Quem sou eu ?
- Thiago Oliveira Braga
- Capital do Ceará, Ceará, Brazil
- cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Pra quem desejava saber a 'utilidade' do curso de Filosofia
Marcadores:
Humor,
Minhas histórias
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
10 motivos para namorar um filósofo.
Se você conhece alguém que estudou Filosofia, tenha certeza. Esse é um sujeito desprendido de bens materiais, é agregador, ávido a sempre aprender algo novo, questionador, bem humorado e não tem um pingo de inveja do amigo que cursa Direito.
Originalmente do blog: http://academiae.wordpress.com/2011/12/24/10-motivos-para-namorar-um-filosofo/
Se você conhece algum FILÓSOFO, chegue junto, pois ele é diferenciado.
- Nunca falta assunto.
Filósofos sempre tem algo pra dizer, é legal quando você tem um “figura” do seu lado que tem a mente ampla pras mais diferentes conversas, assuntos, papos, e uma opinião criteriosa daquilo, ele nunca terá problemas em ser “social” mesmo que seja tímido, tem papo pra tudo (até por que você não entenderá tudo).
Obs.: Só tome cuidado nos assuntos escolhidos no jantar com a família, ele pode “infezar” todo mundo.
- Dificilmente julga sua família, amigos, atc...
Estudamos todos os tipos de civilizações, épocas, pensadores e formas de relacionamento, então é mais fácil a gente se surpreender com eventos naturais óbvios do que com os “complexos” seres humanos, pra estudar todo tipo de forma de vida de ser humano é necessário tentar compreender aquele estilo de vida.
Também jamais irá julgar você pela aparência, ainda mais se ele for fã do Schiller ou tenha se formado em Estética.
Então, por conseqüência quebramos preconceitos, se você namora um filósofo fica tranqüila quanto aquele primo anti-cristo, aquele amigo esquisito, normalmente nunca será julgado, agora quanto a parte de tirar sarro, eu não garanto, afinal todo bom pensador é um pouco sarcástico.
- Toda regra imposta ao filósofo normalmente será ignorada ou minimizada.
Então se sua preocupação era quando ou a onde vai ser o casamento, se foi “crismada” ou não,que seja, pro filósofo isso é o de menos, ele se importa com tudo, menos com estereótipos, isso se ele não tiver uma alegria a católicos ou protestantes fanáticos , então naturalmente o importante é que a união dê certo, então ele fará de tudo para que a união dê certo mesmo e dificilmente irá se importar com opinião dos demais.
- DR (São raras, mas afinal tem que ter).
Então pode contar com ele na hora de jogar na roda aquele assunto difícil, aquela lavação de roupa suja, normalmente ele vai ser cauteloso com as palavras, a não ser que você tenha testado demais o santo dele, aí eu já não garanto.
- Você será trocada. Mais fique tranqüila.
Será no máximo por um livro, palestra ou conferência.
- No Natal, aniversário, dia dos namorados, etc, você não terá problemas em presenteá-lo.
Você sabe que você der aquele livro que ele tava querendo DAQUELE AUTOR que ele adora provavelmente ele vai ter um orgasmo ideológico e te levar pra jantar fora. Ou então dê uma estatuazinha do Pensador, ou do deus Osíris, ou de Atena, qualquer coisa relacionada a mitologia que vai ter um ar de “uma pessoa que ama sabedoria mora por aqui” também é legal.
- Ele poderá ter pode de nerd mas isso não quer dizer que seja um.
E principalmente não quer dizer que ele seja certinho, quanto mais se estuda a humanidade, menos afim de seguir os “padrões da sociedade” você fica, ele pode ser um capeta, mas tem aquela cara de pessoa certinha e esforçada, o que poupa explicações, e ele sabe muito bem o que é ridículo para a sociedade e vai ter poupar de certas vergonhas alheias.
- Cultura
Nele sempre vai ter uma programação divertida, diferente, prazerosa para fazerem num final de semana, ir à um restaurante japonês, um café, uma exposição de arte, teatro, noite de gastronomia ou degustação de vinhos, uma ida à nova livraria, cinema onde a trilha sonora não são tiros e explosões. Acredite, seus pais sempre vão elogiar o gosto deles, mesmo quando não curtem as mesmas coisas (ex: uma conferencia sobre capital simbólico e contextualização do problema da existência e da ética na contemporaneidade).
