Quem sou eu ?

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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rascunhos (2)


"O futebol é a mais importante das coisas menos importantes da vida."
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Rascunhos



Já pensei em mudar o mundo

Já pensei em mudar as coisas

Até as pessoas pensei que poderiam mudar

Mas só consegui uma coisa

Tentar mudar a mim mesmo

Às veses, mudo...

Mudo o verbo

O modo

O tempo

Mudam as indagações

As convicções

Até as indignações mudam

Confesso que até minhas convicções e indignações

O que não mudo

é na confiança

Esperança viva

n'Aquele que vive


Capital do Ceará, 26 de Abril de 2010


Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga


* Texto em agradecimento aos adolescentes que de uma maneira ou de outra, tem MUDADO minha forma de ver as pessoas, minhas sextas, minha vida.Eu que sou irmão caçula, me sinto um pouco irmão mais velho de vocês, espero que sintam-se também.

Valeu galerinha do Conectados.

www.conectadosipf.wordpress.com twitter/conectadosipf

sábado, 24 de abril de 2010

Dez maneiras de estragar um filho



Encontrei no livro Famílias Restauradas. "Siga essas dicas e seu filho será um marginal".

1. Dar tudo o que eles querem.

2. Achar graça quando dizem palavrões.

3. Nunca dar orientações religiosas.

4. Juntar o que eles deixam jogados e desarumados.

5. Discutir e brigar na presença deles.

6. Abarrotá-los de brinquedos, dinheiro,mimos e super-proteção.

7. Não exigir nada, satisfazer todos os seusdesejos.

8. Dar-lhes sempre razão, tomando sempre seu partido.

9. Estar sempre ausentes, não acompanhar, acomodar-se, omitir-se.

10. Nunca elogiar, não dar carinho, não ter tempo e vingar-se.


Fica aqui a reflexão.

Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cidadezinha qualquer



Casas entre bananeiras

mulher entre laranjeiras

pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.


Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.


Carlos Drummond de Andrade. Reunião, 10 Edição. Rio de Janeiro. José Olympio, 1980. p.17

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília: 50 anos


O céu de Brasília é a obra mais bela da cidade, de uma arquitetura mutável a cada minuto, de uma cor e beleza que nenhum homem jamais conseguiria projetar, e cuja construção não dependeu de recursos públicos que, portanto, nunca poderiam ser desviados.
Parabéns Brasília. Parabéns Distrito Federal. O céu de Brasília é um presente.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

domingo, 18 de abril de 2010

E vida que segue




Viv Grigg escreveu um livro chamado "Servos entre os pobres". Ele é um neozelandês que adotou uma vida de pobreza voluntária e mudou-se para uma favela em Manila, nas Filipinas, para conviver com os pobres que lá viviam na década de 1970 e compartilhar com eles o amor de Deus.


Ele citou cinco conselhos (acrescentando mais um), e apartir daí fiz minha declaração de fé como eu gostaria de relacionar com o que eu entendo que é REINO DE DEUS.

1. Ganhe muito
2. Gaste pouco
3. Não acumule nada
4. Doe generosamente
5. Durma em paz
Extra: Não se venda


1. Ganhe muito


É verdade, desde de cedo, temos a responsabilidade de ganharmos muito (não necessariamente dinheiro). Ganharmos o máximo que pudermos ganhar.


Mas daí eu entendi que "ganhar muito" é gerar riqueza com meus relacionamentos, com talentos, capacidades, educação e sobretudo no Reino de Deus, que no caso seria investir onde ninguém quer investir. É ser sensível a missão que Deus tem dado a cada um, a longo prazo, isso sim é o melhor conselho de investimento.


2. Gaste pouco

Na tradução da minha declaração de fé seria: desenvolver um estilo de vida simples. Mas hoje em dia, falar de vida simples é algo um tanto quanto confuso.

Daí eu me questiono: Quantos pares de sapatos são necessários para que eu seja considerado "simples"?

Quantas camisas no guarda roupa equivalem para um vida "simples"?

Qual bairro morar para traduzir uma vida "simples"?

Cada um vai ter sua resposta, cada um vai ter seu padrão, critério, mas que esse é um desafio que temos que avaliar, isso é.

Mas afinal, para que temos que desenvolver um estilo de vida simples?

