Quem sou eu ?

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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dia da Juventude... na África do Sul




O Uruguai venceu por 3 a 0 a Áfricado Sul pela 2 rodada do grupo A da Copa do Mundo, mas mesmo assim na África do Sul foi dia de festa. No dia 16 de junho é comemorado o dia nacional da Juventude: há 34 anos (1936), em Soweto, o jovem estudante Hector Peterson (foto) foi assassinado ela polícia durante um protesto pela liberdade e contra o regime racista.

Naquela ocasião, cerca de 10 mil estudantes negros protestam pacificamente contra o ensino obrigatório do afrikaans ( a lingua dos governantes do Apartheid). A polícia respondeu com violência e dezenas de estudantes morreram.


Os "bafana bafana", que também hoje entraram em campo cantando e dançando, sabem que o país ainda sofre com violência, os negros ainda são mais pobres (um exemplo em tempo de Copa), o rancor ainda não desapareceu por completo, mas sabem também que, graças a movimentos como esse também àquele trágico dia 16, a África do Sul tornou-se um País melhor.

E celebremos a Copa do Mundo. Celebremos com ALEGRIA.

Resolução.

Considerando nossa fraqueza os senhores forjaram
Suas leis. para nos escravizarem.
As leis não mais serão respeitadas
Considerando que não queremos mais ser escravos.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e com canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Teremos mais a miséria do que a morte.
Considerando que ficaremos famintos
Se suportarmos que continuem nos roubando
Querendo deixar bem claro que são apenas vidraças
Que nos separam deste bom pão que nos falta.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria que a morte.
Considerando que existem grandes mansões
Enquanto os senhores nos deixam sem teto
Nós decidimos: agora nelas nos instaleremos
Porque em nossos buracos não temos mais condições de ficar.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.
Considerando que está sobrando carvão.
Enquanto nós gelamos de frio por falta de carvão
Nós decidimos que vamos tomá-lo
Considerando que ele nos aquecerá
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.
Considerando que para os senhores não é possível
Nos pagarem um salário justo
Tomaremos nós mesmos as fábricas
Considerando que sem os senhores, tudo será melhor para nós.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria que a morte.
Considerando que o que o governo nos promete sempre
Está muito longe de nos inspirar confiança
Nós decidimos tomar o poder
Para podermos levar uma vida melhor.
Considerando: vocês escutam os canhões
Outra linguagem não conseguem compreender -
Deveremos então, sim, isso valerá a pena
Apontar os canhões contra os senhores!

Bertold Brecht


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Soy Celeste, Naci Celeste.





Os Uruguaios conseguem reproduzir seu orgulho pela seleção, de vibrar pela pátria, da alegria de desfilar pelas ruas com as cores do país.

Ponto positivo para os uruguaios, a canção Soy Celeste, Naci Celeste é o melhor jingle de seleção que já ouvi.

Não conhecem ? Tirem suas próprias conclusões.

O último gol do Pelé - o gol que faltou.

Sei lá se isso é novidade, mas a VIVO fez esse filme aí com o Pelé. O 1284° gol, que ele sonhava que fosse contra a Argentina. Hum... Bom, vá lá. Devem ter tido um trabalho desgraçado para fazer isso. E deve ter custado uma grana preta. Que seja. Pelé merece todas as homenagens do mundo. Mesmo as bem remuneradas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

É proibido sonhar.


No passado, o futuro era melhor. Ao menos para minha geração, a dos que tinham 20 anos na década de 60 (Cuba, Che, Vietnã, Bossa-Nova, Cinema novo, Nouvelle Vague, Beatles, tropicalismo etc). Com o que sonham os jovens de hoje ? Minha geração sonhou com a mudança do Brasil (castrada pelo golpe militar de 1964) e do mundo (congelada pela queda do Muro de Berlim). A glogocolonização neoliberal cuidou de privatizar, não apenas empresas públicas e estatais, mas também os sonhos.


Os jovens já não sonham em escala nacional e planetária, exceto no que concerne à preservação da natureza. Sonham em escala individual e familiar: conforto, riqueza, beleza e poder. Quem roubou os grandes sonhos? Por que o vocabulário 'utopia' desapareceu da linguagem corrente e é suspeito aos olhos dos intelectuais europeus?


