Entendo futebol mais que um simples esporte. Vejo como uma forma de identidade pessoal. Desde pequeno (leia-se Copa de 90 na Itália), achava aquela atmosfera patriótica uma grande bobagem, mas eu tinha apenas 9 anos.
Passaram-se outras Copas e continuei achando artificial todo esse sentimento “pra frente Brasil, do meu coração...”
Minha paixão pelo futebol só aumentou de lá pra cá, mas acabei canalizando todo esse meu sentimento para o meu time de coração, onde tive tristezas e alegrias, mas sempre tive orgulho de vestir a camisa. Nele me identificava.
Até chorei em 1994, mas não com o título nos Estados Unidos e sim com a derrota do Ceará na final da Copa do Brasil.
Não adianta, não consigo ver a Seleção da CBF como algo que me identifique, como motivo de orgulho, muito menos de amor. Confesso que até já tentei. Fui a um jogo no Castelão em 1995 com meus amigos de condomínio, o time da CBF ganhou de 5 a zero da Eslováquia mais confesso que não fui contagiado por essa atmosfera verde-amarela que toma nosso país de quatro em quatro anos.
Não estou torcendo contra. Se a seleção ganhar,a torcida terá alegria, claro, mas a vida não vai mudar. E três dias depois da final estarei com minha camisa alvinegra apoiado o meu Ceará no templo maior do futebol cearense.
É evidente que perdendo ou ganhando a Seleção da CBF, a torcida brasileira que gosta do seu time estarão muito motivados para o duelo entre seus clubes, seja na Libertadores, Brasileirão ou Copa do Brasil.
A vida segue, com ou sem título da seleção, e o futebol não morre, perca ou ganhe o time da CBF. Ele é muito maior.
E você, ficará mais ligado ou menos interessado em futebol de acordo com o resultado da seleção canarinho em gramados sul-africanos?
Seleção da CBF? Sou indiferente...
Ceará S.C. ? Esse sim, vale a pena. Esse é meu time,representa meu estado, minha paixão.
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