Quem sou eu ?

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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

terça-feira, 15 de junho de 2010

A Copa do Mundo começou. Nada mais importa. (3)

Tio, qual a melhor seleção que você viu jogar? A do Brasil de 82. Não, estrangeira. A Holanda de 74. Mas você tinha só 10 anos. Mas eu vi, uai. Tinha TV? Tinha, a cores. Como assim ? A cores, uai, antes era preto e branco. Quê? Preto e branco, só preto e branco, não tinha cor nenhuma, que nem foto antiga. E o que é KNVB? Sei lá. Vou fazer o escudo da Holanda, então. Legal, pode fazer. Era Nike ? Quê? A camisa da Holanda em 74 era Nike? Não, era Adidas. Como é que você sabe? Porque eu sei, uia.

E então contei que o Cruyff era o único do time cuja camisa não tinha três listras na manga, porque ele tinha um contrato de patrocínio com o Puma, usava tais chuteiras, e se recusava a fazer propaganda de outra marca. Naquela época, a camisa da Holanda não tinha o emblema da adidas, e o que indicava a marca eram três listas. Por conta disso, a do Cruyff tinha só duas.

Mas agora é Nike, disse o Gominho. Eu sei, e jogou bem ontem. É a laranja mecânica, disse o Gominho. Onde você ouviu isso? Você falou outro dia, quando contou a história do cara da camisa com duas listras.

Saber essas coisas impressiona bastante as crianças, mas convém não ficar repetindo.



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Copa do Mundo FIFA 2010 na ESPN. Nada mais importa.

Não é sobre política, ou religião, ou economia.

Não é sobre fronteiras, história, comércio, petróleo, água, gás, direitos minerais, direitos humanos ou dos animais.

Não é sobre aquecimento global, pandemias globais, globalização, PIB, OTAN, ou Kyoto.

Não é sobre eleições, sanções, proliferações, ele disse, ela disse, minha terra, sua terra, terra de ninguém.

Não é sobre o mercado de ações, mercado negro, estados de alerta, casas ecológicas, esperança, mudança, medo ou aversão.

Não é sobre o comunismo, socialismo ou capitalismo, guerra ou paz, amor ódio.

É SOBRE O MÊS, A CADA QUATRO ANOS, ONDE TODOS CONCORDAM COM UMA ÚNICA COISA !

32 nações e o mundo inteiro assistindo !

COPA DO MUNDO - ÁFRICA DO SUL 2010, NADA MAIS IMPORTA !

sábado, 12 de junho de 2010

E a Copa do Mundo começou. Nada mais importa. (2)


Durante a copa de 1994 mudou-se a moeda, você lembra?
Em 1998 o presidente Fernando Henrique Cardoso venDEU a Vale do Rio Doce, você lembra?
Esse ano está sendo votado um substancial aumento de salários aos Senadores (por eles mesmos, é óbvio).
E a bandeirinha do Brasil, você já comprou?
Vibre muito durante esses dias, pois no dia seguinte do ultimo jogo do Brasil voltaremos a viver a mesma vida, ganhando ou não a Copa do Mundo.
Seja patriota, mas não SÓ na Copa.
Abraços
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Esta geração.


O psicanalista Contardo Calligaris acaba de escrever seu primeiro romance: "O conto do amor". Como colunista do Jornal Folha de São Paulo, tem treinado semanalmente sua escrita, que já é deliciosa. Contudo, me chamou a atenção o que ele coloca na voz de sua personagem, Bice:
Parecia-me que suas escolhas eram ditadas por uma única razão: ele não conseguia achar graça na vida como ela é. (...) Para que a vida tivesse graça, era como se ele precisasse brincar com fogo. Há uma geração, Pinin, que perdeu o entusiasmo de viver. Eles não conseguem encontrar nas esquinas do dia-a-dia o punhado de aventura que é necessário para colorir a vida. Pagam qualquer preço para se envolver numa história que lhes dê a ilusão de fazer parte da história".
Ao ler o noticiário, assim a um jornal televisivo, é difícil não receber notícias que nos apontem indícios dessa geração. O que dizer, por exemplo, do aumento da violência e sua banalização, especialmente, entre os jovens?
Parece-me certeiro alguns palpites de Calligaris, tão singelamente expressos - a necessidade, quase patológica, de brincar com fogo; a perda de entusiasmo de viver, isto é, concluir que a vida é sem graça demais, e portanto, pouco vale; o envolvimento em alguns episódios que pode lhes trazer a falsa sensação de que fazem parte da História.
Há décadas atrás, Paul Tournier (em seu livro L'aventure de la Vie), já dizia que no ser humano "há uma necessidade de expansão que é inerente à vida, uma necessidade de aventura pessoal que é própria do homem, uma necessidade de absoluto que, em última instância, expressa uma sede de Deus".
Será que um sintoma dessa geração seria justamente perversão de aventuras existenciais ou a apatia em relação a elas? Como entendermos nosso contexto? Como ouvimos os gemidos dessas juventudes?
Parece que o desafio nos está posto. E a exemplo de Davi - o homem segundo o coração de Deus - podemos servir ao propósito de Deus em nossa geração (At. 13.36).
Se não compreendermos as diversas expressões de sede de Deus que os jovens têm mostrado, se nos posicionarmos em mera crítica à distância, se optarmos pela alienação, estaremos fugindo ao propósito de Deus, porém, achando que o fazemos em nome d'Ele.
E quanto à juventude cristã: tem estado consciente das aventuras que escolhe, do que suas vidas expressam, e tem sido referência de maturidade para seus colegas?
Muitos sofrem detendo-se numa eterna infância; talvez, poderíamos dizer, de uma espécie de "Sindrome de Peter Pan". O próprio Tournier complementa que "esses não têm aceitado a lei da aventura que deve morrer para renascer". E explica: "Nós amadurecemos precisamente por essas mortes sucessivas de nossas aventuras, ainda que belas. Pois dessa forma ficamos disponíveis para outras aventuras, que tenham outro caráter menos infantil, menos ingênuo, mais adulto, mais fecundo".
Desejamos crescer? Temos permitido que a Palavra de Deus nos amadureça (Sl 119.100)?
Que Deus nos ajude, numa prática amorosa, aproximamos e ouvimos essa geração sedenta de Deus. Que seu Espírito ensinador nos ajude a criativa e amorosamente saber acolher e atuar, a fim de que a sede maior seja definitivamente satisfeita. E que Jesus, nosso Senhor e Salvador, nos dê ousadia para encarnar a missão: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20.21) - e coragem para deixar morrer certas aventuras, para que outras - mais maduras - (Ef 4.13) nasçam.
Taís Machado é psicóloga.

E a Copa do Mundo começou. Nada mais importa.


Nada mais importa. É a chamada da ESPN para o início da Copa do Mundo de 2010. É a narração de Bono Vox que nos convida a compartilhar do mesmo sentimento.

O discurso pode parecer um pouco alienador, tratando o futebol como ópio do povo, mas não é.

Nada mais importa é o sentimento que estará dentro dos campos, e nesse momento, sim, nada mais importa. No futebol, uma seleção não é melhor que a outra pelo sistema político adotado no seu país, ou pelas coisas que lá acontecem. Se assim fosse, alguns países jamais perderiam uma Copa.

