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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

História que marca

“Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos é proposta, olhando firmemente para o Autor e consumador da fé, Jesus.”
Hebreus 12.1
Sempre gostei muito de praticar esportes. As minhas maiores disputas esportivas foram durante a minha adolescência nas olimpíadas colegiais. Vitórias inesquecíveis e derrotas vergonhosas me acompanharam ao longo desse tempo. Lembro-me de uma corrida que participei nas Olimpíadas Maristas, em Maceió-AL.O dia era 8 de Julho de 1998, penúltimo dia de competição,e em meio a Copa do Mundo da França.

Como o Brasil classificou-se para as semi-finais contra a Holanda (marcada para mesma data), a competição que seria realizada durante a tarde, foi antecipada para a manhã, minha prova foi disputada por volta do meio dia. Era prova de 800 metros (duas voltas completas na pista). Entrei na corrida sem muita pretenção.Dada a largada eu tentei acompanhar o “bloco” de corredores na primeira volta, e completando, fazer a ultima volta dando o máximo, no entanto o calor excessivo me deu um certa tontura.Dai passou um “filme” em minha mente, de tudo que eu tinha treinado e me preparado para estar lá.

Nos 200 metros finais eu estava em terceiro.No sprint final algo inesperado aconteceu, tropecei e quase cai, fui cambaleando até quase a linha de chegada, quando percebi que minha única opção de não perder o 3º lugar era me jogar rumo a linha de chegada, e com o salto consegui ultrapassar a linha de chegada, e garantir a medalha de bronze.Completar a prova foi uma prova de superação pessoal, infelizmente a pista não era de material sintético, como costumamos ver em jogos olímpicos, mas às marcas da queda foram devidamente cuidados, mas a satisfação de conquistar uma medalha no “Maristão” é algo que marcou a minha história, mesmo passados 10 anos.
Nos tempos de colégio, ficaria frustrado comigo mesmo se não tivesse terminado a corrida.Poderia ter desistido e culpamos o calor pela derrota. Mas quando a minha corrida rumo à Deus ? Se eu parar ou desistir, a quem culparei ? Mesmo tropeçando e caindo sei que não posso desistir “Sete vezes cairá o justo e se levantará” Pv 24:16. Não posso olhar para os meus pecados ou para qualquer homem senão não prosseguirei. Olharei firmemente para o autor e consumador da minha fé, Jesus. Porque sei que Ele está sempre pronto para me receber. Porque sei que Ele é o caminho a verdade e a vida. Porque sei que, quando encontrá-lo face a face, terei completado a minha carreira.

“Porque ainda dentro de pouco tempo aquele que virá, e não tardará; todavia o meu justo viverá pela fé, e: se retroceder, nele não se compraz a minha alma.”
Hebreus 10.37-38

Com vocês no serviço d’Ele, Thiago Oliveira Braga

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Se há uma coisa...


" Se há uma coisa em que tenho profunda convicção e fé é que um dia a justiça ira imperar no mundo. Toda a minha vida é dedicada a isso."

Frei Betto
*Frei Betto Nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. É frade dominicano e escritor.

A essência da Reforma


A Reforma Protestante foi um acontecimento inicialmente religioso. Porém, tendo acontecido em um contexto secular,repercutiu intensamente em todas as instituições sociais.
Pode-se dizer que esta foi a primeira grande revolução dos tempos modernos, já que ocorreu em meio a transformações políticas,econômicas, sociais e culturais que agitavam a Europa e se entrelaçaram às questões religiosas. Por isso, não foi um ato isolado, uma rebelião de um monge alemão que não queria mais obedecer ao Papa. Foi muito mais que isso.Na verdade, tratou-se de uma revolução capaz de convulsionar e de reanimar a vida cristã européia, dando-lhe o vigor necessário para ecoar até os dias de hoje.

Atualmente, os efeitos da Reforma são bem visíveis na nossa sociedade ocidental. As implicações em todos os setores sociais geradas pelo movimento reformador continuam crescentes e, acompanhando este crescimento, ocorrem muitas confissões de fé cristãs no Brasil, fato que já se tornou uma verdade incontestável. Como fruto desse processo, a Igreja Evangélica brasileira vai, paulatinamente, perdendo sua própria identidade. Na década de 60 seus seguidores eram "protestantes", nos anos 70 eram "crentes", nos anos 80, "evangélicos" e agora somos "gospel".
Se cada década os cristãos sentem a necessidade de mudanças de títulos,naturalmente,no decorrer desse longo processo histórico perderão,com isso, a essência do evangelho : ser sal da terra e luz do mundo. ( Mt.5.13).

Portanto, a Igreja precisa novamente ser voz profética na sociedade onde estamos inseridos, talvez seja a hora de uma nova REFORMA, de novos Luteros, de uma nova postura. Talvez seja a hora de protestar contra o protestantismo e tudo que ele se tornou. Então vamos à Reforma! Façamos valer o evangelho verdadeiro de Cristo, "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.2).

