamos também que o nosso pedido se Realize não só neste dia, mas em todos os dias de nossas vidas!

FELIZ NATAL a todos os AMIGOS DE DEUS

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Há 40 anos: Ceará campeão do norte-nordeste


Por Ciro Câmara, do Jornal O POVO


Em dias de comemoração pelo acesso à série A do Brasileiro, uma das datas mais importantes da história do Ceará Sporting Club passa em banco em Porangabuçu. Há exatos 40 anos o Vovô alcançava seu título de maior expressão nacional. Com uma vitória por 3 a 0 sobre o Remo (PA), num estádio Presidente Vargas apinhado de gente, a equipe de Ita, Carlindo, Gildo e Chiclets vencia o torneio Norte-Nordeste na tarde de 21 de Dezembro de 1969.
Foram muitos os fatores que levaram aquela conquista ao status de histórica. O clube nunca vencera um título de tamanha expressão fora do Estado; não levantava uma taça em casa desde de o tricampeonato de 1963; e o grupo de jogadores era um dos melhores da história do clube. Mas o fundamental foram as circunstâncias que marcaram as finais daquela conquista. O Vovô perdeu o primeiro jogo da final, por 2 a 1, em Belém, e precisa de duas vitórias seguidas em casa para levantar a taça.
A segunda partida do confronto foi realizada em 19 de Dezembro. Os paraenses abriram 2 a 0 com dois gols do meia Íris. O segundo tempo já estava na metade (e parte da torcida deixava o estádio) quando Magela descontava para os alvinegros, aos 22 minutos. Volta todo mundo porque ainda dá. Dez minutos depois, Zezinho empatava a partida e coloca ainda mais fogo no PV.
Faltava um gol para a sobrevida alvinegra. E a histórica virada veio em em cabeçada certeira do atacante Gildo, o camisa nove do time, aos 43 da etapa final. "Eu comemorei tanto que desmaiei em campo", lembra o maior artilheiro da história do Vovô. A decisão, dois dias depois da virada, novamente no PV lotado, foi mera formalildade. Com o adversário abalado psicologicamente, o Vovô não encontrou dificuldades para marcar 3 a 0 (gols de Gildo, Magela e Gojoba) e conquistou o Norte Nordeste do Brasil em 1969.
E MAIS
> O time titular do Ceará na decisão de 21 de Dezembro foi formado por Ita; Daniel,Cícero,Laudenir e Carlindo; Gojoba e Magela; Osmar, Gildo,Chiclets e Zezinho. O treinador na conquista foi Aríldo Ramos.
> O maior ídolo da história alvinegra, o atacante Gildo, autor do gol da virada na segunda partida final, é o principal artilheiro da história do clube. Ele marcou 246 gols com a camisa do Vovô, conforme as contas do pesquisador Emanoel Richardson.
> O Ceará enfrentou Fortaleza, ABC, América (RN), Sport (PE), Treze e Botafogo (PB) na primeira fase. Classificou ao lado do Sport e pegou o Galícia (BA) e CSA (AL) na fase final nordestina. Venceu o grupo e fez decisão contra o Remo.
Fonte: Colaboraram o pesquisador Lúcio Chaves Holanda e o ex-jogador alvinegro Edmar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

(Re)pensando o futuro




A antiga ordem, que é a ordem dos nossos avós, dizia que para que a vida realmente fosse vivida plenamente e valesse a pena era necessário que a pessoa escrevesse um livro, tivesse um filho e plantasse uma árvore.



Fazendo uma releitura desse parâmetro popular moderno, acredito que hoje e nas eras vindouras buscaremos os mesmo objetivos, mas de formas diferentes.



Ao invés de escrever um livro escreveremos os nossos textos e colocaremos em nossos blogs, pois com o avanço da tecnologia, creio que o livro será uma peça rara, um momento de museu. Agora isso não significa que seremos uma geração ignorante, pelo contrário, nosso aprendizado será mais profundo, pois ao invés de usarmos apenas um sentido (o visual), usaremos dois ou até três (auditivo, tato, visual) em novos métodos de aprendizado, como internet, televisão, aulas altamente pedagógicas. Já é perseptível a redução de números de livros, hoje os textos vêem por email. Eu sou um amante de livros, compro toda vez que posso, mas sei que com o avanço tecnológico esse material será bem menos usado. O meio ambiente agradece.