Quem primeiro falou em utopia (do grego utopos, lugar nenhum) foi Hesíoso, poeta do século VIII a.C., em seu famoso texto "Os trabalhos e os dias". Evoca os homens que viviam como deuses, "sem preocupações em seus corações, protegidos da dor e da miséria. "Ninguém envelhecia e, dotadas de vigor incansável", as pessoas desfrutam das "delícias dos banquetes". "Não conheciam o constrangimento e viviam em paz e abundância como os senhores de sua terra."


Hesíodo não nutria veleidades nostálgicas. Seu texto aproxima-se mais da literatura profética que da idílica. A era de ouro havia desaparecido porque os homens "não foram capazes de evitar a violência imprudente entre si e não queriam reverenciar os deuses. " Agora, diz Hesíodo ao comparar a realidade ao sonho, não há "nenhum amor entre amigos ou irmãos, como no passado. Os contraventores saquearão as cidades uns dos outros e o poder fará a lei e o pudor desaparecerá."


A palavra 'utopia' foi cunhada por Thomas Morus em 1516, como título de seu mais conhecido livro. Essa ideia de que em tempos primordiais havia uma sociedade perfeita e que nos cabe, agora, resgatá-la, é mais acentuada nos filhos da tradição judaico-cristã. O mito bíblico do Paraíso isento de toda dor e pecado ecoa forte em nosso inconsciente. Aquilo que foi, será. Nem Marx logrou libertar-se do paradigma bíblico. Seu comunismo primitivo, imune à alienação e exploração, é a imagem de um passado refletido no futuro: a construção da sociedade comunista, onde haverá a adequação entre existência e essência do ser humano.


Em que ponto da Terra sobrevive a utopia que, no século XX, mobilizou milhões de militantes dispostos a dar a vida para que todos tivessem vida? O fundamentalismo islâmico não se compara ao ardor dos jovens revolucionários. Estes queriam mudar o mundo, não impor uma crença religiosa; buscavam implantar a justiça, não a predominância de uma fé; almejavam uma nova sociedade, não a hegemonia de uma religião; vislumbravam o êxito na derrubada do poder opressor, não na morte coroada pelo martírio.


O socialismo foi uma grande utopia de minha geração. Sonhávamos com uma sociedade na qual ninguém estaria ameaçado pela fome, a guerra, a exploração, a discriminação e a marginalização. A Rússia foi a primeira a implantar, em 1917, o novo sistema esboçado na crítica de Marx e Engels ao capitalismo. Em 1949 o gigante chinês deu o mesmo passo.


Embora o socialismo tenha representado grandes avanços quanto aos direitos sociais, não tardaram a se repetirem as "desilusões de Hesíodo" : crimes de Stalin, Revolução Cultural chinesa, imperialismo político, a ditadura do proletariado reduzida à ditadura dos dirigentes do partido único etc.


Hannah Arendt, militante da esquerda alemã, ao renegar suas ideias revolucionárias cometeu o equívoco de encarar o marxismo e o fascismo como diferentes versões do totalitarismo. Disseminou, pois, o pensamento antiutópico, hoje representado no Brasil pelo PSDB e pelo PT. Assim, cerrou o horizonte da esperança e reforçou o neoliberalismo.


Para os adeptos do antiutopismo, que já não crêem em sociedade pós-capitalista, há sim identificação entre este sistema e democracia. O capitalismo seria perverso em seus abusos, não em sua essência. Acreditam, portanto, em ser possível "humanizá-lo", sem atinarem para as conexões entre Wall Street e a Etiópia, o bem estar dos países escandinavos e a presença significativa de seu capital e de suas empresas em países emergentes.


Sofre-se, hoje, de distopia, a utopia deteriorada, ceticismo, desencanto, que induzem muitos a se acomodarem tristes em seu canto. O que resta da esperança quando já não cremos em líderes, partidos, doutrinas e ideologias? O que resta quando, à nossa volta, se fecham todas as portas e janelas? Resta a amargura, o desalento, a repulsa ao poder. Esse o momento em que o sistema comemora a sua vitória sobre nós. Esvaziar-nosde utopia, neutralizar-nos, cooptar-nos, eis a tática daqueles que professam o dogma de que "fora do mercado não há salvação".


Quem não sonha com a utopia corre o sério risco de recorrer ao sonho químico das drogas, que sempre termina em pesadelo.
Frei Betto.