Com vocês, no serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Um quase cordel... uma quase graça...

Já vou cansado nessa vida de umas coisas Ver o sagrado sempre ser banalizado
Não poucas vezes sou eu mesmo que o faço
Faço da graça artigo bem barateado
Tomando posse do que tem todo valor
Sem entender seu real significado


Me incomoda muito ver a insistência
De travestir-se em relativa a verdade
Tendo em si pano-de-fundo humanista
Numa maneira de fazer própria vontade
Deteriora o valor do ser humano
Dizendo estar a conferir dignidade


Aaaaaaaaah!!!!


Ouve-se o grito de uma falsa liberdade!
Escravizado por nós mesmos nós bradamos.
Sem "moralismo", "dogma", ou "religião",
Independentes a nós mesmos nos achamos.
Inconscientes de que com essa pretensão,
É a Seu eterno e imenso amor que abdicamos...


Gustavo da Hora

sábado, 21 de junho de 2008

Morte e vida Verdarina


“Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer,devia ter arriscado mais, ter feito o que eu queria fazer” (Titãs)


O título deste texto é uma alusão a poesia de João Cabral de Melo Neto, “Morte e Vida Severina”, mas trata-se de um diálogo da morte com a vida, imaginário e real vividos pela “verdade” de cada um de nós, Severinos, e Severinas; ou ainda da Verdade com Severina, as Verdarinas e os Verdarinos de Jesus.


A verdade cristã é aquela que indica o caminho do sentido do Evangelho em nossas vidas corresponde à realidade de quem realmente somos; ou seja, a essência da identidade humana e a contemplação da realidade do cotidiano da vida em Jesus e com Ele nesta caminhada.


Rubem Alves parafraseando Sêneca diz que, “preparar-se para a repetição do passado, é ter a ilusão de que o tempo não passou”, ou seja, as pessoas condicionam suas vidas a partir dos contextos históricos que manipulam,iludem e muitas vezes, expressam sentimentos superficiais e distantes da realidade de opressão interior e miséria humana, pecadora vivenciadas por nós, Severinos iguais em tudo na vida...


Neste contexto podemos perceber que “a morte tem poder de colocar todas as coisas nos seus devidos lugares”.Perceber o que não se viveu é um estimulo para reinventar a vida a ser vivida. Experiências à beira da morte nos fazem compreender que o rio da vida é belo e esta beleza enquadra a plenitude do rio e as margens da morte. O conjunto desta natureza revela a verdade que se apresenta sobre nós, por meio de nós e em nós, independente de quem somos.


Portanto, acreditamos que esta alegria de viver de muitos verdarinos e verdarinas, que misturam a Verdade da vida e a vida na Palavra de Deus não deve sentir-se ameaçada pela morte porque “viver é morrer... para viver melhor, para viver mais integralmente, para viver de modo imortal, pois foi para isto que o Senhor veio para que tenhamos a vida eterna”. Sentir o conjunto da Obra de deus em sua plenitude. Não há um rio Vida verdadeiro sem margens da morte; uma vida Verdarina eternamente linda fundamentada na Verdade, em Jesus. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...” João 14.6

ML Giselle Gomes

Extraído do Boletim Nº 33/2006 da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade. Recife – PE. (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Conectados : 2 anos


Conectados : 2 anos

Manuela Napoleão, 13 anos; Giuliano César, 16 anos; Priscila Noronha, 15 anos; Gabi, 15 anos; Larissa Sales, 14 anos; Caio Rondon, 13 anos; Melina Costa, 14 anos; Guilherme Puskas, 17 anos; Bella Carolina, 15 anos; Davi Barcellar, 17 anos; PH, 15 anos; Bárbara Castelo, 15 anos; Davi Magno, 15 anos ...

O que esses adolescentes têm em comum?

Esses e muitos outros tiveram suas vidas profundamente influenciadas pelo ministério de Adolescentes CONECTADOS. Através da participação em estudos bíblicos, leitura de livros, acampamentos, assistindo à filmes, orando, comendo pipoca, celebrando aniversários, brincando de futebol de sabão. Enfim, durante esse tempo, fidelizamos um público adolescente com o propósito de crescermos na fé em Cristo Jesus.
Dia após dia, esses adolescentes aprenderam a refletir sobre o Evangelho e sua importância.Desenvolveram relacionamentos saudáveis e engajaram-se na tarefa de estender o Reino de Deus, e que essa ação vai além das dimensões geográficas da Igreja local.
Pessoalmente, aprendi muito. Entendi o significado de encorajar, investir e confiar. Sonho que esses adolescentes transformem sua geração.
Esse sonho não pode ser só meu. Para desempenharem o papel de verdadeiros cristãos, devemos todos acordar!

