Quem sou eu ?

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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Troco 100 scraps por 1 abraço


A cada ano que passa eu recebo mais scraps no meu aniversário e menos abraços. Tudo começou com a popularização do celular há alguns anos atrás. Meus amigos e familiares começaram a me ligar no dia do meu aniversário e pararam de vir me visitar para me dar um abraço, desejar um feliz aniversário e comer um bolinho da minha mãe. Mas foi depois do Orkut que todos sumiram de vez.

Agora, quando chega o meu aniversário, entro no meu computador e gasto horas lendo todos os scraps maravilhosos que recebo, são de pessoas de longe, de perto, e o mais engraçado, dos meus vizinhos também. O problema é que leio no fim das frases: bjs e abraços, mais não os sinto. O fato de só lê-los não me faz sentir que realmente fui lembrado e visitado.

Por sinal estou ficando neurótico, não sabia que tantas pessoas faziam aniversário cada dia. Todo dia vejo no Orkut uma lista de pessoas que nem conheço tão bem assim, mas vi em um acampamento ou num evento, que estão fazendo aniversário e, pelo fato do Orkut me lembrar, me sinto na obrigação de mandar um scrap, mesmo sabendo que se não fosse o Orkut não teria a mínima possibilidade de eu saber que este colega estaria fazendo aniversário.

O que fazemos com esta pressão? Mandamos o scrap por desencargo de consciência!

Por isso lanço essa campanha solidária, onde deixo bem claro que troco 100 scraps de feliz aniversário por um abraço.

Não sei no mercado de valores quanto está valendo um abraço, mas sei que, proporcionalmente, para mim: 100 scraps valem 1 abraço e os scraps animados estão muito mais desvalorizados 1000 por 1; um depoimento está valendo 45 por 1; um telefonema está valendo 20 por 1 e uma carta de correio escrita a mão esta valendo 5 por 1.

Essa grande tabela de valores muda todos os dias, mais de uma coisa eu tenho certeza, quando vamos avaliar mesmo o que nos faz sentir amados pelos nossos amigos, os scraps não estão valendo nada. Por isso fique sabendo que: quando você vir a minha foto e de muitos amigos que tenho conversado, na lista de aniversariantes do seu Orkut, estamos trocando 100 scraps por 1 abraço.
Marcos Botelho

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Aquilo que mais amo.


O amor é belo, é atraente e envolvente.
Ele nasce conosco, empolga-nos, faz vibrar nossos sentimentos e nossas emoções,
transforma nosso viver, mexe com o nosso existir dando-lhe em significado todo especial,
torna-nos sensíveis, abertos e sonhadores.
Trilhar o caminho do amor nem sempre é fácil. Tem-se que ter coragem, decisão e perseverança.
O caminho do amor é traçado por luta e superações.
Amar, muitas vezes, é arriscar tudo sem ter a certeza de que vai ser recompensado por isso.
Castelos já foram destruídos pela traição; colunas jamais se reestruturam devido ao badalo de uma decepção;
pontes da união jamais se reergueram devido à catástrofe de uma separação; o sol da vida de muitos se ofuscou perdendo seu filho produzindo um semblante caído diante de uma desilusão; sonhos se transformaram em pesadelos devido à tormenta de uma pedra;
vidas foram sufocadas por anseios impossíveis; almas foram abatidas pelo punhal da pessoa amada; muitos já ficaram sós na estrada da vida, outros se perderam sem qualquer destino ou direção procurando o amor perdido, perdendo, assim, até o amor próprio, e, tantos outros, absortos pelo medo de uma nova derrocada, de mais um castelo em ruínas, um castelo em ruínas, uma catástrofe separada, se tornaram imponentes para dar um novo passo, investir e tentar uma nova caminhada.
Muitas pessoas se tornaram para dar um novo passo, investir e tentar uma nova caminhada.
Muitas pessoas se tornaram como um dia sem sol ou uma noite sem lua e estrelas.Entretanto, quando “teimosamente”, o amor é preservado como bem mais precioso, apesar de todas as lutas e decepções, conduz seu portador à vitória. A vitória sobre tudo que desacredita a possibilidade de ser feliz apenas por não desistir de amar e de acreditar na vida. A vitória de ver o sol atrás das densas e carregadas nuvens. A vitória de conseguir sobrepujar a dor.
O amor cultivado no coração não morre mais vive. Faz o arco-íris reaparecer no céu da nossa existência; trás de volta o resplendor e o calor do sol; é capaz de reerguer pontes, reedificar colunas tornando-as mais fortes que anteriormente, reconstruir castelos alicerçados; renova-nos fazendo-nos sonhar, arquejar, desejar e conquistar.
Esse amor sempre triunfa.
Esse amor é como uma noite de lua prateada rodeada por estrelas cintilantes, enchendo de esperança e romantismo as almas dos viventes.
Dessa forma ele conduz os mais fracos e imponentes ao podium dos vitoriosos, transformar os que foram “derrotados” em verdadeiros guerreiros, destemidos, corajosos, ousados e invencíveis.
Decidir amar sempre é trilhar um caminho mais que excelente, pois o amor preenche o anseio de uma alma, renova as forças do combalido e sustenta firme a esperança de um coração.
Na verdade o amor se traduz um ema virtude muito além de um simples sentimento. Amar é um propósito.
Amor é o que de mais belo há na composição de virtudes do criador, pois Deus é amor.
Amor é inspiração dos poetas, o som melodioso dos músicos, o tema preferido dos compositores, é a beleza do dia e do romantismo da noite, é o ele que uma duas pessoas, é a força do guerreiro que (como a Fênix) o ergue das cinzas para continuar a batalha, é a verdadeira instrução dos pequeninos e a gloria dos velhos, o estimulo dos jovens, é o calor de ternos braços, o pulsar de um coração compassivo e o toque de mãos piedosas.A inspiração do amor vem de Deus que é amor que nos amou de “tal maneira” de forma que não ficamos abandonados à mercê do destino.
O amor é capaz de alcançar lugares longínquos,transpor as fronteiras do preconceito, auxiliar sem acepção, dar sem requerer retribuição, sofrer em prol da felicidade de alguém, morrer para o outro viver.

O amor é muito, mas muito mais, que falar, sentir, ou mesmo sonhar ...
É viver!
Paulo R. P. Cunha.
Faço dele as minhas palavras, uma semana abençoada.
Thiago Oliveira Braga




domingo, 27 de julho de 2008

Religião, política e futebol não se discutem?


Existe um ditado popular que diz "religião, política e futebol não se discutem". Gostaria de discordar dessa afirmativa. De fato, apesar de serem temas desafiadores, são os três temas que me agrado muito.É inevitável NÃO falar de política em ano eleitoral, mas me deu o direito de refletir, pois ainda acredito que a transformação social se dá pela MUDANÇA, e ela não se faz na urna, mas na minha postura como cidadão.

Partilho uma poesia de autoria de João de Almeida Neto, convidando pra refletirmos sobre o nosso Brasil, sobre a importância da nossa escolha!

"Um país que crianças elimina; e não ouve o clamor dos esquecidos;

Onde nunca os humildes são ouvidos; e uma elite sem Deus é que domina;

Que permite um estupro em cada esquina; e a certeza da dúvida infeliz;

Onde quem tem razão passa a servis; e maltratam o negro e a mulher;

Pode ser o país de quem quiser; mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis; por ausência de códigos corretos;

Com noventa milhões de analfabetos; e multidão maior de miseráveis;

Um país onde os homens confiáveis não têm voz, não têm vez, nem diretriz;

Mas corruptos têm voz, têm vez, têm bis, tem o respaldo de um estímulo incomum;

Pode ser o país de qualquer um; mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que os seus índios discrimina; e a Ciência e a Arte não respeita;

Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;

Um país onde a Escola não ensina; e o Hospital não dispõe de Raios X;

Onde o povo da vila só é feliz; quando tem água de chuva e luz de sol;

Pode ser o país do futebol; mas não é, com certeza, o meu país!Um país que é doente;

não se cura; quer ficar sempre no terceiro mundo;

Que do poço fatal chegou ao fundo; sem saber emergir da noite escura;

Um país que perdeu a compostura; atendendo a políticos sutis;

Que dividem o Brasil em mil brasis; para melhor assaltar, de ponta a ponta;

Pode ser um país de faz de conta;

Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que perdeu a identidade; sepultou o idioma Português;

Aprendeu a falar pornô e Inglês; aderindo à global vulgaridade;

Um país que não tem capacidade; de saber o que pensa e o que diz;

E não sabe curar a cicatriz; desse povo tão bom que vive mal;

Pode ser o país do carnaval; mas não é, com certeza, o meu país!"

O voto é um direito de todo o cidadão, como também um dever. Não venda, não distribua seu voto, por favores e regalias. Vote com consciência, pensando em representantes que vão defender a maioria dos interesses dos brasileiros. Sobre tudo dos discriminados, esquecidos, sem voz e vez.