- Felicidade continua
Não se preocupe com esse estado emocional, geralmente os filósofos são ociosamente felizes e de bem consigo mesmo, o que vai lhe poupar meses em terapia de casal e não vai precisar ler livros de auto ajuda.
- Ele pode parecer revoltado, anarquista, apartidário, antipatriota, mas no fundo ele só quem o bem de todos.
Então você jamais estará do lado de uma pessoa individualista, pois como estudante de humanas ele sempre pensará no todo e não somente em si mesmo. Não sabe em quem votar na eleição, pede um palpite pra ele! Mesmo eles são bem críticos nas escolhas políticas.
Originalmente do blog: http://academiae.wordpress.com/2011/12/24/10-motivos-para-namorar-um-filosofo/
Marcadores:
Minhas histórias,
Opinião
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
“Pois se armador é o que arma, que se dirá do que ama?!”
Ninguém é alguém, sozinho.
Se a essência de Deus é o amor, sua natureza é a comunidade. Sendo um Deus único, coexiste de forma perfeitamente harmônica sendo três pessoas, deu-se o primeiro ENCONTRO.
Percebendo a beleza dessa coexistência perfeita, Deus quis multiplicá-la, estendendo a nós a possibilidade de partilharmos consigo dessa relação, deu-se o ENCONTRO mais importante da vida de qualquer pessoa.
Esse ENCONTRO com Deus, nos faz um outro tipo de gente. Gente que enxerga com outros olhos, decide em outras categorias e relaciona-se com profundidade e pessoalidade.
Quem encontra-se com Deus nunca permanece a mesma pessoa. É a partir desse encontro, dessa nova vida e dessa consciência que vamos nos encontrando com outras pessoas, nos tornando parte delas e fazendo-as parte de nós, sendo misturados aos outros pelo Espírito Santo, e vamos nos tornando mais gente.
Encontrar-se é preciso!!!
Encontrar-se é misturar-se ao outro, tornando o outro um "outro melhor".
Encontrar-se é incluir o outro em nós, tornando-nos "uma pessoa melhor"
Quem se encontra de verdade, tendo como ato fundante o encontro com o Senhor, não encontra-se COM, encontra-se EM afinal, nesses encontros. vamos nos tornando parte do outro e o outro parte da gente.
EmComOutro, deu-se o verdadeiro ENCONTRO!!!
Celebremos à vida.
Com vocês, ao serviço d'Ele, Thiago Oliveira Braga
Marcadores:
Reflexão
sábado, 24 de dezembro de 2011
Feliz Natal
“Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc. 2, 6-7).
Neste ano que termina, gostaria de agradecer pelo seu carinho e apoio.
É tempo de Natal, ocasião em que fazemos um balanço de nossas ações, reassumimos os nossos compromissos, desejamos ainda mais os nossos sonhos e, em especial, renovamos a nossa esperança no Amor.
Espero que o seu coração, com todas as suas alegrias e sofrimentos, seja como aquele carinhoso estábulo em Belém, que há mais de dois mil anos acolheu José, Maria e o Menino Jesus, que com ternura vem ensinar o bem à humanidade.
Feliz Natal e que no próximo ano você viva bem e intensamente a cada dia, pois a felicidade está na simplicidade das pequenas coisas do cotidiano.
Um forte abraço,
Thiago Oliveira Braga
Marcadores:
Minhas histórias
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A Privataria Tucana
Marcadores:
Reflexão
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Radiocopia
“O diploma serve apenas para construir uma espécie de valor mercantil do saber. Isto permite também que os não possuidores diplomas acreditem não ter direito de saber ou não serem capazes de saber. Todas as pessoas que adquirem um diploma sabem que ele de nada lhe serve, não tem conteúdo, é vazio. Em contrapartida, os que tem diploma dão-lhes um sentido pleno. Acho que diploma foi feito precisamente pra os que não o têm.”
M. Foucault, Radiocopia...
Marcadores:
Reflexão
domingo, 4 de dezembro de 2011
Sócrates eterno
Nos tempos do Futebol Cards, as figurinhas que vinham nos envelopes de chiclete pingue-pongue no final dos anos 70, um desafio para os garotos da minha geração era dizer de memória o nome completo de Sócrates. Muitos só sabiam dizer Sócrates Brasileiro.