Parabéns,Conectados.

Com vocês, ao serviço d’Ele,
Thiago Oliveira Braga (Líder do Conectados – Adolescentes IPF)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Flu como nunca! Adiós, Boca!


O Fluminense está na final da Libertadores. Com todo o merecimento. O time está mostrando bom futebol desde a primeira fase.

Mas temos que analisar o jogo contra o Boca Juniors. O time jogou bem? Só depois da entrada de Dodô.

O Fluminense foi dominado no primeiro tempo. Deixou o Boca tomas as rédeas do jogo. E como o time argentino tem excelente toque de bola e variações de jogadas, criou as melhores oportunidades. Não saiu na frente por causa de duas coisas: a ineficiência nos arremates de fora da área e o bom posicionamento da dupla de zaga do Flu (rechaçavam quase todas as bolas). Mas o Fluminense não teve postura. Se retraiu e trabalhou 45 minutos como se fosse um time muito inferior ao rival, o que não é uma verdade. Ousadia? De Cícero. Mas ele exagerou nas firulas. Conca? Uma vez ou outra. Washington? Isolado demais, embora estivesse bem colocado no lance mais perigoso do Flu (por pouco não marcou).

Veio o segundo tempo. E tome apatia do Flu. E facilmente o Boca chegou ao 1 a 0.

A coisa ficou preta.

Aí Renato colocou Dodô para reforçar o ataque. Dois minutos depois o atacante sofreu a falta que Washington cobrou e empatou o jogo. Mais um tempinho e Dodô teve participação ativa no contra-ataque que terminou com o chute de Conca que morreu nas redes dos argentinos: 2 a 1. Dodô seguiu iniciando contra-ataques, seguiu aparecendo nos arremates (teve duas grande chances) e acabou fazendo o terceiro gol no finzinho.

Mas vamos esquecer que o Flu só começou a jogar bola depois de uma hora de bola rolando. O que fica para a história foi que o time venceu um rival poderoso e está na final. Este grupo já entrou para a história. E vai para a decisão como o favorito contra a boa equipe da LDU.

E parabéns para a torcida. Deu show. O futebol carioca, que há tempos não estava numa fase tão boa, só tem a ganhar

* Retirado do Blog do Carlos Alberto Vieira do LANCE no dia seguinte ao jogo Fluminense 3 x Boca Juniors 1

quarta-feira, 4 de junho de 2008

As crônicas de Nárnia - O PRINCÍPE CASPIAN


Príncipe Caspian é o segundo filme da série cinematográfica As crônicas de Nárnia. Depois do sucesso de O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, agora é a vez do segundo livro da saga de C. S. Lewis, publicado em 1951. Aliás, o livro chegou a ser publicado no Brasil pela Ediouro nos anos 80, com o título O Príncipe e a Ilha Mágica, com tradução de ninguém menos que o famoso cronista Paulo Mendes Campos.


A história traz os mesmos protagonistas da primeira aventura: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, só que mais de mil anos depois – isso na contagem de Nárnia, o equivalente a apenas um ano no nosso mundo. Neste período, em que os quatro irmãos Pevensie estiveram fora de Nárnia, ela foi invadida pelos terríveis telmarinos. Diante de ameaça, as criaturas fantásticas e falantes tiveram que se esconder, mas o príncipe Caspian, herdeiro do trono, sonha em reviver a Antiga Nárnia. Para isso, invoca os reis do passado através da trompa mágica de Susana, que ela deixou antes de voltar para nosso mundo. Os tais telmarinos são, na verdade, piratas do mundo dos mortais que se perderam em uma ilha e foram abduzidos para Nárnia através de uma caverna.


Clive Staples Lewis (1898-1963), ou simplesmente C. S. Lewis, é considerado um dos maiores críticos literários, escritores de obras de ficção e teólogo do século 20. Muitos consideram que as figuras mitológicas utilizadas em seus livros seriam extraídas do paganismo, e portanto, incompatíveis com a fé cristã. Só que, assim como Cervantes, Lewis usa o sonho e a fala de animais para expressar suas idéias. Essa atmosfera de conto de fadas é justamente um dos méritos da obra – em uma carta para uma criança que era sua fã, ele diz que os pequenos têm facilidade para perceber, por exemplo, quem é o leão Aslam: uma figura de Cristo.


