
Quem sou eu ?
- Thiago Oliveira Braga
- Capital do Ceará, Ceará, Brazil
- cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Ser(viço)

domingo, 31 de maio de 2009
Do estilo
Fere de leve a frase... E esquece... Nada
Mario Quintana
sábado, 30 de maio de 2009
Prisão

quarta-feira, 27 de maio de 2009
Doar, Dar…

Acompanham os jornais? A tv? Estão vendo esse movimento de comoção nacional em prol das vítimas das enchentes no norte-nordeste? Não? Eu também não.
Desde o início de abril, as regiões Norte e Nordeste sofrem com uma temporada de chuvas que já atingiu mais de 300 municípios. O número de desabrigados, até o momento, ultrapassa 184 mil pessoas, mais do que o dobro das vítimas de Santa Catarina em 2008, que na época uniu o país e seus veículos de comunicação. Inclusive, na época, a Cruz Vermelha aqui do Estado do Ceará foi a primeira a iniciar campanha de arrecadação de alimentos. Toda catastrofe é de se lamentar, seja aqui no Ceará ou no Sul, não devemos ficar apontando culpados e sim ter misericóridia dos que tem sofrido nesses dias.
Para completar a catástrofe, cidades inteiras estão ilhadas, sem acesso às capitais e pessoas correm risco de morte por não poder se deslocar para hospitais no litoral. Colheitas estão perdidas, rebanhos mortos e várias indústrias estão comprometidas, ocasionando em um prejuízo econômico ainda incalculado.
O que me motiva a escrever esse texto é poder partilhar o meu desejo de que a possibilidade de doar é infinitamente mais significativa do que receber, toda essa chuva que tem assolado ao estado do CEARÁ e vizinhos não tem grandes perspectivas de melhorar logo que passem as chuvas, no entanto partilho um texto do padre Henri Nouwen que foi bastante inspirador.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Fazer o que se gosta…

domingo, 24 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Coerência

quinta-feira, 21 de maio de 2009
Dica de Blog

Mas nem só de “Filosofia” vive o ser humano, daí eu também prestigiei alguns BLOGs de pessoas que quero bem, e me deparei com um muito legal, de uma garota de 15 aninhos, mas super especial que eu sou fã.
O desejo do meu coração é que esse nova geração, apesar das mudanças, sejam carregadas de SONHOS, e por isso que eu acredito e invisto nessa geração.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Monólogo ou diálogo?

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.”(Jr.29:13)
terça-feira, 19 de maio de 2009
Palavras

Não sou digno do amor de Deus. Não, não sou...
Não sou porque a ira toma o meu ser quando as setas do inimigo vêm em minha direção.
Não sou digno do Amor de Deus, porque tenho magoado as pessoas que amo, pelo meu modo incisivo de falar.
Não sou digno, porque por vezes me rendo às minhas vontades e não ouço a vontade do Pai.
Não sou digno, não sou.
Não sou digno, porque eu não tenho falado desse amor a todos que conheço.
Não sou digno, porque tenho julgado pessoas, que assim revidam da mesma forma.
Não sou digno, porque cada vez me pareço mais comigo mesmo e, menos com Jesus.
Não sou digno de Ti, Deus meu! Peço o teu perdão, pela Tua graça e misericórdia.
Assim não quero mais agir.
Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O que é oração
domingo, 17 de maio de 2009
Orar