Com vocês ao serviço d’Ele, Thiago Oliveira Braga

Buscando o que acredito


O escritor Chaim Potok descreveu como foi a descoberta de sua vocação,de ser um escritor desde pequeno,mas, quando foi para a faculdade, sua mãe se aproximou e disse "Chaim, eu sei que você quer ser um escritor, mas eu tenho uma idéia melhor. Por que você não se torna um neurologista. Você impedirá a morte de muitas pessoas; você ganhará muito dinheiro." Chaim respondeu: "Não, mãe. Eu quero ser um escritor."


Ele voltou para casa nas férias, e sua mãe falou-lhe novamente. "Chaim, eu sei que você quer ser um escritor, mas ouça a sua mãe. Seja um neurocirurgião. Você impedirá a morte de muitas pessoas; você ganhará muito dinheiro." Chaim respondeu: "Não, mãe. Eu quero ser um escritor."


O diálogo foi repetido em todas as férias, todos os feriados, todos os reencontros: "Chaim, eu sei que você quer ser escritor, mas ouça a sua mãe. Seja um neurocirurgião. Você impedirá a morte de muitas pessoas; você ganhará muito dinheiro." Todas as vezes, Cham respondia: "Não, mãe. Eu quero ser um escritor."


Com o tempo, o clima ficou tenso, a pressão se acumulou. Finalmente, aconteceu a explosão. "Chaim, você está perdendo o seu tempo. Seja um neurocirurgião. Você impedirá a morte de muitas pessoas e ganhará muito dinheiro." Esta explosão levou a outra explosão: "Mãe, eu não quero impedir que as pessoas morram;eu quero mostrar-lhes como viver"


Essas palavras redefiniram minha vocação. Todas as pessoas à minha volta aconselharam-me a fazer coisas boas, ajudar a resolver problemas e obter sucesso, mas não era aquilo que eu queria. Na verdade, eu nunca quis aquilo. Eu não queria impedir que as pessoas morressem; eu queria mostrar-lhe como viver.


Extraído do livro "À sombra da planta imprevisível", de Eugene H. Peterson.
Com vocês ao serviço d’Ele, Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 21 de julho de 2008

História de um sertanejo


Certo dia um cabra esperto
Quis passar perna em Jesus:
“Mestre diga o que farei para ir morar
no céu?”
Este foi o desafio daquele doutor da Lei:
“Mestre diga o que farei. Mestre diga o que
farei.

Pra uma pergunta inteligente,
Uma outra como repente:
“O que está escrito na Lei, e como você a interpreta?”
Enquanto ele vinha com a mandioca o Sábio Senhor Jesus já tinha
pronta a tapioca.

Respondeu o professor de Teoria:
“Ame a Deus de coração.
E também ame ao seu próximo, como
Tu amas a ti mesmo”
É certo disse-lhe Jesus, se praticar
Que bom seria.
Faça isso e viverá, faça isso e viverá.

Mas quem é esse tal meu próximo?
Pergunta o preconceituoso.
Jesus responde com uma história, de
Um viajante solitário:
Que é por Jagunços assaltados, fica
Ferido e desmaiado.
E veja só o que sucedeu, e veja só que o que Sucedeu.

Se achega um religioso.
Homem de grande devoção
O coronel lá da igreja, ta sempre com
A Bíblia na mão;
Mas quando vê o pobre caído foge
Pela contramão.
Esse não dava nem pra ser,
Lá do bando de lampião.

Atrás veio seu assistente,
Do templo era o dirigente.

Zeloso nas quatro paredes, fora um
Sujeito negligente.
Pra minha trova encurtar, repete a cena do da frente.
Eita sujeito inconseqüente!
Não socorreu o próprio parente.

Lá vem mais um personagem do Sertão.
Em cima dele um desprezado sertanejo.
Vê o estrangeiro ferido lhe estende
A calejada mão.Bota remédio nas feridas e o levanta
Do chão.Monta o homem no jumento e o leva
Pra pensão.

Qual dos três foi o próximo da vitima?
Jesus pergunta pro doutor.
O que agiu com compaixão, admiti o nobre professor.
Pois vá e faça a mesma coisa, disse o Senhor Jesus.
Pra ser um bom samaritano tem
Que amar a todos como irmão.
Independente de sotaque,Posse, raça, cor ou posição.

Essa história conto a todos, que é pra todos alertar
Nessa vida passageira num podemos nos privar
De amar o nosso proxímo e a Deus sempre honrar.
Meu amigo e minha amiga, num podemos esquecer
que Jesus o bom pastor, estende a mão pra nos erquer.

Com vocês ao serviço d’Ele, Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Jonas - Criador ,Cria e atura!


Jonas foi um profeta israelita daTribu de Zebulão, filho de Amitai, natural Gete-Héfer. Profetizou durante o reinado de Jeroboão, Rei de Israel Setentrional. (II Reis 14:25; Jonas 1:1) Crê-se que tenha sido o escritor do livro bíblico do A.T. que leva o seu nome.


Jonas é comissionado pelo Deus de Israel para ir aNínive, capital da Assíria. A sua missão era admoestar os assírios que devido a sua crueldade e ao muito derramamento de sangue, iriam sofrer a ira Divina caso não se arrependessem dentro de quarenta dias. Os assírios eram famosos, por exemplo, por decapitar os povos vencidos, fazendo pirâmides com seus crânios. Crucificavam ou empalavam os prisioneiros, arrancavam seus olhos e os esfolavam vivos. Temendo pela sua vida, Jonas foge rumo a Társis, no SE da Península Ibérica (na moderna região da Andaluzia). Situa-se a aproximadamente 3.500 km do porto de Jope (a moderna Tel Aviv-Yafo).


Segundo o relato bíblico, durante a viagem acontece um violenta tempestade. Esta só acaba quando Jonas é lançado ao mar. Ele é engolido por um "grande peixe [em grego këtos]" (Jonas 1:17) e no seu estômago, passa três dias e três noites. Sentindo como se estivesse sepultado, nesta situação arrependido reconsidera a sua decisão. Tendo se arrependido, é vomitado pelo "grande peixe" numa praia e segue rumo para Nínive.


Mas lendo "À sombra da planta imprevisível" - Uma investigação sa Santidade vocacional, de Eugene H.Peterson. Me chamou muita atenção a oração que Jonas fez,em ação de graças no seu momento mais emblematico de todo o livro,onde ele tinha todos os motivos do mundo de murmurar,ele percebeu que era o início de uma oportunidade de fazer algo diferente,e ELE FEZ.


Oração de Jonas (2:2-9)


"Na minha angústia clamei ao Senhor,

e ele me respondeu;

do ventre do abismo gritei,

e tu ouviste a minha voz.

Pois me lançaste no profundo,

no coração dos mares,

e a corrente das águas me cercou;

todas as tuas ondas e as tuas vagas

passaram por cima de mim.

E eu disse: Lançado estou

de diante dos teus olhos;

como tornarei a olhar

para o teu santo templo?

As águas me cercaram até a alma,

o abismo me rodeou,

e as algas se enrolaram na minha cabeça.

Eu desci até os fundamentos dos montes;

a terra encerrou-me para sempre com os seus ferrolhos;

mas tu, Senhor meu Deus,

fizeste subir da cova a minha vida.

Quando dentro de mim desfalecia a minha alma,

eu me lembrei do Senhor;

e entrou a ti a minha oração,

no teu santo templo.

Os que se apegam aos vãos ídolos

afastam de si a misericórdia.

Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz de ação de graças;

o que votei pagarei.

Ao Senhor pertence a salvação."
Com vocês no serviço d’Ele, Thiago Oliveira Braga

terça-feira, 15 de julho de 2008

Trans-descendência integral do Evangelho

"Na proclamação do convite do evangelho não temos o direito de ocultar o preço do discipulado. Jesus continua a requerer de todos que desejam segui-lo que se neguem a si mesmos, tomem a sua cruz e identifiquem-se com uma nova comunidade. Os resultados do evangelho incluem obediência a Cristo, inclusão no seio da igreja e serviço fidedigno no mundo". (Pacto de Lausanne IV)

A OUTRA COMUNIDADE Nos escritos de Mateus os discípulos são confirmados pelo sacramento do batismo: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações batizando-os em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo..." (Mateus 28.19). Uma nova percepção de Divindade integral se instala no cenário do Novo Testamento: Deus Pai, soberano criador de todas as coisas – Deus transcendente, indescritível,inominável, pleno de amor e justiça.Jesus Cristo, o Filho do Pai que trans-descende entre o povo, contextualiza-se participando da história,de situações sócio-econômicas e culturais. E, o Espírito Santo, o Deus que habita em nós consolando, edificando,intercedendo – portanto, realidade no campo psico-emocional.