Lewismania
Desde o lançamento de O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, em 2006, a obra de C. S. Lewis tornou-se mais conhecida e prestigiada pelo público brasileiro. Confira um pouco do que há para ver e ler:
Filmes – Além dos longas da série atual, a Focus Filme lançou As crônicas de Nárnia – Edição de colecionador, uma caixa com três DVDs com produções da década d e 90 da TV inglesa, contendo, além de O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e Príncipe Caspian/A viagem do peregrino da alvorada e A cadeira de prata – cada um com mais de três horas de duração. Já Terra das sombras, de 1993 (Warner), é um filme ganhador de diversos prêmios, mas ainda inédito em DVD no Brasil, que narra um momento muito importante da vida de C. S. Lewis. Existe uma outra versão com o mesmo título que é ainda mais fiel àquele momento. Mas o desenho animado O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de 1979, pode ser encontrado a menos de 10 reais por aí.
Livros – Alma do leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de Gene Veith (Danprewan); O imaginário em as crônicas de Nárnia, de Glauco Barreira Magalhães Filho (Mundo Cristão); Os bastidores de Nárnia, de Devin Brown (United Press); O Evangelho de Nárnia, organizado por Gabriele Greggersen (Vida Nova).
Já o site http://www.cslewis.org/é da Fundação C. S. Lewis.


(Publicado originariamente na revista Cristianismo Hoje, n. 4)

sábado, 31 de maio de 2008

Eu, um pescador



“ E DISSE-LHES: VINDE APÓS MIM, E EU VOS FAREI PESCADORES DE [GENTE]”. (MT. 4:19)


Se me perguntarem quais as melhores marcas de anzol, não saberei informar, nem o tipo de isca, muito menos o local e o horário ideais para uma pescaria bem sucedida. Mas, toda vez que meu tio vem do DF passar uns dias aqui em Fortaleza, vou com ele a praia pescar, e o melhor você passa a gostar. É um excelente exercício de paciencia pois raramente se consegue pegar de primeira, escaparam de nossas iscas até conseguirmos pescar. Foi muito bom, eu me sentia diferente de conseguir pegar outra coisa que não fosse sacos plásticos que poluem nossa Fortaleza Bela.
Vivi uma situação que Jesus viveu a muito tempo, quando convida simples pescadores, homens que viviam daquilo e naquilo, a uma mudança radical na rotina da vida de cada um deles.
Continuo sem entender muito de pescaria, no entanto aprendi nesses dias de pescaria a valorizar coisas simples, situações rotineiras que pode se tornar num momento único.
Fica aqui a lembrança, e o registro de uma semana de pescaria na praia de Iracema.
Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago oliveira Braga

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Palavras que fazem diferença


"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração.As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."

(Madre Teresa de Calcutá)

sábado, 24 de maio de 2008

Coração Valente


A máxima que diz: "entre as coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante", mas vejo a cada dia que o FUTEBOL é mais que um simples esporte, pode nos mostrar grandes situações, exemplos de superação e ainda por cima faz bem a saúde.

Era 21 de Maio - numa quarta feira a noite, Maracanã com 70 mil tricolores - foi um dia especial para a história do Fluminense. Um jogo que não foi tão bom, mas seu resultado final diz tudo, uma vitória que parecia perdida, e que terminou na cabeçada daquele que também havia iniciado a vitória.

Washington Stecanela Cerqueira, 33 anos,esse é o nome do personagem principal desse jogo também conhecido como "coração valente, guerreiro tricolor".

Praticamente considerado inútil para o futebol devido à doença cardíaca provocada pelo diabetes, em 2002, o atacante por pouco não encerrou a sua vitoriosa carreira tendo em vista que o esforço físico do futebol poderia levá-lo a morte.

Assim Washington interrompeu sua carreira para submeter-se a uma intervenção cirúrgica (cateterismo) e ficou dois anos fora dos gramados. Retornou em 2004 sob cuidados médicos e assim permanece até hoje.

Diariamente o atleta faz aplicação de insulina e espeta o dedo com uma agulha especial para monitorar a taxa de glicose. Além disso, faz uso de vários medicamentos para cuidar do coração e cumpre uma rigorosa e especifica dieta alimentar.

Por tudo isso, Washington é considerado um caso raro no futebol profissional. Sua dedicação e perseverança nos gramados tornam este atleta um grande vencedor.
É isso aí artilheiro. Bola pra frente.

"Coração Valente. Guerreiro Tricolor. Washington Matador".

É devido a essas histórias que vejo que o futebol não é MENOS IMPORTANTE.
Parabéns Washington! ! Parabéns "Tricolor das Laranjeiras"!

*O Fluminense venceu o São Paulo por 3x1, com 2 gols de Washington ( o segundo gol foi de cabeça, aos 46 do 2º tempo, e o placar de 2x1 daria a classificação ao São Paulo).O Flu é semifinalista da Libertadores e joga contra o Boca Juniors da Argentina

Tudo muda,inclusive Nós


“todos nós... somos obras em andamento.”

