Quem sou eu ?

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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Reiterado agradecimento


Galera, o aniversário passou e fiquei super feliz com as mensagens pelo celular, e-mails, ligações,scraps,twittadas e por mais difícil que possa vir a ser as congratulações feitas pessoalmente (é verdade, hoje em dia AINDA existem gestos concretos).
Muito obrigado a todo pelo carinho, tanto pelos de longe quanto os que estão pertinho, me alegro com todos vocês no dia de hoje.


Eu anotei todas as maneiras as pessoas se dirigiram a mim, daí você tira como as formas são as mais ecléticas que poderia imaginar, mas independente de como se dirige, o importante é que seja sincero e de coração.
Thiago
Thi
Parceiro
Meu vei
Cara
Sofredor
Filhote
Thiagão
Ceará
Guri
Vozão
Rapaz
Meu Brother
Thiaguinho
Carniça
Brow
Rapaz
Herói
Garoto
Pessoa mais irritante da face da terra
Mah
Doutor
Grande
Cearense mais querido do Brasil
Marmota
Maxu rei
Carinha
Titi
Lindão
Santo
Mano
Meu irmão em Cristo
Bichão
Veio

Todas forma dirigidas a mim,só tenho mais é que ficar feliz com essas manifestações.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

E já se passaram 28 anos


Essa foto foi registrada a exatos 10 anos,depois de uma aula do Pacifico a galera me fez essa surpresa.Ganhei um cartão gigante e ainda me deixaram em casa. Galera era muito gente boa e cada item que está sobre a mesa foi uma lembrança dos meus colegas da turma do 3° ano no Colégio Marista Cearense. Bom relembrar, melhor ainda CELEBRAR.


"Nas tuas mãos (, Deus), estão os meus dias" Sl 31:15



Para quem não sabe dia 20 de Outubro é meu aniversário. Sim, 28 anos. 28 anos de vida. Vinte e oito. Eita lasquera. Vinte e oito anos felizes.

E escrevo essa mensagem com grande alegria no coração, pois o ano de 2009 foi um ano atípico. Tenho vivido intensamente todos eles, mas a sensação de perda de tempo que outrora tive em anos anteriores não posso dizer que senti nesse ano.

2009 foi o ano em que meu irmão (José Braga)casou, foi pai do João Pedro e de quebra eu virei tio e meus pais vovô e vovó. Pude curtir muito minha família, a muito que não aproveitei, desde de assistir e comentar sobre novelas a pescar com meu tio nos verdes mares cearenses.

No final do semestre estarei concluindo minha trajetória acadêmica no curso de Filosofia,e com a convicção de que não existe tempo pra quem não desistiu de sonhar. Entrei na UECE com 25 anos, com grandes adversidades, mas não saio, apenas fecho um ciclo e espero que em breve tenha oportunidade de vivenciar outros.

10 anos que conclui meu ensino médio e um grande pretexto de para poder (re)encontrar com vários que não vejo e que escreveram uma bonita história no Colégio Marista Cearense.

Ano em que vejo meu time do coração, o Ceará Sporting Clube fazer uma linda campanha na série B, e que depois de 16 anos subirá para disputar o brasileirão. O campeonato só acaba dia 28 de Novembro, mas já pressinto que independente da posição, ele chegará ao acesso. Obrigado CEARÁ S.C.

Mas não poderia falar que esse ano foi oportunidade de ver crescer. Aos adolescentes dos quais caminho, no trabalho eclesiástico do qual faço parte (Conectados)Eu gosto de ensinar adolescentes.Não sei bem porquê,apenas gosto.Às vezes desconfio dos motivos.Acho que em nenhuma outra faixa etária estarei perto de pessoas que são a tradução do que são pessoas que simplesmente SONHAM.

Muito obrigado a todo pelo carinho, tanto pelos de longe quanto os que estão pertinho, me alegro com todos vocês no dia de hoje. Deus abençoe a vida de cada um.

Muito Obrigado.

Capital do Ceará 20 de Outubro de 2009.

domingo, 18 de outubro de 2009

O Operário Em Construção



Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.


De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.


Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
-Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.


Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.