A divindade como comunidade trinitária é uma inusitada percepção do Reino de Deus sobre todas as coisas: Todo o universo, todos os processos históricos e os espaços mais restritos e subjetivos dos sentimentos humanos. Assim, o preço do discipulado requer, antes de um compromisso com todas as pessoas e com humanidade toda, um compromisso de amar e acolher toda a plenitude de Deus. Não apenas uma identificação com a nova comunidade dos discípulos, mas, sobretudo, com a comunidade Trinitária. Através da adoração, contemplação e apreciação inteligente somos cativados pelo Espírito Santo a amarmos a Deus, a vivermos em desfrute de todas as virtudes de Jesus Cristo e em plena obediência a todo o conselho de Deus.

INCLUSÃO NO SEIO DA IGREJA

Alcançamos pelo amor do Pai, os discípulos são contagiados a viver numa comunidade de amor. A comunidade dos discípulos é a maquete, uma expressão dessa "Outra cultura" modelada pela comunidade Trinitária; sendo ao mesmo tempo, a alternativa continua de transformação da sociedade. Entendemos desse modo, que a Missão Integral não se reduz a uma tarefa. É de fato, a priori, o acolhimento da graça e do amor de Deus, para então, como conseqüência,se viver o exemplo da vida plena de nosso Senhor Jesus Cristo. É a instauração dos paradigmas do Reino de Deus; o desenvolvimento, pelo Espírito, de uma "inteligência espiritual comunitária" capaz de discernir todas as manifestações do bem e do mal. Uma comunidade desafiada a obedecer o mandamento de amar internamente, para expressar com coerência, amor pelos "de fora".Sua unidade interna não anula o supremo mandamento de amar a todos.

SERVIÇO FIDEDIGNO AO MUNDO

Como desdobramento, a comunidade dos discípulos pelo testemunho, proclamação e serviço ao próximo a sua missão no mundo. As virtudes do discípulo são evidenciadas na simples presença – pois, "Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte" (Mt.5.14). A humildade de espírito, a sensibilidade, a fome e sede de justiça, a santidade, a construção da paz, a prática da misericórdia são manifestações que identificam a presença dessa nova comunidade (Mt.5.1-12)
Como o ser humano diferencia-se dos demais animais, também, pela capacidade de comunicação, o discípulo proclama as boas novas do Reino de Deus, a fim de que, todas as pessoas tenham a oportunidade de responder ao chamado de Jesus Cristo. `

À semelhança do Filho, a comunidade dos discípulos serve em amor ao próximo, contextualiza-se, inseri-se entre o povo, corre todos os riscos, participando ativamente no processo histórico de construção de todo o bem na luta contra o mal. À semelhança do Pai, a igreja age por amor e graça. A semelhança do Espírito Santo, torna-se a consoladora dos afligidos pelo mal, ora intercedendo para que o Reino venha em plenitude e socializa todos as suas virtudes e bens.
A Missão Integral é ser e fazer discípulos – homens e mulheres transformados de glória em glória até a imagem de nosso Senhor Jesus Cristo (II Co 3.18). É ser uma presença, em essência e modelo,da comunidade Trinitária: Corpo de Cristo, Povo de Deus, Comunhão do Espírito Santo. É ser uma expressão, sinal visível do Reino de Deus no mundo.

Que Deus o Pai, Seu filho Jesus Cristo e o Espírito Santo inspirem a todos nós, a fim de que, possamos participar ativamente com discípulos e discípulas que expressam e praticam coletivamente as convicções,valores e princípios do Reino de Deus.

Carlos Queiroz

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Do mundo virtual ao espiritual


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?"

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: `Tenho aula de meditação!´"


Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a inteligência emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem 60 academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?" "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...


A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções - é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é `entretenimento´; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.


Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, falta de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...


Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald´s...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático". Diante dos olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz".
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1902/55/
Frei Betto - 06/06/08 Escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de O desafio ético (Garamond), entre outros livros

segunda-feira, 7 de julho de 2008

História que marca

“Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos é proposta, olhando firmemente para o Autor e consumador da fé, Jesus.”
Hebreus 12.1
Sempre gostei muito de praticar esportes. As minhas maiores disputas esportivas foram durante a minha adolescência nas olimpíadas colegiais. Vitórias inesquecíveis e derrotas vergonhosas me acompanharam ao longo desse tempo. Lembro-me de uma corrida que participei nas Olimpíadas Maristas, em Maceió-AL.O dia era 8 de Julho de 1998, penúltimo dia de competição,e em meio a Copa do Mundo da França.

Como o Brasil classificou-se para as semi-finais contra a Holanda (marcada para mesma data), a competição que seria realizada durante a tarde, foi antecipada para a manhã, minha prova foi disputada por volta do meio dia. Era prova de 800 metros (duas voltas completas na pista). Entrei na corrida sem muita pretenção.Dada a largada eu tentei acompanhar o “bloco” de corredores na primeira volta, e completando, fazer a ultima volta dando o máximo, no entanto o calor excessivo me deu um certa tontura.Dai passou um “filme” em minha mente, de tudo que eu tinha treinado e me preparado para estar lá.

Nos 200 metros finais eu estava em terceiro.No sprint final algo inesperado aconteceu, tropecei e quase cai, fui cambaleando até quase a linha de chegada, quando percebi que minha única opção de não perder o 3º lugar era me jogar rumo a linha de chegada, e com o salto consegui ultrapassar a linha de chegada, e garantir a medalha de bronze.Completar a prova foi uma prova de superação pessoal, infelizmente a pista não era de material sintético, como costumamos ver em jogos olímpicos, mas às marcas da queda foram devidamente cuidados, mas a satisfação de conquistar uma medalha no “Maristão” é algo que marcou a minha história, mesmo passados 10 anos.
Nos tempos de colégio, ficaria frustrado comigo mesmo se não tivesse terminado a corrida.Poderia ter desistido e culpamos o calor pela derrota. Mas quando a minha corrida rumo à Deus ? Se eu parar ou desistir, a quem culparei ? Mesmo tropeçando e caindo sei que não posso desistir “Sete vezes cairá o justo e se levantará” Pv 24:16. Não posso olhar para os meus pecados ou para qualquer homem senão não prosseguirei. Olharei firmemente para o autor e consumador da minha fé, Jesus. Porque sei que Ele está sempre pronto para me receber. Porque sei que Ele é o caminho a verdade e a vida. Porque sei que, quando encontrá-lo face a face, terei completado a minha carreira.

“Porque ainda dentro de pouco tempo aquele que virá, e não tardará; todavia o meu justo viverá pela fé, e: se retroceder, nele não se compraz a minha alma.”
Hebreus 10.37-38

Com vocês no serviço d’Ele, Thiago Oliveira Braga

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Se há uma coisa...


" Se há uma coisa em que tenho profunda convicção e fé é que um dia a justiça ira imperar no mundo. Toda a minha vida é dedicada a isso."

Frei Betto
*Frei Betto Nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. É frade dominicano e escritor.

A essência da Reforma


A Reforma Protestante foi um acontecimento inicialmente religioso. Porém, tendo acontecido em um contexto secular,repercutiu intensamente em todas as instituições sociais.
Pode-se dizer que esta foi a primeira grande revolução dos tempos modernos, já que ocorreu em meio a transformações políticas,econômicas, sociais e culturais que agitavam a Europa e se entrelaçaram às questões religiosas. Por isso, não foi um ato isolado, uma rebelião de um monge alemão que não queria mais obedecer ao Papa. Foi muito mais que isso.Na verdade, tratou-se de uma revolução capaz de convulsionar e de reanimar a vida cristã européia, dando-lhe o vigor necessário para ecoar até os dias de hoje.

Atualmente, os efeitos da Reforma são bem visíveis na nossa sociedade ocidental. As implicações em todos os setores sociais geradas pelo movimento reformador continuam crescentes e, acompanhando este crescimento, ocorrem muitas confissões de fé cristãs no Brasil, fato que já se tornou uma verdade incontestável. Como fruto desse processo, a Igreja Evangélica brasileira vai, paulatinamente, perdendo sua própria identidade. Na década de 60 seus seguidores eram "protestantes", nos anos 70 eram "crentes", nos anos 80, "evangélicos" e agora somos "gospel".
Se cada década os cristãos sentem a necessidade de mudanças de títulos,naturalmente,no decorrer desse longo processo histórico perderão,com isso, a essência do evangelho : ser sal da terra e luz do mundo. ( Mt.5.13).

Portanto, a Igreja precisa novamente ser voz profética na sociedade onde estamos inseridos, talvez seja a hora de uma nova REFORMA, de novos Luteros, de uma nova postura. Talvez seja a hora de protestar contra o protestantismo e tudo que ele se tornou. Então vamos à Reforma! Façamos valer o evangelho verdadeiro de Cristo, "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.2).