(Charles Swindoll)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Ser mais humano

É essa minha vontade maior: SER MAIS HUMANO.
"Anseio por uma humanidade não fingida, que não tenta transformar a mensagem do evangelho em um espelho mágico, que fala o que desejo ouvir. Lerei a Bíblia também contra mim. Permitirei que, como espada, ela penetre no mais profundo do meu ser, discernindo, inclusive, as intenções nebulosas de meu coração.
Atenderei a admoestação do profeta Miquéias: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (6.8).
Acredito que vem dele minha teimosia em acreditar que não precisamos esperar morrer para começar a viver. E, como passamos rapidamente, sugiro que comecemos já."
Pr.Ricardo Gondim
Faço minha as suas palavras.
Um abraço fraterno do Thiago

Mesmo EU não vendo,Deus cuida.


Toda crítica feita sobre um filme para crianças carrega em si o peso de uma responsabilidade maior. Nossos pequenos vivem uma fase da vida em que estão muito abertos a influências e sugestionamentos, e discernir se um longa-metragem é apenas pura diversão ou se pode exercer algo mais sobre o intelecto e a alma desses preciosos seres humanos em miniatura torna-se um peso. No caso de “Horton e o mundo dos Quem!”, podemos ir às salas de exibição tranqüilos. Com um alento: este é um filme que dá margem a debates profundos com as crianças, partindo da história e chegando a verdades importantes da fé.


Em termos cinematográficos, a produção não é um grande feito. Fica naquela faixa dos filmes medianos, sem grandes avanços nem na tecnologia nem na história. É apenas uma trama engraçadinha e bacaninha, adaptada da história de Dr. Seuss - uma espécie de Monteiro Lobato de língua inglesa, autor de outros livros que já viraram filmes, como ”O Grinch” e ”O Gato”.


No original em inglês (versão a que você provavelmente não vai assistir, já que 95% das cópias chegam aos cinemas dubladas em português), quem dá voz aos personagens são figuras conhecidas, como Jim Carrey e Steve Carrell. São eles que ajudam a contar a história de Horton, simpático elefante que, um dia, ouve um pedido de socorro vindo de um microscópico grão de poeira. Apesar de todos acharem que ele enlouqueceu, Horton está disposto a ajudar seus mais novos e minúsculos amigos: os Quem, criaturinhas que habitam aquele mundinho pequenininho.


Ao longo de 86 animados minutos, vemos o desdobramento das aventuras do elefante, que segue a nobre filosofia de que ”uma pessoa é uma pessoa, não importa o quão pequena seja”. Só aí já reside uma forte mensagem cristã de anti-acepção, que reforça a importância do amor pelo próximo - do mais célebre ao mais humilde. Sem discriminações. Com muita imaginação, é possível até usar a história para falar sobre aborto, uma vez que o lema de Horton abre caminho para argumentarmos: já somos seres humanos, mesmo que sejamos pequenos embriões invisíveis a olho nu.


Prepare-se para rir muito enquanto assiste a Horton mostrar que é um amigo leal. Ele dá tudo de si para cumprir sua meta: proteger os serezinhos que vivem no grão de poeira - do mesmo modo que Deus faz conosco. A analogia é clara. Embora não vejamos esse Ser imenso, por ser ele de uma realidade que somos incapazes de vislumbrar plenamente (Is 55.9), podemos ouvir sua voz (como os Quem ouvem Horton), falar com ele (como os Quem falam com Horton) e depender dele como o maior amigo que temos para cuidar de nós (como os Quem dependem de Horton). Dele depende nossa vida e nosso futuro (como a vida e o futuro dos Quem dependem de Horton). E é sempre bom e confortante lembrar que estamos em suas mãos. Bem, nesse ponto, o elefante se diferencia: ele sustenta os Quem não em suas mãos, mas em sua tromba.


Com 1,66 de altura , mas com um coração do tamanho do Ceará

Thiago Oliveira Braga

Paul Tillich


“A religião só poderá falar ao povo de nossa época se conseguir dizer uma palavra transcendente e, portanto, julgadora e transformadora. De outra forma, não será mais do que mera colaboradora do que se aceita comumente, serva da opinião pública, exercendo posições de tirania tão terríveis como as de qualquer outro tirano. Mas se nossa religião puder transcender tudo isto, em que direção deverá se mover?”
Paul Tillich

Paul Johannes Oskar Tillich (20 de agosto de 1886 -Starzeddel – 22 de Outubro de 1965 - Chicago ) foi um teólogo alemão-estaadounidense, um filósofo cristão. Tillich foi comtemporâneo de Karl Barth, um dos mais influentes teólogos protestantes do Século XX.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Preconceito racial X intolerância religiosa

A partida que define o campeão da Copa da Uefa entre o russo Zenit e o escocês Rangers hoje à tarde, em Manchester, será também um duelo entre dois clubes que têm episódios nada gloriosos em sua história. Ambos alcançaram manchetes muitas vezes menos pelo futebol praticado do que por atos de intolerância e preconceito.

