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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Copa do Brasil, 1994: um vice-campeonato ainda engasgado

Por Ciro Câmara, na edição deste domingo (9 de Agosto de 2009) do Jornal O POVO

“És o time das grandes campanhas”. O verso do hino do Ceará Sporting Club nunca esteve tão em voga quanto na temporada de 1994. No ano marcado pelo tetra mundial da seleção brasileira e pela morte de Ayrton Senna, a campanha do vice-campeonato na Copa do Brasil conseguiu rivalizar com os demais fatos, pelo menos para os alvinegros. Amanhã, o feito completa 15 anos.

A campanha consolidou nomes, como os de Sérgio Alves, Vitor Hugo e Airton na galeria de ídolos do clube; derrubou gigantes como Palmeiras e Internacional; e levantou polêmica que rende até hoje: afinal, Sérgio Alves sofreu ou não o pênalti que renderia o título ao Vovô, na decisão contra o Grêmio?

A campanha alvinegra começou sem empolgar. Dirigido por Mauro Fernandes, o Vovô sofreu para desclassificar o Campinense (PB) - vitória em casa por 2 a 0 e derrota fora por 2 a 1, com vaga garantida no saldo de gols. Os resultados vacilantes custaram o cargo de Fernandes, substituído por Dimas Filgueiras, ex-atleta e funcionário do clube.

A missão era não fazer feio na segunda fase, diante do poderoso Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. O goleiro Chico afirma que a entrada de Dimas foi decisiva para a arrancada do time. “Quando o Dimas assumiu a coisa se transformou, criou um novo ânimo”, lembra o atual auxiliar-técnico do Ferroviário.

Após o empate sem gols no Castelão, o time abriu o placar em São Paulo, com gol de Jaime. O Verdão empatou. O resultado foi o suficiente para a classificação. O atacante Sérgio Alves diz que “caiu a ficha” do potencial da equipe após esse jogo. “Ali, percebemos que podíamos ir longe”.

Em seguida, veio o mata-mata diante do Internacional. O Vovô bateu os colorados por 1 a 0, no Castelão, gol de Gerônimo. Na partida da volta, o mesmo Gerônimo marcou para o Alvinegro, derrotado por 2 a 1, mas classificado por ter mais gols fora de casa. “Houve uma pressão grande e tivemos a capacidade segurar aquele resultado”, destaca Chico.

A semifinal foi diante de outra surpresa: Linhares (ES). O primeiro jogo, no Castelão, empate sem gols. Na volta, o Ceará bateu os adversários por 1 a 0, gol de Sérgio Alves. Restava um obstáculo para o título. O time iniciava o mata-mata contra o Grêmio em casa, em 7 de agosto. No Castelão com 53 mil pagantes, o jogo foi de baixo nível e o placar terminou em 0 a 0. O resultado não frustrou os alvinegros, preocupados em não tomar gols em casa.

Três dias depois, o Ceará se via no estádio Olímpico (RS). O Grêmio partiu para o sufoco e, aos 3min, marcou com Nildo. Os gaúchos tiveram oportunidades de aumentar no primeiro tempo. Na etapa final, o Alvinegro conseguiu equilibrar a partida mas não alcançou o empate, que daria o título. Ficou ainda a reclamação sobre pênalti sobre Sérgio Alves, considerado regular pelo árbitro Oscar Roberto de Godói. Uma revolta que dura 15 anos.

Desde então, nenhuma equipe local conseguiu chegar tão próximo de um título de máxima expressão nacional.

COPA DO BRASIL
GRÊMIO
1 - Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Émerson e Carlos Miguel (Wallace); Fabinho e Nildo (Carlinhos). Técnico: Luís Felipe Scolari
CEARÁ 0 - Chico; Ronaldo, Aírton, Vítor Hugo e Claudemézio; Mastrillo, Ivanildo, Elói e Catatau; Jerônimo e Sérgio Alves. Técnico: Dimas Figueiras
Local: estádio Olímpico, em Porto Alegre
Data: 10/8/1994
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Público: 49.263 pagantes
Gol: Nildo, aos 3min do 1ºT
Campanha do Ceará: 22/2 - Ceará 2×0 Campinense (Ronaldo e Ney); 25/3 - Campinense 2×1 Ceará (Catatau); 18/5 - Ceará 0×0 Palmeiras; 29/5 - Palmeiras 1×1 Ceará (Jaime); 4/6 - Ceará 1×0 Internacional (Gerônimo); 8/6 - Internacional 2×1 Ceará (Gerônimo); 23/7 - Ceará 0×0 Linhares; 30/7 - Linhares 0×1 Ceará (Sérgio Alves); 7/8 - Ceará 0×0 Grêmio e 10/8 - Grêmio 1×0 Ceará.