Nada mais importa, pois como vimos em Copas passadas, o Irã pode facilmente derrotar os EUA, sem usar bombas ( a não ser as que saem dos pés dos jogadores ). Não se trata de ser ou não ser, não se trata de estar ou não estar. Nada mais importa.


Não se trata de ser patriota, que mania mais idiota desse povo metido a super intelectual anti- "pão e circo" que acha qualquer sentimento de união dentro de um país um patriotismo desmedido. Não somos patriotas e não nos conformamos em patriotas, somos torcedores, como quem torce para qualquer clube nacional. O problema, para aqueles que não gostam de futebol, é que não estamos divididos em vermelho e preto, branco e preto ou verde, amarelo e vermelho. Estamos agora torcendo pelo mesmo time, pela mesma seleção. Time este que carrega o sentimento de cada brasileiro em se sagrar campeão, de poder compartilhar um sentimento com o seu próximo. Sem que se perca a sua identidade.


Porque Copa do Mundo só a cada 4 anos. E só durante 30 dias.


LET THE GAMES BEGIN!


Copa do Mundo já começou. Eu sou apaixonado por FUTEBOL.

Abraços.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O privilégio de ser um artesão da história.


O futuro não está pronto. Diferentemente do que pensou o poeta, o futuro não é uma astronave que sem pedir licença muda a nossa vida e nos convida a rir ou chorar. O futuro não vem do amanhã em rota de colisão com o hoje. Nós é que vamos ao futuro, ou melhor, vamos construindo o futuro. Cada decisão e escolha é um tijolinho nesta casa feita de tempo em que habitamos.


Não sou determinista, isto é, não creio que a vida seja um jogo de cartas marcadas, ou que tudo o que nos irá acontecer esteja previamente determinado. Não entendo a liberdade como uma ilusão ou brincadeira de mal gosto de um manipulador. Também não sou um fatalista, isto é, não creio que as coisas acontecem porque tinham que acontecer. Na verdade, creio o oposto: a história é feita de muita coisa que jamais deveria ter acontecido, sendo sendo que até mesmo Deus ficou contrariado e lamentou o ocorrido. O pessimismo também não faz parte dos meus trajes, pois não acredito que o mundo seja um lugar ruim ou que a vida não tenha valor, ou ainda que o mal prevaleça sobre o bem. Mas também não sou otimista. Não vivo numa ilha da fantasia, acreditando que "tudo" dá certo "sempre" (onde dar certo é igual a acontecer como desejamos). Não creio estar vivendo no mehor mundo possível.


Mas creio na possibilidade de fazer história. Que o futuro não está pronto, mas é construído com nossas escolhas e decisões morais, não nos isentam das surpresas imponderáveis da existência, mas devem ser suficientes para nos colocar de prontidão, em busca de sabedoria, de tal modo que caminhemos em direção do céu baseados nas probabilidades e possibilidades e probabilidades, e não nas exceções ou acontecimentos indesejados: "que ficam esperando que o vento mude e que o tempo fique bom nunca plantará, nem colherá nada" (Eclesiastes 11.4).


Grite. Proteste. Decida. Levante-se da poltrona. Escape do sofá. Faça alguma coisa. Peça sabedoria a Deus (Tiago 1.5). Consagre a Deus todos os seu planos (Proverbios 16. 1-3,9). Preste atenção e veja o que Deus está fazendo (João 5.19). Depois, arregace as mangas e coloque mãos à obra. Coopere com Deus. Submeta sua história à história do Reino de Deus, pois Ele deseja dar para você um futuro de paz e esperança.


Com vocês, ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga

Falam muito, mas ouvem pouco.

Já diz um ditado popular: "Quem muito fala, dá bom dia a jumento".

Leitura faz mal a você.


O que tem prejudicado a sua vida do passado e, lamento dizer, até hoje, é a sua negligência quanto à leitura. Negligência tal que, por sua vez, chega a prejudicar até o próprio desejo de ler.


Dificilmente me recordo de um pregador que leia tão pouco. Eis a razão porque seu talento em pregar não aumenta. Você continua pregando como pregava há sete anos; com emoção, porém sem profundidade. Falta variedade e conteúdo.


A leitura poderá preencher estas lacunas com meditação e oração diária. Você prejudica a sim mesmo em omitir tal prática.


Desprezo à leitura impede alguém de ser um pregador maduro. Até para ser um cristão íntegro é mister a leitura adequada. Queira Deus que começasse logo!


Separe uma parte do dia para esse exercício. Assim adquirirá o sabor por aquilo que faltava; o que parece monótono no início se tornará com o tempo um prazer.


Com ou sem disposição leia e ore diretamente. É para a sua própria vida; não existe outro caminho. Faltando isso será para sempre um pregador superficial.


John Wesley

domingo, 6 de junho de 2010

Eternidade


"Se eu encontro em mim mesmo um desejo que nenhuma experiência desse mundo pode satisfazer, eu só posso concluir que eu não fui feito para este lugar."

C.S. Lewis

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ceará tua glória é lutar: Parabéns Vozão.







Há 96 anos começava o mais bonito de todos os sonhos alvinegros, pois surgia aquele que hoje é o Ceará Sporting Club. Em 2010, mudanças aconteceram e ainda estão para acontecer, porém o torcedor alvinegro jamais abandona a quem ele mais ama no futebol.

Hoje se comemora mais um ano de lutas e vitórias. Parabéns a todos aqueles que fazem do Ceará um grande time principalmente pela trilha de sucessos que o clube vem mostrando no futebol brasileiro. Tudo o que até agora foi construído deve-se a um esforço, conjunto aliado a alta capacidade individual de cada um, onde todos sempre buscaram o melhor para o nosso time do coração. Os resultados alcançados pelo nosso Ceará nos últimos anos devem-se a seriedade e afinco que vem norteando as diretrizes traçadas. Portanto, nossos mais sinceros parabéns Vovô.

2 de Junho de 2010. Essa é a data em que o conhecido "vozão" completa 96 anos de existência, glórias, alegrias e conquistas. Data esta que o torcedor alvinegro poderá dormir liderando a maior competição nacional. Para isso basta vencer o qualificado Avaí.

Hoje parabenizamos você. Ceará pelo seu aniversário, mas te desejamos vitórias e conquistas todos os dias. Já para o torcedor alvinegro, parabenize seu time nesta noite, indo ao Castelão.
Amanhã você será o parabenizado.

Viva mais uma glória meu Ceará S.C.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Qual o seu propósito ?


"E se Deus resolvesse tirar de nós o louvor animado ou a decoração diferente? E se por alguma razão qualquer um de nós fôssemos transferidos para uma cidade do interior, onde a única igreja que existe é uma pequena congregação onde ainda se cantam os velhos hinos dos hinários, acompanhados por um velho harmônio de pedaleira, será que mesmo assim conseguiríamos apresentar nossos louvores a Deus com alegria e exultação?"
O caminho do coração - Ricardo Barbosa de Sousa

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quietude


"No princípio criou Deus homem e mulher, e lhes deu um coração. Que está inquieto, enquanto não encontrar a paz em Deus".

Santo Agostinho.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Confiança



"Nossa confiança em Jesus cresce à medida que deixamos de nos esforçar para sermos bons e passamos a nos permitir ser amados como somos (não como deveríamos ser)."