A Copa do Mundo começou. Nada mais importa. (3)

Tio, qual a melhor seleção que você viu jogar? A do Brasil de 82. Não, estrangeira. A Holanda de 74. Mas você tinha só 10 anos. Mas eu vi, uai. Tinha TV? Tinha, a cores. Como assim ? A cores, uai, antes era preto e branco. Quê? Preto e branco, só preto e branco, não tinha cor nenhuma, que nem foto antiga. E o que é KNVB? Sei lá. Vou fazer o escudo da Holanda, então. Legal, pode fazer. Era Nike ? Quê? A camisa da Holanda em 74 era Nike? Não, era Adidas. Como é que você sabe? Porque eu sei, uia.

E então contei que o Cruyff era o único do time cuja camisa não tinha três listras na manga, porque ele tinha um contrato de patrocínio com o Puma, usava tais chuteiras, e se recusava a fazer propaganda de outra marca. Naquela época, a camisa da Holanda não tinha o emblema da adidas, e o que indicava a marca eram três listas. Por conta disso, a do Cruyff tinha só duas.

Mas agora é Nike, disse o Gominho. Eu sei, e jogou bem ontem. É a laranja mecânica, disse o Gominho. Onde você ouviu isso? Você falou outro dia, quando contou a história do cara da camisa com duas listras.

Saber essas coisas impressiona bastante as crianças, mas convém não ficar repetindo.



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Copa do Mundo FIFA 2010 na ESPN. Nada mais importa.

Não é sobre política, ou religião, ou economia.

Não é sobre fronteiras, história, comércio, petróleo, água, gás, direitos minerais, direitos humanos ou dos animais.

Não é sobre aquecimento global, pandemias globais, globalização, PIB, OTAN, ou Kyoto.

Não é sobre eleições, sanções, proliferações, ele disse, ela disse, minha terra, sua terra, terra de ninguém.

Não é sobre o mercado de ações, mercado negro, estados de alerta, casas ecológicas, esperança, mudança, medo ou aversão.

Não é sobre o comunismo, socialismo ou capitalismo, guerra ou paz, amor ódio.

É SOBRE O MÊS, A CADA QUATRO ANOS, ONDE TODOS CONCORDAM COM UMA ÚNICA COISA !

32 nações e o mundo inteiro assistindo !

COPA DO MUNDO - ÁFRICA DO SUL 2010, NADA MAIS IMPORTA !

sábado, 12 de junho de 2010

E a Copa do Mundo começou. Nada mais importa. (2)


Durante a copa de 1994 mudou-se a moeda, você lembra?
Em 1998 o presidente Fernando Henrique Cardoso venDEU a Vale do Rio Doce, você lembra?
Esse ano está sendo votado um substancial aumento de salários aos Senadores (por eles mesmos, é óbvio).
E a bandeirinha do Brasil, você já comprou?
Vibre muito durante esses dias, pois no dia seguinte do ultimo jogo do Brasil voltaremos a viver a mesma vida, ganhando ou não a Copa do Mundo.
Seja patriota, mas não SÓ na Copa.
Abraços
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Esta geração.