Com vocês, no serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Um quase cordel... uma quase graça...

Já vou cansado nessa vida de umas coisas Ver o sagrado sempre ser banalizado
Não poucas vezes sou eu mesmo que o faço
Faço da graça artigo bem barateado
Tomando posse do que tem todo valor
Sem entender seu real significado


Me incomoda muito ver a insistência
De travestir-se em relativa a verdade
Tendo em si pano-de-fundo humanista
Numa maneira de fazer própria vontade
Deteriora o valor do ser humano
Dizendo estar a conferir dignidade


Aaaaaaaaah!!!!


Ouve-se o grito de uma falsa liberdade!
Escravizado por nós mesmos nós bradamos.
Sem "moralismo", "dogma", ou "religião",
Independentes a nós mesmos nos achamos.
Inconscientes de que com essa pretensão,
É a Seu eterno e imenso amor que abdicamos...


Gustavo da Hora

sábado, 21 de junho de 2008

Morte e vida Verdarina


Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer,devia ter arriscado mais, ter feito o que eu queria fazer” (Titãs)


O título deste texto é uma alusão a poesia de João Cabral de Melo Neto, “Morte e Vida Severina”, mas trata-se de um diálogo da morte com a vida, imaginário e real vividos pela “verdade” de cada um de nós, Severinos, e Severinas; ou ainda da Verdade com Severina, as Verdarinas e os Verdarinos de Jesus.


A verdade cristã é aquela que indica o caminho do sentido do Evangelho em nossas vidas corresponde à realidade de quem realmente somos; ou seja, a essência da identidade humana e a contemplação da realidade do cotidiano da vida em Jesus e com Ele nesta caminhada.


Rubem Alves parafraseando Sêneca diz que, “preparar-se para a repetição do passado, é ter a ilusão de que o tempo não passou”, ou seja, as pessoas condicionam suas vidas a partir dos contextos históricos que manipulam,iludem e muitas vezes, expressam sentimentos superficiais e distantes da realidade de opressão interior e miséria humana, pecadora vivenciadas por nós, Severinos iguais em tudo na vida...


Neste contexto podemos perceber que “a morte tem poder de colocar todas as coisas nos seus devidos lugares”.Perceber o que não se viveu é um estimulo para reinventar a vida a ser vivida. Experiências à beira da morte nos fazem compreender que o rio da vida é belo e esta beleza enquadra a plenitude do rio e as margens da morte. O conjunto desta natureza revela a verdade que se apresenta sobre nós, por meio de nós e em nós, independente de quem somos.


Portanto, acreditamos que esta alegria de viver de muitos verdarinos e verdarinas, que misturam a Verdade da vida e a vida na Palavra de Deus não deve sentir-se ameaçada pela morte porque “viver é morrer... para viver melhor, para viver mais integralmente, para viver de modo imortal, pois foi para isto que o Senhor veio para que tenhamos a vida eterna”. Sentir o conjunto da Obra de deus em sua plenitude. Não há um rio Vida verdadeiro sem margens da morte; uma vida Verdarina eternamente linda fundamentada na Verdade, em Jesus. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...” João 14.6

ML Giselle Gomes

Extraído do Boletim Nº 33/2006 da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade. Recife – PE. (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Conectados : 2 anos


Conectados : 2 anos

Manuela Napoleão, 13 anos; Giuliano César, 16 anos; Priscila Noronha, 15 anos; Gabi, 15 anos; Larissa Sales, 14 anos; Caio Rondon, 13 anos; Melina Costa, 14 anos; Guilherme Puskas, 17 anos; Bella Carolina, 15 anos; Davi Barcellar, 17 anos; PH, 15 anos; Bárbara Castelo, 15 anos; Davi Magno, 15 anos ...

O que esses adolescentes têm em comum?

Esses e muitos outros tiveram suas vidas profundamente influenciadas pelo ministério de Adolescentes CONECTADOS. Através da participação em estudos bíblicos, leitura de livros, acampamentos, assistindo à filmes, orando, comendo pipoca, celebrando aniversários, brincando de futebol de sabão. Enfim, durante esse tempo, fidelizamos um público adolescente com o propósito de crescermos na fé em Cristo Jesus.
Dia após dia, esses adolescentes aprenderam a refletir sobre o Evangelho e sua importância.Desenvolveram relacionamentos saudáveis e engajaram-se na tarefa de estender o Reino de Deus, e que essa ação vai além das dimensões geográficas da Igreja local.
Pessoalmente, aprendi muito. Entendi o significado de encorajar, investir e confiar. Sonho que esses adolescentes transformem sua geração.
Esse sonho não pode ser só meu. Para desempenharem o papel de verdadeiros cristãos, devemos todos acordar!

Parabéns,Conectados.

Com vocês, ao serviço d’Ele,
Thiago Oliveira Braga (Líder do Conectados – Adolescentes IPF)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Flu como nunca! Adiós, Boca!


O Fluminense está na final da Libertadores. Com todo o merecimento. O time está mostrando bom futebol desde a primeira fase.

Mas temos que analisar o jogo contra o Boca Juniors. O time jogou bem? Só depois da entrada de Dodô.

O Fluminense foi dominado no primeiro tempo. Deixou o Boca tomas as rédeas do jogo. E como o time argentino tem excelente toque de bola e variações de jogadas, criou as melhores oportunidades. Não saiu na frente por causa de duas coisas: a ineficiência nos arremates de fora da área e o bom posicionamento da dupla de zaga do Flu (rechaçavam quase todas as bolas). Mas o Fluminense não teve postura. Se retraiu e trabalhou 45 minutos como se fosse um time muito inferior ao rival, o que não é uma verdade. Ousadia? De Cícero. Mas ele exagerou nas firulas. Conca? Uma vez ou outra. Washington? Isolado demais, embora estivesse bem colocado no lance mais perigoso do Flu (por pouco não marcou).

Veio o segundo tempo. E tome apatia do Flu. E facilmente o Boca chegou ao 1 a 0.

A coisa ficou preta.

Aí Renato colocou Dodô para reforçar o ataque. Dois minutos depois o atacante sofreu a falta que Washington cobrou e empatou o jogo. Mais um tempinho e Dodô teve participação ativa no contra-ataque que terminou com o chute de Conca que morreu nas redes dos argentinos: 2 a 1. Dodô seguiu iniciando contra-ataques, seguiu aparecendo nos arremates (teve duas grande chances) e acabou fazendo o terceiro gol no finzinho.

Mas vamos esquecer que o Flu só começou a jogar bola depois de uma hora de bola rolando. O que fica para a história foi que o time venceu um rival poderoso e está na final. Este grupo já entrou para a história. E vai para a decisão como o favorito contra a boa equipe da LDU.

E parabéns para a torcida. Deu show. O futebol carioca, que há tempos não estava numa fase tão boa, só tem a ganhar

* Retirado do Blog do Carlos Alberto Vieira do LANCE no dia seguinte ao jogo Fluminense 3 x Boca Juniors 1

quarta-feira, 4 de junho de 2008

As crônicas de Nárnia - O PRINCÍPE CASPIAN


Príncipe Caspian é o segundo filme da série cinematográfica As crônicas de Nárnia. Depois do sucesso de O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, agora é a vez do segundo livro da saga de C. S. Lewis, publicado em 1951. Aliás, o livro chegou a ser publicado no Brasil pela Ediouro nos anos 80, com o título O Príncipe e a Ilha Mágica, com tradução de ninguém menos que o famoso cronista Paulo Mendes Campos.


A história traz os mesmos protagonistas da primeira aventura: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, só que mais de mil anos depois – isso na contagem de Nárnia, o equivalente a apenas um ano no nosso mundo. Neste período, em que os quatro irmãos Pevensie estiveram fora de Nárnia, ela foi invadida pelos terríveis telmarinos. Diante de ameaça, as criaturas fantásticas e falantes tiveram que se esconder, mas o príncipe Caspian, herdeiro do trono, sonha em reviver a Antiga Nárnia. Para isso, invoca os reis do passado através da trompa mágica de Susana, que ela deixou antes de voltar para nosso mundo. Os tais telmarinos são, na verdade, piratas do mundo dos mortais que se perderam em uma ilha e foram abduzidos para Nárnia através de uma caverna.


Clive Staples Lewis (1898-1963), ou simplesmente C. S. Lewis, é considerado um dos maiores críticos literários, escritores de obras de ficção e teólogo do século 20. Muitos consideram que as figuras mitológicas utilizadas em seus livros seriam extraídas do paganismo, e portanto, incompatíveis com a fé cristã. Só que, assim como Cervantes, Lewis usa o sonho e a fala de animais para expressar suas idéias. Essa atmosfera de conto de fadas é justamente um dos méritos da obra – em uma carta para uma criança que era sua fã, ele diz que os pequenos têm facilidade para perceber, por exemplo, quem é o leão Aslam: uma figura de Cristo.