Antigamente ter filho era um sinal de uma vida bem sucedida, de uma vida feliz, por isso, para se viver plenamente era necessário gerar um filho. Hoje em dia, filho é sinal de despesa e como cada vez mais os casamentos estão sendo postergados, os casais estão deixando para ter filhos sempre com uma idade mais avançada. Na verdade, conheço muitos casais que não tem o desejo de ter filho. Sendo assim, ao invés de buscar ter filho, se busca ter um cachorro. É mais fácil, mais econômico, não reclama, não dá trabalho. Não estou querendo dizer que isso é correto, mas se analisarmos friamente, percebermos que os novos casais estão reduzindo drasticamente o número de filhos, e muitos optaram mesmo por não tê-los.



Mesmo com a consciência popular dizendo que uma vida só teria sentido se você plantasse uma árvore, percebemos que nossos pais não levaram isso muito a sério, na verdade eles destruíram muitas árvores para construir um sonho de metal. Eles trabalharam, trabalharam e entregaram para nós um mundo próximo do colapso, na beira de um abismo irreversível. O engraçado é que muitos ainda olham para essa nova geração e têm a capacidade de denominar essa geração como irresponsável. Por isso, acredito que a geração de hoje será a geração que buscará plantar não só uma árvore, mas sim um jardim inteiro, para tentar reverter o quadro caótico deixado pelos nossos pais.



Talvez seja apenas uma reflexão utópica, mas mesmo assim aqui fica o meu palpite. Nessa nova geração manter-se-á o velho conceito de plenitude de vida de nossos pais. Todavia, trocaram os livros pelos blogs, os filhos pelos cachorros e as árvores pelos jardins.



Deus abençoe e uma boa semana.

Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Memórias



"Quando somos crianças o melhor lugar de estarmos é onde nossos pais estão; quando adolescentes onde está nossa galera; quando nos formamos onde ganhamos dinheiro e quando estamos adultos onde estão nossas memórias"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Nossa cidade tem história


Fortaleza tem passado sim. Querem ver? Você viveu ou conhece alguém que é do tempo em que.....

A COBAL ficava na esquina da rua Assunção com Antonio Pompeu.Vendia-se "chegadim" de porta em porta (o "veinho" passava tocando o triângulo)

O verdureiro ia de porta em porta montado no jumentinho e vendendo verduras frescas.O algodão doce era feito na hora e na cor que vc escolhia (rosa, amarelo, azul...)

Na véspera do Natal ir até a Praça do Ferreira ver as vitrines das lojas todas com enfeites natalinos era moda.

Era chique ir na Lobrás subir e descer na "primeira" escada rolante da cidade.Usar sapato "carinha de bebê", calça cocota e blusa frente única era luxo!

Tempo dos "mingaus pops" da Tatarana, Trasteveri e Santa Esmeralda.

Ir pro escorrega la vai um, o primeiro Cine Driving em Fortaleza.

- Lembra dos fuscas pretos da polícia (TETÉUS)? (é o novo!!!)

Da velha Ponte Metálica em tempo de cair mas não caia.Tempo da Mesbla na Senador Pompeu e da Flama na praça do Ferreira (Símbolo de distinção)Ir ao Recreio Clube de Campo era uma viagem com muito verde e salinas pelo caminho.Havia o restô Toca do Coelho.

E do restaurante Cirandinha em frente do comercial clube ??Das peixadas no restô "Alfredo o Rei da Peixada" e sempre aparecia um boneco ventríloquo para divertir a gente.

Do pequeno zoológico que havia no Parque das Crianças.Ir a shows no Ginásio Paulo Sarasate (Rita Lee, Gilberto Gil, Elba, Ney Matogrosso, Moraes Moreira entre outros).

Ir a Jericoacoara de barco (saindo de Camocim) Jeri sem energia, sem hotel ou pousada (o povo ficava em casa de Pescador)Do bronzeador "Nude bronze", e do "Rayto del sol" diretamente do Paraguai.

Comprar Mentex antes de assistir filme no Cine São Luiz.Do batom rollon sabor morango da Avon que era vendido exclusivamente na Casa Parente do Centro.

Da pizza no Jairo na Av. Santos DumontIr a Feira das Flores no passeio Público (quando ainda era um ambiente familiar).Assistir aos sábados pela TV o programa do Irapuan Lima (com a Xuxa cearense) e do Chacrinha.