Foi dentro da compreensão
esse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
-Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.


E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.

E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.


E o operário disse:
Não!E o operário fez-se forte
Na sua resolução.


Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
-"Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.


Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.


Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.

Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.


Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.

O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!


– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.

Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.


Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.

E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

Composição: Vinicius de Moraes

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. (Cora Coralina)


Hoje é dia do professor (também é aniversário do meu irmão,que é professor,mas vamos falar dessa profissão tão significativa).Se Brasília gostasse dos professores 1% do que gosta e puxa o saco dos políticos, o Brasil estaria noutra situação. Ou não? No Japão, QUASE todos devem reverência ao Imperador, QUASE porque o professor é reverenciado até pelo imperador, ou seja, ele que se curva ao professor. Isso é que é reconhecimento.


E para que você pense com muito carinho nessa figura tão importante e escanteada de nossa sociedade, publico aqui, para sua reflexão.


Analfabeto Político*

Bertolt Brecht


O pior analfabeto

É o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala,

Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,

O preço do feijão, do peixe, da farinha,

Do aluguel, do sapato, do remédio,

Dependem das decisões políticas.


O analfabeto político

É tão burro que se orgulha

E estufa o peito dizendo

Que odeia a política.


Não sabe o imbecil que,

Da sua ignorância política

Nasce a prostituta, o menor abandonado,

e o pior de todos os bandidos,

que é o político vigarista,pilantra,

corrupto e o lacaio

dos exploradores do povo*


há outras versões sobre o final do poema mas, acredito que a tradução mais fiel seja esta.

É, se você conseguiu ler até aqui, agradeça ao professor!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Faça diferente, faça diferença


“Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceites o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempos de desordem sangrenta,

de confusão organizada,

de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumana,

nada deve parecer natural,

nada deve parecer impossível de mudar.”


Bertold Bretch

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Contrário


"Amar significa amar o que é difícil de ser amado, do contrário não será virtude alguma;

Perdoar significa perdoar o imperdoável, do contrário não será virtude alguma;

Fé significa crer no incrível, do contrário não será virtude alguma.

E esperar significa esperar quando as coisas são sem esperança, do contrário não será virtude alguma".

G. K. Chesterton

domingo, 27 de setembro de 2009

Se liga

"Ao buscar a Deus, devemos nos preparar não somente para rever nossos conceitos,mas também para mudar nosso estilo de vida."
John Stott