Chamou a atenção recentemente a declaração do treinador holandês Dick Advocaat, do Zenit, à imprensa russa. Ele teria dito, fato que negou ontem, que não pedia contratação de jogadores negros porque os torcedores do time são racistas. Essa é a justificativa para não contratar, por exemplo, atletas brasileiros, já que a primeira pergunta feita pelos fãs do Zenit quando se está na iminência de contratar alguém seria: "Ele é negro?". "Eu ficaria feliz em contratar qualquer um, mas os torcedores não gostam de jogadores negros", disse Advocaat segundo o diário britânico Daily Telegraph. "Francamente, os únicos jogadores que poderiam fazer o Zenit mais forte são negros. Mas para nós seria impossível".


O clube de São Petesburgo é hoje o mais rico do país, graças ao suporte financeiro da Gazprom, empresa de gás do presidente russo Dmitriy Medvedev. Ameaçada de eliminação da Copa da Uefa por ofensas racistas de seus torcedores contra atletas negros do Olimpique de Marselha, a equipe já recebeu o alerta do ministro dos esportes britânico Gerry Sutcliffe, que advertiu os dez mil torcedores russos que devem assistir à final. "Se o torcedor vier para cá e ofender jogadores negros, ele terá que sentir o poder da lei", ameaçou.

Em face da declaração do ministro britânico, Advocaat voltou a negar sua fala sobre os torcedores do Zenit e disse que Sutcliffe “devia ter problemas mais importantes que esse”. Embora o treinador agora faça vista grossa, em novembro de 2007, o meia camaronês Serge Branco, que jogou na Liga Russa pelo Krylia Sovetov Samara, confirmou os atos criminosos da torcida. "Toda vez que joguei em São Petersburgo tive que ouvir insultos racistas da arquibancada”, acusou. "Os diretores do Zenit não fazem nada a respeito, o que me faz pensar que são racistas também.”

Os anti-católicos

Talvez a maior rivalidade futebolística do mundo esteja na Escócia. O protestante Rangers e o católico Celtic por muitas vezes protagonizaram nas arquibancadas e em campo episódios que refletem uma intolerância religiosa que marca parte da sociedade escocesa. Uma história que foi reforçada com a entrada no país de católicos irlandeses, que migraram para lá nos séculos 19 e 20 em busca de empregos nas indústrias locais. Em Glasgow, cidade-sede dos dois clubes, o preconceito se intensifica.

Ambos são clubes fundados no século XIX. O Celtic surgiu em 1888 para dar assistência aos católicos pobres e rapidamente se tornou motivo de orgulho dos irlandeses, enquanto o Rangers, fundado em 1873, desenvolveu uma forte cultura protestante e anti-católica. Somente em 1989 passaram a aceitar em suas fileiras jogadores católicos, com a contratação do ex-Celtic Mo Johnston. Isso provocou a fúria de parte da torcida, que queimou ingressos e artefatos do time em sinal de protesto. O Celtic, mesmo com a rivalidade, nunca proibiu atletas de outras religiões.

Além da restrição a católicos no clube e de diversos episódios de violência entre as torcidas, os fãs do Rangers gostam de entoar cantos que lembram o massacre promovido contra os seguidores do Papa durante a Reforma Protestante do século XVI, com hinos de bom gosto que dizem coisas como "estamos mergulhados até o joelho em seu sangue".

Embora várias medidas tenham sido tomadas no país para diminuir a intolerância, um episódio no mínimo curioso ocorreu em agosto de 2006, quando o goleiro polonês do Celtic, Artur Boruc (foto), foi advertido pelas autoridades do país por "atentar contra a ordem pública". Tudo porque, durante o clássico contra o Ranges no estádio de Ibrox, em Glasgow, em fevereiro daquele ano, o goleiro fez o sinal da cruz. A promotoria da Coroa considerou o gesto "provocativo", mas preferiu advertir o jogador, sem abrir um processo contra ele.


E assim caminha a humanidade

Valeu galera


PS.: O Zenit de São Petesburgo venceu o Rangers por 2 a 0 e é o campeão da competição com gols de Denisov e Zyrianov.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O que te identifica?


"Jesus autoriza apenas uma marca que identificasse seus seguidores, o amor uns pelos outros. Não meu conhecimento da Escritura, nem o estilo de minhas roupas, nem a porcentagem de meu corpo que estava coberta. Nem os rituais que freqüento a cada semana. Nem minha associação a uma organização específica. Nem o comprimento de meu cabelo ou qualquer outro adorno. Nem mesmo minha ortodoxia. Apenas meu amor pelos outros é que me rotula apropriadamente."

Livro:O estilo de Jesus
Autor:Gayle D. Erwin
Editora:Shedd Publicações

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O QUE TEMOS NÓS COM O MUNDO?