Lewismania
Desde o lançamento de O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, em 2006, a obra de C. S. Lewis tornou-se mais conhecida e prestigiada pelo público brasileiro. Confira um pouco do que há para ver e ler:
Filmes – Além dos longas da série atual, a Focus Filme lançou As crônicas de Nárnia – Edição de colecionador, uma caixa com três DVDs com produções da década d e 90 da TV inglesa, contendo, além de O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e Príncipe Caspian/A viagem do peregrino da alvorada e A cadeira de prata – cada um com mais de três horas de duração. Já Terra das sombras, de 1993 (Warner), é um filme ganhador de diversos prêmios, mas ainda inédito em DVD no Brasil, que narra um momento muito importante da vida de C. S. Lewis. Existe uma outra versão com o mesmo título que é ainda mais fiel àquele momento. Mas o desenho animado O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de 1979, pode ser encontrado a menos de 10 reais por aí.
Livros – Alma do leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de Gene Veith (Danprewan); O imaginário em as crônicas de Nárnia, de Glauco Barreira Magalhães Filho (Mundo Cristão); Os bastidores de Nárnia, de Devin Brown (United Press); O Evangelho de Nárnia, organizado por Gabriele Greggersen (Vida Nova).
Já o site http://www.cslewis.org/é da Fundação C. S. Lewis.


(Publicado originariamente na revista Cristianismo Hoje, n. 4)

sábado, 31 de maio de 2008

Eu, um pescador



“ E DISSE-LHES: VINDE APÓS MIM, E EU VOS FAREI PESCADORES DE [GENTE]”. (MT. 4:19)


Se me perguntarem quais as melhores marcas de anzol, não saberei informar, nem o tipo de isca, muito menos o local e o horário ideais para uma pescaria bem sucedida. Mas, toda vez que meu tio vem do DF passar uns dias aqui em Fortaleza, vou com ele a praia pescar, e o melhor você passa a gostar. É um excelente exercício de paciencia pois raramente se consegue pegar de primeira, escaparam de nossas iscas até conseguirmos pescar. Foi muito bom, eu me sentia diferente de conseguir pegar outra coisa que não fosse sacos plásticos que poluem nossa Fortaleza Bela.
Vivi uma situação que Jesus viveu a muito tempo, quando convida simples pescadores, homens que viviam daquilo e naquilo, a uma mudança radical na rotina da vida de cada um deles.
Continuo sem entender muito de pescaria, no entanto aprendi nesses dias de pescaria a valorizar coisas simples, situações rotineiras que pode se tornar num momento único.
Fica aqui a lembrança, e o registro de uma semana de pescaria na praia de Iracema.
Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago oliveira Braga

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Palavras que fazem diferença


"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração.As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."

(Madre Teresa de Calcutá)

sábado, 24 de maio de 2008

Coração Valente


A máxima que diz: "entre as coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante", mas vejo a cada dia que o FUTEBOL é mais que um simples esporte, pode nos mostrar grandes situações, exemplos de superação e ainda por cima faz bem a saúde.

Era 21 de Maio - numa quarta feira a noite, Maracanã com 70 mil tricolores - foi um dia especial para a história do Fluminense. Um jogo que não foi tão bom, mas seu resultado final diz tudo, uma vitória que parecia perdida, e que terminou na cabeçada daquele que também havia iniciado a vitória.

Washington Stecanela Cerqueira, 33 anos,esse é o nome do personagem principal desse jogo também conhecido como "coração valente, guerreiro tricolor".

Praticamente considerado inútil para o futebol devido à doença cardíaca provocada pelo diabetes, em 2002, o atacante por pouco não encerrou a sua vitoriosa carreira tendo em vista que o esforço físico do futebol poderia levá-lo a morte.

Assim Washington interrompeu sua carreira para submeter-se a uma intervenção cirúrgica (cateterismo) e ficou dois anos fora dos gramados. Retornou em 2004 sob cuidados médicos e assim permanece até hoje.

Diariamente o atleta faz aplicação de insulina e espeta o dedo com uma agulha especial para monitorar a taxa de glicose. Além disso, faz uso de vários medicamentos para cuidar do coração e cumpre uma rigorosa e especifica dieta alimentar.

Por tudo isso, Washington é considerado um caso raro no futebol profissional. Sua dedicação e perseverança nos gramados tornam este atleta um grande vencedor.
É isso aí artilheiro. Bola pra frente.

"Coração Valente. Guerreiro Tricolor. Washington Matador".

É devido a essas histórias que vejo que o futebol não é MENOS IMPORTANTE.
Parabéns Washington! ! Parabéns "Tricolor das Laranjeiras"!

*O Fluminense venceu o São Paulo por 3x1, com 2 gols de Washington ( o segundo gol foi de cabeça, aos 46 do 2º tempo, e o placar de 2x1 daria a classificação ao São Paulo).O Flu é semifinalista da Libertadores e joga contra o Boca Juniors da Argentina

Tudo muda,inclusive Nós


“todos nós... somos obras em andamento.”

(Charles Swindoll)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Ser mais humano

É essa minha vontade maior: SER MAIS HUMANO.
"Anseio por uma humanidade não fingida, que não tenta transformar a mensagem do evangelho em um espelho mágico, que fala o que desejo ouvir. Lerei a Bíblia também contra mim. Permitirei que, como espada, ela penetre no mais profundo do meu ser, discernindo, inclusive, as intenções nebulosas de meu coração.
Atenderei a admoestação do profeta Miquéias: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (6.8).
Acredito que vem dele minha teimosia em acreditar que não precisamos esperar morrer para começar a viver. E, como passamos rapidamente, sugiro que comecemos já."
Pr.Ricardo Gondim
Faço minha as suas palavras.
Um abraço fraterno do Thiago

Mesmo EU não vendo,Deus cuida.


Toda crítica feita sobre um filme para crianças carrega em si o peso de uma responsabilidade maior. Nossos pequenos vivem uma fase da vida em que estão muito abertos a influências e sugestionamentos, e discernir se um longa-metragem é apenas pura diversão ou se pode exercer algo mais sobre o intelecto e a alma desses preciosos seres humanos em miniatura torna-se um peso. No caso de “Horton e o mundo dos Quem!”, podemos ir às salas de exibição tranqüilos. Com um alento: este é um filme que dá margem a debates profundos com as crianças, partindo da história e chegando a verdades importantes da fé.


Em termos cinematográficos, a produção não é um grande feito. Fica naquela faixa dos filmes medianos, sem grandes avanços nem na tecnologia nem na história. É apenas uma trama engraçadinha e bacaninha, adaptada da história de Dr. Seuss - uma espécie de Monteiro Lobato de língua inglesa, autor de outros livros que já viraram filmes, como ”O Grinch” e ”O Gato”.


No original em inglês (versão a que você provavelmente não vai assistir, já que 95% das cópias chegam aos cinemas dubladas em português), quem dá voz aos personagens são figuras conhecidas, como Jim Carrey e Steve Carrell. São eles que ajudam a contar a história de Horton, simpático elefante que, um dia, ouve um pedido de socorro vindo de um microscópico grão de poeira. Apesar de todos acharem que ele enlouqueceu, Horton está disposto a ajudar seus mais novos e minúsculos amigos: os Quem, criaturinhas que habitam aquele mundinho pequenininho.


Ao longo de 86 animados minutos, vemos o desdobramento das aventuras do elefante, que segue a nobre filosofia de que ”uma pessoa é uma pessoa, não importa o quão pequena seja”. Só aí já reside uma forte mensagem cristã de anti-acepção, que reforça a importância do amor pelo próximo - do mais célebre ao mais humilde. Sem discriminações. Com muita imaginação, é possível até usar a história para falar sobre aborto, uma vez que o lema de Horton abre caminho para argumentarmos: já somos seres humanos, mesmo que sejamos pequenos embriões invisíveis a olho nu.


Prepare-se para rir muito enquanto assiste a Horton mostrar que é um amigo leal. Ele dá tudo de si para cumprir sua meta: proteger os serezinhos que vivem no grão de poeira - do mesmo modo que Deus faz conosco. A analogia é clara. Embora não vejamos esse Ser imenso, por ser ele de uma realidade que somos incapazes de vislumbrar plenamente (Is 55.9), podemos ouvir sua voz (como os Quem ouvem Horton), falar com ele (como os Quem falam com Horton) e depender dele como o maior amigo que temos para cuidar de nós (como os Quem dependem de Horton). Dele depende nossa vida e nosso futuro (como a vida e o futuro dos Quem dependem de Horton). E é sempre bom e confortante lembrar que estamos em suas mãos. Bem, nesse ponto, o elefante se diferencia: ele sustenta os Quem não em suas mãos, mas em sua tromba.