Brennan Manning

domingo, 16 de maio de 2010

Ideologia, eu quero uma pra viver.


Domingo. Dia maravilhoso pra fazermos o que não temos tempo na semana.
Aproveitando, vamos postar um charge, que apesar de suscitar gargalhadas, é uma oportunidade de refletirmos.
E não é porque é domingo que você não vai fazer algo importante, então desliga o computador e vai ler um livro, para o estádio (se seu time for de PRIMEIRA DIVISÃO) ou vai procurar no jornal um emprego que trabalhe pouco e ganhe muito (esse ultimo item, é quase impossível).
Deus abençoe a todos
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 15 de maio de 2010

Histórias da história da política brasileira - PDT


O início da década de 80 foi um período de mudanças partidárias. Desde o regime militar, passando a ter apenas dois partidos políticos (ARENA e MDB).


Com o retorno dos exilados políticos, buscou-se uma nova identidade política com a criação de novos partidos que representam novos grupos, de uma nova sociedade que nascia.


Um dos anistiados foi Leonel Brizola, que tentou retomar a legenda que foi um estandarte do Presidente Getúlio Vargas.


Frustradamente, a legenda do PTB, que acabou ficando com Ivete Vargas. Daí nasce o PDT.


Um fato marcante da perda da legenda PTB foi a cena em que Leonel Brizola chora copiosamente e rasga um papel com a sigla PTB dizendo: "Consumou-se o esbulho". No dia seguinte, a foto desta cena é publicada no Jornal ao lado do seguinte poema de Carlos Drummond de Andrade e que hoje completa 30 anos de sua publicação:


"Eu vi


Vi um homem chorar porque lhe negaram o direito de usar três letras do alfabeto para fins políticos. Vi uma mulher beber champanha porque lhe deram esse direito negado ao outro. Vi um homem rasgar o papel em que estavam escritas as três letras, que ele tanto amava. Como já vi amantes rasgarem em retratos de suas amadas, na impossibilidade de rasgarem as próprias amadas.


Vi homicídios que não se praticam mas foram autênticos homicídios: o gesto no ar, sem consequência, testemunhava a inenção. Vi o poder dos dedos. Mesmo sem puxar gatilho, mesmo sem gatilho puxar, eles consumaram a morte em pensamento.


Vi a paixão e todas as suas cores. Envolta em diferentes vestes, adornada de complementos distintos, era o mesmo núcleo desesperado, a carne viva; E vi danças festejando a derrota do adversário, e cantos e fogos. Vi o sentido ambíguo de toda a festa. Há sempre uma antifesta ao lado, que não se faz sentir, e dói para dentro.


A política, vi as impurezas da política recobrindo sua pureza teórica. Ou o contrário ...

Se ela é jogo, como pode ser pura? ... Se ela visa o bem geral, por que se nutre de combinações e até de fraude? Vi os discursos..."


Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 15 de Maio de 1980, Caderno B. P. 1


Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga

terça-feira, 4 de maio de 2010

Quem está no controle?


"Quanto mais nos tornamos confortáveis na ternura de Deus, mais sentidos as rédeas de nossa vida se soltando e o controle rígido de nossa autonomia pessoal escapando"
Brennam Manning
Tenho vivido dias aonde tenho sentido um desejo profundo de deixar cada vez mais o rumo da minha vida nas mãos de Deus. Não adianta eu querer conduzir as coisas, pois quando quero assumir sou dominado pela ansiedade. Quero confiar cada vez mais Nele, tendo a certeza que está no controle. Quero não me preocupar com o amanhã e com o fim desta tarde. Quero me esforçar para não esquecer o quanto Deus me ama e cuida de mim.
No dia de hoje sinta-se amado por Deus e entregue ainda mais as rédeas de sua vida ao Amado de nossas vidas.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

Preocupação de mãe.


Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Um novo canto um novo caminhar



Faz tão bem cobrir de carinhos alguém

Repartir com outro o que você tem

Faz tão bem não deixar que fique só

Quem precisa estar mais perto


O amor que recebi me abre os olhos

Me ensina a ser assim


Ouvir quem deseja falar

Dizer a verdade sem magoar

Cantar o que possa inspirar

Um novo canto um novo caminhar


Banda Crombie ( www.crombie.com.br)
Uma boa sexta a todo.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rascunhos (2)


"O futebol é a mais importante das coisas menos importantes da vida."
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Rascunhos



Já pensei em mudar o mundo

Já pensei em mudar as coisas

Até as pessoas pensei que poderiam mudar

Mas só consegui uma coisa

Tentar mudar a mim mesmo

Às veses, mudo...

Mudo o verbo

O modo

O tempo

Mudam as indagações

As convicções

Até as indignações mudam

Confesso que até minhas convicções e indignações

O que não mudo

é na confiança

Esperança viva

n'Aquele que vive


Capital do Ceará, 26 de Abril de 2010


Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga


* Texto em agradecimento aos adolescentes que de uma maneira ou de outra, tem MUDADO minha forma de ver as pessoas, minhas sextas, minha vida.Eu que sou irmão caçula, me sinto um pouco irmão mais velho de vocês, espero que sintam-se também.

Valeu galerinha do Conectados.

www.conectadosipf.wordpress.com twitter/conectadosipf

sábado, 24 de abril de 2010

Dez maneiras de estragar um filho



Encontrei no livro Famílias Restauradas. "Siga essas dicas e seu filho será um marginal".

1. Dar tudo o que eles querem.

2. Achar graça quando dizem palavrões.

3. Nunca dar orientações religiosas.

4. Juntar o que eles deixam jogados e desarumados.

5. Discutir e brigar na presença deles.

6. Abarrotá-los de brinquedos, dinheiro,mimos e super-proteção.

7. Não exigir nada, satisfazer todos os seusdesejos.

8. Dar-lhes sempre razão, tomando sempre seu partido.

9. Estar sempre ausentes, não acompanhar, acomodar-se, omitir-se.

10. Nunca elogiar, não dar carinho, não ter tempo e vingar-se.


Fica aqui a reflexão.

Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cidadezinha qualquer



Casas entre bananeiras

mulher entre laranjeiras

pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.


Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.


Carlos Drummond de Andrade. Reunião, 10 Edição. Rio de Janeiro. José Olympio, 1980. p.17

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília: 50 anos


O céu de Brasília é a obra mais bela da cidade, de uma arquitetura mutável a cada minuto, de uma cor e beleza que nenhum homem jamais conseguiria projetar, e cuja construção não dependeu de recursos públicos que, portanto, nunca poderiam ser desviados.
Parabéns Brasília. Parabéns Distrito Federal. O céu de Brasília é um presente.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

domingo, 18 de abril de 2010

E vida que segue




Viv Grigg escreveu um livro chamado "Servos entre os pobres". Ele é um neozelandês que adotou uma vida de pobreza voluntária e mudou-se para uma favela em Manila, nas Filipinas, para conviver com os pobres que lá viviam na década de 1970 e compartilhar com eles o amor de Deus.


Ele citou cinco conselhos (acrescentando mais um), e apartir daí fiz minha declaração de fé como eu gostaria de relacionar com o que eu entendo que é REINO DE DEUS.