Do barzinho Carbono 14.Ir aos domingos ao aeroporto ver os aviões decolarem e andar de charrete na praça em frente com os carneirinhos puxando.Tempo do Edifício Avenida na esquina da Barão do Rio Branco com Duque de Caxias.Usar decote canoa era alta moda.
Da revista POP.Da touquinha da Miss Lene, do vestido tomara-que-caia (que as vezes caía), blusa de elastex,Ferro à carvão comprado ali perto do Zé Pinto na Bezerra de Menezes.Da feirinha da Pça. Portugal na sexta feira.Da feirinha da 13 de Maio aos sábados.Do Jardim da Menopausa (Aquarius) na Beira-mar.Início das bandas de carnavais Periquito da Madame, Que M... é essa?
Bandalheira, Quem é de Bem fica;Das Lojas Di Roma, Xepão, Xepinha, Carvalho Borges, Samasa, Esquisita, Bel Lar, a Esmeralda.O cachorro quente do Romcy!!! hummmm...

Do sorvete no Juarez.

Ir "paquerar" à tardinha, no Center Um ( primeiro shopping da cidade)Da farmácia do Seu Coelho na Avenida Domingos Olímpio, da Farmácia Oswaldo Cruz no centro, Eita!Frequentar a praia do Ideal com salva-vidas e tudo!!! ( chique!!!)

Tempo em que a Av. Sen.Virgílio Távora ainda era Av. Estados Unidos.Do Seu Edgar na rua Antonio Pompeu que consertava tudo. Entre outras coisinhas, ele colocava "virola" nos sapatos. É o novo!Comer "Passaporte de galinha" no treiller na Beira-MarTomar picolé da GELLATI.Tomar sorvete "moreninha", creme holandês e creme de ovos da Kimel.

Churros, quebra-queixos e puxa-puxa na porta do Colégio Cearense.Tomar banho de chuva nas bicas das casas.Andar de ônibus elético.Ir no Jumbo e comprar Grapete, Crush, Guaraná Wilson, TAI e Cacique e levar os cascos vazios pra trocar.Do tamanco Dr. Sholl e do sapato cavalo de aço.Tempo que "ficar" era sarrar.

Tempo em que Soft era uma bala. Hoje é sobrenome de vereadora.Do curso de datilografia na Pça. Coração de Jesus e do Curso Andrade Lima na Av do Imperador. (Vixe!!!!)

Das revistinhas Bolota, Brotoeja, Tininha, Riquinho, Luluzinha.Comprar vassoura e espanador na porta de casaComprar no centrão pote de creme Rosa Mosqueta vindo do Paraguai.Do grupo cearense Quinteto Agreste.

Do Projeto Pixinguinha no Teatro José de Alencar a preço popular onde se apresentaram 14 Bis, Nara Leão, Maria Alcina, Moreira da Silva entre outros.Inauguração das lojas Americanas no centro da cidade.Lembra dos lanterninhas nos cinemas Diogo, Fortaleza, São Luis, no centro da cidade????
Ir passar férias na colônia de férias do SESC em Iparana e na COFECO era tudo de bom.Do tempo em que IJF era Assistência.Do bar Cabaré da Pirrita na Praia de Iracema (um barzinho Irreverente na época e frequentado por políticos, intelectuais emúsicos...Das armações de óculos Cacá (cadê Cacá Cacá Cacá, tá no Boris, Boris, Boris).

Do tempo que criança usava calça enxuta (não existiam fraldas descartáveis)As propagandas do Romcy que ficava na Br. Rio Branco com Liberato Barroso.

Após o Jornal Nacional com Sérgio Chapelen e Cid Moreira você ouvia a voz do Assis Santos dizendo: "Amanhã o barato do dia Romcy é...". he he he !!!! "Romcy é Romcy, barato todo dia"!Dos bailes infantis de carnaval no América, Círculo Militar, Country, Líbano, Náutico e Clube B-25
Quando se vestia a melhor roupa para ir no centro fazer compras e no final merendar no leão do sul aquele pastel de carne com azeitona de caroso e caldo de canaEstudar OSPB e Educação Moral e Cívica. É o novo!E a mais antiga de todas: Chupar rolete de cana que vinha fincado em uns espetinhos.
Resumindo:Se você é fortalezense e tiver vivido algumas dessas coisas, é simplesmente porque viveu os melhores momentos da boêmia e dainocência na cidade de Fortaleza.

Não se trata de que estamos "velhose velhas", e sim de que nós tivemos o privilégio de vivermos o melhor do nosso tempo, o que infelizmente a atual juventude não teve e também não terá.

Era um tempo sem violências, ou melhor, tinha violência sim,(rabo de burro!!!) mas era tão pouca que a gente nem ouvia falar... Que tempo bom e que lembranças gostosas...

E muitas dessas coisas que estão aí, nem faz tanto tempo assim também não...Pense num lugar pai d'égua!
Ô tempo bom que não volta mais...

