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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Uma viagem que valeu história


Viajei no dia 9 de Julho de 2009 para São Paulo para trabalhar numa temporada de acampamento de crianças e adolescentes em Arujá-SP. Até aí nenhuma informação extraodinária, afinal com os preços das passagens mais baratas que ônibus, até eu estou viajando.

Mas o motivo desse texto não será pra relatar mais uma de minhas idas a cidade de São Paulo, mas especificamente a data, que ficou marcada pra mim, pelo fato de ter sido feriado na cidade e mudou completamente os meus planos, ao chegar (sem falar do frio, que é um componente significativo pra quem mora no Ceará).

Mas como sou curioso, fui aos livros entender melhor o motivo do feriado, e o que tem de tão importante nessa data pra ter até um feriado em todo o estado, pois aqui no Ceará, só tem desses se for por algum motivo religioso, caso contrario, não lembro de nenhum desses aqui na minha cidade/estado.

Então, senta que lá vem história ...

1932 – Começa a Revolução Constitucionalista, que opôs os paulistas ao governo federal, chefiado por Getúlio Vargas.

Com a vitória da Revolução de 30, Getúlio assumiu o poder e instalou um governo provisório. O Congresso e as Assembléias foram fechados, e interventores federais nomeados para governar os estados.

Para São Paulo foi nomeado o tenente João Alberto Lins de Barros.

A exclusão do governo do Partido Democrático (PD) – que havia apoiado a Revolução de 30 – deu início a uma campanha de mobilização da sociedade paulista, pela imediata reconstitucionalização do país e a ampliação da autonomia política dos estados.

Apesar da renúncia de João Alberto, a hostilidade entre os paulistas e o governo Vargas só fez aumentar.

No início de 1932, os dois principais partidos paulistas se uniram, formando a Frente Única Paulista (FUP), que passou a preparar uma revolta armada. Percebendo a força do movimento, Getúlio nomeou o civil e paulista Pedro de Toledo como interventor e publicou o novo Código Eleitoral, que previa a realização de eleições para a Assembleia Constituinte em maio do ano seguinte.

Essas medidas foram entendidas pelos paulistas como manobra protelatória de Vargas.
Em 23 de maio, um grupo de jovens estudantes tentou invadir a sede de um jornal favorável a Getúlio. No conflito com um grupo de tenentistas, morrem os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes foram usadas para designar uma sociedade secreta, MMDC, que passou a tramar a derrubada do governo Vargas.

(Muitos anos depois, a Lei estadual nº 11.658, de 13.01.2004 criou o “Dia dos heróis MMDCA” (23 de maio), incorporando ao quarteto original a inicial de Orlando de Oliveira Alvarenga, ferido no dia 23 de maio, mas que só veio a falecer em 12 de agosto.
As ruas Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo, Alvarenga e MMDC se cruzam no bairro do Butantã, em São Paulo.)

No dia 9 de julho eclode o movimento na capital e no interior do estado. Comandavam as forças rebeldes Bertoldo Klinger e Euclides Figueiredo – militantes da Revolução de 1930 –, e Isidoro Dias Lopes – líder do levante de 1924.

A revolução teve apoio de amplos setores da sociedade paulista, como intelectuais, industriais, estudantes, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático. Todos lutavam contra a ditadura de Vargas.

Durante três meses, São Paulo viveu um verdadeiro esforço de guerra: indústrias se mobilizaram para fabricar armamentos, e a população se uniu na campanha Dê ouro para o bem de São Paulo.

O bloqueio naval da Marinha ao porto de Santos impediu que simpatizantes de outros estados pudessem integrar a revolução. Apesar de setores políticos gaúchos e mineiros serem solidários com a causa constitucionalista, decidiram permanecer leais ao Governo Provisório.
Isolados, os paulistas assinaram a rendição em outubro de 1932.

O governo federal evitou fazer represálias, cuidando logo de abastecer a capital com os gêneros de primeira necessidade que começavam a faltar devido ao prolongado isolamento.
Além disso, em agosto de 1933, São Paulo finalmente viu chegar um civil e paulista à chefia do governo, com a nomeação de Armando de Sales Oliveira para substituir o general Valdomiro Lima.

E finalmente, em 1934 foi promulgada(quer dizer que foi votada, e não imposta quando no caso é outorga da a nova Constituição).


domingo, 23 de agosto de 2009

A música no período do regime militar



“Você corta um verso, eu escrevo outro

Você me prende vivo, eu escapo morto”

Pesadelo – M. Tapajós e Paulo C. Pinheiro

Alguns são saudosos do Regime Militar. É bom reavivar a memória: entre 1964 e 1985, o país sofreu censura ampla, geral e irrestrita. Nada escapava da ceifa dos censores. O clássico da literatura O Vermelho e o Negro, de Stendhal, foi proibido por causa do “vermelho” do título. Na novela Escrava Isaura, não se podia usar a palavra escravo. A polícia saiu às ruas à procura do autor de Electra, a mando dos militares chocados com a violência da peça teatral. Naturalmente, não encontraram o grego Sófocles, morto 20 séculos antes.

Para calar a voz da nação, por ocasião do golpe militar de 64, improvisou-se uma equipe formada por esposas de militares, ex jogadores de futebol e funcionários públicos desviados da função. Despreparados e apoiados pela FTP e Igreja, os cães de guarda da moral eram implacáveis com quem destoasse dos valores ultramoralistas, antidemocráticos e anticomunistas do regime. Mais tarde, entre 74 e 85, concursos públicos para censores exigiram nível universitário. Os novos censores eruditos e bem informados continuaram tomando decisões pessoais. Além dos critérios de corte serem poucos claros, faltava diálogo entre os diferentes órgãos de repressão e sobrava arbitrariedade. Aldir Blanc conta que viu um general, aos gritos, ordenar a morte de Ney Matogrosso, pois o neto não parava de imitar o seu rebolado. Paulo Coelho ficou preso por um mês por trajar camisa da seleção do Paraguai, o que o delegado julgou um insulto. Mais casos curiosos podem ser conferidos no ótimo site http://www.censuramusical.com.br/.

Pela lógica da repressão, vigiar a cena musical garantia a desmobilização política da sociedade. Para os militares, artistas da MPB, inteligência de esquerda, movimentos operários e estudantil conspiravam para desestabilizar o regime. Os artistas lutavam pelo direito de sobrevivência no mercado de trabalho. Foi um período de grande efervescência cultural e política, onde a chamada música de protesto floresceu e se tornou a grande trincheira de resistência ao autoritarismo.

Entre 66 e 72, os festivais da canção fomentaram o protesto pacífico. A MPB driblava a censura com letras repletas de metáforas. Chico Buarque, contra a própria vontade alçado ao posto de bardo opositor, teve 40 musicas vetadas, a metade por razões políticas. Abusando do duplo sentido, são dele “Cálice” e “A Rita” , composta um ano após o golpe da Dita(dura), que, “além de tudo,me deixou um violão”. Em “Acorda amor” , canção onde diz ter medo de ladrão do que dos militares, burlou censores com o pseudônimo de Julinho da Adelaide. Com o endurecimento do regime, Chico espontaneamente exilou-se na Itália. Menos sorte teve Geraldo Vandré, o irado compositor de “Pra não dizer que não falei de flores” : lenda viva após o exílio do Chile desagregou-se como pessoa pública. Em 89 inexplicavelmente compôs “Fabiana”, uma homenagem à FAB.