1. Ganhe muito
2. Gaste pouco
3. Não acumule nada
4. Doe generosamente
5. Durma em paz
Extra: Não se venda


1. Ganhe muito


É verdade, desde de cedo, temos a responsabilidade de ganharmos muito (não necessariamente dinheiro). Ganharmos o máximo que pudermos ganhar.


Mas daí eu entendi que "ganhar muito" é gerar riqueza com meus relacionamentos, com talentos, capacidades, educação e sobretudo no Reino de Deus, que no caso seria investir onde ninguém quer investir. É ser sensível a missão que Deus tem dado a cada um, a longo prazo, isso sim é o melhor conselho de investimento.


2. Gaste pouco

Na tradução da minha declaração de fé seria: desenvolver um estilo de vida simples. Mas hoje em dia, falar de vida simples é algo um tanto quanto confuso.

Daí eu me questiono: Quantos pares de sapatos são necessários para que eu seja considerado "simples"?

Quantas camisas no guarda roupa equivalem para um vida "simples"?

Qual bairro morar para traduzir uma vida "simples"?

Cada um vai ter sua resposta, cada um vai ter seu padrão, critério, mas que esse é um desafio que temos que avaliar, isso é.

Mas afinal, para que temos que desenvolver um estilo de vida simples?

3. Não acumule nada

A lógica financeira da sociedade é quanto mais a gente poupa, mais a gente tem, na matemática financeira do Reino de Deus, quanto mais partilha, mais a gente tem, é um dinâmica diferente.

Você quer receber boa noite? dê noa noite. Você quer receber carinho? seja carinhoso. Você quer ser amado? Ame.

O fluxo do Reino é contracultural.

4.Doe generosamente

Sinceramente, eu só acredito que existe uma maneira de Deus transformar uma pessoa rica, é para transformá-lo num doador.

João Calvino dizia que nós cristãos somos a despsnsa de Deus no mundo.

O que temos não é nosso. Está sobre o nosso cuidado para que seja repartido, compartilhado e doado.

5. Durma em paz

I Timóteo 6.17 esclarece Mateus 6

Texto nos estimula a dar, a contribuir, qualquer coisa que tenha chegado as nossas mãos, qualquer riqueza, qualquer valor, qualquer conteúdo, qualquer tesouro que tenhamos nas mãos. O Senhor nos adverte que a maneira de dormirmos em paz, é dar, é repartir,é contribuir, é compartilhar.

Será que saberemos viver assim ?

Será que seremos capazes de aprender a viver com menos, será que seremos capazes de acreditar mais do mesmo não resolve o nosso problema. Se você não ficar feliz com duas plásticas, não ficará com a terceira.

Se não ficou feliz com seus três sapatos, não será o quarto te fará feliz. Será que aprenderemos a viver com menos, que acreditamos que seja necessário para nós vivermos, será que aprenderemos a doar generosamente.

Será que aprenderemos a repartir, compartilhar, dar, em vez de acumular, poupar, entesourar...

Uma coisa é certa, se nós aprendermos isso vamos dormir em paz. Agora enquanto tivermos tentando guardar as riquezas debaixo das asas, as noites serão insones.

Não se venda

No afã de ganhar e multiplicar, não se venda. Não use os outros, não seja desonesto, não ganhe mais do que é justo, não aceite receber menos que o suficiente, não se aproveite da vulnerabilidade dos outros, não trate seu próximo como adversário e seu concorrente como inimigo.

Não comprometa sua integridade, seu caráter.

Sabe como eu entendo o NÃO SE VENDA?

Eu falo para mim mesmo: "Não confunda preço com valor".

Não se iluda, pois toda escolha tem seu preço. Umas com valores altos, outras com valores quase desprezíveis.

Tenho um primo muito querido que chama-se Breno Levi. Ele um dia teve um sonho de fazer faculdade de Medicina. E ele passou; só que em Barbalha (fica entre as cidades do Crato e Juazeiro do Norte na região do vale do Cariri e fica a 503 Kms de Fortaleza).

O "preço" de passar em Barbalha foi infinitivamente maior do que passar em Fortaleza. Não é apenas pela ausência da família, amigos e irmãos, mas as impossibilidades que ele tem que conviver todos os dias e sobretudo a saudade que a distância tem lhe privado.

O preço de prestar vestibular fora foi um, mas o valor é bem maior.

Mas também acredito que esse tgempo longe de casa lhe faz valorizar muito mais as coisas simples da vida, que provavelmente não eram vistos com os "mesmos olhos".

Ganhe muito, mais ganhe pelos caminhos da justiça. Não faça atalhos para ganhar, pois o caminho do atalho é o caminho da perda.

Não sei se fazer declarações de fé estejam em alta. Só sei que sinto que está na hora de parar e repensar até que ponto posso continuar nessa corrida, e escolho o fluxo "tradicional" ou escolho o contra cultural que prefiro chamar de Reino de Deus.

Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Futebol, religião e política.



A identidade de nosso país vem sendo construída em um processo lento e inacabado, a partir de relações, imagens, tipos e atitudes, onde as concorrências e os paradoxos encontram sempre um lugarzinho. Esse fluxo identitário vem sendo proposto por diversos olhares, internos e externos, sendo este ano um espaço em que se encontram tanto a bola de futebol, quanto a lenda construção democrática. Ano de Copa do Mundo na Africa do Sul e de eleições presidenciais.


O salto ainda não completado de uma configuração pré-hitórica para um processo civilizatório, foi guiado por uma colonização predatória, cujos processos ainda estão em andamento, através novos artifícios. O tipo Macunaíma, proposto por Mário de Andrade, definiria para nós essa complexa migração, de sociedade integradas ecologicamente para uma urbanização antropofágica.


Essa antropofagia seria desejável, enquanto afirmação de uma identidade nacional relacionada com sua herança européia, mas que não consegue ser destruída. Pelo contrário, devora o colonizador, transformando-o em elemento digerível, importante apenas assim. Quem engoliu quem a história ainda não revelou, todos ansiosos à espera de um final feliz. Nesses termos, o herói sem caráter propõe uma ética de resistência, sendo a ausência de marcas a sua própria marca, aquilo que torna o inédito viável, para não esquecer Paulo Freire.


Nessa caminhada em busca de nossa alma, tornamo-nos o país da festa: samba, carnaval e futebol. Se essas imagens escondem a violência histórica, latente e cotidiana que alimenta complexos insuspeitáveis de violências, realçam a tendência ao bom-humore e a alegria que certamente definem nosso modo de ser, ou de estar-sendo como preferiria Heiddegger.


No futebol e na política, os tipos se sucedem. Configurações coletivas, mas com espaço para performances individuais, encontramos desde a figura de João Grilo, recolhida por Ariano Suassuna, quanto a de Lampião, violência também tornada símbolo de resistência cultural. Nos procedimentos, o mutirão e a briga de galo, acontecem lado a lado, apesar de tão diferentes. Talvez as brigas de galo incomodassem Jânio Quadros por ser ele mesmo galo de briga, e ainda mais perdendo a parada...


Nos comandos do futebol e da pátria (para muitos a mesma coisa), o coronel autoritário ou o cacique tupiniquim, desejado há tanto tempo pela filosofa Marilena Chauí. Esse chefe desejável porque não chefia, não interfere nas rotinas da tribo. Apenas discursa de costas, elogiando as próprias virtudes. O seu discurso marca apenas o ritmo da vida, sem nenhum poder de decisão.