Autor desconhecido

HINO MARISTA


"Mocidade do Colégio Marista
À sombra do estandarte de Maria
Avante marchemos pela conquista
Do saber, de um sublime ideal.

Marchemos pela estrada do saber
Por Deus, pela pátria, por Maria
Por Deus, pela pátria, por Maria
Sempre trabalhar,
Sempre trabalhar,Lutar e vencer.

Em todos os instantes do nosso combater
Sejamos constantes e fiéis até morrer.
Sejamos constantes e fiéis até morrer.

Do colégio sigamos a bandeira
do Ceará, terra brasileira.

Do Ceará, terra brasileira
Conservemos as nobres tradições.
Que dos nossos ardentes corações
Este grito ressoe constantemente:

Por Deus, pela pátria, por Maria
Por Deus, pela pátria, por Maria
Sempre trabalhar,Sempre trabalhar,
Lutar e vencer."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Revendo e vivendo o sexo


Esse texto foi escrito por Ingrid, esposa do Diêgo, meu parceiro de ABU que nos presenteou com esse texto que primeiramente foi publicado na revista Ultimato. Espero que gostem, pois eu gostei demais.


Hoje eu entendo com mais clareza o porquê do sexo depois do casamento; ou talvez pudesse dizer porque o sexo é o próprio casamento (de forma alguma querendo dizer que casamento é só sexo).

Criada na igreja, sempre foi firme a minha convicção de que sexo só pode depois do casamento. O porquê era simples: sexo antes do casamento é pecado e pode trazer consequências irreparáveis para o relacionamento depois. Confesso que a certeza do pecado era mais relevante do que a outra justificativa.

Com três anos de namoro, com perspectivas concretas para um casamento, os questionamentos eram inevitáveis: “Se o sexo é o casamento, por que a necessidade de esperar um casamento formal?”. Sei que as respostas para essa pergunta não precisam ser descritas aqui, pois são conhecidas por qualquer cristão que decide esperar pelo momento certo. Mas o que considero ser importante dizer, é que de fato vale a pena esperar.

Casei-me com seis anos e oito meses de namoro. Meu esposo e eu experimentamos o sexo pela primeira vez, dentro do nosso casamento.

A realidade é bem distante das comédias românticas e novelas que sempre me encantaram muito. As dificuldades são maiores do que podemos imaginar enquanto namoramos e vemos o nosso instinto à flor da pele. O sexo é muito mais intenso e transcendental do que podemos imaginar.

Na mistura de sonho, vontade, carícias, dor, beijos, alegrias, você e ele, há o encontro de almas, o “um só corpo”. Se acontece ou não o alcance do prazer, tão pregado e divulgado como a melhor coisa do mundo, não se pode garantir, mas que o sexo protegido pelo casamento e pelo compromisso mútuo perante Deus proporciona, ou me proporciona, o ápice do ser mulher, inteira, entregue... sim, me proporciona.

Se os dias são corridos e esse momento a dois começa a ficar desfalcado nas nossas semanas, o que ocorre não é uma necessidade física demasiada, e sim uma necessidade emocional. Uma saudade do meu esposo, mesmo tendo ele todos os dias, acordando e se deitando comigo. Uma saudade de me sentir inteira, uma inteireza que hoje só pode ser com ele.

Toda a dinâmica da aliança do casamento, firmada e consumada por meio do sexo, foi criada por Deus. Um elo que não pode ser rompido a não ser pelo poder do Senhor. Um vínculo que transcende o nosso entendimento e até mesmo o nosso sentimento.

Ingrid Monteiro de Castro Reis, 22 anos, é casada com Diêgo, cursa pedagogia na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e é membro da Igreja Presbiteriana da Pampulha, em Belo Horizonte, MG.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Para voltar a crer



Não faltam motivos para descrer da Humanidade. Vamos combinar que fizemos coisas extraordinárias, mas nossa passagem pela Terra não está sendo, exatamente, um sucesso. Para cada catedral erguida bombardeamos três, para cada civilização vicejante liquidamos quatro, a cada gesto de grandeza correspondem cinco ou seis de baixeza, para cada Gandhi produzimos sete tiranos, para cada Patrícia Pilar dezessete energúmenos. Inventamos vacinas para salvar a vida de milhões ao mesmo tempo que matamos outros milhões pelo contágio e a fome. Criamos telefones portáteis que funcionam como gravadores, computadores - e às vezes até telefones -, mas ainda temos problema com a coriza nasal. Nosso dia a dia é cheio de pequenas calhordices, dos outros e nossas. Rareiam as razões para confiar no vizinho ao nosso lado, o que dirá do político lá longe, cuja verdadeira natureza muitas vezes só vamos conhecer pela câmera escondida. Somos decididamente uma espécie inconfiável, além de venal, traiçoeira e mesquinha. E estamos envenenando o planeta, num suicídio lento do qual ninguém escapará. E tudo isso sem falar no racismo, no terrorismo e no Big Brother Brasil.