ONDE ANDA

> Chico (goleiro) - Atualmente trabalha como auxiliar-técnico do Ferroviário
> Ivanoé (goleiro) - Abandonou o futebol em 2006 e hoje mora em Quixadá
> Airton (zagueiro) - Trabalha como segurança e disputa campeonatos de subúrbio
> Aldemir (zagueiro) - É gerente do Ferroviário
> Ronaldo Salviano (volante) - Era árbitro e agora treina o Maguary
> Ivanildo (meia) - Mora em Fortaleza
> Roberto Carlos - (lateral ) - Supervisor do Horizonte
> Jaime (lateral) - Atua como amador, em Sobral
> Zé Ricardo (meia) - Mora no Rio de Janeiro
> Malhado (lateral) - Reside em Recife
> Claudemir (atacante) - É frentista na Capital
> Elói (meia) - Mora no Rio de Janeiro
> Claudemésio (lateral) - É de mototaxista em Fortaleza
> Da Silva (zagueiro) - Disputou a 3ª Divisão estadual pelo São Benedito
> Vitor Hugo (zagueiro) - Atua como técnico de futebol
> Sérgio Alves (atacante) - Continua no clube.Tem 39 anos
> Mastrillo (volante) - Treina o River do Paiuí
> Gerônimo (atacante) - Mora em Maceió (AL)
> Catatau (atacante) - Tem uma fábrica de papelão, em Campinas (SP).
> Nonato (atacante) - Falecido
> Dimas Filgueiras (treinador) - É funcionário do Ceará.
> Paradeiro desconhecido - Niltinho, Bizu, Ney e Rildo (atacantes), Renato Martins (lateral esquerdo), Eugênio (zagueiro) e Cafu (lateral)

Esse ano foi marcante pra mim, não pelo tretracampeonato da Seleção Brasileira, mas pela campanha bonita que o Ceará teve naquele ano. Confesso que chorei muito ao final do jogo, e fui para quase todos os jogos dessa campanha (excluindo a do Linhares-ES).
Valeu Ceará, tive, tenho e terei orgulho de ser alvinegro, espero que o ano de 2009 seja um ano de alegrias.

Da-lhe Ceará.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Palavras X Exemplos


“As palavras movem, os exemplos arrastam”.
(Pe. Antonio Vieira)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A esculhambação do forró atual



'Tem rapariga aí?
Se tem levante a mão!'.

A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto.Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicasbem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (SaiaRodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa.Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vaitomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Futuro não é mais como era antigamente

Dialética do tempo : O Pelourinho da cidade de Aracati-CE ladeado por parabólica e luz elétrica. 19.06.09 (Foto: Thiago Oliveira Braga)

Que tempos modernos os nossos não?!

Tive a oportunidade de passar 17 dias em Arujá-SP, trabalhando numa temporada de inverno do Acampamento Jovens da Verdade , e estando longe de casa, mesmo sendo em zona rural, tive oportunidade de levar meu notebook e internet móvel , e devido a isso estava lá, mas ao mesmo tempo ON TIME, com tudo que estava acontecendo. (inclusive três vitórias do Ceará S.C., sendo que duas fora de casa).

Quantas não são as ferramentas que Deus tem nos dado para levar Sua verdade aos confins da terra. O que temos feito com toda essa parafernália que temos recebido ? O que poderemos fazer nesse espaço globalizado que São Paulo fica "ali" do lado.

A tecnologia acaba nos deixando sobremaneira acomodado, no entanto, nossas responsabilidades são as tão grandes, pois as demandas da nossa geração é , e continuará aumentando.

Tem horas que tenho que optar em saber o que será melhor: o que é importante ou o que é essencial. Nem sempre é muito fácil fazer essas decisões, apesar do contexto não muito favorável, quero continuar fiel aquilo que acredito.