3. Não acumule nada

A lógica financeira da sociedade é quanto mais a gente poupa, mais a gente tem, na matemática financeira do Reino de Deus, quanto mais partilha, mais a gente tem, é um dinâmica diferente.

Você quer receber boa noite? dê noa noite. Você quer receber carinho? seja carinhoso. Você quer ser amado? Ame.

O fluxo do Reino é contracultural.

4.Doe generosamente

Sinceramente, eu só acredito que existe uma maneira de Deus transformar uma pessoa rica, é para transformá-lo num doador.

João Calvino dizia que nós cristãos somos a despsnsa de Deus no mundo.

O que temos não é nosso. Está sobre o nosso cuidado para que seja repartido, compartilhado e doado.

5. Durma em paz

I Timóteo 6.17 esclarece Mateus 6

Texto nos estimula a dar, a contribuir, qualquer coisa que tenha chegado as nossas mãos, qualquer riqueza, qualquer valor, qualquer conteúdo, qualquer tesouro que tenhamos nas mãos. O Senhor nos adverte que a maneira de dormirmos em paz, é dar, é repartir,é contribuir, é compartilhar.

Será que saberemos viver assim ?

Será que seremos capazes de aprender a viver com menos, será que seremos capazes de acreditar mais do mesmo não resolve o nosso problema. Se você não ficar feliz com duas plásticas, não ficará com a terceira.

Se não ficou feliz com seus três sapatos, não será o quarto te fará feliz. Será que aprenderemos a viver com menos, que acreditamos que seja necessário para nós vivermos, será que aprenderemos a doar generosamente.

Será que aprenderemos a repartir, compartilhar, dar, em vez de acumular, poupar, entesourar...

Uma coisa é certa, se nós aprendermos isso vamos dormir em paz. Agora enquanto tivermos tentando guardar as riquezas debaixo das asas, as noites serão insones.

Não se venda

No afã de ganhar e multiplicar, não se venda. Não use os outros, não seja desonesto, não ganhe mais do que é justo, não aceite receber menos que o suficiente, não se aproveite da vulnerabilidade dos outros, não trate seu próximo como adversário e seu concorrente como inimigo.

Não comprometa sua integridade, seu caráter.

Sabe como eu entendo o NÃO SE VENDA?

Eu falo para mim mesmo: "Não confunda preço com valor".

Não se iluda, pois toda escolha tem seu preço. Umas com valores altos, outras com valores quase desprezíveis.

Tenho um primo muito querido que chama-se Breno Levi. Ele um dia teve um sonho de fazer faculdade de Medicina. E ele passou; só que em Barbalha (fica entre as cidades do Crato e Juazeiro do Norte na região do vale do Cariri e fica a 503 Kms de Fortaleza).

O "preço" de passar em Barbalha foi infinitivamente maior do que passar em Fortaleza. Não é apenas pela ausência da família, amigos e irmãos, mas as impossibilidades que ele tem que conviver todos os dias e sobretudo a saudade que a distância tem lhe privado.

O preço de prestar vestibular fora foi um, mas o valor é bem maior.

Mas também acredito que esse tgempo longe de casa lhe faz valorizar muito mais as coisas simples da vida, que provavelmente não eram vistos com os "mesmos olhos".

Ganhe muito, mais ganhe pelos caminhos da justiça. Não faça atalhos para ganhar, pois o caminho do atalho é o caminho da perda.

Não sei se fazer declarações de fé estejam em alta. Só sei que sinto que está na hora de parar e repensar até que ponto posso continuar nessa corrida, e escolho o fluxo "tradicional" ou escolho o contra cultural que prefiro chamar de Reino de Deus.

Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Futebol, religião e política.



A identidade de nosso país vem sendo construída em um processo lento e inacabado, a partir de relações, imagens, tipos e atitudes, onde as concorrências e os paradoxos encontram sempre um lugarzinho. Esse fluxo identitário vem sendo proposto por diversos olhares, internos e externos, sendo este ano um espaço em que se encontram tanto a bola de futebol, quanto a lenda construção democrática. Ano de Copa do Mundo na Africa do Sul e de eleições presidenciais.


O salto ainda não completado de uma configuração pré-hitórica para um processo civilizatório, foi guiado por uma colonização predatória, cujos processos ainda estão em andamento, através novos artifícios. O tipo Macunaíma, proposto por Mário de Andrade, definiria para nós essa complexa migração, de sociedade integradas ecologicamente para uma urbanização antropofágica.