“Assim como me enviaste ao mundo, eu vos enviei ao mundo”.
Jesus








Quando se fala do mundo num ambiente evangélico, logo se pensa em tudo pode comprometer a nossa vida: pecado, carnalidade, sensualidade, etc.... Sempre aparece alguém pregando sobre o perigo de se envolver com pecadores e como o estilo de vida dessas pessoas pode corromper nossa fé, parecendo até que o ditado “me dizes com quem tu andas que te direi quem és” virou versículo bíblico. Mas é interessante relembrar a oração de Jesus no qual ele diz que Ele nos envia ao mundo, sendo testemunhas Dele.

Não parece estranho que Jesus nos mande para o mundo enquanto muitas vezes somos advertidos na igreja a não se envolver com o mundo? Quem está com a razão?

Em sua estada por esse mundo, o Senhor Jesus comeu e bebeu com pecadores, abraços os excluídos pelo sistema (inclusive religioso), tocou e foi tocado por aqueles tidos como impuros, agiu com misericórdia com prostitutas e pegos em pecado, gastou seu tempo ouvindo cegos pedintes, tomou crianças nos braços e afirmou que seu Reino era daqueles que se assemelham a elas, acolheu mulheres(também descriminadas pela sociedade de sua época), confrontou lideranças e marcou a História dividindo-a entre antes e depois Dele.
Na praia, na praça, em festas, nas ruas e mesmo no deserto (e de vez em quando no templo...), Jesus era presente na vida de seu povo e marcou sua geração porque seu entendimento de missão passava necessariamente pelo convívio e pela identificação com as pessoas!
O reformador alemão Martinho Lutero uma vez afirmou "O Reino tem que ser estabelecido em meio aos teus inimigos. Quem não quiser se sujeitar a isso não quer ter parte no Reino de Cristo, mas que viver cercado de amigos, viver em um mar de rosas, na companhia de gente piedosa, jamais de gente má. Ó blasfemadores e traidores de Cristo! Se Cristo tivesse agido como vocês, quem teria se salvo?”.
Penso que a grande tragédia de nosso tempo é ver que embora cresçamos em número, não influímos positivamente no mundo. Por que será embora cresça o número de igrejas e adeptos as igrejas evangélicas, o Brasil não se torna um país melhor? Não seria por conta da nossa ausência? Quais são as grandes questões suscitadas por nós que têm feito a sociedade brasileira repensar seus valores? Queridos, se a nossa geração nos lembrar apenas pelo barulho causado pelos nossos cultos, nossa contribuição é pobre e não merecedora da grandiosidade do projeto do Reino de Deus para o Brasil.
Ante a vida de Jesus, Somos provocados a perceber que para ser testemunhas dele, somos chamados a viver como ele e segui-lo exemplo de caminhada. Eu e você somos desafiados a não viver em nossos grupinhos ou guetos religiosos, mas a entender que nossa fé deve sair das quatros paredes frias dos templos religiosos e encontrar seu espaço nos palcos da vida.
Caso isso não aconteça, seremos sal que não salga, luz que não alumia, uma igreja irrelevante e que marcará sua presença na história por sua ausência. Seremos tudo, menos testemunhas vivas de Jesus, o ressucitado.

Em Cristo, nossa Viva Esperança,
Caio César Marçal

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Se Você pudesse falar pra Deus, o que diria?

Se vc pudesse ver, ouvir e falar com DEUS,por 30 segundos.O que diria a ele?

domingo, 6 de abril de 2008

Como apresentar Cristo a sua geração?

Como nos sentiríamos se fossemos convidados a apresentar a um grupo de pessoas, alguém que não conhecemos? Sem dúvida, nossa tarefa seria bem difícil devido a este desconhecimento. No evangelismo acontece o mesmo, você pode decorar versículos para as mais diversas situações, pode até decorar 500 técnicas de abordagens evangelísticas e 18.000 respostas para perguntas díficeis. Mas não podemos confundir evangelização com aberturas de xadrez; saiba que, para cada pergunta sempre haverá uma resposta, e para cada resposta sua, sempre haverá uma boa pergunta; este é o limite da apologética. Sendo assim, precisaremos estar bem seguros quanto ao que, em nosso caso a Quem, devemos apresentar em nossa prática de evangelização. "Usando outro exemplo: eu posso não saber os nomes dos meus bisavós, mas isso não impede que eu possa apresentar meu pai a qualquer pessoa. A razão para isso é simples: posso não ter todas as informações relacionadas à minha família, mas conheço suficientemente ao meu pai para apresentá-lo. Pegou a idéia? Você pode não saber de cor a genealogia de Jesus mas deve ter um relacionamento pessoal com ele que o capacite a apresentá-lo. Os apóstolos disseram desta forma: “não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos” (Atos 4:20).

"Isto levanta a questão sobre o que temos visto e ouvido e como isto nos impulsiona à evangelização.