Para o próximo período, talvez precisemos de uma boa mistura dos dois. Diante da força avassaladora das pressões internacionais a teimosia de uma resistência ao jeito dos coronéis. Para os procedimentos que seguem seu curso, diante dos esforços coletivos da parte organizada da sociedade civil, apenas o discurso inofensivo, mesmo que auto-laudatório.

Com vocês no serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 9 de abril de 2010

E vem aí as eleições


Tive a oportunidade de ir a Brasília no feriado de Semana Santa, onde pude conhecer um pouco de tudo da capital federal do Brasil. Até para o teatro eu fui, e me surpreendi com a qualidade de tudo que vi, li, joguei, assisti, observei e fotografei. Mas é impossível ir a Brasília e não se reportar a política, seja em que aspecto for. Trago um reflexão de um contexto que virá poderá ser cômico, dramático ou até emocionante, mas independente do que venha ser, não convem ser é um processo faz-de-conta. Estejamos alertas as próximas cenas.
Para Michel Foucault, significantes e significados dançam no jogo filosófico a dança da ausência de referentes, em que sob a máscara de Sócrates, o riso do sofista pode se ouvir inopinadamente. Mas do que acusa Sócrates de sofista, acusação que o teria levado ao tribunal das massas, segundo a famosa interpretação de Platão, Foucault defende a impossibilidade da razão em prestar contas a si mesma, em caminhar pela clareza e distinção, como pretendera Descartes.

Desso modo, a filosofia torna-se um theatrum philosophicum, lugar de representação de comédias, tragédias, fábulas e outras coisas mais, em que o saber joga qualquer outro jogo, menos o jogo do conhecimento, mais próximo, por conseguinte, dessa complexa distribuição de poder que se constitui enquanto teia de múltiplos fios e de nós tão diversos quão diversa é a natureza humana.

No ciclo quadrienal das eleições majoritárias, prepara-se aqui no nosso Brasil, o theatrum politicum, em que esse complexo jogo referido do poder assume proporções de farsa, representação fantástica de interesses que se cruzam, em nome de palavras, metas, configurações, onde o dito e o quase dito é o que menos conta.

No centro do script estará a ruptura ou continuidade do governo atual, em gestão que completará oito anos. Os atores e atrizes do espetáculo estarão atentos às reações da platéia mais do que aos comentários dos críticos, percebido já que aquela é que relamente conta. Especialmente quando se constata a popularidade recorde do principal ator do atual elenco. Provavelmente, todos os principais pleiteantes ao cargo de presidente da república do Brasil, falarão muito mais em continuar.

Se por um lado, isto nos assegura uma política econômica estável, estaremos assistindo, mais uma vez, a prioridade das medidas econômicas diante das reformas sociais. Claro que essa estabilidade garante um efeito imediato de bem-estar para os mais desfavorecidos, sem que isso pese sobre o orçamento das grandes fortunas. Uma parcela média da população, incluindo grande parte da classe trabalhadora, com certeza terá de pagar o ajuste dessa conta.

Espera-se uma coisa diferente da próxima gestão presidencial, qualquer que seja o gestor. Ninguém pretende que o ator seja seja dramaturgo a reiventar papéis durante a execução da peça. No grande teatro da política, a peça já foi montada e o espetáculo que se anuncia é o mesmo conhecido de sempre, a ser executado com maior ou menor competência teatral. Não há espaço para figuração nesse tipo de peça. Todos os outros estaremos na platéia, depois de pagarmos o ingresso.
Texto: Marcos Monteiro


Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Humildade


"Nunca um homem é tão grande como quando está de joelhos."

Filosofo francês Blaise Pascal

terça-feira, 30 de março de 2010

Parceiros do blog, meu muito obrigado.


Nunca fui genial na escrita, minha vida é bem normal, mas uma coisa eu tenho certeza: histórias mudam vidas.

"Tinha udo pra dar errado" é a frase que eu resumo a minha vida. Num primeiro momento pode parecer engraçado, mas assumi ser protagonista dessa história, ainda sem muito brilho, mas no minimo engraçada.

E "O Povo" tornou-se parceiro do nosso Blog, por isso da barra aí de cima.

Espero poder escrever textos relevantes e sobretudo fazer jus a esse reconhecimento.

Muito me alegra, eu que sou um eterno aluno de Filosofia, fico feliz de partilhar da confiança de todos que estão por aqui de vez em quando.

Salve, salve. Saldações do Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 29 de março de 2010

Perguntas de um operário que lê.


Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Os reis carregam os blocos de pedra?
E Babilônia, tantas vezes destruída,
quem a reconstruía sempre?
Em que casas da dourada Lima viviam aqueles que a construíram?
Para onde foram os pedreiros,
no dia em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo.
Quem os erigiu? Quem eram aqueles que foram vencidos pelos césares?
Bizâncio, tão famosa, tinha somente palácios para seus moradores?
Mesmo na legendária Atlântida, quando o mar a engoliu,
os afogados continuaram a dar ordens a seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César conquistou a Gália.
Não estava com ele nem mesmo um único cozinheiro?
Felipe da Espanha chorou quando sua frota naufragou.
Foi o único a chorar?
Frederico Segundo venceu a guerra dos sete anos.
Quem partilhou da sua vitória?
A cada página uma vitória.
Quem preparava os banquetes comemorativos?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava as contas?
Tantas histórias.
Quantas perguntas.


Bertolt Brecht (1898-1956)

domingo, 21 de março de 2010

Lição de Arquitetura




para Oscar Niemeyer

No ombro do planeta
(em Caracas)
Oscar depositou
para sempre
uma ave uma flor
(ele não faz de pedra
nossas casas:
faz de asa).

No coração de Angel sofrida
fez aterrizar uma tarde
uma nave estrelar e linda
como ainda há de ser a vida.

(com seu traço futuro
Oscar nos ensina
que o sonho é popular).

Nos ensina a sonhar
mesmo se lidamos
com matéria dura:
o ferro o cimento a fome
da humana arquitetura.

Nos ensina a viver
no que ele transfigura:
no açucar de pedra
no sonho do ovo
na argila da aurora
na pluma da neve
na alvura do novo.

Oscar nos ensina
que a beleza é leve.

Ferreira Gullar

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um dos maiores filmes de todos os tempos


1972 - Estreia The Godfather (O poderoso chefão), de Francis Ford Coppola, baseado em romance de Mario Puzo.

O filme conta a saga da família Corleone, a mais importante família mafiosa de Nova York durante a primeira metade do século XX, chefiada por Vito Corleone (Marlon Brando).

A chegada do tráfico de drogas ao mundo do crime transforma a vida das famílias. Quando Don Corleone se recusa a facilitar a entrada dos narcóticos na cidade, não oferecendo ajuda política e policial, sua família começa a sofrer atentados para que mudem de posição.

É nesse complicado contexto que o filho caçula, Michel (Al Pacino), herói de guerra mantido à parte dos negócios da família, vê a necessidade de proteger o pai e tudo o que ele construiu ao longo dos anos.