A maioria das letras, no entanto, era vetada por questões morais. Para preservar a imagem de nação com rígida moral cristã, a censura policiava a anti-metáfora da música de protesto, a música simples e direta ao povo. Odair José, o terror das empregadas, foi perseguido por versos que feriam a hipocrisia puritana. Teve “A Pílula” censurada por pressão da igreja. Luiz Ayrão, cantor brega mais engajado, compôs no 13 aniversário do golpe “há treze anos te aturo e não agüento mais” à qual deu o nome de “Divórcio”. A censura não percebeu.

Nos versos da canção, amordaçava-se o canto de um povo, num clima de paranóia. “Tortura de amor” , de Waldick Soriano, foi vetada por causa da palavra tortura. A censura à “Curvas da Marquesa de Santos”, de Luís Nassif, justificava : personagem histórica não podia ter curvas. Em “Casa Forte”, de Edu Lobo, faltou letra e a música foi proibida. “Pra não dizer que não falei de flores” e “Disparada” foram vetadas na voz do autor, mas Jair Rodrigues podia cantá-las. Ter ou não a obra liderada era,nas palavras de Chico Buarque, roleta russa. “Apesar de você” crítica a ditadura disfarçada de querela amorosa já tinha vendido 100.000 compactos quando foi censurada. Em “Bolsa de Amores” Chico comparava uma garota às ações da bolsa de valores “moça fina, ordinária,ao portador”. Teve que trocar o “ao portador” por “sem valor”. Em “Trocando em Miúdos” aplacou censores acrescentando “e nunca leu” ao “devolva o Neruda que você me tomou”.

Aquele foi um tempo de patrulha ideológica interna. Em 72, Wilson Simonal desentendeu-se com o seu contador. Para vingar-se, o advogado espalhou que o cantor delatava colegas contra o regime militar. Foi o suficiente para levá-lo ao ostracismo. Faleceu, em 2000,antes de ver seu nome absolvido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB. Caetano Veloso, por seu estilo independente, era taxado como subversivo pelos militares, e de “entreguista Odara” pelos colegas engajados.

Alguns artistas aderiram ao regime da potência de “amor e paz”. Don e Ravel assinaram a marchinha “Eu te amo, meu Brasil”. Jorge Ben compôs “Brasil Tropical” e “Brasil” e Zé Kéti foi o autor do hino do sesquicentenário da independência.

O começo do fim da longa e tenebrosa nevasca cultural foi em 1979. O recém criado Conselho Superior de Censura abrandava a atuação repressiva. Num tempo, página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas gerações, Chico e Francis Hime compuseram o samba “Vai Passar”, hino da campanha das DIRETAS JÁ. Em 88 o ciclo de fechou com a promulgação da nova constituição. O grito de guerra do início da ditadura militar, de João do Vale – “Carcará pega, mata e come” – enfim silenciava. Era o fim do regime do “Pisa na fulo,mas não maltrata o carcará”. Que ele descanse em paz, sem direito à ressurreição ou a vida eterna.

Vivemos em outros tempos, então aproveite o seu tempo.

Thiago Oliveira Braga

Visão melhor


Salmo 73.1-3a

Quando nos vemos deficientes em sabedoria, não é porque a Palavra de Deus tenha páginas que estejam faltando, mas porque não temos visto tudo o que há nas páginas que já temos. Não precisamos de outro livro, mas de dar mais atenção ao livro que temos; não demandamos mais conhecimento, mas uma visão melhor para vermos aquilo que já foi revelado em Jesus Cristo.

Não há dúvida quanto a isso! Deus é bom - Bom para as pessoas boas, bom para os que são bons de coração. Mas eu quase deixei de ver isso, Deixei de ver sua bondade. Eu estava olhando do outro lado...

Por Eugene Peterson

sábado, 22 de agosto de 2009

Felicidade


“Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar”
Aristóteles

domingo, 16 de agosto de 2009

Dia do filósofo


Eu iria escrever um texto incrível parabenizando Sócrates, Platão, alguns pré-socráticos. Mas desisti e achei que uma melhor homenagem seria eu ficar algumas horas me questionando o porquê de eu escrever tal texto.

É com essa “reflexão” que faço a lembrança do meu, do seu , do nosso dia do Filosofo. 16 de Agosto de 2010 espero está formado e empregado como professor de Filosofia e daí escrevo algo mais.

Saudações a todos.

Thiago Oliveira Braga

O mundo contempla o esplendor de Usain Bolt


"Consegui me vencer". Isto sim é declaração de um campeão, ou melhor, de um ícone, do melhor de todos os tempos em se falando de atletismo. Usain Bolt sobrepujou o atleta que estava em seu encalço tentando superá-lo no campeonato mundial dos 100m em Berlim. Tyson Gay que é um grande velocista se esforçou ao máximo mas ainda ficou 13 centésimos atrás de Bolt que bateu o próprio record(em Pequim com 9s69) cravando 9s58. Gay fez 9s71.


A comparação é até descabida, mas mesmo assim é possível: Gay tem a musculatura compacta e robusta, tem passadas mais ligeiras e é sério e concentrado; já Bolt é esguio e delgado, um galgo de 1,96, que tem passadas mais lentas, mas bem maiores do que as de seu desafiante, Bolt é irreverente, debochado, marrento, provocador, convencido, mas é o melhor. Só a título de comparação, enquanto Gay dá duas passadas, Bolt dá uma, e esta uma vale por três de Gay.


Hoje Bolt bateu um novo record mundial, e fez isto com folga e tranquilidade. O grande fascínio desse atleta, além da extrema velocidade, é a sua maneira despojada, criativa e irreverente. Ele faz caretas, caras e bocas, gestos; ele dança, pede silêncio e quando está próximo da linha de chegada, olha para o adversário que está se matando de correr e sorri. Qual o atleta que faz isso no mundo? É difícil encontrar. Usain Bolt é a alegria do povo e promete muito mais. Segundo ele, sua meta é a marca de 9s40 nos 100 metros e é bem possível que ele atinja.
Hoje o mito escreveu mais um capitulo em sua história.
Com vocês ao serviço d’EleThiago Oliveira Braga

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Refletindo em Aristóteles 2


"Onde as necessidades do mundo e os seus talentos se cruzam, aí está a sua vocação"


Aristóteles

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Refletindo em Karl Barth


"Quando contamos nossas virtudes nos tornamos competidores.
Quando confessamos nossos pecados nos tornamos irmãos"


Karl Barth

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Copa do Brasil, 1994: um vice-campeonato ainda engasgado

Por Ciro Câmara, na edição deste domingo (9 de Agosto de 2009) do Jornal O POVO

“És o time das grandes campanhas”. O verso do hino do Ceará Sporting Club nunca esteve tão em voga quanto na temporada de 1994. No ano marcado pelo tetra mundial da seleção brasileira e pela morte de Ayrton Senna, a campanha do vice-campeonato na Copa do Brasil conseguiu rivalizar com os demais fatos, pelo menos para os alvinegros. Amanhã, o feito completa 15 anos.

A campanha consolidou nomes, como os de Sérgio Alves, Vitor Hugo e Airton na galeria de ídolos do clube; derrubou gigantes como Palmeiras e Internacional; e levantou polêmica que rende até hoje: afinal, Sérgio Alves sofreu ou não o pênalti que renderia o título ao Vovô, na decisão contra o Grêmio?