sábado, 16 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Pense nisso ...
“Quando você não pode abrir mão de alguma coisa que você tem, não é você que tem a coisa, é a coisa que tem você”.
Citado por meu amigo-irmão Roberto Diamanso.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
A Dádiva da Amizade
A amizade é uma das maiores dádivas que o ser humano pode receber. Ela está para além dos alvos comuns, dos interesses compartilhados ou das mesmas histórias. É mais forte do que a atração física, mais profunda do que a solidariedade ou um projeto vida. A amizade é a alegria de dar e receber, de amar e sofrer, de confiar e entregar sem reservas. É estar com o outro, mesmo quando não podemos nem aumentar a alegria, nem diminuir a tristeza. Amizade é o encontro de almas que promove a nobreza do amor.
O culto ao individualismo, a busca pela realização pessoal, o narcisismo, a satisfação imposta pelo consumismo, tudo isso tem criado em nós uma sensação falsa de preenchimento e uma percepção cínica da amizade. Muitos homens modernos estranham e até levantam suspeitas sobre as declarações de Jônatas a Davi que, segundo o relato bíblico, afirma que o amava como à sua própria alma. Nossa capacidade de compreender o significado e a profundidade da amizade compromete, não só nossa humanidade, mas sobretudo, nossa relação com Deus. De um lado, nossa vida pode ser resumida na busca por um amigo, na renúncia da solidão; mas, por outro, rejeitamos a idéia de qualquer relacionamento cuja intimidade levante suspeitas sobre nossa integridade e comprometa nossa liberdade.
Foi a amizade entre Davi e Jônatas que livrou Davi da loucura, de ser um homem amargo, doente e vingativo. a relato da amizade entre os dois dá-se entre os capítulos 18 e 20 do primeiro livro de Samuel. Nestes três capítulos vemos o relato do ciúme assassino de Saul contra Davi, quando por várias vezes tenta destruí-lo e matá-lo. Davi tinha tudo para ser uma pessoa vingativa e amarga. Foi perseguido e odiado, não por ter feito algo errado, mas por ser bom, fiel e generoso. No Salmo 41 ele descreve sua tristeza por ser traído por um amigo íntimo, em quem ele confiava e que comia em sua mesa. Davi amava Saul. Ser perseguido e odiado por alguém que se ama é um golpe que leva qualquer pessoa à loucura, que traz profundas raízes de amarguras. Davi tinha tudo para ser alguém assim. No entanto, a amizade de Jônatas surge como um jardim no meio do deserto de Davi. Ela o preserva, guarda seu coração e alma, mantém sua humanidade firme e verdadeira. A amizade salvou Davi.
O alicerce da amizade de Davi e Jônatas foi Deus, o Deus da aliança. Ao se despedirem, depois de chorarem e beijarem um ao outro, disse Jônatas a Davi: "Vai-te em paz. porquanto juramos ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua." Há, nesta declaração, duas características da amizade de Davi e Jônatas que merecem ser destacadas. A primeira é Deus. Deus faz parte da amizade. Na verdade, toda amizade começa em Deus, ou melhor, toda experiência real e verdadeira de amor começa e é preservada em Deus, que é a fonte de todo amor. Somente quanto nos sentimos amados, desejados e queridos, é que aprendemos a amar, desejar e querer. O único amor que torna possível o nosso amor é o amor divino. Um amor que se dá a nós sem reservas ou medos, que não impõe condições, que é generoso e abundante. Deus nos ama, não porque atingimos algum grau de perfeição ou pureza, mas por sermos exatamente como somos. Ele nos conhece como ninguém, sabe tudo a nosso respeito, não há nada que possamos esconder dele, e mesmo assim nos recebe em seu amor, abraça nossas culpas e pecados, sofre nossas dores, chora nossa miséria e cria para nós um novo lar, uma família, uma comunidade. Jônatas e Davi colocam Deus entre eles. "Seja Deus entre nós para sempre", foi o que Jônatas disse a Davi. Deus será sempre o avalista desta amizade. Ela não existe sem ele. Ele estará sempre no meio, será o elo que liga, a corrente que amarra e prende. Será uma amizade fundamentada em Deus e no seu amor. Será maior que Davi, maior que Jônatas, maior que as circunstâncias, maior que os riscos que o pecado humano naturalmente cria nas amizades. "Seja Deus para sempre entre nos.”
A outra característica na declaração de Jônatas foi sua despedida. Ele inicia dizendo: "Vai-te em paz!" - é uma amizade libertadora, não possessiva, não sufocante. Ela deixa o outro seguir, invoca a paz, abençoa. Toda relação possessiva, dominadora, não passa de uma relação com o próprio ego medroso e inseguro. Ela não alimenta o amor, não promove o outro, não contribui para o crescimento. Davi nunca mais viu Jônatas, o convívio entre eles teve curta duração, mas a amizade permaneceu pelo resto da vida. Até mesmo depois da morte de Jônatas, Davi continuou celebrando a aliança que juntos haviam invocado, continuou provando a bênção da presença de Deus que tornou possível a amizade.
Toda dádiva de Deus tem um valor em si mesma. Estamos acostumados a encontrar o valor das coisas em algum lugar fora delas. Precisamos de resultados, estatísticas, alguma comprovação de que o investimento foi bom, valeu a pena. Os dons de Deus não deveriam ser avaliados assim. Sua beleza reside neles, e não apenas no que produzem. A amizade tem sua beleza nela mesma. Como disse Rubem Alves, um amigo é aquela pessoa que vive de sua inutilidade. Ele diz: "Pode até ser útil eventualmente, mas não é isso que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma experiência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir." Foi isto que a amizade de Jônatas fez por Davi: nunca permitiu que Davi se sentisse só, mesmo depois da sua morte. Jônatas abriu o coração de Davi para esta experiência única e transformadora.
Amigos são dádivas de Deus. Não os fabricamos, apenas os recebemos com alegria e gratidão e os cultivamos com amor e dedicação. No entanto, vale lembrar que eles não são substitutos de Deus, pois trazem consigo suas limitações e fraquezas. Seu amor não é infalível, muito menos perfeito. Se temos medo de amar, se não aceitamos os riscos e as deficiências da amizade, então dificilmente construiremos os vínculos da comunhão. Nenhum amigo jamais preencherá sozinho as lacunas da nossa alma ou da nossa solidão. Mas é na amizade, com todas as suas limitações, que podemos experimentar o amor incondicional e ilimitado de Deus. É nela que aprendemos a dar e receber, a amar e ser amados, a perdoar e compreender. Aprendemos a cuidar, consolar, confrontar e compartilhar alegrias e tristezas. Precisamos de Deus para aprender a amar nossos amigos e precisamos dos amigos para seguir amando a Deus.
Fomos chamados para a amizade. A comunhão faz parte da vocação primeira do cristão. Jesus, no sermão de despedida, disse que não chamaria mais seus discípulos de servos, mas de amigos. A razão é muito simples: não haveria mais segredos entre eles; tudo quanto ele e o Pai compartilhavam, agora seus amigos também compartilhariam. Jesus nos chama para a amizade. Não há convite mais pessoal amoroso e eterno do que este, assim como nada há de mais transformador, mais verdadeiramente humano e mais revolucionário.
Ricardo Barbosa de Souza
terça-feira, 12 de maio de 2009
Tenho aprendido que devo ouvir mais e falar menos
o VOTO é um juramento ou um compromisso de caráter religioso. É uma oferta votiva a Deus. Um voto podia ser: de realizar alguma coisa para Deus em recompensa ao seu favor ; ação de graças e de sacrifício, feitos a Deus por orações respondidas e livramentos proporcionados ; abster-se de alguma coisa.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Meu nome é Nelson Rodrigues - Zeca Baleiro
sou do tempo em que as atrizes tinham alma
sou do tempo em que farmácia só vendia remédio
sou do tempo em que jornal de domingo se lia no domingo
sou do tempo em que até os canalhas choravam
sou do tempo em que os ladrões eram elegantes
sou do tempo em que até os automóveis davam bom dia
Procura-se um cajado!