O psicanalista Contardo Calligaris acaba de escrever seu primeiro romance: "O conto do amor". Como colunista do Jornal Folha de São Paulo, tem treinado semanalmente sua escrita, que já é deliciosa. Contudo, me chamou a atenção o que ele coloca na voz de sua personagem, Bice:
Parecia-me que suas escolhas eram ditadas por uma única razão: ele não conseguia achar graça na vida como ela é. (...) Para que a vida tivesse graça, era como se ele precisasse brincar com fogo. Há uma geração, Pinin, que perdeu o entusiasmo de viver. Eles não conseguem encontrar nas esquinas do dia-a-dia o punhado de aventura que é necessário para colorir a vida. Pagam qualquer preço para se envolver numa história que lhes dê a ilusão de fazer parte da história".
Ao ler o noticiário, assim a um jornal televisivo, é difícil não receber notícias que nos apontem indícios dessa geração. O que dizer, por exemplo, do aumento da violência e sua banalização, especialmente, entre os jovens?
Parece-me certeiro alguns palpites de Calligaris, tão singelamente expressos - a necessidade, quase patológica, de brincar com fogo; a perda de entusiasmo de viver, isto é, concluir que a vida é sem graça demais, e portanto, pouco vale; o envolvimento em alguns episódios que pode lhes trazer a falsa sensação de que fazem parte da História.
Há décadas atrás, Paul Tournier (em seu livro L'aventure de la Vie), já dizia que no ser humano "há uma necessidade de expansão que é inerente à vida, uma necessidade de aventura pessoal que é própria do homem, uma necessidade de absoluto que, em última instância, expressa uma sede de Deus".
Será que um sintoma dessa geração seria justamente perversão de aventuras existenciais ou a apatia em relação a elas? Como entendermos nosso contexto? Como ouvimos os gemidos dessas juventudes?
Parece que o desafio nos está posto. E a exemplo de Davi - o homem segundo o coração de Deus - podemos servir ao propósito de Deus em nossa geração (At. 13.36).
Se não compreendermos as diversas expressões de sede de Deus que os jovens têm mostrado, se nos posicionarmos em mera crítica à distância, se optarmos pela alienação, estaremos fugindo ao propósito de Deus, porém, achando que o fazemos em nome d'Ele.
E quanto à juventude cristã: tem estado consciente das aventuras que escolhe, do que suas vidas expressam, e tem sido referência de maturidade para seus colegas?
Muitos sofrem detendo-se numa eterna infância; talvez, poderíamos dizer, de uma espécie de "Sindrome de Peter Pan". O próprio Tournier complementa que "esses não têm aceitado a lei da aventura que deve morrer para renascer". E explica: "Nós amadurecemos precisamente por essas mortes sucessivas de nossas aventuras, ainda que belas. Pois dessa forma ficamos disponíveis para outras aventuras, que tenham outro caráter menos infantil, menos ingênuo, mais adulto, mais fecundo".
Desejamos crescer? Temos permitido que a Palavra de Deus nos amadureça (Sl 119.100)?
Que Deus nos ajude, numa prática amorosa, aproximamos e ouvimos essa geração sedenta de Deus. Que seu Espírito ensinador nos ajude a criativa e amorosamente saber acolher e atuar, a fim de que a sede maior seja definitivamente satisfeita. E que Jesus, nosso Senhor e Salvador, nos dê ousadia para encarnar a missão: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20.21) - e coragem para deixar morrer certas aventuras, para que outras - mais maduras - (Ef 4.13) nasçam.
Taís Machado é psicóloga.

E a Copa do Mundo começou. Nada mais importa.


Nada mais importa. É a chamada da ESPN para o início da Copa do Mundo de 2010. É a narração de Bono Vox que nos convida a compartilhar do mesmo sentimento.

O discurso pode parecer um pouco alienador, tratando o futebol como ópio do povo, mas não é.

Nada mais importa é o sentimento que estará dentro dos campos, e nesse momento, sim, nada mais importa. No futebol, uma seleção não é melhor que a outra pelo sistema político adotado no seu país, ou pelas coisas que lá acontecem. Se assim fosse, alguns países jamais perderiam uma Copa.

Nada mais importa, pois como vimos em Copas passadas, o Irã pode facilmente derrotar os EUA, sem usar bombas ( a não ser as que saem dos pés dos jogadores ). Não se trata de ser ou não ser, não se trata de estar ou não estar. Nada mais importa.


Não se trata de ser patriota, que mania mais idiota desse povo metido a super intelectual anti- "pão e circo" que acha qualquer sentimento de união dentro de um país um patriotismo desmedido. Não somos patriotas e não nos conformamos em patriotas, somos torcedores, como quem torce para qualquer clube nacional. O problema, para aqueles que não gostam de futebol, é que não estamos divididos em vermelho e preto, branco e preto ou verde, amarelo e vermelho. Estamos agora torcendo pelo mesmo time, pela mesma seleção. Time este que carrega o sentimento de cada brasileiro em se sagrar campeão, de poder compartilhar um sentimento com o seu próximo. Sem que se perca a sua identidade.


Porque Copa do Mundo só a cada 4 anos. E só durante 30 dias.


LET THE GAMES BEGIN!


Copa do Mundo já começou. Eu sou apaixonado por FUTEBOL.

Abraços.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O privilégio de ser um artesão da história.


O futuro não está pronto. Diferentemente do que pensou o poeta, o futuro não é uma astronave que sem pedir licença muda a nossa vida e nos convida a rir ou chorar. O futuro não vem do amanhã em rota de colisão com o hoje. Nós é que vamos ao futuro, ou melhor, vamos construindo o futuro. Cada decisão e escolha é um tijolinho nesta casa feita de tempo em que habitamos.