A campanha alvinegra começou sem empolgar. Dirigido por Mauro Fernandes, o Vovô sofreu para desclassificar o Campinense (PB) - vitória em casa por 2 a 0 e derrota fora por 2 a 1, com vaga garantida no saldo de gols. Os resultados vacilantes custaram o cargo de Fernandes, substituído por Dimas Filgueiras, ex-atleta e funcionário do clube.

A missão era não fazer feio na segunda fase, diante do poderoso Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. O goleiro Chico afirma que a entrada de Dimas foi decisiva para a arrancada do time. “Quando o Dimas assumiu a coisa se transformou, criou um novo ânimo”, lembra o atual auxiliar-técnico do Ferroviário.

Após o empate sem gols no Castelão, o time abriu o placar em São Paulo, com gol de Jaime. O Verdão empatou. O resultado foi o suficiente para a classificação. O atacante Sérgio Alves diz que “caiu a ficha” do potencial da equipe após esse jogo. “Ali, percebemos que podíamos ir longe”.

Em seguida, veio o mata-mata diante do Internacional. O Vovô bateu os colorados por 1 a 0, no Castelão, gol de Gerônimo. Na partida da volta, o mesmo Gerônimo marcou para o Alvinegro, derrotado por 2 a 1, mas classificado por ter mais gols fora de casa. “Houve uma pressão grande e tivemos a capacidade segurar aquele resultado”, destaca Chico.

A semifinal foi diante de outra surpresa: Linhares (ES). O primeiro jogo, no Castelão, empate sem gols. Na volta, o Ceará bateu os adversários por 1 a 0, gol de Sérgio Alves. Restava um obstáculo para o título. O time iniciava o mata-mata contra o Grêmio em casa, em 7 de agosto. No Castelão com 53 mil pagantes, o jogo foi de baixo nível e o placar terminou em 0 a 0. O resultado não frustrou os alvinegros, preocupados em não tomar gols em casa.

Três dias depois, o Ceará se via no estádio Olímpico (RS). O Grêmio partiu para o sufoco e, aos 3min, marcou com Nildo. Os gaúchos tiveram oportunidades de aumentar no primeiro tempo. Na etapa final, o Alvinegro conseguiu equilibrar a partida mas não alcançou o empate, que daria o título. Ficou ainda a reclamação sobre pênalti sobre Sérgio Alves, considerado regular pelo árbitro Oscar Roberto de Godói. Uma revolta que dura 15 anos.

Desde então, nenhuma equipe local conseguiu chegar tão próximo de um título de máxima expressão nacional.

COPA DO BRASIL
GRÊMIO
1 - Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Émerson e Carlos Miguel (Wallace); Fabinho e Nildo (Carlinhos). Técnico: Luís Felipe Scolari
CEARÁ 0 - Chico; Ronaldo, Aírton, Vítor Hugo e Claudemézio; Mastrillo, Ivanildo, Elói e Catatau; Jerônimo e Sérgio Alves. Técnico: Dimas Figueiras
Local: estádio Olímpico, em Porto Alegre
Data: 10/8/1994
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Público: 49.263 pagantes
Gol: Nildo, aos 3min do 1ºT
Campanha do Ceará: 22/2 - Ceará 2×0 Campinense (Ronaldo e Ney); 25/3 - Campinense 2×1 Ceará (Catatau); 18/5 - Ceará 0×0 Palmeiras; 29/5 - Palmeiras 1×1 Ceará (Jaime); 4/6 - Ceará 1×0 Internacional (Gerônimo); 8/6 - Internacional 2×1 Ceará (Gerônimo); 23/7 - Ceará 0×0 Linhares; 30/7 - Linhares 0×1 Ceará (Sérgio Alves); 7/8 - Ceará 0×0 Grêmio e 10/8 - Grêmio 1×0 Ceará.

ONDE ANDA

> Chico (goleiro) - Atualmente trabalha como auxiliar-técnico do Ferroviário
> Ivanoé (goleiro) - Abandonou o futebol em 2006 e hoje mora em Quixadá
> Airton (zagueiro) - Trabalha como segurança e disputa campeonatos de subúrbio
> Aldemir (zagueiro) - É gerente do Ferroviário
> Ronaldo Salviano (volante) - Era árbitro e agora treina o Maguary
> Ivanildo (meia) - Mora em Fortaleza
> Roberto Carlos - (lateral ) - Supervisor do Horizonte
> Jaime (lateral) - Atua como amador, em Sobral
> Zé Ricardo (meia) - Mora no Rio de Janeiro
> Malhado (lateral) - Reside em Recife
> Claudemir (atacante) - É frentista na Capital
> Elói (meia) - Mora no Rio de Janeiro
> Claudemésio (lateral) - É de mototaxista em Fortaleza
> Da Silva (zagueiro) - Disputou a 3ª Divisão estadual pelo São Benedito
> Vitor Hugo (zagueiro) - Atua como técnico de futebol
> Sérgio Alves (atacante) - Continua no clube.Tem 39 anos
> Mastrillo (volante) - Treina o River do Paiuí
> Gerônimo (atacante) - Mora em Maceió (AL)
> Catatau (atacante) - Tem uma fábrica de papelão, em Campinas (SP).
> Nonato (atacante) - Falecido
> Dimas Filgueiras (treinador) - É funcionário do Ceará.
> Paradeiro desconhecido - Niltinho, Bizu, Ney e Rildo (atacantes), Renato Martins (lateral esquerdo), Eugênio (zagueiro) e Cafu (lateral)

Esse ano foi marcante pra mim, não pelo tretracampeonato da Seleção Brasileira, mas pela campanha bonita que o Ceará teve naquele ano. Confesso que chorei muito ao final do jogo, e fui para quase todos os jogos dessa campanha (excluindo a do Linhares-ES).
Valeu Ceará, tive, tenho e terei orgulho de ser alvinegro, espero que o ano de 2009 seja um ano de alegrias.

Da-lhe Ceará.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Palavras X Exemplos


“As palavras movem, os exemplos arrastam”.
(Pe. Antonio Vieira)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A esculhambação do forró atual



'Tem rapariga aí?
Se tem levante a mão!'.

A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto.Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicasbem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (SaiaRodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa.Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vaitomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Futuro não é mais como era antigamente

Dialética do tempo : O Pelourinho da cidade de Aracati-CE ladeado por parabólica e luz elétrica. 19.06.09 (Foto: Thiago Oliveira Braga)

Que tempos modernos os nossos não?!

Tive a oportunidade de passar 17 dias em Arujá-SP, trabalhando numa temporada de inverno do Acampamento Jovens da Verdade , e estando longe de casa, mesmo sendo em zona rural, tive oportunidade de levar meu notebook e internet móvel , e devido a isso estava lá, mas ao mesmo tempo ON TIME, com tudo que estava acontecendo. (inclusive três vitórias do Ceará S.C., sendo que duas fora de casa).

Quantas não são as ferramentas que Deus tem nos dado para levar Sua verdade aos confins da terra. O que temos feito com toda essa parafernália que temos recebido ? O que poderemos fazer nesse espaço globalizado que São Paulo fica "ali" do lado.

A tecnologia acaba nos deixando sobremaneira acomodado, no entanto, nossas responsabilidades são as tão grandes, pois as demandas da nossa geração é , e continuará aumentando.