A lembrança serve um pouco para dizer que Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira não é só corintiano. O Corinthians está de luto neste domingo em que todo o país, todo o mundo do futebol, tem razão paa chorar.
Há notícias de gente que morre que batem nas pessoas simplesmente assim, como uma notícia. O caso de Sócrates foi diferente neste domingo. Fiquei triste! Realmente triste. Provavelmente não tanto quanto seus amigos mais próximos de quem sou mais amigo, do Juca, do Trajano, do Gustavo, seu filho. Mas realmente sentido.
Sócrates é um símbolo do futebol bem jogado, da geração 82. Também da iniciação política de muitos dos que viveram a adolescência nos anos 80. Mesmo que você só gostasse de futebol e fechasse os olhos para o que acontecia no país, tinha de perguntar por que o Doutor usava uma vistosa caneleira amarela, por cima do meião, no primeiro semestre de 1984. O amarelo era a cor oficial da campanha das Diretas Já e o Magrão estava lá, nos palanques, nas entrevistas, cobrando, discutindo.
Ele não se omitia.
Em campo, foi dele o primeiro gol da campanha do Brasil em 1982, o primeio também da campanha de 1986. Suas pernas já não obedeciam tanto, a ponto de ter ficado quase toda a campanha do título carioca do Flamengo fora do time. Mas, na Copa, Sócrates jogou muito outra vez. No México, mais do que Zico, Falcão e Cerezo, cortado na última hora.
Sócrates era, é e sempre será, Brasileiro.
Mas, hoje, dia de Corinthians x Palmeiras, como no dia em que o time estava preso no trânsito a trinta minutos do início do dérbi e Sócrates mandou todos descerem e seguirem a pé até o Morumbi -- e fez o gol da vitória por 1 x 0 -- hoje o Corinthians pode dar ao Doutor o título importante que faltou em sua passagem pelo Parque São Jorge.
Naquele tempo em que os corintianos não cobravam, nem queriam saber de Libertadores, o sonho era o título brasileiro.
A grande homenagem do Corinthians é fazer de Sócrates campeão... Brasileiro.
SÓCRATES BRASILEIRO SAMPAIO DE SOUZA VIEIRA DE OLIVEIRA
Belém, 19 de fevereiro de 1954
São Paulo, 4 de dezembro de 2011
Botafogo-SP (1974 a 1978), Corinthians (1978 a 1984), Fiorentina (1984/1985), Flamengo (1985 a 1986), Santos (1988), Botafogo-SP (1989)
60 partidas pela seleção brasileira
22 gols pela seleção brasileira
Paulo Vinicius Coelho, o PVC.
A lembrança serve um pouco para dizer que Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira não é só corintiano. O Corinthians está de luto neste domingo em que todo o país, todo o mundo do futebol, tem razão paa chorar.
Há notícias de gente que morre que batem nas pessoas simplesmente assim, como uma notícia. O caso de Sócrates foi diferente neste domingo. Fiquei triste! Realmente triste. Provavelmente não tanto quanto seus amigos mais próximos de quem sou mais amigo, do Juca, do Trajano, do Gustavo, seu filho. Mas realmente sentido.
Sócrates é um símbolo do futebol bem jogado, da geração 82. Também da iniciação política de muitos dos que viveram a adolescência nos anos 80. Mesmo que você só gostasse de futebol e fechasse os olhos para o que acontecia no país, tinha de perguntar por que o Doutor usava uma vistosa caneleira amarela, por cima do meião, no primeiro semestre de 1984. O amarelo era a cor oficial da campanha das Diretas Já e o Magrão estava lá, nos palanques, nas entrevistas, cobrando, discutindo.
Ele não se omitia.
Em campo, foi dele o primeiro gol da campanha do Brasil em 1982, o primeio também da campanha de 1986. Suas pernas já não obedeciam tanto, a ponto de ter ficado quase toda a campanha do título carioca do Flamengo fora do time. Mas, na Copa, Sócrates jogou muito outra vez. No México, mais do que Zico, Falcão e Cerezo, cortado na última hora.