Eu tinha desistido de esperar pela nossa regeneração. Ela não viria pela religião, que se transformou em apenas outro ramo de negócios. Nem viria pela revolução, mesmo que se pagasse para o povo ocupar as barricadas. Eu achava que a espécie não tinha jeito, não tinha volta, não tinha salvação. Meu desencanto era total. Só o abandonaria diante de alguma prova irrefutável de altruísmo e caráter que redimisse a Humanidade. Uma prova de tal tamanho e tal significado que anularia meu ceticismo terminal e restauraria minha esperança no futuro. E esta prova virá neste domingo, se o Grêmio derrotar o Flamengo no Maracanã.

Se o Grêmio derrotar o Flamengo, o Internacional pode ser campeão. Mas o mais importante não é isso. Se o Grêmio derrotar o Flamengo mesmo sabendo as consequências e o possível beneficio para o arquiadversário, estará dando um exemplo inigualável de superioridade moral. A volta da minha fé na Humanidade não interessa, Grêmio. Pense no que dirá a História. Pense nas futuras gerações!

Luis Fernando Verissimo que dentre outras coisas é torcedor do Internacional

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vestibular X Mercado de trabalho


Ontem foi o vestibular 2010.1 da UECE (Universidade que curso Filosofia), e toda vez que vejo essa charge, lembro que no final do semestre estarei de formando e vejo que a questão do emprego fica cada dia mais difícil.
O que fazer ? O que escolher ? O que move nossas motivações ? Dinheiro ou vocação ?
São perguntas pertinentes que a cada dia nos tomam. Mas vida que segue e o melhor remédio pra essa crise e fazer as escolhar certas que nos motivem a fazer com excelência.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Patativa prisioneira


Antonio Gonçalves da Silva, no registro civil, Patativa do Assaré, nome poético adotado Patativa como o pássaro do Assaré, associado à cidade onde nasceu em 05 de março de 1909 no sítio Serra de Santana município do Assaré - Ceará. Homem simples, camponês sem currículo escolar, poeta de maior expressão do verso no nordeste brasileiro.


Seus poemas são cantados por grandes ícones da música popular brasileira, lançado por Luiz Gonzaga o Rei do Baião e seguido por outros artistas consagrados como: Elomar, José Geraldo, Zé Ramalho, Elba Ramalho e muitos outros. Patativa é agraciado como Doutor Honóris Causa por quatro universidades, Cidadão Honorário de Fortaleza e Cidadão Honorário de Potiguar.


Viveu trabalhando na roça até aos 70 anos de idade, mudando-se para a cidade quand o foi impedido de trabalhar na roça devido a vista curta do olho bom, pois o outro olho perdera aos 4 anos de idade; ouvindo pouco e aleijado por atropelamento. Viveu 93 anos. Foi personagem de documentários e filmes em curta e longa metragem; autor de roteiro musical de filme; tem 06 livros publicados, participação em coletâneas e antologias.


Sua obra serviu de tema para acadêmicos no Brasil, na França e na Inglaterra; gravou alguns discos com seus poemas; por 03 vezes o aplaudiram com seus versos no Memorial da América Latina, em São Paulo; a sua cidade o eternizou num Memorial para acomodarem nele haveres, safras poéticas produzidas por Patativa do Assaré.


Em 2008 na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará tramitaram dois Projetos de Lei em homenagem a ele, sendo que um marcava a data de seu nascimento como “O Dia Cearense da Poesia”. Patativa é admirado por todos os poetas e amantes da poesia popular brasileira . O Brasil comemora o primeiro centenário do maior poeta do século XX.


Nessas três estrofes em quadra, recitando-as em plena rua, citou a situação de abandono da administração municipal. Um policial o prendeu “por desacato a autoridade política” na sala livre da cadeia, cantava uma patativa engaiolada, Patativa então cantou:


“Patativa descontente,
Nesta gaiola cativa
Embora bem diferente
Eu também sou Patativa.


Linda avezinha pequena,
Temos o mesmo desgosto,
Sofremos a mesma pena
Embora, em sentido oposto.


Meu sofrer e teu penar,
Clamam a divina lei:
Tu, presa para cantar,
Eu. Preso porque cantei”.

Patativa foi espetacular. Feliz aquele que teve contato com sua obra e sobretudo sua história.