Tem horas que tenho que optar em saber o que será melhor: o que é importante ou o que é essencial. Nem sempre é muito fácil fazer essas decisões, apesar do contexto não muito favorável, quero continuar fiel aquilo que acredito.

Que Deus nos desperte para essa realidade. Para novas possibilidades, para quebrar velhas barreiras e alcançar lugares novos.

Até a próxima (E o Ceará é bem AQUI, e continua lindo) !

Com vocês ao serviço d’Ele


Thiago Oliveira Braga


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Como posso descobrir a minha vocação ?



Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

[1Corintios 12.4-7,11]


Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está identificado. Os conceitos de inteligências múltiplas (ver de Howard Gardner) e de dons e ministérios indicam que todas as pessoas são dotadas de recursos para realizações úteis. Quando somos conscientes dos recursos que nos são inerentes ou que recebemos e ou adquirimos ao longo da vida, podemos discernir melhor a contribuição que podemos dar para o bem comum.



Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está disponibilizado de forma organizada. Contribuições pontuais e ações eventuais não são suficientes. A vocação é exercida numa rotina de atividades por meio das quais canalizamos nossos recursos para suprir necessidades específicas das pessoas.



Você sabe que tem uma vocação quando sua contribuição independe de remuneração. Na verdade, quando você está inclusive disposto ou disposta a pagar para continuar a fazer o que faz. Paulo de Tarso era fazedor de tendas por ocupação e apóstolo por vocação. Sua atividade apostólica não dependia de remuneração, e inclusive era, de quando em vez, auto-financiada.



Você sabe que tem uma vocação quando existe uma necessidade do/no mundo a respeito da qual você se sente responsável. Pode ser um grupo social, um povo, uma instituição, uma causa, enfim, algo pelo que você se sente impelido ou impelida a fazer alguma coisa.



Você sabe que tem uma vocação quando aquilo que você faz exige mais do que mera intuição, exige capacitação. Para exercer uma vocação você deve se comprometer a estudar, se aperfeiçoar e se desenvolver de modo a fazer cada vez melhor e com mais excelência, eficiência e eficácia aquilo que faz.



Você sabe que tem uma vocação quando as coisas que acontecem ao redor de sua atuação se explicam apenas pela ação do Espírito Santo. O chamado divino para uma tarefa específica se faz sempre acompanhar dos recursos divinos para sua concretização e sucesso.



Você sabe que tem uma vocação quando recebe constante feedback (retorno) de pessoas que agradecem e glorificam a Deus pela sua vida. O critério último de uma vocação não depende de quanto você gosta do que faz, mas de quanto as pessoas são abençoadas pela sua contribuição.



Você sabe que tem uma vocação quando, ao final de um artigo a respeito de vocação, você não tem um monte de interrogações na cabeça. Como na conversa em que um jovem pergunta ao pastor como saber se está apaixonado, e o pastor responde “Não sei, mas sei que você não está”. Quem precisa perguntar “como posso descobrir minha vocação?”, ainda não a descobriu - não significa que não tem uma vocação, mas que ainda não sabe qual é.



Ed René Kivitz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A TENTAÇÃO DO ATIVISMO


Os discípulos falam de suas ações como manifestações da presença ativa de Deus. Eles agem, não para provar o seu próprio poder, mas para mostrar o poder de Deus; agem, não para redimir as pessoas, mas para revelar a graça redentora de Deus; agem, não para criar um mundo novo, mas para abrir corações e ouvidos para aquele que está sentado no trono e diz: "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21.5).


Em nossa sociedade, que equipara o valor com a produtividade, a ação paciente é muito difícil. Estamos tão propensos a nos preocupar em fazer algo que tem valor, em realizar mudanças, planejar, organizar, estruturar e restaurar, que muitas vezes parece que esquecemos que não somos nós que redimimos, mas Deus. Estar "ocupado", estar "onde está a ação", estar "no auge das coisas", muitas vezes parece ter-se tornado a própria meta a ser atingida. Nós então esquecemos que a nossa vocação não é demonstrar os nossos poderes, mas a misericórdia de Deus.


A ação como forma da vida compassiva é prática difícil, justamente porque nós somos tão carentes de reconhecimento e de aceitação. Esta carência pode facilmente nos levar a nos conformarmos com a expectativa de que iremos oferecer algo de "novo". Numa sociedade que está interessada em novos encontros, tão ávida por novos acontecimentos, e tão sedenta de novas experiências, é difícil alguém não ser seduzido para um ativismo impaciente. Dificilmente nos damos conta desta sedução, especialmente porque aquilo que fazemos é tão obviamente "bom e religioso". Mas até mesmo o estabelecimento de um programa de ajuda, de alimentação dos que estão com fome e de assistência aos doentes pode ser mais uma expressão de nossas próprias necessidades do que um chamado de Deus.


Mas não sejamos tão moralistas a respeito disso: nunca poderemos alegar motivos isentos de interesse próprio, e é melhor agir com aqueles e por aqueles que sofrem do que esperar até que tenhamos completamente sob controle nossas próprias necessidades e os impulsos altruístas agindo plenamente em nós. Entretanto, é importante permanecermos críticos em relação às nossas tendências ativistas. Quando as nossas próprias necessidades começam a dominar as nossas ações, o serviço a longo prazo torna-se difícil, e nós logo ficamos exaustos, esgotados e até mesmo exacerbados pelos nossos esforços.


A fonte mais importante para combater a tentação constante de ceder ao ativismo é a consciência de que em Cristo tudo foi consumado. Esta consciência deveria ser estendida, não como um discernimento intelectual, mas como um entendimento na fé. Enquanto continuamos a agir como se a salvação do mundo dependesse de nós, carecemos da fé que move montanhas. Em Cristo, o sofrimento e a dor humana já foram aceitos e suportados; nele, a nossa humanidade enfraquecida foi reconciliada e admitida na intimidade do relacionamento entre o Pai e o Filho. Por isso, a nossa ação deve ser entendida como uma prática pela qual nós tornamos visível aquilo que já foi consumado. Esta ação se baseia na fé de que nós pisamos em terreno sólido mesmo quando estamos cercados pelo caos, pela confusão, pela violência e pelo ódio.


Deus não é um Deus de ódio e de violência, mas um Deus de ternura e de compaixão. Talvez somente aqueles que muito sofreram entenderão o que significa que Cristo sofreu as nossas dores e consumou a nossa reconciliação na cruz.


Henri Nouwen (1932 – 1996), escritor, preletor e mentor espiritual, foi professor nas Universidades de Harvard, Yale e Notre Dame, e passou a última década de sua vida pastoreando uma comunidade voltada para o cuidado de deficientes mentais, chamada Daybreak, em Toronto, Canadá.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

E agora, José?


José Sarney vive seus últimos momentos e o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, aquele que excomungou todos os adultos envolvidos no aborto de uma gravidez de alto risco em menor estuprada, está se aposentando.

"E agora, José?
A reza acabou,
a presidência dançou,
o povo sumiu,
o escândalo esfriou,
e agora, José?
E agora, você?
Você que tem nome,
que zomba dos outros,
você que excomunga,
cala quem protesta,
e agora, José?

Está sem respeito,
está sem discurso,
está sem destino,
já não pode benzer,
já não pode empregar,
iludir já não pode,
a verba esgotou,
o milagre não veio,
o aplauso não veio,
o jetom não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?



E agora, José?

Sua negra casaca,

seu instante de santo,

sua imortalidade,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de oligarca,

sua incoerência,seu trono - e agora?