Com 1,66 de altura , mas com um coração do tamanho do Ceará

Thiago Oliveira Braga

Paul Tillich


“A religião só poderá falar ao povo de nossa época se conseguir dizer uma palavra transcendente e, portanto, julgadora e transformadora. De outra forma, não será mais do que mera colaboradora do que se aceita comumente, serva da opinião pública, exercendo posições de tirania tão terríveis como as de qualquer outro tirano. Mas se nossa religião puder transcender tudo isto, em que direção deverá se mover?”
Paul Tillich

Paul Johannes Oskar Tillich (20 de agosto de 1886 -Starzeddel – 22 de Outubro de 1965 - Chicago ) foi um teólogo alemão-estaadounidense, um filósofo cristão. Tillich foi comtemporâneo de Karl Barth, um dos mais influentes teólogos protestantes do Século XX.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Preconceito racial X intolerância religiosa

A partida que define o campeão da Copa da Uefa entre o russo Zenit e o escocês Rangers hoje à tarde, em Manchester, será também um duelo entre dois clubes que têm episódios nada gloriosos em sua história. Ambos alcançaram manchetes muitas vezes menos pelo futebol praticado do que por atos de intolerância e preconceito.

Chamou a atenção recentemente a declaração do treinador holandês Dick Advocaat, do Zenit, à imprensa russa. Ele teria dito, fato que negou ontem, que não pedia contratação de jogadores negros porque os torcedores do time são racistas. Essa é a justificativa para não contratar, por exemplo, atletas brasileiros, já que a primeira pergunta feita pelos fãs do Zenit quando se está na iminência de contratar alguém seria: "Ele é negro?". "Eu ficaria feliz em contratar qualquer um, mas os torcedores não gostam de jogadores negros", disse Advocaat segundo o diário britânico Daily Telegraph. "Francamente, os únicos jogadores que poderiam fazer o Zenit mais forte são negros. Mas para nós seria impossível".


O clube de São Petesburgo é hoje o mais rico do país, graças ao suporte financeiro da Gazprom, empresa de gás do presidente russo Dmitriy Medvedev. Ameaçada de eliminação da Copa da Uefa por ofensas racistas de seus torcedores contra atletas negros do Olimpique de Marselha, a equipe já recebeu o alerta do ministro dos esportes britânico Gerry Sutcliffe, que advertiu os dez mil torcedores russos que devem assistir à final. "Se o torcedor vier para cá e ofender jogadores negros, ele terá que sentir o poder da lei", ameaçou.

Em face da declaração do ministro britânico, Advocaat voltou a negar sua fala sobre os torcedores do Zenit e disse que Sutcliffe “devia ter problemas mais importantes que esse”. Embora o treinador agora faça vista grossa, em novembro de 2007, o meia camaronês Serge Branco, que jogou na Liga Russa pelo Krylia Sovetov Samara, confirmou os atos criminosos da torcida. "Toda vez que joguei em São Petersburgo tive que ouvir insultos racistas da arquibancada”, acusou. "Os diretores do Zenit não fazem nada a respeito, o que me faz pensar que são racistas também.”

Os anti-católicos

Talvez a maior rivalidade futebolística do mundo esteja na Escócia. O protestante Rangers e o católico Celtic por muitas vezes protagonizaram nas arquibancadas e em campo episódios que refletem uma intolerância religiosa que marca parte da sociedade escocesa. Uma história que foi reforçada com a entrada no país de católicos irlandeses, que migraram para lá nos séculos 19 e 20 em busca de empregos nas indústrias locais. Em Glasgow, cidade-sede dos dois clubes, o preconceito se intensifica.

Ambos são clubes fundados no século XIX. O Celtic surgiu em 1888 para dar assistência aos católicos pobres e rapidamente se tornou motivo de orgulho dos irlandeses, enquanto o Rangers, fundado em 1873, desenvolveu uma forte cultura protestante e anti-católica. Somente em 1989 passaram a aceitar em suas fileiras jogadores católicos, com a contratação do ex-Celtic Mo Johnston. Isso provocou a fúria de parte da torcida, que queimou ingressos e artefatos do time em sinal de protesto. O Celtic, mesmo com a rivalidade, nunca proibiu atletas de outras religiões.

Além da restrição a católicos no clube e de diversos episódios de violência entre as torcidas, os fãs do Rangers gostam de entoar cantos que lembram o massacre promovido contra os seguidores do Papa durante a Reforma Protestante do século XVI, com hinos de bom gosto que dizem coisas como "estamos mergulhados até o joelho em seu sangue".

Embora várias medidas tenham sido tomadas no país para diminuir a intolerância, um episódio no mínimo curioso ocorreu em agosto de 2006, quando o goleiro polonês do Celtic, Artur Boruc (foto), foi advertido pelas autoridades do país por "atentar contra a ordem pública". Tudo porque, durante o clássico contra o Ranges no estádio de Ibrox, em Glasgow, em fevereiro daquele ano, o goleiro fez o sinal da cruz. A promotoria da Coroa considerou o gesto "provocativo", mas preferiu advertir o jogador, sem abrir um processo contra ele.


E assim caminha a humanidade

Valeu galera


PS.: O Zenit de São Petesburgo venceu o Rangers por 2 a 0 e é o campeão da competição com gols de Denisov e Zyrianov.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O que te identifica?


"Jesus autoriza apenas uma marca que identificasse seus seguidores, o amor uns pelos outros. Não meu conhecimento da Escritura, nem o estilo de minhas roupas, nem a porcentagem de meu corpo que estava coberta. Nem os rituais que freqüento a cada semana. Nem minha associação a uma organização específica. Nem o comprimento de meu cabelo ou qualquer outro adorno. Nem mesmo minha ortodoxia. Apenas meu amor pelos outros é que me rotula apropriadamente."

Livro:O estilo de Jesus
Autor:Gayle D. Erwin
Editora:Shedd Publicações

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O QUE TEMOS NÓS COM O MUNDO?

“Assim como me enviaste ao mundo, eu vos enviei ao mundo”.
Jesus








Quando se fala do mundo num ambiente evangélico, logo se pensa em tudo pode comprometer a nossa vida: pecado, carnalidade, sensualidade, etc.... Sempre aparece alguém pregando sobre o perigo de se envolver com pecadores e como o estilo de vida dessas pessoas pode corromper nossa fé, parecendo até que o ditado “me dizes com quem tu andas que te direi quem és” virou versículo bíblico. Mas é interessante relembrar a oração de Jesus no qual ele diz que Ele nos envia ao mundo, sendo testemunhas Dele.

Não parece estranho que Jesus nos mande para o mundo enquanto muitas vezes somos advertidos na igreja a não se envolver com o mundo? Quem está com a razão?

Em sua estada por esse mundo, o Senhor Jesus comeu e bebeu com pecadores, abraços os excluídos pelo sistema (inclusive religioso), tocou e foi tocado por aqueles tidos como impuros, agiu com misericórdia com prostitutas e pegos em pecado, gastou seu tempo ouvindo cegos pedintes, tomou crianças nos braços e afirmou que seu Reino era daqueles que se assemelham a elas, acolheu mulheres(também descriminadas pela sociedade de sua época), confrontou lideranças e marcou a História dividindo-a entre antes e depois Dele.
Na praia, na praça, em festas, nas ruas e mesmo no deserto (e de vez em quando no templo...), Jesus era presente na vida de seu povo e marcou sua geração porque seu entendimento de missão passava necessariamente pelo convívio e pela identificação com as pessoas!
O reformador alemão Martinho Lutero uma vez afirmou "O Reino tem que ser estabelecido em meio aos teus inimigos. Quem não quiser se sujeitar a isso não quer ter parte no Reino de Cristo, mas que viver cercado de amigos, viver em um mar de rosas, na companhia de gente piedosa, jamais de gente má. Ó blasfemadores e traidores de Cristo! Se Cristo tivesse agido como vocês, quem teria se salvo?.
Penso que a grande tragédia de nosso tempo é ver que embora cresçamos em número, não influímos positivamente no mundo. Por que será embora cresça o número de igrejas e adeptos as igrejas evangélicas, o Brasil não se torna um país melhor? Não seria por conta da nossa ausência? Quais são as grandes questões suscitadas por nós que têm feito a sociedade brasileira repensar seus valores? Queridos, se a nossa geração nos lembrar apenas pelo barulho causado pelos nossos cultos, nossa contribuição é pobre e não merecedora da grandiosidade do projeto do Reino de Deus para o Brasil.
Ante a vida de Jesus, Somos provocados a perceber que para ser testemunhas dele, somos chamados a viver como ele e segui-lo exemplo de caminhada. Eu e você somos desafiados a não viver em nossos grupinhos ou guetos religiosos, mas a entender que nossa fé deve sair das quatros paredes frias dos templos religiosos e encontrar seu espaço nos palcos da vida.
Caso isso não aconteça, seremos sal que não salga, luz que não alumia, uma igreja irrelevante e que marcará sua presença na história por sua ausência. Seremos tudo, menos testemunhas vivas de Jesus, o ressucitado.