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dicionário do Ceará

ABESTADO
Otário
AI’ DENTO
Resposta a qualquer provocação
AMARELO QUEIMADO
Cor laranja
ARRE EGUA!
Interjeição que pode significar qualquer coisa a depender do tom de voz e da ocasião (alegria, irritação…)
AVALIE
Imagine
AVEXADO
Apressado
BAIXA DA ÉGUA
Lugar distante
BILA
Bola de gude
BILOTO
Botão
BOCA QUENTE
Lugar perigoso
BUNEQUEIRO
Quem bota boneco (ver “butar buneco”)
BUTAR BUNECO
Criar confusão, perder a linha, farrear bastante
BURRINHO
Garrafa de Coca-Cola cheia de cachaça
CAPAR O GATO
Ir embora
CAXAPREGO
Lugar distante
CEROTO
Sujeira preta na pele devido a falta de banho
CHABOQUE
Tampo. “Chico deu uma topada que tirou o chaboque do dedo”
CHAPA
Radiografia; dentadura
CHEI DOS PAU
Bêbado
CHULIPA
Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical
CIBAZOL
Coisa sem valor. “Não vale um cibazol”
COMEDIA
Programa divertido. “Hoje nos vamos pras comédias”
CORRALINDA
Coisa linda, pessoa bonita
CORRER FROUXO
Ter em abundância. “Ali o dinheiro corre frouxo”
CRUZETA
Cabide para camisas e calças
CUSTAR –
Demorar. “O onibus está custando muito”
DAR O PREGO
Enguiçar
DIABEISSO!
Que diabo é isso! Expressão de espanto.
DISTRENADO
Sem graça. “Fica todo distrenado quando elogiado”
EMPRIQUITAR
Cismar, não aceitar.
ENGABELAR
Enganar, iludir
ESCROTO
Bom de briga; cafajeste
ESTRIBADO
Cheio da grana
FRESCAR
Fazer uma brincadeira. “Se zanga não, to só frescando”
FULERAGE
Coisa sem valor
FUMANDO NUMA QUENGA
Puto da vida
GALALAU
Homem alto
GASGUITA
Mulher com voz esganiçada.
GASTURA
Mal estar
GATORRÉI
Prostituta
GIGOLETE
Passadeira, diadema, arco
GUARIBADA
Dar uma caprichada
INGEMBRADO
Torto
ISPILICUTE
Do inglês “She’s pretty cute”. Engraçadinha
ISPRITADO
Enfurecido
ISTRUIR
Desperdiçar
LERIADO
Conversa fiada
MACHORRÉI
cara, amigo, o meu…
MAGOTE
Bando, grupo
MANE BOFÃO
Conhecido “restauranteur” de Fortaleza, especialista em pratos finos tais como: panelada, buchada, sarrabulho, tripa de porco, rabada,sarapatel e mão de vaca.
MANGAR
Ridicularizar.
MARMOTA
Coisa estranha
MELADO
Bêbado
MEROL
Bebida
MININORRÉI AMARELO
Criança chata
MIOLO DE POTE
Coisa sem importância
MOI DE CHIFRE
Corno
NUM FRESQUE NÃO!
Pare com essa brincadeira!
PAI D’EGUA
Porreta, legal, bacana
PAO SOVADO
Pão de massa fina
PASTINHA
Franja
PASTORAR
Vigiar
PELEJAR
Tentar exaustivamente
RACHA
pelada, jogo de futebol
REBOLAR NO MATO
Jogar fora, atirar
REBORREIA
Resto, coisa que não presta
RESPEITE!
Expressão usada quando uma coisa é muito boa. “Respeite a festa de ontem”
SABACU
Surra
SEM FUTURO
Mau negócio, pessoa despreparada
SIBITE BALEADO
Pessoa miúda (”sibite” é um pequeno pássaro)
SO O BURACO E A CATINGA
Pessoa dismilinguida. “Ele pegou uma gripe ta que é so o buraco e a catinga
SO O MI
Diz-se de alguma coisa muito boa
SUSTANÇA
Energia dos alimentos. “Rapadura tem sustança”.
TEM E ZE
E muito difícil. “Tu ganhar de mim na sinuca? Tem E ZE
TIRA A MACAUBA DA BOCA
Quando alguém fala de forma ininteligível
ULTIMO TIRO NA MACACA
Diz-se de uma mulher que completou 30 anos e não se casou
VARAPAU
Homem alto
VERMINOSO
Fominha (futebol)
VEXADO
Apressado
ZUADENTO
Barulhento
ZAMBETA
Cambota
Saudações do cearense, que cada dia mais se apaixona pelo lugar que nasceu.
Thiago Oliveira Braga

Faça diferente,faça diferença


É hoje.
Vale bicicleta, vale pegar ônibus, vale andar, vale correr e vale até chegar atrasado (eu mesmo já justifiquei meu atraso pra professora na UECE!). Só não vale tirar o carro da garagem.
Um dia que foi idealizado pelos franceses e vem ganhando cada vez mais adeptos pelo mundo afora. O mundo (e todo mundo) agradece.
Como eu já venho praticando "DUATLON" desde de que me entendo por gente (Busão e Canela) acho pertinente a ação, faço votos que os cearenses tenham prazer em imitar boas iniciativas como essa.
E vida que segue ... sem carro (pelo menos por hoje)

sábado, 19 de setembro de 2009

REVOLTANTE !!!