Com a caneta na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no Maranhão,

mas o Maranhão secou;

quer ir para Roma,

João Paulo não há mais.

José, e agora?


Se você confessasse,

se você se arrependesse,

se você tentasse

ser igual a toda gente,

se você dormisse,

se você sonhasse,

se você morresse…

Mas você não morre,

você é eterno, José!


Sozinho entre os muros

príncipe em seu palácio,

só teologia,

sem verdade nua

para se perdoar,

você é o dono do mar

que fugiu a galope,

você foge,José!

José, pra onde?"


Por ROBERTO VIEIRA sobre poema de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

domingo, 21 de junho de 2009

Quem comeu a lua ?


Quando criança, fui muito bem nutrido com o leite materno, além de minha mãe, também amamentei na minha tia, até aí tudo bem. O que eu não contava era que isso fosse ser um motivo para minha prima crescer com um sentimento de concorrência pois acabou faltando leite pra ele em determinado período.


Daí, quando Roberta, minha prima, tinha uns 5 anos de idade foi levada a janela do seu apartamento , onde lhe mostraram a lua num belo quanto crescente e foi perguntada:


- Olha Roberta , a lua está tão linda ...


- Está. Mas alguém comeu a metade.Com certeza foi o Thiago...


Detalhe, essa história é a mais pura verdade em todos os detalhes, inclusive no nome de seus personagens.


Toda vez que eu penso na palavra RESPONSABILIDADE lembro dessa história, tenho consciência das minhas, mas com certeza a lua não fui eu quem comi.


Faça a sua parte. Não espere pelo governo, pelo vestibular, pela promoção ou pelo príncipe encantado. Seja construtor da sua própria história e simplesmente FAÇA.

Com vocês ao serviço d’Ele
Thiago Oliveira Braga
FOTO: Meu sobrinho João Pedro, em sua visita ao casa da vovó no dia 13 de Junho de 2009.

sábado, 20 de junho de 2009

Pausa para a emoção de soletrar


Foi extremamente tocante a final do Soletrando, exibida ao vivo, neste sábado, no Caldeirão do Huck.

Os três finalistas, oriundos da escola pública, assim como todos os participantes, mostraram rara inteligência e a certeza de que a educação é realmente o melhor caminho, apesar das dificuldades extremas que muitas crianças têm para estudar, em um país que precisa melhorar muito para ficar ruim.

A pernambucana Larrisa Oliveira esteve perfeita, não errou nenhuma palavra e venceu, levando 100 mil reais para ajudar na sua educação.

O carioca Bruno Roberto, morador da favela da Rocinha, ficou em terceiro.

E ao menino Pedro Henrique da Rocha, de Viçosa do Ceará, aluno do nono ano na Escola de Ensino Fundamental Chapeuzinho Vermelho e segundo lugar, toda minha admiração.
Que ele tenha sabedoria - e terá - para entender, aos 14 anos, que suas lágrimas são um incentivo para uma vida brilhante.

Valeu Pedro.

Texto escrito por Fenado Graziani

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Refletindo em Nietzsche

Uma pessoa continua a trabalhar porque o trabalho é uma forma de diversão. Mas temos de ter cuidado para não deixarmos a diversão tornar-se demasiado penosa.

Nietzsche

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Refletindo em Aristóteles


Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.

Aristóteles

domingo, 14 de junho de 2009

O efeito de uma fotografia


Eu na minha adolescência iniciei meu gosto por fotografia devido as viagens que fazia em competições com o Colégio Cearense na equipe de atletismo (é verdade, eu já fui atleta).Recebi até algumas alcunhas do tipo “Jorge Tadeu” (em alusão ao personagem do Fábio Junior na novela) e seu Valdísio que era o fotografo OFICIAL do Cearense em todos os anos que por lá estudei.

Mas as viagens acabaram , a câmera quebrou e somente 10 anos depois eu consegui adquirir uma outra câmera , e agora tudo é motivo para tirar uma foto, então meu irmão buscou uma foto nosso bem pequenos, nos colocamos atrás e na frente ficou o João Pedro (dá uma sacada no bico dele como ta engraçado), assim tivemos uma impressão de , apesar do tempo , nossos traços são bem marcantes e o que é melhor, estamos juntos, apesar das distancias geográficas.

Então , aos que acompanham esse BLOG vejam a foto e percebam o efeito positivo no que se refere a nossa memória as nossas fotografia, e lembrar do passado é mais um motivo pra se inspirar no futuro.
Pergunta: Quem é o mais bonito ?

Deus abençoe a todos.
Com vocês ao serviço d’EleThiago Oliveira Braga

sábado, 13 de junho de 2009

Questionamentos

Relacionar-se com Deus é muito mais do que esperar dele seu ombro, é poder usufruir do seu AMOR.

Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Como é que diz “eu te amo”?

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.
Filipenses 4:8

Hoje é 12 de Junho, dia dos namorados*,é dia também da mídia destacar os anúncios melosos, repetindo o bordão prove-que-ame-comprando-presenteando. O “amor” é mostrado como sentimento (paixão,carinho) e ação (troca de presentes).É o comércio na luta pra se manter em pé,apelando para o sentimentalismo, buscando aquecer o coração enquanto esvazia os bolsos. Mas trata-se de algo mais: um ritual anual de demonstração de afeto, um dia “definido” para o amor.É até bom tirarmos um dia para, de modo especial, reafirmarmos compromissos e demonstrarmos carinho, mas mais isso só ganha significado quando é fruto do cultivo diário do amor. Pode até parecer não muito significativo,mas o dia dos namorados é uma data especial pois celebra algo que só tem sentido “a dois”. É uma grande oportunidade de recordar aquilo que passou e que valeu a pena, e de alguma forma, cultivar o afeto ao outro que anda tão escasso nos dias de hoje.


O sentido do Dia dos Namorados está rodeado de apelos comerciais, presentes... Ou o sentido dessa data fica restrito apenas aos jovens namorados ou a um certo erotismo consumista. Na verdade namoramos a vida toda, porque namorar tem a ver com amor. Dentro da palavra n-AMOR-ados está escondida a palavra AMOR. O Dia dos Namorados é, por isso, um dia especial para falar do amor que une pessoas, aqueles que gostam em segredo, os que ficam, os que estão ficando, os namorados, os noivos, os que se amam à distância, os casais de todas as idades. Mais que presentes, o Dia dos Namorados é um dia para dar-se conta que somos um presente, um para o outro, em nossas relações.

E aqueles que não namoram? Alguns não namoram, não estão namorando, não namoram mais ou não querem namorar. Todos, no entanto, amam. O Dia dos Namorados deveria ser também o Dia do Amor, dia para celebrarmos todas as formas de amar: na família, a amizade, o cuidado com a natureza e os animais, nossas relações entre colegas, na escola, no trabalho, a solidariedade com quem precisa de ajuda.

Antes de tudo, lembrar que o amor vem de Deus, que Ele nos ama acima de tudo e deseja que a gente ame as pessoas, todas. Amor é o sentimento que melhor nos permite entender como Deus é. Sempre que amamos, com respeito e cuidado pelo outro e por nós mesmos, estamos experimentando o jeito de ser de Deus.

Feliz Dia dos Namorados.