Não sou determinista, isto é, não creio que a vida seja um jogo de cartas marcadas, ou que tudo o que nos irá acontecer esteja previamente determinado. Não entendo a liberdade como uma ilusão ou brincadeira de mal gosto de um manipulador. Também não sou um fatalista, isto é, não creio que as coisas acontecem porque tinham que acontecer. Na verdade, creio o oposto: a história é feita de muita coisa que jamais deveria ter acontecido, sendo sendo que até mesmo Deus ficou contrariado e lamentou o ocorrido. O pessimismo também não faz parte dos meus trajes, pois não acredito que o mundo seja um lugar ruim ou que a vida não tenha valor, ou ainda que o mal prevaleça sobre o bem. Mas também não sou otimista. Não vivo numa ilha da fantasia, acreditando que "tudo" dá certo "sempre" (onde dar certo é igual a acontecer como desejamos). Não creio estar vivendo no mehor mundo possível.


Mas creio na possibilidade de fazer história. Que o futuro não está pronto, mas é construído com nossas escolhas e decisões morais, não nos isentam das surpresas imponderáveis da existência, mas devem ser suficientes para nos colocar de prontidão, em busca de sabedoria, de tal modo que caminhemos em direção do céu baseados nas probabilidades e possibilidades e probabilidades, e não nas exceções ou acontecimentos indesejados: "que ficam esperando que o vento mude e que o tempo fique bom nunca plantará, nem colherá nada" (Eclesiastes 11.4).


Grite. Proteste. Decida. Levante-se da poltrona. Escape do sofá. Faça alguma coisa. Peça sabedoria a Deus (Tiago 1.5). Consagre a Deus todos os seu planos (Proverbios 16. 1-3,9). Preste atenção e veja o que Deus está fazendo (João 5.19). Depois, arregace as mangas e coloque mãos à obra. Coopere com Deus. Submeta sua história à história do Reino de Deus, pois Ele deseja dar para você um futuro de paz e esperança.


Com vocês, ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga

Falam muito, mas ouvem pouco.

Já diz um ditado popular: "Quem muito fala, dá bom dia a jumento".

Leitura faz mal a você.


O que tem prejudicado a sua vida do passado e, lamento dizer, até hoje, é a sua negligência quanto à leitura. Negligência tal que, por sua vez, chega a prejudicar até o próprio desejo de ler.


Dificilmente me recordo de um pregador que leia tão pouco. Eis a razão porque seu talento em pregar não aumenta. Você continua pregando como pregava há sete anos; com emoção, porém sem profundidade. Falta variedade e conteúdo.


A leitura poderá preencher estas lacunas com meditação e oração diária. Você prejudica a sim mesmo em omitir tal prática.


Desprezo à leitura impede alguém de ser um pregador maduro. Até para ser um cristão íntegro é mister a leitura adequada. Queira Deus que começasse logo!


Separe uma parte do dia para esse exercício. Assim adquirirá o sabor por aquilo que faltava; o que parece monótono no início se tornará com o tempo um prazer.


Com ou sem disposição leia e ore diretamente. É para a sua própria vida; não existe outro caminho. Faltando isso será para sempre um pregador superficial.


John Wesley

domingo, 6 de junho de 2010

Eternidade


"Se eu encontro em mim mesmo um desejo que nenhuma experiência desse mundo pode satisfazer, eu só posso concluir que eu não fui feito para este lugar."

C.S. Lewis

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ceará tua glória é lutar: Parabéns Vozão.







Há 96 anos começava o mais bonito de todos os sonhos alvinegros, pois surgia aquele que hoje é o Ceará Sporting Club. Em 2010, mudanças aconteceram e ainda estão para acontecer, porém o torcedor alvinegro jamais abandona a quem ele mais ama no futebol.

Hoje se comemora mais um ano de lutas e vitórias. Parabéns a todos aqueles que fazem do Ceará um grande time principalmente pela trilha de sucessos que o clube vem mostrando no futebol brasileiro. Tudo o que até agora foi construído deve-se a um esforço, conjunto aliado a alta capacidade individual de cada um, onde todos sempre buscaram o melhor para o nosso time do coração. Os resultados alcançados pelo nosso Ceará nos últimos anos devem-se a seriedade e afinco que vem norteando as diretrizes traçadas. Portanto, nossos mais sinceros parabéns Vovô.