Que Deus nos desperte para essa realidade. Para novas possibilidades, para quebrar velhas barreiras e alcançar lugares novos.

Até a próxima (E o Ceará é bem AQUI, e continua lindo) !

Com vocês ao serviço d’Ele


Thiago Oliveira Braga


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Como posso descobrir a minha vocação ?



Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

[1Corintios 12.4-7,11]


Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está identificado. Os conceitos de inteligências múltiplas (ver de Howard Gardner) e de dons e ministérios indicam que todas as pessoas são dotadas de recursos para realizações úteis. Quando somos conscientes dos recursos que nos são inerentes ou que recebemos e ou adquirimos ao longo da vida, podemos discernir melhor a contribuição que podemos dar para o bem comum.



Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está disponibilizado de forma organizada. Contribuições pontuais e ações eventuais não são suficientes. A vocação é exercida numa rotina de atividades por meio das quais canalizamos nossos recursos para suprir necessidades específicas das pessoas.



Você sabe que tem uma vocação quando sua contribuição independe de remuneração. Na verdade, quando você está inclusive disposto ou disposta a pagar para continuar a fazer o que faz. Paulo de Tarso era fazedor de tendas por ocupação e apóstolo por vocação. Sua atividade apostólica não dependia de remuneração, e inclusive era, de quando em vez, auto-financiada.



Você sabe que tem uma vocação quando existe uma necessidade do/no mundo a respeito da qual você se sente responsável. Pode ser um grupo social, um povo, uma instituição, uma causa, enfim, algo pelo que você se sente impelido ou impelida a fazer alguma coisa.



Você sabe que tem uma vocação quando aquilo que você faz exige mais do que mera intuição, exige capacitação. Para exercer uma vocação você deve se comprometer a estudar, se aperfeiçoar e se desenvolver de modo a fazer cada vez melhor e com mais excelência, eficiência e eficácia aquilo que faz.



Você sabe que tem uma vocação quando as coisas que acontecem ao redor de sua atuação se explicam apenas pela ação do Espírito Santo. O chamado divino para uma tarefa específica se faz sempre acompanhar dos recursos divinos para sua concretização e sucesso.



Você sabe que tem uma vocação quando recebe constante feedback (retorno) de pessoas que agradecem e glorificam a Deus pela sua vida. O critério último de uma vocação não depende de quanto você gosta do que faz, mas de quanto as pessoas são abençoadas pela sua contribuição.



Você sabe que tem uma vocação quando, ao final de um artigo a respeito de vocação, você não tem um monte de interrogações na cabeça. Como na conversa em que um jovem pergunta ao pastor como saber se está apaixonado, e o pastor responde “Não sei, mas sei que você não está”. Quem precisa perguntar “como posso descobrir minha vocação?”, ainda não a descobriu - não significa que não tem uma vocação, mas que ainda não sabe qual é.



Ed René Kivitz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A TENTAÇÃO DO ATIVISMO


Os discípulos falam de suas ações como manifestações da presença ativa de Deus. Eles agem, não para provar o seu próprio poder, mas para mostrar o poder de Deus; agem, não para redimir as pessoas, mas para revelar a graça redentora de Deus; agem, não para criar um mundo novo, mas para abrir corações e ouvidos para aquele que está sentado no trono e diz: "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21.5).


Em nossa sociedade, que equipara o valor com a produtividade, a ação paciente é muito difícil. Estamos tão propensos a nos preocupar em fazer algo que tem valor, em realizar mudanças, planejar, organizar, estruturar e restaurar, que muitas vezes parece que esquecemos que não somos nós que redimimos, mas Deus. Estar "ocupado", estar "onde está a ação", estar "no auge das coisas", muitas vezes parece ter-se tornado a própria meta a ser atingida. Nós então esquecemos que a nossa vocação não é demonstrar os nossos poderes, mas a misericórdia de Deus.