Essa antropofagia seria desejável, enquanto afirmação de uma identidade nacional relacionada com sua herança européia, mas que não consegue ser destruída. Pelo contrário, devora o colonizador, transformando-o em elemento digerível, importante apenas assim. Quem engoliu quem a história ainda não revelou, todos ansiosos à espera de um final feliz. Nesses termos, o herói sem caráter propõe uma ética de resistência, sendo a ausência de marcas a sua própria marca, aquilo que torna o inédito viável, para não esquecer Paulo Freire.


Nessa caminhada em busca de nossa alma, tornamo-nos o país da festa: samba, carnaval e futebol. Se essas imagens escondem a violência histórica, latente e cotidiana que alimenta complexos insuspeitáveis de violências, realçam a tendência ao bom-humore e a alegria que certamente definem nosso modo de ser, ou de estar-sendo como preferiria Heiddegger.


No futebol e na política, os tipos se sucedem. Configurações coletivas, mas com espaço para performances individuais, encontramos desde a figura de João Grilo, recolhida por Ariano Suassuna, quanto a de Lampião, violência também tornada símbolo de resistência cultural. Nos procedimentos, o mutirão e a briga de galo, acontecem lado a lado, apesar de tão diferentes. Talvez as brigas de galo incomodassem Jânio Quadros por ser ele mesmo galo de briga, e ainda mais perdendo a parada...


Nos comandos do futebol e da pátria (para muitos a mesma coisa), o coronel autoritário ou o cacique tupiniquim, desejado há tanto tempo pela filosofa Marilena Chauí. Esse chefe desejável porque não chefia, não interfere nas rotinas da tribo. Apenas discursa de costas, elogiando as próprias virtudes. O seu discurso marca apenas o ritmo da vida, sem nenhum poder de decisão.


Para o próximo período, talvez precisemos de uma boa mistura dos dois. Diante da força avassaladora das pressões internacionais a teimosia de uma resistência ao jeito dos coronéis. Para os procedimentos que seguem seu curso, diante dos esforços coletivos da parte organizada da sociedade civil, apenas o discurso inofensivo, mesmo que auto-laudatório.

Com vocês no serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 9 de abril de 2010

E vem aí as eleições


Tive a oportunidade de ir a Brasília no feriado de Semana Santa, onde pude conhecer um pouco de tudo da capital federal do Brasil. Até para o teatro eu fui, e me surpreendi com a qualidade de tudo que vi, li, joguei, assisti, observei e fotografei. Mas é impossível ir a Brasília e não se reportar a política, seja em que aspecto for. Trago um reflexão de um contexto que virá poderá ser cômico, dramático ou até emocionante, mas independente do que venha ser, não convem ser é um processo faz-de-conta. Estejamos alertas as próximas cenas.
Para Michel Foucault, significantes e significados dançam no jogo filosófico a dança da ausência de referentes, em que sob a máscara de Sócrates, o riso do sofista pode se ouvir inopinadamente. Mas do que acusa Sócrates de sofista, acusação que o teria levado ao tribunal das massas, segundo a famosa interpretação de Platão, Foucault defende a impossibilidade da razão em prestar contas a si mesma, em caminhar pela clareza e distinção, como pretendera Descartes.

Desso modo, a filosofia torna-se um theatrum philosophicum, lugar de representação de comédias, tragédias, fábulas e outras coisas mais, em que o saber joga qualquer outro jogo, menos o jogo do conhecimento, mais próximo, por conseguinte, dessa complexa distribuição de poder que se constitui enquanto teia de múltiplos fios e de nós tão diversos quão diversa é a natureza humana.

No ciclo quadrienal das eleições majoritárias, prepara-se aqui no nosso Brasil, o theatrum politicum, em que esse complexo jogo referido do poder assume proporções de farsa, representação fantástica de interesses que se cruzam, em nome de palavras, metas, configurações, onde o dito e o quase dito é o que menos conta.

No centro do script estará a ruptura ou continuidade do governo atual, em gestão que completará oito anos. Os atores e atrizes do espetáculo estarão atentos às reações da platéia mais do que aos comentários dos críticos, percebido já que aquela é que relamente conta. Especialmente quando se constata a popularidade recorde do principal ator do atual elenco. Provavelmente, todos os principais pleiteantes ao cargo de presidente da república do Brasil, falarão muito mais em continuar.