Sócrates era, é e sempre será, Brasileiro.
Mas, hoje, dia de Corinthians x Palmeiras, como no dia em que o time estava preso no trânsito a trinta minutos do início do dérbi e Sócrates mandou todos descerem e seguirem a pé até o Morumbi -- e fez o gol da vitória por 1 x 0 -- hoje o Corinthians pode dar ao Doutor o título importante que faltou em sua passagem pelo Parque São Jorge.
Naquele tempo em que os corintianos não cobravam, nem queriam saber de Libertadores, o sonho era o título brasileiro.
A grande homenagem do Corinthians é fazer de Sócrates campeão... Brasileiro.
SÓCRATES BRASILEIRO SAMPAIO DE SOUZA VIEIRA DE OLIVEIRA
Belém, 19 de fevereiro de 1954
São Paulo, 4 de dezembro de 2011
Botafogo-SP (1974 a 1978), Corinthians (1978 a 1984), Fiorentina (1984/1985), Flamengo (1985 a 1986), Santos (1988), Botafogo-SP (1989)
60 partidas pela seleção brasileira
22 gols pela seleção brasileira
Paulo Vinicius Coelho, o PVC.
Marcadores:
Reflexão
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Saber esperar é uma grande virtude.
Marcadores:
Reflexão
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Até onde vai a sua?
Passamos por momentos bons e ruins
Conquistamos vitórias e sofremos derretas
vencemos e perdemos batalhas
enfrentamos grandes dificuldades ao longo do campeonato
e quando tudo parecia perdido
nosso coração dizia o contrário,
nos ordenava a fazer o contrário
a apoiar...
a incentivar...
mesmo que fossem remotas as chances de permanência na elite;
pois somos os torcedores do mais querido
e juntos lutaremos em prol de um só ideal...
CEARÁ SPORTING CLUB
A "guerra" continua e apoio não pode parar!
A última "batalha" do ano no PV
Vale a nossa permanência na série A
E então alvinegro...
Até onde você acredita?
Até onde vai a sua esperança?
Até onde vai a sua fé?
#EUACREDITO
Marcadores:
Oração
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Para explicar o inexplicável.
Documentários sobre futebol são sempre muito bons. Uns mais outros menos, retratam um universo sem razão, de pura alma. Filmam uma paixão maluca - como todas as outras paixões.
Há quem defina como alienação. E não deixam de ter razão.
De fato, o jogo serve para mascarar e substituir muitas coisas. Funciona como solvente para frustrações, borracha para decepções. Não raro, é uma peneira da vida. Passa apenas o que interessa.
O futebol desliga o cérebro. no torcedor aciona apenas o coração (antigamente costumava fazer isso também com o jogador). É sentimento puro e simples.
Sentimento que gera raiva, ódio, tristeza. Mas também carrega alegria, euforia, carinho.
Contradições que os filmes tentam revelar. Tentar explicar. E poucas vezes conseguem.
O mais recente é o "Bahêa minha vida". Espetáculo de imagens e depoimentos.
No mais verdadeiros deles, um torcedor diz:
"O Bahia jogando, e ganhando, você pode passar uma semana com fome... mas vai passar com amor."
Confira o trailer do documentário:
Há quem defina como alienação. E não deixam de ter razão.
De fato, o jogo serve para mascarar e substituir muitas coisas. Funciona como solvente para frustrações, borracha para decepções. Não raro, é uma peneira da vida. Passa apenas o que interessa.
O futebol desliga o cérebro. no torcedor aciona apenas o coração (antigamente costumava fazer isso também com o jogador). É sentimento puro e simples.
Sentimento que gera raiva, ódio, tristeza. Mas também carrega alegria, euforia, carinho.
Contradições que os filmes tentam revelar. Tentar explicar. E poucas vezes conseguem.
O mais recente é o "Bahêa minha vida". Espetáculo de imagens e depoimentos.
No mais verdadeiros deles, um torcedor diz:
"O Bahia jogando, e ganhando, você pode passar uma semana com fome... mas vai passar com amor."
Confira o trailer do documentário:
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Quem Morre?