A ação como forma da vida compassiva é prática difícil, justamente porque nós somos tão carentes de reconhecimento e de aceitação. Esta carência pode facilmente nos levar a nos conformarmos com a expectativa de que iremos oferecer algo de "novo". Numa sociedade que está interessada em novos encontros, tão ávida por novos acontecimentos, e tão sedenta de novas experiências, é difícil alguém não ser seduzido para um ativismo impaciente. Dificilmente nos damos conta desta sedução, especialmente porque aquilo que fazemos é tão obviamente "bom e religioso". Mas até mesmo o estabelecimento de um programa de ajuda, de alimentação dos que estão com fome e de assistência aos doentes pode ser mais uma expressão de nossas próprias necessidades do que um chamado de Deus.


Mas não sejamos tão moralistas a respeito disso: nunca poderemos alegar motivos isentos de interesse próprio, e é melhor agir com aqueles e por aqueles que sofrem do que esperar até que tenhamos completamente sob controle nossas próprias necessidades e os impulsos altruístas agindo plenamente em nós. Entretanto, é importante permanecermos críticos em relação às nossas tendências ativistas. Quando as nossas próprias necessidades começam a dominar as nossas ações, o serviço a longo prazo torna-se difícil, e nós logo ficamos exaustos, esgotados e até mesmo exacerbados pelos nossos esforços.


A fonte mais importante para combater a tentação constante de ceder ao ativismo é a consciência de que em Cristo tudo foi consumado. Esta consciência deveria ser estendida, não como um discernimento intelectual, mas como um entendimento na fé. Enquanto continuamos a agir como se a salvação do mundo dependesse de nós, carecemos da fé que move montanhas. Em Cristo, o sofrimento e a dor humana já foram aceitos e suportados; nele, a nossa humanidade enfraquecida foi reconciliada e admitida na intimidade do relacionamento entre o Pai e o Filho. Por isso, a nossa ação deve ser entendida como uma prática pela qual nós tornamos visível aquilo que já foi consumado. Esta ação se baseia na fé de que nós pisamos em terreno sólido mesmo quando estamos cercados pelo caos, pela confusão, pela violência e pelo ódio.


Deus não é um Deus de ódio e de violência, mas um Deus de ternura e de compaixão. Talvez somente aqueles que muito sofreram entenderão o que significa que Cristo sofreu as nossas dores e consumou a nossa reconciliação na cruz.


Henri Nouwen (1932 – 1996), escritor, preletor e mentor espiritual, foi professor nas Universidades de Harvard, Yale e Notre Dame, e passou a última década de sua vida pastoreando uma comunidade voltada para o cuidado de deficientes mentais, chamada Daybreak, em Toronto, Canadá.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

E agora, José?


José Sarney vive seus últimos momentos e o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, aquele que excomungou todos os adultos envolvidos no aborto de uma gravidez de alto risco em menor estuprada, está se aposentando.

"E agora, José?
A reza acabou,
a presidência dançou,
o povo sumiu,
o escândalo esfriou,
e agora, José?
E agora, você?
Você que tem nome,
que zomba dos outros,
você que excomunga,
cala quem protesta,
e agora, José?

Está sem respeito,
está sem discurso,
está sem destino,
já não pode benzer,
já não pode empregar,
iludir já não pode,
a verba esgotou,
o milagre não veio,
o aplauso não veio,
o jetom não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?



E agora, José?

Sua negra casaca,

seu instante de santo,

sua imortalidade,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de oligarca,

sua incoerência,seu trono - e agora?


Com a caneta na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no Maranhão,

mas o Maranhão secou;

quer ir para Roma,

João Paulo não há mais.

José, e agora?


Se você confessasse,

se você se arrependesse,

se você tentasse

ser igual a toda gente,

se você dormisse,

se você sonhasse,

se você morresse…

Mas você não morre,

você é eterno, José!


Sozinho entre os muros

príncipe em seu palácio,

só teologia,

sem verdade nua

para se perdoar,

você é o dono do mar

que fugiu a galope,

você foge,José!

José, pra onde?"


Por ROBERTO VIEIRA sobre poema de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

domingo, 21 de junho de 2009

Quem comeu a lua ?


Quando criança, fui muito bem nutrido com o leite materno, além de minha mãe, também amamentei na minha tia, até aí tudo bem. O que eu não contava era que isso fosse ser um motivo para minha prima crescer com um sentimento de concorrência pois acabou faltando leite pra ele em determinado período.