Se por um lado, isto nos assegura uma política econômica estável, estaremos assistindo, mais uma vez, a prioridade das medidas econômicas diante das reformas sociais. Claro que essa estabilidade garante um efeito imediato de bem-estar para os mais desfavorecidos, sem que isso pese sobre o orçamento das grandes fortunas. Uma parcela média da população, incluindo grande parte da classe trabalhadora, com certeza terá de pagar o ajuste dessa conta.

Espera-se uma coisa diferente da próxima gestão presidencial, qualquer que seja o gestor. Ninguém pretende que o ator seja seja dramaturgo a reiventar papéis durante a execução da peça. No grande teatro da política, a peça já foi montada e o espetáculo que se anuncia é o mesmo conhecido de sempre, a ser executado com maior ou menor competência teatral. Não há espaço para figuração nesse tipo de peça. Todos os outros estaremos na platéia, depois de pagarmos o ingresso.
Texto: Marcos Monteiro


Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Humildade


"Nunca um homem é tão grande como quando está de joelhos."

Filosofo francês Blaise Pascal

terça-feira, 30 de março de 2010

Parceiros do blog, meu muito obrigado.


Nunca fui genial na escrita, minha vida é bem normal, mas uma coisa eu tenho certeza: histórias mudam vidas.

"Tinha udo pra dar errado" é a frase que eu resumo a minha vida. Num primeiro momento pode parecer engraçado, mas assumi ser protagonista dessa história, ainda sem muito brilho, mas no minimo engraçada.

E "O Povo" tornou-se parceiro do nosso Blog, por isso da barra aí de cima.

Espero poder escrever textos relevantes e sobretudo fazer jus a esse reconhecimento.

Muito me alegra, eu que sou um eterno aluno de Filosofia, fico feliz de partilhar da confiança de todos que estão por aqui de vez em quando.

Salve, salve. Saldações do Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 29 de março de 2010

Perguntas de um operário que lê.


Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Os reis carregam os blocos de pedra?
E Babilônia, tantas vezes destruída,
quem a reconstruía sempre?
Em que casas da dourada Lima viviam aqueles que a construíram?
Para onde foram os pedreiros,
no dia em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo.
Quem os erigiu? Quem eram aqueles que foram vencidos pelos césares?
Bizâncio, tão famosa, tinha somente palácios para seus moradores?
Mesmo na legendária Atlântida, quando o mar a engoliu,
os afogados continuaram a dar ordens a seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César conquistou a Gália.
Não estava com ele nem mesmo um único cozinheiro?
Felipe da Espanha chorou quando sua frota naufragou.
Foi o único a chorar?
Frederico Segundo venceu a guerra dos sete anos.
Quem partilhou da sua vitória?
A cada página uma vitória.
Quem preparava os banquetes comemorativos?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava as contas?
Tantas histórias.
Quantas perguntas.


Bertolt Brecht (1898-1956)

domingo, 21 de março de 2010

Lição de Arquitetura




para Oscar Niemeyer

No ombro do planeta
(em Caracas)
Oscar depositou
para sempre
uma ave uma flor
(ele não faz de pedra
nossas casas:
faz de asa).

No coração de Angel sofrida
fez aterrizar uma tarde
uma nave estrelar e linda
como ainda há de ser a vida.

(com seu traço futuro
Oscar nos ensina
que o sonho é popular).

Nos ensina a sonhar
mesmo se lidamos
com matéria dura:
o ferro o cimento a fome
da humana arquitetura.

Nos ensina a viver
no que ele transfigura:
no açucar de pedra
no sonho do ovo
na argila da aurora
na pluma da neve
na alvura do novo.

Oscar nos ensina
que a beleza é leve.

Ferreira Gullar

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um dos maiores filmes de todos os tempos


1972 - Estreia The Godfather (O poderoso chefão), de Francis Ford Coppola, baseado em romance de Mario Puzo.

O filme conta a saga da família Corleone, a mais importante família mafiosa de Nova York durante a primeira metade do século XX, chefiada por Vito Corleone (Marlon Brando).

A chegada do tráfico de drogas ao mundo do crime transforma a vida das famílias. Quando Don Corleone se recusa a facilitar a entrada dos narcóticos na cidade, não oferecendo ajuda política e policial, sua família começa a sofrer atentados para que mudem de posição.