* No ano 269 d.C o Imperador Claudius II estava convencido de que soldados solteiros e descomprometidos afetivamente lutavam melhor na guerra. Por isso Claudius II ditou uma lei que proibia o casamento. Conta a lenda, que um padre, chamado Valentino, continuou celebrando casamentos em segredo, até ser descoberto, preso e morto. Isto aconteceu no dia 14 de fevereiro. As pessoas não esqueceram a resistência do Padre Valentino em nome do amor e todo o dia 14 de fevereiro elas celebravam o amor, pelo qual Valentino havia dado sua vida. Assim, esta data ficou conhecida com Valentine's Day (Dia de São Valentino) e tornou-se, em várias partes do mundo, o Dia dos Namorados e o Dia do Amor. No Brasil, por motivos comerciais, o Dia dos Namorados foi, em 1949, transferido para o dia 12 de junho. Mudou a data, mas o sentido deveria ser o mesmo.
Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O anel de vidro


Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...
Assim também o eterno amor que prometeste,
- Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.


Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou
-Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...


Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo na alma a saudade celeste...
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste...
Manuel Bandeira

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Refletindo em Kierkegaard




Partilho hoje uma oração realmente autêntica e relevante para nós, mesmo tantos e tantos anos depois de orada-escrita por esse precioso teólogo e filósofo dinamarquês:

" Pai Celestial,

Não queremos que nossos pecados estejam contra nós,
e sim queremos nós estar contra os nossos pecados.
De maneira que cada pensamento que tenhamos de Ti,
quando estes se despertam em nossa alma,
seja capaz de recordarmos não dos desvios nos quais
temos estados extraviados e perdidos, mas do caminho de misericórdia no
qual nos encontraste e nos salvaste por Tua Graça. "

Amém!

- Post Scriptum

Com vocês ao serviço d'Ele Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Refletindo em Platão







As coisas superiores são tão difíceis ... quanto excelentes



Platão

domingo, 7 de junho de 2009

Refletindo em Santo Agostinho



É melhor coxear pelo caminho do que avançar a grandes passos fora dele.
Porque quem coxeia pelo caminho, embora avance devagar, aproxima-se da meta, enquanto que quem segue fora dele quanto mais corre mais se afasta.

Santo Agostinho

sábado, 6 de junho de 2009

Piada


Uma vez eu vi um cara querendo se jogar de uma ponte e eu disse:

– Não faça isso!

– Ninguém me ama

– ele disse.

– Deus te ama. Você acredita em Deus?

– Acredito

– ele disse.

– Você é cristão ou muçulmano?

– Cristão.

– Eu também!

– eu disse.

– Protestante ou católico?

– Protestante.

– Eu também! De qual denominação?

– Batista.

– Eu também! Batista da convenção batista do norte ou batista da convenção batista do sul?

– Da convenção batista do sul.

– Caramba, eu também! Batista da convenção batista regular do sul ou da convenção batista independente do sul?

– Da convenção batista regular do sul

– ele disse.

– Eu também! Batista da convenção batista regular reformada do sul ou da convenção batista regular pioneira do sul?

– Da convenção batista regular reformada do sul.

– Eu também! Batista da convenção batista regular reformada pentecostal do sul ou da convenção batista regular reformada carismática do sul?

– Da batista regular reformada pentecostal do sul.

– Então morra, herege!

– e empurrei o sujeito.


Autor da piada: comediante Emo Philips Fonte: Bacia das Almas

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os Esperançosos


Pelo que esperam?

Que os surdos se deixem convencer

E que os insaciáveis

Lhes devolvam algo?



Os lobos os alimentarão, em vez de devorá-los!

Por amizade

Os tigres convidarão

A lhes arrancarem os dentes!

É por isso que esperam!


Bertold Brecht

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Amo a liberdade


Amo a liberdade.
Por isso deixo as coisas que amo livres.
Se elas voltarem é porque as conquistei.
Se não voltarem é porque nunca as possuí.

John Lennon

Foto: Thiaguin do Ceará , Dudu da Bahia e Bidu de São Paulo tirando onda em Atibaia em Janeiro de 2007, no nosso dia de folga do treinamento.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ceará, meu eterno AMOR.



O dia 2 de junho é a data mais especial para o futebol cearense. Foi nela, que no ano de 1914, há exatos 95 anos, surgia o clube de futebol do povo, o Ceará Sporting Club. Batizado inicialmente com o nome de Rio Branco, em 1915 as cores preta e branca, símbolo do respeito pelas diferenças, começaram a tremular no mais alto pavilhão do futebol cearense. Ceará Sporting Club, eleito pela maioria desde então. Ceará Sporting Club, meu eterno amor. Ceará Sporting Club, símbolo de tradição, luta e perseverança.Parabéns meu Vovô, pelos teus 95 anos, e que muitas glórias continuem percorrendo teus futuros caminhos.

Ceará, que tantas alegrias me deu. Parabéns.

Com vocês ao serviço d'Ele Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ser(viço)


Trabalhe pra aprender,
trabalhe pra crescer,
trabalhe por prazer,
mas trabalhe pra SONHAR,
pra ter as suas coisas.

Isso é muito bom!



Com vocês, ao serviço d'Ele, Thiago Oliveira Braga
Foto tirada nos tempos que eu trabalhava no Colégio Marista Cearense, no dia 11 de Março de 2005.

domingo, 31 de maio de 2009

Do estilo



Fere de leve a frase... E esquece... Nada

Convém que se repita...

Só em linguagem amorosa agrada

A mesma coisa cem mil vezes dita


Mario Quintana

sábado, 30 de maio de 2009

Prisão


"Nós estamos presos nas mais mesquinhas paixões e oramos pedindo à Deus um ar condicionado para nossa prisão."

Ricardo Barbosa

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Doar, Dar…


Acompanham os jornais? A tv? Estão vendo esse movimento de comoção nacional em prol das vítimas das enchentes no norte-nordeste? Não? Eu também não.

Desde o início de abril, as regiões Norte e Nordeste sofrem com uma temporada de chuvas que já atingiu mais de 300 municípios. O número de desabrigados, até o momento, ultrapassa 184 mil pessoas, mais do que o dobro das vítimas de Santa Catarina em 2008, que na época uniu o país e seus veículos de comunicação. Inclusive, na época, a Cruz Vermelha aqui do Estado do Ceará foi a primeira a iniciar campanha de arrecadação de alimentos. Toda catastrofe é de se lamentar, seja aqui no Ceará ou no Sul, não devemos ficar apontando culpados e sim ter misericóridia dos que tem sofrido nesses dias.

Para completar a catástrofe, cidades inteiras estão ilhadas, sem acesso às capitais e pessoas correm risco de morte por não poder se deslocar para hospitais no litoral. Colheitas estão perdidas, rebanhos mortos e várias indústrias estão comprometidas, ocasionando em um prejuízo econômico ainda incalculado.

O que me motiva a escrever esse texto é poder partilhar o meu desejo de que a possibilidade de doar é infinitamente mais significativa do que receber, toda essa chuva que tem assolado ao estado do CEARÁ e vizinhos não tem grandes perspectivas de melhorar logo que passem as chuvas, no entanto partilho um texto do padre Henri Nouwen que foi bastante inspirador.