Daí, quando Roberta, minha prima, tinha uns 5 anos de idade foi levada a janela do seu apartamento , onde lhe mostraram a lua num belo quanto crescente e foi perguntada:


- Olha Roberta , a lua está tão linda ...


- Está. Mas alguém comeu a metade.Com certeza foi o Thiago...


Detalhe, essa história é a mais pura verdade em todos os detalhes, inclusive no nome de seus personagens.


Toda vez que eu penso na palavra RESPONSABILIDADE lembro dessa história, tenho consciência das minhas, mas com certeza a lua não fui eu quem comi.


Faça a sua parte. Não espere pelo governo, pelo vestibular, pela promoção ou pelo príncipe encantado. Seja construtor da sua própria história e simplesmente FAÇA.

Com vocês ao serviço d’Ele
Thiago Oliveira Braga
FOTO: Meu sobrinho João Pedro, em sua visita ao casa da vovó no dia 13 de Junho de 2009.

sábado, 20 de junho de 2009

Pausa para a emoção de soletrar


Foi extremamente tocante a final do Soletrando, exibida ao vivo, neste sábado, no Caldeirão do Huck.

Os três finalistas, oriundos da escola pública, assim como todos os participantes, mostraram rara inteligência e a certeza de que a educação é realmente o melhor caminho, apesar das dificuldades extremas que muitas crianças têm para estudar, em um país que precisa melhorar muito para ficar ruim.

A pernambucana Larrisa Oliveira esteve perfeita, não errou nenhuma palavra e venceu, levando 100 mil reais para ajudar na sua educação.

O carioca Bruno Roberto, morador da favela da Rocinha, ficou em terceiro.

E ao menino Pedro Henrique da Rocha, de Viçosa do Ceará, aluno do nono ano na Escola de Ensino Fundamental Chapeuzinho Vermelho e segundo lugar, toda minha admiração.
Que ele tenha sabedoria - e terá - para entender, aos 14 anos, que suas lágrimas são um incentivo para uma vida brilhante.

Valeu Pedro.

Texto escrito por Fenado Graziani

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Refletindo em Nietzsche

Uma pessoa continua a trabalhar porque o trabalho é uma forma de diversão. Mas temos de ter cuidado para não deixarmos a diversão tornar-se demasiado penosa.

Nietzsche

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Refletindo em Aristóteles


Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.

Aristóteles

domingo, 14 de junho de 2009

O efeito de uma fotografia


Eu na minha adolescência iniciei meu gosto por fotografia devido as viagens que fazia em competições com o Colégio Cearense na equipe de atletismo (é verdade, eu já fui atleta).Recebi até algumas alcunhas do tipo “Jorge Tadeu” (em alusão ao personagem do Fábio Junior na novela) e seu Valdísio que era o fotografo OFICIAL do Cearense em todos os anos que por lá estudei.

Mas as viagens acabaram , a câmera quebrou e somente 10 anos depois eu consegui adquirir uma outra câmera , e agora tudo é motivo para tirar uma foto, então meu irmão buscou uma foto nosso bem pequenos, nos colocamos atrás e na frente ficou o João Pedro (dá uma sacada no bico dele como ta engraçado), assim tivemos uma impressão de , apesar do tempo , nossos traços são bem marcantes e o que é melhor, estamos juntos, apesar das distancias geográficas.

Então , aos que acompanham esse BLOG vejam a foto e percebam o efeito positivo no que se refere a nossa memória as nossas fotografia, e lembrar do passado é mais um motivo pra se inspirar no futuro.
Pergunta: Quem é o mais bonito ?

Deus abençoe a todos.
Com vocês ao serviço d’EleThiago Oliveira Braga

sábado, 13 de junho de 2009

Questionamentos

Relacionar-se com Deus é muito mais do que esperar dele seu ombro, é poder usufruir do seu AMOR.

Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Como é que diz “eu te amo”?