É nesse complicado contexto que o filho caçula, Michel (Al Pacino), herói de guerra mantido à parte dos negócios da família, vê a necessidade de proteger o pai e tudo o que ele construiu ao longo dos anos.

O elenco é composto também por James Caan, Robert Durvall, Diane Keaton, John Cazela, Talia Shire, Richard Castellano, Sterling Hayden, Gianni Russo, Rudy Bond, John Marley, Richard Conte, Al Lettieri, Abe Vigoda.

O papel de Michel Corleone tinha sido oferecido a Warren Beatty, Jack Nicholson e Dustin Hoffman, mas todos o recusaram.

A trilha sonora composta por Nino Rota é comovente. Com uma direção fantástica e um roteiro soberbo, o filme mantém o espectador ligado durante as quase três horas de projeção.

Ganhou três Oscars: Melhor filme, melhor roteiro adaptado e Melhor ator (Marlon Brando, que se recusou a receber a estatueta em protesto à discriminação feita pelo governo e por Hollywood aos índios americanos).

Esse é o primeiro de uma trilogia de filmes dos mesmos autores, tendo suas sequências The Godfather: Part 2 e 3.

The Godfather é um marco na história do cinema e na história dos filmes sobre a Máfia americana.

Lucia Hippolito

domingo, 14 de março de 2010

Estudar

"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."

Pitágoras


Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

Obs.: O modelo da foto é o aniversariante da semana. João Pedro que celebrará 1 ano dia 20 de Março. Atualmente ele mora com os pais em Natal-RN. É presidente do Grêmio Escolar de sua creche, já tem 6 dentes e dentre várias qualidades é meu sobrinho.

segunda-feira, 8 de março de 2010

khronos Vs kairós


Eu não tenho tempo ...


Talvez seja uma das palavras que mais falamos/ouvimos durante nossas semanas corridas. Que tempo estamos falando afinal? O tempo do relógio? Tempo perdido? Tempo de lazer? Todos eles tem sua importância em nossas vidas.


Mas como aproveitamos o tempo? Qual a noção de tempo que temos? Qual o significado que damos ao nosso tempo?


Existem duas palavras gregas que são traduzidas para o português como tempo: khronos e kairós. Khronos é o mais conhecido por nós. É o tempo cronológico, do cronômetro, do relógio e que é igual em todos os lugares. A noção é sempre igual - O mês tem quatro semanas, a semana tem sete dias, o dia tem 24 horas... É igual em todos os lugares. E isso é necessário, pois ajuda a organizar a vida das pessoas.


Já o kairós é diferente. É um tempo que pode ter mais ou menos minutos. Mais ou menos dias. Ele tem a ver com a intensidade com que acontecem as coisas. É o tempo/momento certo que acontece algo. E ele é indeterminado. Não se sabe ao certo quando. Não se tem poder sobre ele. Kairós e entendido como o tempo de Deus. Para Deus um dia pode ter mil anos. E mil anos pode ter um dia.


Nós baseamos nossa vida no tempo cronológico, aquele que é sequencial, programado, mas Deus está mais visível, e se manifesta de forma mais profunda no Kairós.


Em outras palavras: khronos tem a ver com o que é transitório, efêmero, passageiro. Foi e pronto. Passou! Assim com muito daquilo que fazemos em nossa rotina: escovar os dentes, vestir-se, alimentar-se, comprar um carro, dormir, dar banho no cachorro. Tudo isso é transitório.


O kairós tem a ver com o que é eterno. Aquilo que permanece. Aquilo que realmente tem um significadoprofundo para as pessoas e que khronos nenhum apagará. Não é um tempo medido, mas um tempo vivido.


O poeta Carlos Drumond de Andrade tem uma frase que ajuda a entender melhor quando ele diz que "Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata". E também uma frase de Fernando Pessoa nos ajuda a entender quando ele escreve assim:


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".


A Bíblia nos dá o testemunho de um povo que se referia a Deus como "O Eterno". A partir de sua experiência de vida e de fé, referiam-se a Deus assim. Pois Deus é Eterno e o seu tempo é Kairós. O tempo de Deus é assim: intenso, inesquecível, marcante.