O Ceará não jogou bem, mas sair de campo derrotado com um gol de mão é vergonhoso !!!
Mas temos 13 jogos e estamos na torcida pela seu acesso Vovô.
Vamo que vamo Ceará !!!
Agora, vamos tentar responder algumas perguntas:

Será que realmente é gostoso fazer um gol assim?
Será que o torcedor honesto e que gosta do bom espetáculo, curte comemorar um gol dessa maneira?
Será que o torcedor do Ceará ou de qualquer outro time prejudicado por um gol assim, também não vibraria muito se fosse beneficiado? Não há quem adore ganhar com um gol irregular do adversário?
E os jogadores, curtem ainda mais ganhar com um gol irregular ou nem pensam nisso?
A vitória no esporte realmente vale acima de tudo, ludibriando adversários, sendo malandro?
Ou ser malandro é jogar honestamente e ganhar apenas pelo talento em campo?
Os atletas têm direito de fazer o que bem entendem, sem preocupação com a ética?
Ou o atleta deve ser o primeiro a ter cuidado em jogar limpo, para facilitar a vida dos árbitros e dar bom exemplo para os torcedores?
Infelizmente vivemos em um mundo onde o resultado é mais importante do que tudo e a honestidade e o respeito ficam em segundo plano.
“Os fins justificam os meios”, bradam os que adoram levar vantagem em tudo, tanto no esporte, como na vida, onde a desonestidade ganha, dia após dia, da correção.
Um pena, mas o futebol é o retrato da nossa sociedade estragada.

Os sete pecados capitais - GULA

"Ora, Marge, se Deus quisesse que a gente comesse na igreja, não teria colocado a gula como pecado..."

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os sete pecados capitais - PREGUIÇA


Os 10 Mandamentos do Preguiçoso
I. Viva para descansar.
II. Ame a sua cama, ela é o seu templo.
III. Se vir alguém descansando, ajude-o.
IV. Descanse de dia para poder dormir à noite.
V. O trabalho é sagrado, não toque nele.
VI. Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.
VII. Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito,deixe que outra pessoa faça.
VIII. Calma, nunca ninguém morreu por descansar.
IX. Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passe.
X. Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Não acomodar com o que incomoda!




Não acomodar com o que incomoda!

Fernando Anitelli


Tenho percebido que sou uma pessoa inconformada.

Não sei mais ver algo errado e não ficar indignado, mas logo vem uma vontade de fazer algo ... fazer algo ? Onde ? Quando ? Porque ?

Sinto que minha garganta quer gritar contra algo que eu não sei bem quem é, mas logo que eu ligo a televisão essa vontade passando, o sentimento vai se diluindo em meio a tudo que o nosso cotidiano é repleto: Contradições.

Eu adimito, mas é claro que esse texto ele tem mais carater poético, minha vida não é sempre assim, pelo contrário.

Mas eu quero levantar todos os dias SEMPRE com a vontade de tem algo a buscar, a crescer e sobretudo a partilhar.

pense nisso...

não se acomode com o que incomoda!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

INDIGNAÇÃO



“A nossa indignação é uma mosca sem asas, não ultrapassa as janelas de nossas casas”

Skank

domingo, 6 de setembro de 2009

Os sete pecados capitais - AVAREZA

Quanto vale o show?
Quanto vale o amor?
Quanto vale, então, fazer das tripas coração?
Quanto vale o som?
Quanto vale a dor?
Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?

La Plata (Jota Quest)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A vida fora do gramado

Em agosto de 1969, enquanto no Maracanã lotado o escrete canarinho nos garantia a classificação rumo ao tricampeonato no México, fora das quatro linhas a vida no Brasil não era tão risonha.

Afinal, desde 1964 vivíamos sob duro regime militar.
Após três anos de governo Castelo Branco, terrivelmente autoritário mas ainda não inteiramente troglodita, assumira o general Costa e Silva, troupier de poucas luzes. Acentuava-se cada vez mais a militarização da vida nacional.

Às prisões e cassações de políticos, estudantes e dissidentes de toda sorte, a sociedade civil respondera com grandes passeatas, que reuniam estudantes universitários, intelectuais, artistas, donas de casa e profissionais liberais.

O troco do regime não se fez esperar: em 13 de dezembro de 1968 abatia-se sobre o país o Ato Institucional nº 5, que suspendia o habeas corpus e concedia ao presidente o direito de fazer novas cassações, suspender direitos políticos, legislar por decreto-lei, intervir nos estados e decretar estado de sítio.
Para coroar, o Congresso Nacional foi posto em recesso por tempo indeterminado, e feroz censura foi baixada sobre a imprensa e todas as formas de manifestação intelectual e artística.
Ao longo do primeiro semestre de 1969, o regime fechou-se mais e mais. Cerca de cem parlamentares foram cassados, entre outros cidadãos atingidos pelas medidas de exceção.