O elenco é composto também por James Caan, Robert Durvall, Diane Keaton, John Cazela, Talia Shire, Richard Castellano, Sterling Hayden, Gianni Russo, Rudy Bond, John Marley, Richard Conte, Al Lettieri, Abe Vigoda.

O papel de Michel Corleone tinha sido oferecido a Warren Beatty, Jack Nicholson e Dustin Hoffman, mas todos o recusaram.

A trilha sonora composta por Nino Rota é comovente. Com uma direção fantástica e um roteiro soberbo, o filme mantém o espectador ligado durante as quase três horas de projeção.

Ganhou três Oscars: Melhor filme, melhor roteiro adaptado e Melhor ator (Marlon Brando, que se recusou a receber a estatueta em protesto à discriminação feita pelo governo e por Hollywood aos índios americanos).

Esse é o primeiro de uma trilogia de filmes dos mesmos autores, tendo suas sequências The Godfather: Part 2 e 3.

The Godfather é um marco na história do cinema e na história dos filmes sobre a Máfia americana.

Lucia Hippolito

domingo, 14 de março de 2010

Estudar

"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."

Pitágoras


Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

Obs.: O modelo da foto é o aniversariante da semana. João Pedro que celebrará 1 ano dia 20 de Março. Atualmente ele mora com os pais em Natal-RN. É presidente do Grêmio Escolar de sua creche, já tem 6 dentes e dentre várias qualidades é meu sobrinho.

segunda-feira, 8 de março de 2010

khronos Vs kairós


Eu não tenho tempo ...


Talvez seja uma das palavras que mais falamos/ouvimos durante nossas semanas corridas. Que tempo estamos falando afinal? O tempo do relógio? Tempo perdido? Tempo de lazer? Todos eles tem sua importância em nossas vidas.


Mas como aproveitamos o tempo? Qual a noção de tempo que temos? Qual o significado que damos ao nosso tempo?


Existem duas palavras gregas que são traduzidas para o português como tempo: khronos e kairós. Khronos é o mais conhecido por nós. É o tempo cronológico, do cronômetro, do relógio e que é igual em todos os lugares. A noção é sempre igual - O mês tem quatro semanas, a semana tem sete dias, o dia tem 24 horas... É igual em todos os lugares. E isso é necessário, pois ajuda a organizar a vida das pessoas.


Já o kairós é diferente. É um tempo que pode ter mais ou menos minutos. Mais ou menos dias. Ele tem a ver com a intensidade com que acontecem as coisas. É o tempo/momento certo que acontece algo. E ele é indeterminado. Não se sabe ao certo quando. Não se tem poder sobre ele. Kairós e entendido como o tempo de Deus. Para Deus um dia pode ter mil anos. E mil anos pode ter um dia.


Nós baseamos nossa vida no tempo cronológico, aquele que é sequencial, programado, mas Deus está mais visível, e se manifesta de forma mais profunda no Kairós.


Em outras palavras: khronos tem a ver com o que é transitório, efêmero, passageiro. Foi e pronto. Passou! Assim com muito daquilo que fazemos em nossa rotina: escovar os dentes, vestir-se, alimentar-se, comprar um carro, dormir, dar banho no cachorro. Tudo isso é transitório.


O kairós tem a ver com o que é eterno. Aquilo que permanece. Aquilo que realmente tem um significadoprofundo para as pessoas e que khronos nenhum apagará. Não é um tempo medido, mas um tempo vivido.


O poeta Carlos Drumond de Andrade tem uma frase que ajuda a entender melhor quando ele diz que "Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata". E também uma frase de Fernando Pessoa nos ajuda a entender quando ele escreve assim:


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".


A Bíblia nos dá o testemunho de um povo que se referia a Deus como "O Eterno". A partir de sua experiência de vida e de fé, referiam-se a Deus assim. Pois Deus é Eterno e o seu tempo é Kairós. O tempo de Deus é assim: intenso, inesquecível, marcante.


Viver a espiritualidade é viver o tempo de Deus. Por isso, viva bem cada dia, cada momento cronológico, mas não se prenda ao que é transitório. Prepare-se muito mais para aquilo que é eterno, duradouro. Viva muito mais o tempo kairós, pois assim a vida terá muito mais sentido.


Com vocês, ao serviço d'Ele, Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 4 de março de 2010

Transformando Nosso Tempo


"Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes."
(Lucas 12. 22,23).

terça-feira, 2 de março de 2010

Viva la vida


"Não sei... se a vida é curta

Ou longa demais para nós,

Mais sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas"

Cora Coralina
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Atemporal


Você já percebeu que determinadas charges tomaram sua atemporalidade.
Essa charge tem alguns anos, apesar de infelizmente ser bastante atual.
Vivemos num estado democrático, no que se refere a corrupção pouca coisa tem mudado em nossa história.
Será que nossa história mudará? Eu espero que sim. Basta só nós pensemos em questões fundamentais, em detrimento as questões periféricas da vida.
Aproveite o domingo e leia algo que vai fazer diferença, ou então tenha uma atitude melhor, FAÇA algo relevante.
Tenham um domingo especial e um mês de Março de conquistas.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Poesia adoça a vida



Sorrir por nada e ficar triste sem motivos

é sentir-se só no meio da multidão,

é o ciúme sem sentido,

o desejo de um carinho;

é abraçar com certeza e beijar com vontade,

é passear com a felicidade,

é ser feliz de verdade!


Albert Camus (Filosofo argelino)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Democracia

Indepenentemente quem venha ser eleito (ou eleita) presidente em 2010, este ano já entrou para a História.

Isto porque nós brasileiros assistiremos a um evento que não acontece no país desde de 1926. Isto mesmo.

Há 84 anos ocorreu a última sequência de três presidentes da República eleitos diretamente pelo povo.

Epitácio Pessoa governou entre 1919 e 1922. Passou a faixa ao eleito, Artur Bernardes, que governou até 1926, quando empossou o eleito. Washington Luís.

De lá pra cá, jamais o evento se repetiu. A instabilidade política no Brasil vinha sendo uma constante.

Washinton Luís foi deposto pela revolução de 30. Getúlio Vargas, que não foi eleito, governou entre 1930 e 1945, quando foi deposto pelos militares.

Eurico Gaspar Dutra, eleito em 1945, passou a faixa para Getúlio Vargas, eleito em 1950. Mas Getúlio suicidou-se em 1954.

Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, recebeu a faixa do presidente do Senado, Nereu Ramos, então ocupado a presidência da República. JK passou a faixa a Jânio Quadros, eleito em 1960. Mas Jânio renunciou depois de apenas sete meses de governo.

João Goulart, empossado na presidência, foi deposto pelo governo militarde 1964.

Aí veio a ditadura, com sua coleção de generais-presidentes, todos eleitos pelo Alto Comando do Exército.

Com a redemocratização em 1989, Fernando Collor, eleito diretamente pelo povo, recebeu a faixa de José Sarney, que não foi eleito por ninguém, apenas recebeu a presidência de presente depois da tragédia da morte de Tancredo Neves.

Mas Collor foi afastado da presidência, depois de sofrer um processo de impeachment.

Em 1995, Itamar Franco,que não sido eleito, passou a faixa a Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes. Em 2003, Fernado Henrique passou a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente também por dos mandatos.

Em outubro de 2010 , finalmente, teremos novamente a sequência de três presidentes sucessivos, todos eleitos diretamente pelo povo.