Pablo Neruda
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
Marcadores:
Poesia
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Mazelas do nosso dia-a-dia
Chamou a atenção neste sábado (12/11) a realização do jogo entre Somália e Etiópia, pelas Eliminatórias Africanas da Copa de 2014. A curiosidade, como se sabe, foi despertada mais pelo noticiário envolvendo fome e guerra nesses países e menos pela tradição de ambos no futebol. Para ajudar essa constatação, o jogo terminou empatado sem gols.
Somália e Etiópia são vizinhos e ocupam, ao lado do Djibouti e da Eritreia, a região geográfica conhecida como Chifre da África. Localizado no leste do continente e próxima à Península Arábica, o Chifre sofre com grandes secas que minam a população dos países.
Crescemos acostumados a ver campanhas humanitárias com o objetivo de arrecadar alimentos para a população da Etiópia e da Somália. Nos anos 80, astros do rock e do pop foram engajados por tal causa e criaram iniciativas como o USA For Africa (We Are The World) e o Live Aid.
O problema, no entanto, persiste. A Somália enfrenta grave crise alimentícia, sempre agravada pela instabilidade política da região. Se o Ser Humano é capaz de se adaptar a qualquer ambiente, a guerra e o fanatismo religioso impedem a região de levar adiante medidas paliativas à seca.
Em meio a este cenário, o jogo deste sábado não foi disputado na Somália por conta da falta de segurança no país. O empate por 0 a 0 ocorreu no Djibouti. Na próxima quarta-feira, é a vez de a Etiópia receber os somalis em casa. Quem vencer a disputa entra na fase de grupos das Eliminatórias.
É difícil ou quase impossível encontrar maiores informações sobre as duas seleções, inclusive no site da Fifa. Sabe-se apenas que a Etiópia está num estágio mais avançado e chega a ter jogadores que atuam no exterior. Aos somalis, competir já é uma vitória.
Seja como for, é reconfortante saber que – a despeito de seus flagelos – somalis e etíopes tentam chegar à Copa. Resta saber o que ocorrerá primeiro: uma história vaga em Mundiais ou a capacidade de despertar real atenção do mundo para seus problemas. Temo que nenhum dos dois.
Marcadores:
Reflexão
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Pescarias
“Os fatos na verdade não são absolutamente como peixes na peixaria. Eles são como peixes nadando livremente num oceano vasto e algumas vezes inacessível; o que o historiador pesca dependerá parcialmente da sorte, mas principalmente da parte do oceano em que ele prefere pescar e do molinete que ele usa”.
E. H. Carr, historiador britânico
Marcadores:
Reflexão
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
A arte da mídia em deturpar movimentos sociais.
Marcadores:
Reflexão
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Uma paixão incondicional
Muitos brasileiros que dizem gostar de futebol e de seus times de coração mostram, na prática, que gostam mesmo é de vencer. Por isso a desculpa mais comum para pequenos públicos em jogos de agremiações com grande torcida são as fases ruins. E fica estabelecida, na prática, uma relação de interesse: "Vocês vencem, vou aos jogos. Perdem, sumo da arquibancada".
Amor de torcedor é amor incondicional. Você simplesmente não consegue viver sem aquele time, sem aquela camisa. Sofre, ri e chora por causa dele. E não abandona, aconteça o que acontecer. Essa relação, às vezes doentia, também ajuda no desenvolvimento da personalidade do homem. O torcedor real encara os rivais e as gozações, tudo em nome de sua paixão. Ele não vira casaca, nem se omite.
Claro que a torcida perdedora também desaparece em grande parte quando as coisas não vão bem e dá as caras nos bons momentos. Nisso ela não é nada diferente das demais, das maiores. Mas não há como negar que torcer exclusivamente para clubes nada midiáticos é muito, mas muito mais difícil. Sim, é preciso gostar demais desse time.
Melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer. E tenho dito.
Da-lhe Ceará S.C. , minha paixão incondicional.
Thiago Oliveira Braga
Marcadores:
Minhas histórias
domingo, 6 de novembro de 2011
Fortaleza: cidade que gera saudade, mas não se preserva.