As prisões se abarrotavam com os opositores do governo; mais de 200 professores universitários e pesquisadores foram compulsoriamente aposentados. Entre os quais o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A Lei de Segurança Nacional foi alterada, para punir a divulgação de notícias “inconvenientes” e permitir ao ministro da Justiça intervir nas rádios e TVs.

Setores da oposição, por sua vez, radicalizavam suas ações: organizações de esquerda iniciavam a luta armada, e multiplicavam-se os assaltos a bancos e atentados a quartéis.

Naquele 31 de agosto, correu entre as mais de 180 mil pessoas presentes ao Maracanã para ver Pelé infernizar a defesa paraguaia o boato de que Costa e Silva tinha morrido.

Na realidade, ele já estava gravemente doente desde o dia 27, quando se manifestaram os primeiros sintomas, mas a imprensa, censurada, noticiou que o presidente cancelara sua agenda em razão de “forte gripe”.

Dois dias depois, os três ministros militares constituíram-se em junta e passaram a responder pelo governo, impedindo o vice-presidente Pedro Aleixo de assumir.

Finalmente, naquele domingo, 31 de agosto de 1969, desfez-se a farsa: o AI-12 entronizava a Junta Militar e confirmava o afastamento de Costa e Silva.

Nas arquibancadas do Maracanã, nós nos abraçávamos, felizes, certos de que o pesadelo estava terminando. Mas não desconfiávamos de que se consumava, na verdade, um golpe de Estado.
O pesadelo entrava em nova fase.

Em 17 de outubro a ditadura passou a exibir sua face mais medonha.

A Junta Militar baixou a Emenda Constitucional nº 1, incorporando ao arcabouço jurídico brasileiro mais uma leva de legislação excepcional: penas de morte, banimento e prisão perpétua; limitação à liberdade artística e de cátedra; fim da imunidade parlamentar e da garantia ao direito de associação; manutenção da vigência dos atos institucionais.

Para encenar a mímica da normalidade institucional, em 25 de outubro o Congresso foi reaberto especialmente para eleger o general Médici e o almirante Rademaker presidente e vice-presidente da República.

A linha-dura vencera de ponta a ponta.

O Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1970 e teve que amargar 24 anos de espera para ser novamente campeão.

Fora das quatro linhas, ainda se passariam mais 20 anos até que o povo pudesse novamente votar para presidente.
________________________________
A pedido da Editoria de Esportes do jornal O Globo, escrevi este artigo, que foi publicado no Caderno de Esportes do jornal em 13.08.2001

sábado, 29 de agosto de 2009

Os sete pecados capitais - LUXÚRIA


“Pai, livrai-me da luxúria, mas não por enquanto..."

Santo Agostinho (viveu no século III e foi bispo,escritor,teólogo,filósofo,padre e Doutor da Igreja Católica)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Toma lá, dá cá (rumo a série A)


Palmas para o Vovô
Eita Ceará Pai d’égua!
Dentro do Maracanã, calou os mais de 27 mil torcedores vascainos que compareceram ao Maracanã, deixou os descrentes de boca aberta e não deixou duvidas a Seu Ninguém do que é capaz nesta Série B.
Futebol inteligente, futebol de elite.Devolve com o mesmo placar a derrota sofrida no Castelão, ainda na Segunda Rodada da série B.

E valeu a pena esperar esse vitória, e valerá ter esperado 16 anos para o acesso a elite do futebol brasileiro.
Foi um dos feitos que vão figurar na quase centenária história do alvinegro, pois foi a primeira vitória do Ceará em partidas oficiais contra o Vasco e até onde eu sei, o Ceará nunca tinha vencido de time nenhum dentro do Maracanã.
Expresso, rumo à Série A.
Boa Sorte Ceará, a série B continua...

Thiago Oliveira Braga, dentre outras coisas, torcedor do Ceará S.C.