O que isso representa em termos de consolidação da democracia no Brasil é uma enormidade.

A democracia é um processo que só se sustenta pela adesão quotidiana e voluntária dos cidadãos. Adesão aos seus valores, de eleições livres e diretas, instituições sólidas e independentes, alternância no poder, tolerância com o diferente.

A ditadura nos dá o direito de sermos iguais. Mas so a democracia nos da o direito de ser diferentes. De pensar diferente, de falar diferente, de tolerar o outro que não pensa como você.

Em 1985 o país conquistou a liberdade política. A partir de 1994, com o plano real, os brasileiros começaram a conquistar a estabilidade econômica, com a moeda estável e controle da inflação.

Mas só agora em 2010 estamos conquistando a estabilidade política.

Por isso mesmo, 2010 já e História no Brasil.

Lucia Hippolito é historiadora, jornalista e cinetista política.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Maranata



Maranata,

Ora vem Senhor pra bem perto de mim

E que o tempo nos conserve sempre assim

Num vínculo de doce comunhão


Maranata,

Não apenas pra curar a minha doença

Pois preciso celebrar Tua presença

Que é tão doce e tão vital pra o coração


Deus, tantas vezes eu me sinto em um deserto

Nessas horas é tão bom Te ter por perto

Consciente sou que sempre estás comigo


Deus, quero sentir mais da Tua plenitude

Discernindo nessa tão doce quietude

O prazer de Ter como meu amigo.


Pr. Allison S. Ambrósio



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ao mestre com carinho


Quando um estudante chega a universidade, após vencer o vestibular, deveria incluir no ritual de suas comemorações uma homenagem aos seus primeiros professores, mesmo que não se lembre mais deles.

Na verdade, foram eles os grandes responsáveis por aquele homem ou aquela mulher que chegaram internos e realizados nesse novo estágio da vida.

Os primeiros professores, a base da educação. Eles são para nós como os alicerces são para uma casa ou um edifício. Tudo está assentado sobre eles e de forma tão anônima e tão natural que os esquecemos com a mesma naturalidade. Tudo bem, eles não estão aí para nos cobrar isso... Fizeram tudo o que tinham a fazer com amor e simplicidade e por vocação. Não existe vocação mais forte do que a de professor. Se há uma profissão na vida que se faz sem pensar em dinheiro, mas puro idealismo, é a do educador.

No entanto, quando se pensa nas reformas que se podem fazer para melhorar o ensino, pensa-se em tudo, criam-se novos métodos, fazem centenas de projetos, mas esquecem-se sempre do professor. Melhorar, reciclar seus conhecimentos, qualificá-lo melhor e pensar numa maneira de lhe pagar melhor.

Se educação é prioridade, o que é prioridade na educação?

Não seria o professor?

Quando um professor é bom e bem preparado, nem precisa de uma sala de aula ou de um quadro negro. Até embaixo de um cajueiro o ensino pode ser realizado. É o que se diz por aí entre os grandes educadores. Vamos pensar nisso?

Hoje é um dia especial para isso.

Afinal, tirando as férias, domingos e feriados, todo dia é dia do professor.

Aos mestres, o nosso carinho.

The Mino Times

Mino (Diario do Nordeste, 23 de Janeiro de 2010)

Um outro mundo é possível


O Fórum Social Mundial surge com a ideia e o slogan de que “um outro mundo é possível”. No entanto, nem sempre se vê a manutenção dessa proposta. Percebe-se muitas vezes um desvirtuamento dessa ideologia, vista unicamente como uma alternativa de melhoria econômica para as cidades que recebem esse evento, conforme o discurso do prefeito de Porto Alegre que visualizou apenas os ganhos econômicos que terá pela grande visita de pessoas, quando falou da volta do FSM para o RS. Diferente dessa engessada visão, é preciso que o Fórum continue com o objetivo de superar a política meramente econômica nesse atual modelo que beneficia poucos, para uma que seja também econômica, mas que alcance o social.


sábado, 23 de janeiro de 2010

O BBB e a filosofia


Por que o BBB tem espantosa audiência? Se os que estão na Casa são interessantes e bonitos e, além disso, criam um tipo de novelinha por “flashes”, por que não ver? Além disso, após um dia estafante, quem resiste a uma poltrona acompanhada de um convite para esvaziar a cabeça diante da impecável imagem da Rede Globo?


Mas os grupos ditos mais politizados da sociedade não gostam de explicações desse tipo, em que não se possa culpar alguém. A esquerda e a direita têm suas teorias.


A esquerda adora a palavra “alienação”. O sociólogo que leu algum manual marxista vocifera: “o público é vítima da manipulação da Rede Globo”. A direita tenta posar de culta: “ah, se nosso povo fosse educado, esses programas imorais não teriam vez”. Por sua vez, sempre atenta ao que imagina como sendo os “formadores de opinião”, a Globo busca anular esses pequenos grupos opositores com a fala de Bial, que é o “intelectual” da emissora. No BBB-10 (o atual), ele brindou os telespectadores com a frase “BBB também é filosofia”. Sei lá qual a razão dele ter falado isso, não pude acompanhar o resto. Ora, o BBB é filosofia? É claro que não no sentido dito pelo Pedro Bial, seja lá qual tenha sido, mas que o programa tem uma audiência explicável pela filosofia, isso é verdade.


O que é necessário notar, no caso, é como que o desdobramento da cultura, em especial a cultura moderna, chegou ao que chegou nos fazendo abraçar a TV na época do “Big Brother Brasil”.


No fundo da alma do homem moderno repousa um longo tapete, tecido por séculos e séculos. Esse tapete ganhou camadas e mais camadas, forrando a subjetividade e ao mesmo tempo forçando as paredes do espírito. Hegel e Nietzsche foram os filósofos que procuraram descrever esse processo apontando para o cristianismo, uma religião tipicamente subjetiva e, assim, bem diferente do paganismo, como um elemento de abaulamento da alma, algo que se tornou fundamental na modernidade. Heidegger, no século XX, fez mais: mostrou a modernidade como uma época em que a narrativa das ciências impera no mundo e, com ela, a idéia de que tudo pode ser dito a partir da relação sujeito-objeto. O sujeito é o que conhece e o que julga, o objeto é o conhecido e o avaliado. Não há estudante na universidade atual que, ao fazer metodologia científica, não seja posto diante dessa regra: o sujeito epistemológico e o objeto da ciência em questão – eis aí o que se tem de entender.


Foucault leu Hegel, Nietzsche e Heidegger. Ele preferiu localizar esse processo de ampliação da subjetividade, essa sofisticação das camadas de tecido do tapete da alma, de uma maneira um pouco diferente. Ele notou que talvez não fosse interessante dar crédito, ao se ler Platão falando de Sócrates, na frase “conhece-te a ti mesmo” como uma frase centrada na idéia de “saber”, e sim na idéia de “cuidado”. Conhecer-se, disse Foucault, nunca foi para Sócrates algo vazio, o conhecer pelo conhecer, mas implicava em uma doutrina do saber viver, dizia respeito ao cultivo de si e, este si, já estava circunscrevendo os poderes da alma, do intelecto, da razão. Antes mesmo que o helenismo tardio dominasse o mundo europeu, Sócrates já seria alguém menos preocupado com o conhecimento, com as Formas platônicas enquanto objeto do conhecimento, e mais afeito a elas enquanto guias para o bem viver.