![]() |
| Praça Portugal, na Aldeota, na década de 1960 e atualmente (SARA MAIA) |
Marcadores:
Reflexão
sábado, 29 de outubro de 2011
A Doutrina do Choque (The Shock Doctrine) - Naomi Klein // Completo
"A Doutrina do choque"
O documentário "A doutrina do choque", prega resistência (à teoria da desregulação do mercado personificada pelo economista Milton Friedman) e ação popular, por outro "new deal", que remodele a economia mundial.
O paralelo entre Obama e Franklin Roosevelt, o presidente americano que atravessou a Grande Depressão nos anos 1930, é feito pela jornalista Naomi Klein, em cujo livro ("A doutrina do Choque: A Ascensão do Capitalismo de Desastre) o filme se baseia.
Winterbottom disse que aceitou o convite de Klein por achar o livro "muito potente" e ver nele "a oportunidade de falar desses acontecimentos de uma perspectiva particular".
Com numerosas imagens de arquivo, "A Doutrina do choque" se propõe a traçar um painel da implementação das ideias de Friedman e seu grupo de colaboradores na universidade, os "meninos de Chicago", em distintas partes do mundo, a começar pela América Latina.
O golpe que depôs e matou Salvador Allende no Chile é citado como primeiro exemplo de que o "incontrolável cassino capitalista" resultante das teorias de Friedman requereu regimes totalitários para se estabelecer fora dos EUA.
"No mundo anglofônico [EUA e Reino Unido]", as guerras, a começar pela das Malvinas (1982), sob o comando de Margareth Thatcher, foram o elemento impulsionador da economia livre mercado, sustenta o filme.
Klein participa do longa entrevistando pessoas e em extratos de palestras que profere, com a intenção por ela declarada de impedir que a "memória coletiva" se deixe tomar por uma enviesada versão da história do tempo corrente.
Klein participa do longa entrevistando pessoas e em extratos de palestras que profere, com a intenção por ela declarada de impedir que a "memória coletiva" se deixe tomar por uma enviesada versão da história do tempo corrente.
"A Doutrina do Choque" compara as vítimas civis da Guerra do Iraque com os desaparecidos durante a ditadura argentina (1976-83), igualando-os à condição de "pessoas que se opuseram" ao regime econômico que se tentou impor em seus respectivos países.
Para quem não viu, é um boa pedida.
Marcadores:
Cinema
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Celebração 3.0
Muito mais do que apenas uma formalidade. É assim que considero cada data de aniversário. É sempre uma data para se rever o próprio projeto de vida. Analisar as potencialidades e acompanhar o andamento do que havíamos planejado.
Os animais já nascem prontos. Já nascem contendo em seu código genético tudo aquilo que poderão ser. Um joão-de-barro constrói ninhos da mesma forma que todos os seus antepassados. Eles não acumulam e transmitem conhecimentos de geração a geração como o homem. Este, ao contrário, é um ser por se fazer. Ele não nasce pronto.
O aniversário, como recordação do dia em que chegamos a este mundo, serve também servir para nos lembrar que seria muito mais fácil para nós não existir do que estarmos vivos aqui.
Em categorias aristotélicas, dizemos que se hoje existimos, isso quer dizer que existimos em ato. Mas antes disso existíamos em potência. Passamos então da potência ao ato.
Quantas pessoas existem hoje apenas em potência, mas nunca chegarão a existir em ato! Dizendo de outra maneira, quantas pessoas poderiam existir, mas não existem, e nunca existirão! E pensar que somos justamente nós que existimos...
Assim, todo "feliz aniversário" que se ouve deve ser, no fundo, um reconhecimento de que a existência do aniversariante neste mundo é querida, desejada e reconhecida.
E toda omissão desse tipo de felicitação é afirmação tácita de que sua existência é indiferente. De que, se ele nunca tivesse passado da potência ao ato, o mundo seria pouco diferente do que é.
E é com discursos desse tipo que eu gosto de congratular os aniversariantes. Com essa chamada à reflexão, a se tornarem melhores, a se construirem, a se fazerem a si próprios a cada dia. A pensar que as probabilidades de não existirmos sempre foram esmagadoramente maiores do que a de existirmos.
Querida agradecer a Ca mila O. Lopes por ter revisado esse texto, que foi escrito com o coração.
Thiago Oliveira Braga
Marcadores:
Minhas histórias
Assinar:
Postagens (Atom)


