terça-feira, 5 de maio de 2009
Parábola dos filhos perdidos
Fim de tarde no portão
A cabeça branca ao relento
Teimosia de paixão
Faz das cinzas renascer alento
Na estrada o seu olhar
Procurando um vulto conhecido
Espera um dia abraçar
Quem diziam já estar perdido
O seu amor é tão forte
Mais do que o Inferno e a Morte
São torrentes que arrebentam o chão
Mais fácil secar os mares,
Apagar a estrela Antares,
Que arrancar o amor do seu coração
Fim de tarde
Se debruça no portão
Mas um dia aconteceu
E o moço retornou mendigo
O pai depressa correu
E abraçou o filho tão querido
Tragam roupas e o anel
Calcem logo os seus pés Milagre!
Vinho do melhor tonel
Tanta alegria em mim não cabe
O seu amor é tão forte
Mais do que o Inferno e a Morte
São torrentes que arrebentam o chão
Mais fácil secar os mares,
Apagar a estrela Antares,
Que arrancar o amor do seu coração
Fim de tarde Está deserto o portão
Autor:Stênio Marcius
baseado na PARÁBOLA DOS FILHOS PERDIDOS
Lucas 15.11-32
sexta-feira, 1 de maio de 2009
O Otimismo e a Esperança

Hoje não há razões para otimismo.
Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo.
Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro.
Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.
Camus sabia o que era esperança. Suas palavras: E no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível...
Otimismo é alegria por causa de: coisa humana, natural. Esperança é alegria a despeito de: coisa divina.
O otimismo tem suas raízes no tempo.
A esperança tem suas raízes na eternidade.
O otimismo se alimenta de grandes coisas.
Sem elas, ele morre.
A esperança se alimenta de pequenas coisas.
Nas pequenas coisas ela floresce.
Basta-lhe um morango à beira do abismo.
Hoje, é tudo o que temos ao nos aproximarmos do século XXI: morangos à beira do abismo, alegria sem razões.
A possibilidade da esperança...
Rubem Alves
Trecho da crônica Sobre o Otimismo e a Esperança, publicado originalmente no livro Concerto para Corpo e Alma (Ed. Papirus).
Foto:Foi tirada numa casa de repouso de velhinhos, na cidade de Jundiaí-SP em Janeiro de 2007,no trabalho prático do IPL daquele ano.Um dia muito marcante para minha vida.