"Quando reduzimos a evangelização a técnicas de abordagem, a respostas inteligentes para perguntas difíceis, ou a mensagem do Evangelho a uma teoria sobre Jesus Cristo; perdemos o ponto. O Reino de Deus é relação e o Evangelho é o relato do que Deus fez (e faz!) em Cristo para viabilizar esta relação do ser humano com Deus, do ser humano consigo mesmo, do ser humano com seu próximo, do ser humano com a criação e até da criação com a própria criação. Tudo que o pecado afetou pode ser restaurado, reconciliado por meio do que Deus fez em Cristo na Cruz (Colossenses 1:19-20). E aqui estamos diante da difícil questão: é isso o que temos visto e ouvido? Todas as coisas sendo reconciliadas em Cristo! É isto que demonstra a nossa vida comunitária em nossa igreja local? É isso que apresenta minha vida, como resultado da minha decisão de seguir a Jesus Cristo?

"Chegamos ao ponto onde podemos relacionar a questão da evangelização com nossa vida devocional. Em primeiro lugar, é importante afirmar que nossa vida devocional não se limita a uma dimensão de minha vida privada restrita aos tempos tranqüilos de oração e leitura bíblica. Minha vida de comunhão com os irmãos é fundamental para uma vida devocional saudável. Fomos salvos para fazer parte de um povo, de uma nação eleita de uma comunidade. Quando oramos o Pai Nosso, devemos manter nossa atenção para o fato de que o Pai é nosso e não meu. Uma vida devocional que se imagine “independente” da qualidade de nossa relação comunitária no Corpo de Cristo, ou seja, nossa igreja local (para ser mais específico), é o mesmo que um velocista que decide usar somente uma das pernas para correr quando dispõe de duas para enfrentar seu desafio.

"Sei que viver com os irmãos no céu é glória e que viver com os mesmos irmãos na terra é outra estória, no entanto, parte da minha vida devocional é a capacidade de perdoar e de ser perdoado. Ninguém escapa do desafio de expressarmos, na história, os benefícios da cruz de Cristo, ao fazer de um grupo de pecadores um só povo. Povo que vive (deveria viver) hoje, na história, os sinais do que será perfeito um dia quando nosso Senhor retorne.

"Quando entendemos que nossa vida devocional começa primeiramente na esfera da vida comunitária, podemos dar um passo adiante para o aspecto da vida privada. Nunca é demais lembrar que esta dimensão particular da vida não significa isolacionismo individualista. Vivemos no corpo de Cristo e, mesmo quando estamos sós, ainda estamos no Corpo de Cristo. Estou frisando muito este aspecto porque creio que uma das maiores deficiências que encontramos na Igreja Evangélica no Brasil (para não falar de outros) é a compreensão que temos de vida comunitária. Confessamos que cremos na Trindade e não temos muita idéia do que isso significa para a vida da igreja. Voltando à dimensão privada da vida devocional, quero dizer que será nossa experiência diária de obediência a Jesus Cristo que nos permitirá conhecê-lo cada vez mais. Em diferentes situações e contextos, suas promessas, orientações e consolo nos levarão a uma maior intimidade com Ele.

"Perceba bem que enfoquei o aspecto obediência e não a oração e a leitura bíblica. Por que será? Porque podemos ter leitura bíblica sem obediência e oração que expressem nossos motivos errados, que visem nossos próprios prazeres (Tiago 4:3). Assim como o povo de Israel, segundo o relato do primeiro capítulo de Isaías, podemos ter uma “prática espiritual” que expresse distância de Deus e não proximidade. Uma vida devocional que expresse indiferença e não intimidade, como o que aconteceu com a Igreja em Laodicéia (Apocalipse 3:14). Se nossa vida devocional for marcada pela famosa advertência de Tiago 1:22, de sermos praticantes e não meros ouvintes (enganando-nos a nós mesmos), as promessas bíblicas indicam que seremos íntimos do Senhor. “Quem tem os meus mandamentos e os obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele.” (João 14:21); “Voces serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno” (João 15:14). "Isso é tudo que precisamos: amigos de Jesus Cristo que apresentem de forma viva o que têm visto e ouvido! Aquele que no passado nos falou “muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados pelos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho” (Hebreus 1:1), e que nos dá a conhecer em sua Palavra o que nos torna sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus (II Timóteo 3:15), pois “não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).

"Devocional e Evangelismo estão portanto visceralmente ligados. Não podemos apresentar alguém que não conhecemos. Em se tratando do Senhor Jesus Cristo, não o conheceremos sem uma vida marcada pela obediência a sua Palavra. Esta vida de obediência deve ser expressa numa vida devocional, comunitária e privada, pois este Evangelho é o Evangelho da reconciliação, o Evangelho do Reino de Deus."

Ziel Machado