2 de Junho de 2010. Essa é a data em que o conhecido "vozão" completa 96 anos de existência, glórias, alegrias e conquistas. Data esta que o torcedor alvinegro poderá dormir liderando a maior competição nacional. Para isso basta vencer o qualificado Avaí.

Hoje parabenizamos você. Ceará pelo seu aniversário, mas te desejamos vitórias e conquistas todos os dias. Já para o torcedor alvinegro, parabenize seu time nesta noite, indo ao Castelão.
Amanhã você será o parabenizado.

Viva mais uma glória meu Ceará S.C.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Qual o seu propósito ?


"E se Deus resolvesse tirar de nós o louvor animado ou a decoração diferente? E se por alguma razão qualquer um de nós fôssemos transferidos para uma cidade do interior, onde a única igreja que existe é uma pequena congregação onde ainda se cantam os velhos hinos dos hinários, acompanhados por um velho harmônio de pedaleira, será que mesmo assim conseguiríamos apresentar nossos louvores a Deus com alegria e exultação?"
O caminho do coração - Ricardo Barbosa de Sousa

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quietude


"No princípio criou Deus homem e mulher, e lhes deu um coração. Que está inquieto, enquanto não encontrar a paz em Deus".

Santo Agostinho.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Confiança



"Nossa confiança em Jesus cresce à medida que deixamos de nos esforçar para sermos bons e passamos a nos permitir ser amados como somos (não como deveríamos ser)."


Brennan Manning

domingo, 16 de maio de 2010

Ideologia, eu quero uma pra viver.


Domingo. Dia maravilhoso pra fazermos o que não temos tempo na semana.
Aproveitando, vamos postar um charge, que apesar de suscitar gargalhadas, é uma oportunidade de refletirmos.
E não é porque é domingo que você não vai fazer algo importante, então desliga o computador e vai ler um livro, para o estádio (se seu time for de PRIMEIRA DIVISÃO) ou vai procurar no jornal um emprego que trabalhe pouco e ganhe muito (esse ultimo item, é quase impossível).
Deus abençoe a todos
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 15 de maio de 2010

Histórias da história da política brasileira - PDT


O início da década de 80 foi um período de mudanças partidárias. Desde o regime militar, passando a ter apenas dois partidos políticos (ARENA e MDB).


Com o retorno dos exilados políticos, buscou-se uma nova identidade política com a criação de novos partidos que representam novos grupos, de uma nova sociedade que nascia.


Um dos anistiados foi Leonel Brizola, que tentou retomar a legenda que foi um estandarte do Presidente Getúlio Vargas.


Frustradamente, a legenda do PTB, que acabou ficando com Ivete Vargas. Daí nasce o PDT.


Um fato marcante da perda da legenda PTB foi a cena em que Leonel Brizola chora copiosamente e rasga um papel com a sigla PTB dizendo: "Consumou-se o esbulho". No dia seguinte, a foto desta cena é publicada no Jornal ao lado do seguinte poema de Carlos Drummond de Andrade e que hoje completa 30 anos de sua publicação:


"Eu vi


Vi um homem chorar porque lhe negaram o direito de usar três letras do alfabeto para fins políticos. Vi uma mulher beber champanha porque lhe deram esse direito negado ao outro. Vi um homem rasgar o papel em que estavam escritas as três letras, que ele tanto amava. Como já vi amantes rasgarem em retratos de suas amadas, na impossibilidade de rasgarem as próprias amadas.


Vi homicídios que não se praticam mas foram autênticos homicídios: o gesto no ar, sem consequência, testemunhava a inenção. Vi o poder dos dedos. Mesmo sem puxar gatilho, mesmo sem gatilho puxar, eles consumaram a morte em pensamento.


Vi a paixão e todas as suas cores. Envolta em diferentes vestes, adornada de complementos distintos, era o mesmo núcleo desesperado, a carne viva; E vi danças festejando a derrota do adversário, e cantos e fogos. Vi o sentido ambíguo de toda a festa. Há sempre uma antifesta ao lado, que não se faz sentir, e dói para dentro.


A política, vi as impurezas da política recobrindo sua pureza teórica. Ou o contrário ...

Se ela é jogo, como pode ser pura? ... Se ela visa o bem geral, por que se nutre de combinações e até de fraude? Vi os discursos..."


Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 15 de Maio de 1980, Caderno B. P. 1


Com vocês ao serviço d'Ele

Thiago Oliveira Braga