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.
Filipenses 4:8

Hoje é 12 de Junho, dia dos namorados*,é dia também da mídia destacar os anúncios melosos, repetindo o bordão prove-que-ame-comprando-presenteando. O “amor” é mostrado como sentimento (paixão,carinho) e ação (troca de presentes).É o comércio na luta pra se manter em pé,apelando para o sentimentalismo, buscando aquecer o coração enquanto esvazia os bolsos. Mas trata-se de algo mais: um ritual anual de demonstração de afeto, um dia “definido” para o amor.É até bom tirarmos um dia para, de modo especial, reafirmarmos compromissos e demonstrarmos carinho, mas mais isso só ganha significado quando é fruto do cultivo diário do amor. Pode até parecer não muito significativo,mas o dia dos namorados é uma data especial pois celebra algo que só tem sentido “a dois”. É uma grande oportunidade de recordar aquilo que passou e que valeu a pena, e de alguma forma, cultivar o afeto ao outro que anda tão escasso nos dias de hoje.


O sentido do Dia dos Namorados está rodeado de apelos comerciais, presentes... Ou o sentido dessa data fica restrito apenas aos jovens namorados ou a um certo erotismo consumista. Na verdade namoramos a vida toda, porque namorar tem a ver com amor. Dentro da palavra n-AMOR-ados está escondida a palavra AMOR. O Dia dos Namorados é, por isso, um dia especial para falar do amor que une pessoas, aqueles que gostam em segredo, os que ficam, os que estão ficando, os namorados, os noivos, os que se amam à distância, os casais de todas as idades. Mais que presentes, o Dia dos Namorados é um dia para dar-se conta que somos um presente, um para o outro, em nossas relações.

E aqueles que não namoram? Alguns não namoram, não estão namorando, não namoram mais ou não querem namorar. Todos, no entanto, amam. O Dia dos Namorados deveria ser também o Dia do Amor, dia para celebrarmos todas as formas de amar: na família, a amizade, o cuidado com a natureza e os animais, nossas relações entre colegas, na escola, no trabalho, a solidariedade com quem precisa de ajuda.

Antes de tudo, lembrar que o amor vem de Deus, que Ele nos ama acima de tudo e deseja que a gente ame as pessoas, todas. Amor é o sentimento que melhor nos permite entender como Deus é. Sempre que amamos, com respeito e cuidado pelo outro e por nós mesmos, estamos experimentando o jeito de ser de Deus.

Feliz Dia dos Namorados.

* No ano 269 d.C o Imperador Claudius II estava convencido de que soldados solteiros e descomprometidos afetivamente lutavam melhor na guerra. Por isso Claudius II ditou uma lei que proibia o casamento. Conta a lenda, que um padre, chamado Valentino, continuou celebrando casamentos em segredo, até ser descoberto, preso e morto. Isto aconteceu no dia 14 de fevereiro. As pessoas não esqueceram a resistência do Padre Valentino em nome do amor e todo o dia 14 de fevereiro elas celebravam o amor, pelo qual Valentino havia dado sua vida. Assim, esta data ficou conhecida com Valentine's Day (Dia de São Valentino) e tornou-se, em várias partes do mundo, o Dia dos Namorados e o Dia do Amor. No Brasil, por motivos comerciais, o Dia dos Namorados foi, em 1949, transferido para o dia 12 de junho. Mudou a data, mas o sentido deveria ser o mesmo.
Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O anel de vidro


Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...
Assim também o eterno amor que prometeste,
- Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.


Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou
-Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...


Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo na alma a saudade celeste...
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste...
Manuel Bandeira

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Refletindo em Kierkegaard




Partilho hoje uma oração realmente autêntica e relevante para nós, mesmo tantos e tantos anos depois de orada-escrita por esse precioso teólogo e filósofo dinamarquês:

" Pai Celestial,

Não queremos que nossos pecados estejam contra nós,
e sim queremos nós estar contra os nossos pecados.
De maneira que cada pensamento que tenhamos de Ti,
quando estes se despertam em nossa alma,
seja capaz de recordarmos não dos desvios nos quais
temos estados extraviados e perdidos, mas do caminho de misericórdia no
qual nos encontraste e nos salvaste por Tua Graça. "

Amém!

- Post Scriptum

Com vocês ao serviço d'Ele Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Refletindo em Platão







As coisas superiores são tão difíceis ... quanto excelentes



Platão

domingo, 7 de junho de 2009

Refletindo em Santo Agostinho



É melhor coxear pelo caminho do que avançar a grandes passos fora dele.
Porque quem coxeia pelo caminho, embora avance devagar, aproxima-se da meta, enquanto que quem segue fora dele quanto mais corre mais se afasta.

Santo Agostinho