Viver a espiritualidade é viver o tempo de Deus. Por isso, viva bem cada dia, cada momento cronológico, mas não se prenda ao que é transitório. Prepare-se muito mais para aquilo que é eterno, duradouro. Viva muito mais o tempo kairós, pois assim a vida terá muito mais sentido.


Com vocês, ao serviço d'Ele, Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 4 de março de 2010

Transformando Nosso Tempo


"Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes."
(Lucas 12. 22,23).

terça-feira, 2 de março de 2010

Viva la vida


"Não sei... se a vida é curta

Ou longa demais para nós,

Mais sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas"

Cora Coralina
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Atemporal


Você já percebeu que determinadas charges tomaram sua atemporalidade.
Essa charge tem alguns anos, apesar de infelizmente ser bastante atual.
Vivemos num estado democrático, no que se refere a corrupção pouca coisa tem mudado em nossa história.
Será que nossa história mudará? Eu espero que sim. Basta só nós pensemos em questões fundamentais, em detrimento as questões periféricas da vida.
Aproveite o domingo e leia algo que vai fazer diferença, ou então tenha uma atitude melhor, FAÇA algo relevante.
Tenham um domingo especial e um mês de Março de conquistas.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Poesia adoça a vida



Sorrir por nada e ficar triste sem motivos

é sentir-se só no meio da multidão,

é o ciúme sem sentido,

o desejo de um carinho;

é abraçar com certeza e beijar com vontade,

é passear com a felicidade,

é ser feliz de verdade!


Albert Camus (Filosofo argelino)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Democracia

Indepenentemente quem venha ser eleito (ou eleita) presidente em 2010, este ano já entrou para a História.

Isto porque nós brasileiros assistiremos a um evento que não acontece no país desde de 1926. Isto mesmo.

Há 84 anos ocorreu a última sequência de três presidentes da República eleitos diretamente pelo povo.

Epitácio Pessoa governou entre 1919 e 1922. Passou a faixa ao eleito, Artur Bernardes, que governou até 1926, quando empossou o eleito. Washington Luís.

De lá pra cá, jamais o evento se repetiu. A instabilidade política no Brasil vinha sendo uma constante.

Washinton Luís foi deposto pela revolução de 30. Getúlio Vargas, que não foi eleito, governou entre 1930 e 1945, quando foi deposto pelos militares.

Eurico Gaspar Dutra, eleito em 1945, passou a faixa para Getúlio Vargas, eleito em 1950. Mas Getúlio suicidou-se em 1954.

Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, recebeu a faixa do presidente do Senado, Nereu Ramos, então ocupado a presidência da República. JK passou a faixa a Jânio Quadros, eleito em 1960. Mas Jânio renunciou depois de apenas sete meses de governo.

João Goulart, empossado na presidência, foi deposto pelo governo militarde 1964.

Aí veio a ditadura, com sua coleção de generais-presidentes, todos eleitos pelo Alto Comando do Exército.

Com a redemocratização em 1989, Fernando Collor, eleito diretamente pelo povo, recebeu a faixa de José Sarney, que não foi eleito por ninguém, apenas recebeu a presidência de presente depois da tragédia da morte de Tancredo Neves.

Mas Collor foi afastado da presidência, depois de sofrer um processo de impeachment.

Em 1995, Itamar Franco,que não sido eleito, passou a faixa a Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes. Em 2003, Fernado Henrique passou a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente também por dos mandatos.

Em outubro de 2010 , finalmente, teremos novamente a sequência de três presidentes sucessivos, todos eleitos diretamente pelo povo.

O que isso representa em termos de consolidação da democracia no Brasil é uma enormidade.

A democracia é um processo que só se sustenta pela adesão quotidiana e voluntária dos cidadãos. Adesão aos seus valores, de eleições livres e diretas, instituições sólidas e independentes, alternância no poder, tolerância com o diferente.

A ditadura nos dá o direito de sermos iguais. Mas so a democracia nos da o direito de ser diferentes. De pensar diferente, de falar diferente, de tolerar o outro que não pensa como você.

Em 1985 o país conquistou a liberdade política. A partir de 1994, com o plano real, os brasileiros começaram a conquistar a estabilidade econômica, com a moeda estável e controle da inflação.

Mas só agora em 2010 estamos conquistando a estabilidade política.

Por isso mesmo, 2010 já e História no Brasil.

Lucia Hippolito é historiadora, jornalista e cinetista política.