Em Cristo, nossa Viva Esperança,
Caio César Marçal

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Se Você pudesse falar pra Deus, o que diria?

Se vc pudesse ver, ouvir e falar com DEUS,por 30 segundos.O que diria a ele?

domingo, 6 de abril de 2008

Como apresentar Cristo a sua geração?

Como nos sentiríamos se fossemos convidados a apresentar a um grupo de pessoas, alguém que não conhecemos? Sem dúvida, nossa tarefa seria bem difícil devido a este desconhecimento. No evangelismo acontece o mesmo, você pode decorar versículos para as mais diversas situações, pode até decorar 500 técnicas de abordagens evangelísticas e 18.000 respostas para perguntas díficeis. Mas não podemos confundir evangelização com aberturas de xadrez; saiba que, para cada pergunta sempre haverá uma resposta, e para cada resposta sua, sempre haverá uma boa pergunta; este é o limite da apologética. Sendo assim, precisaremos estar bem seguros quanto ao que, em nosso caso a Quem, devemos apresentar em nossa prática de evangelização. "Usando outro exemplo: eu posso não saber os nomes dos meus bisavós, mas isso não impede que eu possa apresentar meu pai a qualquer pessoa. A razão para isso é simples: posso não ter todas as informações relacionadas à minha família, mas conheço suficientemente ao meu pai para apresentá-lo. Pegou a idéia? Você pode não saber de cor a genealogia de Jesus mas deve ter um relacionamento pessoal com ele que o capacite a apresentá-lo. Os apóstolos disseram desta forma: “não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos” (Atos 4:20).

"Isto levanta a questão sobre o que temos visto e ouvido e como isto nos impulsiona à evangelização.

"Quando reduzimos a evangelização a técnicas de abordagem, a respostas inteligentes para perguntas difíceis, ou a mensagem do Evangelho a uma teoria sobre Jesus Cristo; perdemos o ponto. O Reino de Deus é relação e o Evangelho é o relato do que Deus fez (e faz!) em Cristo para viabilizar esta relação do ser humano com Deus, do ser humano consigo mesmo, do ser humano com seu próximo, do ser humano com a criação e até da criação com a própria criação. Tudo que o pecado afetou pode ser restaurado, reconciliado por meio do que Deus fez em Cristo na Cruz (Colossenses 1:19-20). E aqui estamos diante da difícil questão: é isso o que temos visto e ouvido? Todas as coisas sendo reconciliadas em Cristo! É isto que demonstra a nossa vida comunitária em nossa igreja local? É isso que apresenta minha vida, como resultado da minha decisão de seguir a Jesus Cristo?

"Chegamos ao ponto onde podemos relacionar a questão da evangelização com nossa vida devocional. Em primeiro lugar, é importante afirmar que nossa vida devocional não se limita a uma dimensão de minha vida privada restrita aos tempos tranqüilos de oração e leitura bíblica. Minha vida de comunhão com os irmãos é fundamental para uma vida devocional saudável. Fomos salvos para fazer parte de um povo, de uma nação eleita de uma comunidade. Quando oramos o Pai Nosso, devemos manter nossa atenção para o fato de que o Pai é nosso e não meu. Uma vida devocional que se imagine “independente” da qualidade de nossa relação comunitária no Corpo de Cristo, ou seja, nossa igreja local (para ser mais específico), é o mesmo que um velocista que decide usar somente uma das pernas para correr quando dispõe de duas para enfrentar seu desafio.

"Sei que viver com os irmãos no céu é glória e que viver com os mesmos irmãos na terra é outra estória, no entanto, parte da minha vida devocional é a capacidade de perdoar e de ser perdoado. Ninguém escapa do desafio de expressarmos, na história, os benefícios da cruz de Cristo, ao fazer de um grupo de pecadores um só povo. Povo que vive (deveria viver) hoje, na história, os sinais do que será perfeito um dia quando nosso Senhor retorne.

"Quando entendemos que nossa vida devocional começa primeiramente na esfera da vida comunitária, podemos dar um passo adiante para o aspecto da vida privada. Nunca é demais lembrar que esta dimensão particular da vida não significa isolacionismo individualista. Vivemos no corpo de Cristo e, mesmo quando estamos sós, ainda estamos no Corpo de Cristo. Estou frisando muito este aspecto porque creio que uma das maiores deficiências que encontramos na Igreja Evangélica no Brasil (para não falar de outros) é a compreensão que temos de vida comunitária. Confessamos que cremos na Trindade e não temos muita idéia do que isso significa para a vida da igreja. Voltando à dimensão privada da vida devocional, quero dizer que será nossa experiência diária de obediência a Jesus Cristo que nos permitirá conhecê-lo cada vez mais. Em diferentes situações e contextos, suas promessas, orientações e consolo nos levarão a uma maior intimidade com Ele.

"Perceba bem que enfoquei o aspecto obediência e não a oração e a leitura bíblica. Por que será? Porque podemos ter leitura bíblica sem obediência e oração que expressem nossos motivos errados, que visem nossos próprios prazeres (Tiago 4:3). Assim como o povo de Israel, segundo o relato do primeiro capítulo de Isaías, podemos ter uma “prática espiritual” que expresse distância de Deus e não proximidade. Uma vida devocional que expresse indiferença e não intimidade, como o que aconteceu com a Igreja em Laodicéia (Apocalipse 3:14). Se nossa vida devocional for marcada pela famosa advertência de Tiago 1:22, de sermos praticantes e não meros ouvintes (enganando-nos a nós mesmos), as promessas bíblicas indicam que seremos íntimos do Senhor. “Quem tem os meus mandamentos e os obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele.” (João 14:21); “Voces serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno” (João 15:14). "Isso é tudo que precisamos: amigos de Jesus Cristo que apresentem de forma viva o que têm visto e ouvido! Aquele que no passado nos falou “muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados pelos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho” (Hebreus 1:1), e que nos dá a conhecer em sua Palavra o que nos torna sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus (II Timóteo 3:15), pois “não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).

"Devocional e Evangelismo estão portanto visceralmente ligados. Não podemos apresentar alguém que não conhecemos. Em se tratando do Senhor Jesus Cristo, não o conheceremos sem uma vida marcada pela obediência a sua Palavra. Esta vida de obediência deve ser expressa numa vida devocional, comunitária e privada, pois este Evangelho é o Evangelho da reconciliação, o Evangelho do Reino de Deus."

Ziel Machado

O PREGADOR e o CONTADOR DE HISTÓRIAS


O PREGADOR e o CONTADOR DE HISTÓRIAS

Elementos para o diálogo entre Eclesiastes e Forrest Gump

Ziel Machado.

1- PARALELO

Os dois autores se colocam diante da vida para fazer uma revisão do que se passou.
Forrest passa pelos principais momentos da história recente dos Estados Unidos, com uma ingenuidade (privilegio de um QI " inferior")que não lhe permite ver todas as implicações do que esta ocorrendo.
E porque deveria? Seu sofrimento foi minorado, e o que realmente lhe toca não são os fatos (que ele descreve de tal maneira que mataria um historiador de raiva), o que lhe toca são as perdas de pessoas significativas (a mãe, o amigo de guerra, e Jenny), e a surpresa da nova vida (descoberta do filho).
Em Eclesiastes a preocupação central é o sentido da Vida. Não se trata de uma pessoa que tem um QI inferior, muito pelo contrário, é um rei que não tem problemas financeiros. Faz então um relato cheio de perguntas existênciais e apresenta uma visão cíclica da vida (como Forrest que no início do fim entra no ônibus escolar, e no fim do filme no mesmo lugar coloca o filho no mesmo ônibus). Não é a História que é cíclica, mas os padrões específicos que são:
· busca pelo poder : encontros com vários presidentes (fora do cerimonial - descaso)
· busca pela acumulação : descaso e a distribuição da riqueza advinda da pesca de camarões, propaganda de raquetes.
· busca pela glória F** futebol, tênis de mesa, herói de guerra (1° enc. com o tenente apos o retorno), capa da fortuna,
O rei Salomão enfoca em seus livros a sabedoria e os estágios pelo que passa.
· Provérbios - questão do manejo de poder
· Cantares - o jovem enamorado
· Eclesiastes - a sabedoria do velho
Percebam que são todos livros poéticos, nada de racionalidade moderna, mas o que chamaríamos hoje de pós-moderno.

Tudo é vaidade! Não só sentido moral, moralista, mas existencial; como um sopro. Algo que é relativo e não tem valor perene, ou seja, sem sentido permanente, relativo, passageiro. Esta é a conclusão de Salomão sobre suas buscas referentes aos padrões específicos (poder, acumulação e glória).