Assim, Foucault traçou o panorama que desembocou na modernidade. Criamos o “interno” e o “externo” e, nesse mesmo processo, demos importância ao “interno”, a alma. Nessa tarefa, fixamos o que há de verdadeiro como sendo o que há em nosso “íntimo”, sendo tudo o resto o “externo” e, efetivamente, o resto – o que sobra, o que pode sobrar. Com isso dividimos o que entendemos por personalidade: tudo que é nosso, nossa verdadeira personalidade, estaria em nosso íntimo e, no mundo burguês, protegido pela privacidade que, enfim, antigos e medievais não conheceram. Tudo que é o não-verdadeiro e até o falso, o descartável, está na periferia ou no “exterior”, na vida pública. A política e o mercado nos tornam homens públicos, isto é, pessoas que, uma vez no palco, não apresentariam nada além do que é o não-verdadeiro em suas personalidades. Fora do palco, a quatro paredes, o íntimo poderia se manifestar e, então, teríamos acesso ao que há de verdadeiro em cada um de nós. Sendo que tudo que há de verdadeiro é só o que há dentro de cada um de nós – uma vez que até Deus veio parar no nosso coração por meio da religião do amor –, então, nada melhor do que a observação da intimidade para se chegar a uma instância sólida. Ora, mas a intimidade é, também, o lugar do prazer moderno par excelência, que é o sexo. Então, observar o sexo termina por ser, para o homem moderno, o lugar efetivo de contemplação da verdade. Trata-se da verdade de cada um, mas também, da própria Verdade.


Nesse sentido, o BBB realmente tem filosofia. Ficamos presos ao BBB por vários motivos, mas filosoficamente ele nos ganha porque acreditamos – uns de maneira clara para si mesmos e outros apenas por impulsos formados por séculos do desenvolvimento cultural – que vamos dar de cara com a verdade dos que estão na Casa e, então, descobrir a verdade sobre nós mesmos, sobre o Homem, sobre tudo que somos na Terra. O BBB é como que um trabalho de metafísica para os que nunca se imaginaram com alguma necessidade metafísica. Não é religião, é filosofia. Não se trata de encontrar Deus. Mas se trata de encontrar um parente próximo dele, a Verdade.


Quem somos nós, afinal? Eis aí a pergunta que está lá nas entranhas das sinapses de cada telespectador que, como o Homer Simpson, segura a cerveja na mão e espera se haverá um não uma “enrabada” no BBB. Esse sentimento chulo, esse gosto pela fofoca, nada é senão uma forma que só se faz presente porque estamos envolvidos até o último fio de cabelo com a idéia de que vamos captar ali, principalmente no sexo, que é o núcleo da intimidade, o modo de seguir do dístico do Templo de Apolo, o “conhece-te a ti mesmo”.


Foucault não só ensinou isso, ou seja, como entender o BBB, mas ele também quis mostrar que essa esperança era vã. Não há nada de mais verdadeiro no “lado interno” em detrimento do “lado externo”. Somos múltiplos, e nossa cara pública e nossa cara particular e íntima não são o verdadeiro e o falso, e sim apenas lados de uma mesma moeda. Lados de uma moeda são ou ambos verdadeiros ou ambos falsos. Aliás, não somos moedas, pois não temos só duas caras – temos muitas.


Não vamos satisfazer nossa necessidade metafísica pelo BBB. Mas acreditamos tanto nisso, que assistiremos o próximo, para a felicidade do Boninho e para o regozijo de um Bial que está cada vez mais chato.


Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A luta continua



Um dos pontos mais importantes do Programa Nacional de Direitos Humanos, criado por decreto assinado pelo presidente da República – e que tanta celeuma está causando nos meios militares – é a proposta de retomada da discussão sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.


Este é um debate crucial, que não pode ficar restrito ao Congresso Nacional, que deverá votar uma lei para regular o assunto.
É uma discussão que interessa a toda a sociedade brasileira.


O século XX foi o século da luta por direitos civis. Começou, a rigor, no século XIX, com a luta pelo voto feminino.


A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o voto às mulheres, em 1893; a Inglaterra em 1918, os Estados Unidos em 1920 e o Brasil em 1933.


Em seguida, a luta disseminou-se para combater a segregação racial, ampliar os direitos da minorias, incluir os excluídos. A partir da década de 1960, acirrou-se a luta por mais direitos civis, com muitas conquistas importantes.
E chegamos ao século XXI.


De certa forma, a eleição de Lula em 2002 e depois a eleição de Obama em 2008 encerram um importante capítulo na luta pelos direitos civis.


Vitória da inclusão, da tolerância, da aceitação do outro, do convívio entre diferentes.
Agora é preciso avançar. E a união civil entre pessoas do mesmo sexo está na ordem do dia.
Vários países já adotam legislação que reconhece esta união.


O pioneirismo, é claro, coube à Escandinávia. Na Dinamarca, a lei é de 1989; na Noruega, de 1992, e na Suécia, de 1995.


Ainda na Europa, Espanha, Portugal e Bélgica (países fortemente católicos) já reconheceram a união civil. A Holanda também já tem legislação a respeito.


Nos Estados Unidos a legislação é local, e várias cidades já possuem leis a respeito da união homossexual, além dos estados de Massachusetts e Connecticut.
Canadá e México também já reconhecem a união civil.


Na América do Sul, Uruguai e Argentina já aprovaram a lei. A Argentina foi a pioneira na realização de um casamento gay.


Aliás, no Brasil, como em muitos países, o debate foi contaminado, em grande parte, pela adoção da infeliz expressão “casamento gay”.


Religiosos de todas as igrejas, conservadores de todos os matizes reuniram-se para impedir a aprovação de lei que regule a união homossexual.


A Constituição brasileira de 1988 fala, em seu Art. 226, em casamento e em união estável, mas sempre entre homem e mulher.


Em 1995, a então deputada Marta Suplicy apresentou o projeto de lei nº 1.115/95, em favor da regularização da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo.


Desde então, o projeto dorme em alguma gaveta da Câmara dos Deputados, à espera de algum deputado (ou deputada) sério e corajoso o suficiente para fazer avançar a legislação.


Antecipando-se a qualquer lei, várias empresas brasileiras já estendem ao companheiro de mesmo sexo os benefícios de planos de saúde e de previdência.


Juízes igualmente já tomam decisões beneficiando companheiros de mesmo sexo em partilhas, heranças e pensões.


Até mesmo a Justiça Eleitoral já reconheceu, em alguns casos, a união homossexual como parte da lei das inelegibilidades.


Portanto, a discussão sobre direitos civis no século XXI precisa avançar. Até para honrar as lutas do século XX.
Está mais do que na hora de a sociedade brasileira realizar uma discussão ampla e aberta sobre a nova pauta dos direitos civis.


União homossexual, aborto e eutanásia são os temas do século XXI.
É preciso discuti-los com coragem e determinação.


Precisamos avançar.

Lucia Hippolito é cientista política, historiadora e jornalista, especialista em eleuções, partidos políticos e Estado brasileiro.

É comentarista política da Rádio CBN e da Globonews.