Ninguém é tão pobre que não tenha o que dar, ou tão rico que não tenha o que receber. Não é possível pensar em paz enquanto o mundo permanece dividido em dois grupos: os que dão e os que recebem. A verdadeira dignidade humana encontra-se tanto em dar quanto em receber. Isso se aplica não só aos indivíduos mas também às nações, culturas e comunidades religiosas. Uma verdadeira visão de paz testemunha uma reciprocidade contínua entre dar e receber. Não deixemos de perguntar a nós mesmos o que estamos recebendo daqueles a quem damos antes de fazê-lo, e nunca recebamos antes de perguntar o que devemos dar àqueles de quem recebemos.

Dar é muito importante: dar discernimento, esperança, coragem, conselho, apoio, dinheiro e, acima de tudo, dar-nos a nós mesmos. Sem dar não há fraternidade e irmandade. Mas receber é igualmente importante, porque ao fazê-lo revelamos aos doadores que eles têm algo a oferecer. Quando dizemos “obrigado, você me deu esperança; obrigado, você me deu uma razão para viver; obrigado, você permitiu que eu percebesse meu sonho”, fazemos os doadores se conscientizarem de seus dons únicos e preciosos. Às vezes é apenas nos olhos dos que recebem que os doadores descobrem esses dons.

Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

terça-feira, 26 de maio de 2009

Fazer o que se gosta…


A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando “fazer o que se gosta”, um conselho confuso e equivocado.


Empresas pagam a profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.


Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, aí, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer?
Muitos jovens sonham trabalhar no terceiro setor porque é o que gostariam de fazer. Toda semana recebo jovens que querem trabalhar em minha consultoria num projeto social. “Quero ajudar os outros, não quero participar desse capitalismo selvagem.” Nesses casos, peço que deixem comigo os sapatos e as meias e voltem para conversar em uma semana.


É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que ajudam os outros o faz de graça.


As coisas que realmente gosto de fazer, como jogar tênis, velejar e organizar o Prêmio Bem Eficiente, eu faço de graça. O “ócio criativo”, o sonho brasileiro de receber um salário para “fazer o que se gosta”, somente é alcançado por alguns professores felizardos de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral.


O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem “fazer o que gostam”? Pediatras e obstetras atendem às 2 da manhã. Médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas porque isso tem de ser feito.


Empresas, hospitais, entidades beneficentes estão aí para fazer o que é preciso ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem “fazer o que gostam”.


Então teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.


Aliás, isso não é um conselho simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário.


Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o colocarão à frente dos demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem porque não se prepararam adequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer aquilo que gostam, e aí odeiam o que fazem mal feito.


Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isso, porque demoro demais, vivo brigando com quem é incompetente, reescrevo estes artigos umas quarenta vezes para o desespero de meus editores, sou superexigente comigo e com os outros.


Hoje, percebo que foi esse perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.


Se você não gosta de seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Começará a ser até criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer.


Faça seu trabalho mal feito e você odiará o que faz, odiando a sua empresa, seu patrão, seus colegas, seu país e a si mesmo.


Stephen Kanitz

domingo, 24 de maio de 2009

Ausência






Faça da sua ausência o bastante para que alguém sinta sua falta, mas não prolongue-a demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti.


Novos dias, nova semana "início" de semestre na UECE ... e vida que segue.

Com vocês ao serviço d'Ele Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Coerência


Sobre a foto,eu aproveito esse espaço para felicitar uma "grande" amiga minha, que mora longe (Blumenau- SC) e atualmente está mais longe ainda(Havaii), e mesmo ela tendo muito o que curtir por lá, ela separa um tempinho pra prestigiar seu parceiro do Ceará lendo esse BLOG.
Essa foto foi tirada no "museu do olho" na bela cidade de Curitiba-PR.
Valeu Dani Cabral


Toda passagem de ano tenho a tendência de fazer promessas para mim mesmo, no intuito de melhorar. Claro que essa “tática” invariavelmente é furada, e não surtiu muito efeito de maneira prática para minha vida.

Para viver e não me frustrar, eu decidi tomar uma decisão. Apenas uma, no caso eu decidi ser COERENTE, pode vir a ser meio que óbvio, mas no cotidiano a história muda. E tenho buscado viver aquilo que falo, se não vivo, me mantenho calado e pratico esse exercício de vida, mas não sou orgulho o bastante para vivenciar isso de maneira solitária, e tenho desenvolvido o hábito de ESCREVER orações. Isso muito me ajuda a ver a vida de outra maneira.

Viver de maneira coerente é poder olhar o outro face a face, é poder falar a mesma coisa num bar e no pátio de uma igreja. É poder assumir limitações e reconhecer aquilo que se tem feito de bom é ...
enfim , é poder se relacionar com Deus, independente de circunstâncias.
Com vocês, ao serviço d'Ele Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dica de Blog


Aproveitando minha última semana de férias para ler algumas coisas pendentes , afinal estou na reta final do meu curso de Filosofia.

Mas nem só de “Filosofia” vive o ser humano, daí eu também prestigiei alguns BLOGs de pessoas que quero bem, e me deparei com um muito legal, de uma garota de 15 aninhos, mas super especial que eu sou fã.
Ela publicou uma poesia de Luís Vaz de Camões, onde fala de mudanças, nada mais coerente deu publicar tal peça e aproveitar e divulgar o endereço de outras preciosidades da Melina (carinhosamente conhecida como Mel).

O desejo do meu coração é que esse nova geração, apesar das mudanças, sejam carregadas de SONHOS, e por isso que eu acredito e invisto nessa geração.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
(...) Luís Vaz de Camões.
Com vocês ao serviço d'Ele Thiago Oliveira Braga

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Monólogo ou diálogo?



“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.”
(Jr.29:13)

Orar, em minha opinião, não significa pensar em Deus em vez de pensar em outras coisas; ou passar tempo com Deus, em vez de passar tempo com outras pessoas. Pelo contrário, significa pensar as coisas e viver com as pessoas na presença de Deus.

Assim que começamos a dividir nossos pensamentos em pensamentos voltados para Deus e pensamentos voltados para pessoas e eventos, removemos Deus de nossa vida diária e o colocamos em um pequeno nicho religioso onde supostamente se pode ter pensamentos religiosos e experimentar sentimentos religiosos. Embora seja importante, e mesmo indispensável, para a vida espiritual reservar um tempo para Deus – e somente para Ele -, a oração só poderá tornar-se constante quando todos os nossos pensamentos – belos ou feios, altivos ou vis, arrogantes ou humildes, tristes ou alegres – forem assumidos na presença de Deus.

Vale dizer : converter nossos incessantes pensamentos em uma constante oração. Isso nos conduz de um monólogo egocêntrico para um diálogo centrado em Deus. Para tanto, é preciso que transformemos todos os nossos pensamentos em diálogo.

O foco, portanto, não é o que pensamos, mas a Pessoa a quem expormos nossos pensamentos.
Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

terça-feira, 19 de maio de 2009

Palavras



Não sou digno do amor de Deus. Não, não sou...
Não sou porque a ira toma o meu ser quando as setas do inimigo vêm em minha direção.
Não sou digno do Amor de Deus, porque tenho magoado as pessoas que amo, pelo meu modo incisivo de falar.
Não sou digno, porque por vezes me rendo às minhas vontades e não ouço a vontade do Pai.
Não sou digno, não sou.
Não sou digno, porque eu não tenho falado desse amor a todos que conheço.
Não sou digno, porque tenho julgado pessoas, que assim revidam da mesma forma.
Não sou digno, porque cada vez me pareço mais comigo mesmo e, menos com Jesus.
Não sou digno de Ti, Deus meu! Peço o teu perdão, pela Tua graça e misericórdia.
Assim não quero mais agir.


Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O que é oração


“A oração cristã é orar ao Pai, através do filho, mediante o Espírito Santo”. James Houston


ORAÇÃO É AMIZADE. Orar é uma resposta para o amor e a amizade de Deus. “Oração é a nossa resposta à proposta e chamado de Deus. A primeira palavra é sempre de Deus; a nós nos cabe a segunda, a reposta.” (Ricardo Barbosa– O Caminho do Coração – pág 117). Porque Deus toma a iniciativa de reconciliar consigo mesmo o mundo através de Cristo como prova de seu grande amor e justiça. Isso quer dizer que Deus nos transforma de inimigos em seus amigos. Assim, a oração é possível porque Deus toma a iniciativa de falar conosco primeiro e nós lhe respondemos em oração.


ORAÇÃO É CONHECIMENTO. Oração é um encontro de uma amizade pessoal e íntima com Deus. Nestes encontros de uma convivência amiga de oração, aprendemos a nos conhecer quando conhecemos mais a Deus. Assim, somos transformados a medida em que este encontro intensifica-se.


ORAÇÃO É TRANSFORMAÇÃO DO SER. Sóren Kierkegaard disse: “A oração não transforma a Deus, mas transforma aquele que ora”. Não oro todos os dias para mudar a Deus, a fim de que ele sempre atenda meus pedidos e realize meus desejos. Mas oro a Deus para mudar meu caráter, meu coração, meus desejos, vontades, intenções, motivações, pensamentos, atitudes, vocabulário e meu espírito diante da vida. Assim, orar é dizer “seja feita a tua vontade”, a fim de que, em nosso companheirismo com Deus, como pessoas que oram, realmente comecemos a tornar-nos diferentes. Somente assim, nosso ser inteiro começa a ser transformado pela vida e pelo espírito da oração.


ORAÇÃO É ADORAR AO PAI EM ESPÍRITO E EM VERDADE. Orar é entender que Deus é Pai que procura para si “verdadeiros adoradores que adoram ao Pai em espírito e em verdade”. Deus procura adoradores que oram, não apenas motivados por receber exclusivamente dádivas de Deus, nem para sentir o poder carismático de Deus, mas Deus procura filhos adoradores que oram por causa de seu amor e do desejo de ter um relacionamento íntimo e pessoal de amor com Deus pai.


ORAÇÃO É UM RELACIONAMENTO DE AMOR COM DEUS. A oração tem mais haver com o amor do que o poder de Deus. Porque até mesmo o inferno pode imitar o poder de Deus, mas é incapaz de um mínimo gesto de amor como o de Deus. Assim, no silêncio e na solitude do quarto, Deus não é apresentado como um general, o Todo-Poderoso, o Juiz, o Altíssimo, que está lá longe no alto e sublime trono nos céus e faz apresentações espetaculares de poder, milagres e maravilhas a fim de nos convencer de que é Deus, mas Jesus nos apresenta Deus como o Pai amoroso que sente prazer de está com seus filhos. A oração em secreto a Deus Pai, é o pronunciar singelo do “Aba”, o balbuciar da criança que descansa em absoluta confiança no colo do Pai.


ORAÇÃO É DESFRUTAR DA PRESENÇA DE DEUS ALÉM DAS PALAVRAS VERBALIZADAS. É viver conectado em Deus 24 horas por dias, onde o diálogo - ouvir e falar de ambas as partes – é uma rotina de uma convivência amiga e prazerosa. Assim, a oração deixar de ser exclusivamente um monólogo e passa também a ser uma disposição do coração de estar em silêncio para ouvir Deus. “A oração é muito mais uma atitude de entrega, rendição e disponibilidade do que um monólogo piedoso diante de Deus”.

Com Vocês, ao serviço d'Ele Thiago Oliveira Braga

domingo, 17 de maio de 2009

Orar


Orar é entrar em sintonia com Deus. Há muitas maneiras de fazê-lo e não se pode dizer que esta é melhor que aquela. Há orações individuais ou coletivas, baseadas em fórmulas ou espontâneas, cantadas ou recitadas. Os salmos, por exemplo, são orações poéticas, das quais cerca de cem expressam lamentação e/ou denúncia, e cinqüenta, louvor.
Nós, ocidentais, temos dificuldade de orar devido ao nosso racionalismo. Em geral, ficamos na soleira da porta, entregues à oração que se apóia nos sentidos (música, dança, mirar vitrais ou paisagens etc.) ou na razão (fórmulas, leituras, reflexões etc.).
Orar é entrar em relação de amor. Como ocorre entre um casal, há níveis de aprofundamento entre o fiel e Deus. Uns oram como o namorado que fala demais no ouvido da namorada. Como se Deus fosse surdo e burro. Parecem aquela tia que liga e fala tanto, tanto, que minha mãe deixa o fone, mexe a comida nas panelas e retorna, sem que sua ausência seja percebida.
Jesus sugeriu não multiplicar as palavras. Deus conhece os nossos anseios e necessidades. O próprio Jesus, narra o evangelho, gostava de retirar-se para lugares ermos para entrar em oração. "Jesus foi para a montanha a fim de rezar. E passou toda a noite em oração a Deus" (Lucas 6, 12).
Na oração, é preciso entregar-se a Deus. Deixar que ele ore em nós. Se temos resistência à oração é porque, muitas vezes, tememos a exigência de conversão que ela encerra. Parar diante de Deus é parar diante de si mesmo. Como num espelho, ao orar vemos o nosso verdadeiro perfil - dobras do egoísmo realçadas, mágoas acumuladas, inveja entranhada, apegos enrijecidos. Daí a tendência a não orar ou fazer orações que não revirem ao avesso a nossa subjetividade.
Os místicos, mestres da oração, sugerem aprendermos a meditar. Esvaziar a mente de todas as fantasias e idéias, e deixar fluir o sopro do Espírito no silêncio do coração. É um exercício cujo método a literatura mística ensina. Mas é preciso, como Jesus, reservar tempo para isso. Assim como a relação de um casal arrefece se não há momentos de intimidade, do mesmo modo a fé se debilita se não nos recolhemos em oração.
Oramos para aprender a amar como Jesus amava. Só a força do Espírito dilata o coração. Portanto, uma vida de oração se avalia, não pelos momentos entregues a ela, e sim pelos frutos na vida cotidiana: os valores elencados como bem-aventuranças no Sermão da Montanha (Mateus 5, 1-12). Ou seja, pureza de coração, desprendimento, fome de justiça, compaixão, destemor nas perseguições etc.
Orar é deixar-se amar por Deus. É deixar o silêncio de Deus ressoar em nosso espírito. É permitir que ele faça morada em nós. Sem cair no farisaísmo de achar que a minha oração é melhor do que a sua, como aquele fariseu frente ao publicano (Lucas 18,9-14). Quem ora procura agir como Jesus agiria. Sem temer os conflitos decorrentes de atitudes que contradizem os antivalores da sociedade consumista e individualista em que vivemos.
Orar é subverter-se a si próprio. Centrado em Deus, o orante descentra-se nos outros e imprime à sua vida a felicidade de amar porque se sabe amado. Parafraseando Jó, antes de orar se conhece a Deus "por ouvir falar". Depois, por experimentar. O que levou Jung a exclamar: "Eu não creio. Eu sei".
Frei Betto