2-TUDO TEM SEU TEMPO ECL. 3:1-15 (síntese do texto de Jorge Atiência)

Nossa vida se desenvolve em uma complexidade de relações pessoais, e nestas relações descobrimos que estamos marcados por experiências passadas que nos trazem tristeza e lembranças desagradáveis. Como lidar com nosso processo de revisão em nossas vidas, como lidar com nosso passado? O pregador nos diz que: "Deus restaura o que passou".
O pregador começa por uma definição do que venha ser TUDO (1-9).
. "TUDO TEM SEU TEMPO”
Debaixo deste todo ele agrupa quatro categorias:
a) as estações da vida: tempo de nascer/morrer
Plantar/ arrancar
b) as emoções : tempo de matar/curar
Destruir/ edificar
Chorar/ rir
Pranto/ alegria
c) dos projetos/ iniciativas: tempo de espalhar pedras/ juntar
Abraçar/afastar
Buscar/ perder
Guardar/ deitar fora
Rasgar/ coser
Falar' estar calado
d) das relações: tempo de amar/ aborrecer
guerra/ paz A vida humana se desenvolve nestas quatro expressões: estações, emoções, os projetos, as relações.

3-COMO É A REALIDADE

Agora está em questão o caráter deste tudo.
a) este tudo se refere ao que esta debaixo do céu, ou seja, uma realidade caída. Não se esta especulando com o que acontece acima no céu, mas sim com a realidade que nos toca viver.
b) este todo não é uniforme, mas um leque de inclui muitas situações diferenciadas.
c) não é um tudo estáticio, mas sim dialético. A paz não seria possível se não fosse precedida por guerra, não poderíamos qualificar amor sem conhecer o ódio, a morte não seria real se não houvesse vida.
As contradições vão forjando as novas situações. Estamos falando de dialética numa realidade caída, não no céu.
d) é uma realidade em processo, não em regressão em direção ao pior, mas um processo de progresso marcado por pólos de nascimento (v.2) e paz (v.8).
Temos aqui uma indicação de que esta dialética da existência humana nos leva a estados de harmonia. Atravessamos por um mosaico de experiências, a maneira como manejamos a vida pode nos levar ao tempo de paz.
O psicanalista Eric Erikson divide a vida em oito estágios, ou ciclos de crescimento, o primeiro e o ciclo de nascimento e o último é o ciclo da integração, que corresponde à idade adulta. Podemos comparar este ciclo de integração com o conceito de paz de Eclesiastes; Shalom.
Quando um chega ao estagio de shalom, chega a um estágio de reconciliação e harmonia com a existência humana, de reconciliação com seu passado, com suas relações e um período de integração. A pessoa procura viver segundo certas convicções e lições que aprendeu da vida, começa então a desenvolver certa harmonia e a colocar as coisas no lugar.
Para chegar a este estagio de maturidade profunda, a pessoa precisa passar por todos os diferentes ciclos, ou estações, viver diversas emoções, e todo este conjunto de relações.

4-O HOMEM E A REALIDADE

O que tem haver esta realidade com o ser humano?
a) Temos uma realidade para viver, não podemos fugir dela, a menos que estejamos sofrendo de algum tipo de esquizofrenia.
b) v.9 É inútil o tentar mudar o estabelecido. A vida vem dada com estes componentes: morte e vida, plantar e arrancar, construir e destruir, abraçar e deixar de abraçar.
c) É importante que o Homem viva cada ciclo, porque de outra forma não estará preparado para viver o seguinte. Partindo do nascimento chegando a morte, é importante que se viva cada ciclo, plantar e arrancar, construir e destruir quando chegue o momento.
ex. de movimentos que desejam ser estáticos, congelar estágios de vida cristã, ficar preso a lembranças ou expectativas.
Existe hora de construir e destruir. Se não nos abrimos aos ciclos normais da vida, não iremos nos renovar. Depois de um período existem coisas que devem deixar de ser feitas, para assumir coisas novas.

5- A REALIDADE NA PERSPECTIVA DE DEUS.

Qual é a relação de Deus com esta realidade?
a) Na primeira analise da realidade que faz o pregador, ele não inclui Deus (3:10-11). O que acontece quando ele leva em consideração Deus?
Precisamos incluir Deus para escapar da tirania do inexorável.
Sem Deus a realidade é detonadora, sem transcendência a Historia nos leva ao cinismo (desistência do curso, existencialismo, niilismo), sem Deus lutamos com um destino e não com um propósito.
ex. F** "Qual é o meu destino mãe ? Não sei, terás que encontrar sozinho!
"Eu não sei se cada um tem seu destino, ou se flutuamos sem rumo como a brisa, talvez as duas coisas aconteçam juntas".
Deus coloca e dá sentido para a História. Um pode perguntar-se que sentido tem construir algo, para onde vamos se tudo é tão cíclico, qual é o propósito?
No v.10 encontramos uma linguagem mais positiva. Deus entra na análise, tudo passa, tudo tem seu tempo, mas Deus limita este tempo e lhe dá sentido. Nesta entrada de Deus vem junto à alegria, a eternidade, o fazer bem. Então:
· Deus é criador do formos (ver com a ótica de Deus). V.11

Mas o que tem de formoso uma guerra, na guerra, no tempo de arrancar?
A formosura não é dada pelo conteúdo, mas sim pelo momento, pela pertinência da experiência. O que acontece no seu tempo é formoso.
Pode haver beleza no conteúdo, mas sobretudo na sua pertinência. Até as experiências mas difíceis, a seu tempo, são sentidas como formosas. As coisas fora do tempo não são belas.

· Deus semeia o eterno
Quando olha para si mesmo com a perspectiva de Deus descobre a eternidade no coração humano.
Deus nos salva da tirania do inexorável ao nos dar a eternidade. Por meio dela sabemos que existe muito mais que as estações da vida, que a vida é muito mais do que alcançamos observar. Isto nos encoraja a avançar, se a vida terminasse no v.8, que sentido teria lutar por ideais?
Deus nos salva das contingências da vida, dos ciclos, colocando a eternidade em nossos corações, e assim nos faz viver com uma nostalgia de um novo ciclo de vida mas também com uma nostalgia do eterno, do absoluto, do significado permanente para viver. Todavia nós podemos compreender esta semente de eternidade, posta em nossos corações.
Implicações: nenhuma teoria ou ser humano pode abarcar a totalidade (psicanálises, materialismo dialético).
· Deus restaura o que passou
Estaremos condenados a: viver marcados por nossas experiências?
Determinismo histórico?
Marcas de guerra?
Das experiências de rejeição?
As marcas do passado são irremediáveis?

Restaurar é fazer com que uma peça volte a ter seu estado original. Mas restaurar aqui não significa viver em estado de primavera, mas voltar a experimentar os ciclos da vida; porque a pessoa marcada pelo passado tende a ficar congelada neste passado.
Quando Deus restaura, Ele tira da situação de amargura, não para viver eternamente em paz, mas para voltar a ser normal; ou seja, enfrentar a vida com seus ciclos e opostos e chega um momento que podemos entender aquilo que passou, sua misericórdia nos permite sair da estação da dor e entrar na graça e Deus nos permite construir a vida com as lições que aprendemos da história.

6- A RESPOSTA DO HOMEM

1- v.10 vi
v. 12 sei
v. 14 sei / entendi

Temos uma progressão ver, conhecer e entender.
1- O que se vê - a realidade que me toca a viver, tenho que aceita-la (realismo x esquizofrenia).
2- Sei/ conheci - a realidade com Deus tem sentido, posso me alegrar e desfrutar. Três elementos entram na historia quando Deus está presente: a celebração, o fazer bem e o sentido do trabalho.
3- Sei / entendi-O que Deus faz é formoso e não deve modificar-se. De nada vale tentar modificar o que foi criado por Deus (ex. casamento), melhor receber como Deus nos deu. (Melhor temer a Deus v.14).
7- Conclusão
1. aceitemos a dialética, assim é a vida.
2. não tratemos de saltar as estações da vida
3. a eternidade nos permite transcender o inexorável. Não estamos presos pelos ciclos da vida, podemos aspirar ao desconhecido, ao que ainda não vivemos.
4. desfrutar do tempo da graça, que nos permite reconciliar com as experiências do passado.
5. Não nos congelemos a uma estação da vida, aceitemos a graça de Deus e sigamos ao encontro da próxima estação.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

De tudo ficaram três coisas


De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos começando,
A certeza de que é preciso continuar e
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar
Fazer da interrupção um caminho novo,
Fazer da queda um passo de dança,
Do medo uma escola,
Do sonho uma ponte,
Da procura um encontro,
E assim terá valido a pena existir!

Fernando Sabino, do livro "Encontro Marcado"
(*12-10-1923 +11-10-2004)