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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sábias Palavras


"Não existe fracasso no erro, e sim na desistência."

Mário Sérgio Cortella

Texto de Lédio Carmona sobre o acesso do Ceará S.C.



Raramente o futebol é justo. A Série B em 2009 foi um desses minguados casos. Subiu quem merecia. O quarteto que comandou o G4 durante 80% da competição bateu martelo na penúltima rodada e está de volta à primeira divisão. Todos com méritos e trabalho bem-feito. Do Vasco já escrevemos demais. Montou um time razoável, uma comissão técnica de grife e ganhou a segundona. Clube do tamanho do Vasco não tem outra opção. Se joga a B, tem que vencer. E assim foi feito. Agora é montar um time com cara de A, convencer Dorival Junior a permanecer, o que nesse momento é muito difícil, e manter a comunhão com os torcedores. E os outros?


Não me lembro de um time que tenha começado a Série B na lanterna e conseguido terminar no G4. O Ceará foi assim. Campanha irretocável. Superou preconceitos, sacanagens, gol descarado com a mão, receita enxuta e foi à luta. O Vozão bateu no peito e disse: ” A vaga é minha”. Contra tudo e contra todos. Vencendo bairrismo, patotas e hipócritas, camufladamente espalhados pelo Brasil. Seja bem-vindo, Ceará.


O Guarani também está de volta. Campeão brasileiro em 1978, superou uma crise financeira, a desconfiança dos torcedores, apostou na experiência de Vadão, montou um elenco com critério e também subiu. É bom ver o Bugre de volta. Tem tradição, tem história, tem estofo. Não é time de passagem. O Guarani tem uma trajetória. E só tem a somar ao Brasileirão.


E, por último, o Atlético Goianiense, dono do ataque mais positivo entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro: 73 gols. Um time que joga voltado para o ataque, até meio romântico, e talvez por isso tenha oscilado tanto na competição. Mas, após idas-e-vindas, o rubro-negro goiano subiu. Também merece os parabéns. Nunca um G4 foi tão perfeito e coeso.

Lédio Carmona é Pai do Pequeno Bob, o niteroiense Lédio Carmona é jornalista há 23 anos. Esteve nas últimas cinco Copas do Mundo. Trabalhou em grandes jornais, como Jornal do Brasil, O Globo e Diário Lance, foi repórter, editor e colaborador da Revista Placar e chefe de reportagem da TV Globo. Atualmente é comentarista do SporTV e blogueiro do GloboEsporte.com. O atual blog é o segundo de sua trajetória na grande rede, iniciada com o Jogo Aberto, espaço que comandou entre 2005 e favereiro de 2009.

Obrigado


Obrigado ao Buiú.

Se não fosse aquele gol do Central aos 36 do segundo tempo, teríamos seguido em frente na Copa do Brasil. Daí, com um pouco mais de sorte, poderíamos ter superado o Vasco na fase seguinte. Lotaríamos o Castelão, relembraríamos o vice de 94, falaríamos mais uma vez que o Ceará tem tradição na competição e, finalmente, chegando às oitavas ou quartas, aquele velho sentimento de dever cumprido se transformaria em desculpa: "é, até que fomos longe".

Obrigado ao Douglas.

Se não fossem os verdadeiros milagres operados pelo goleiro do Fortaleza na final, teríamos sido campeões cearenses. Aí, com a faixa no peito, teríamos coroado a incompetência de um péssimo segundo turno. Teríamos entrado num lenga-lenga de Parque dos Campeonatos X Reconhecimento de Penta X Maior Torcida do Estado e versus tudo que é discussão sem fim. E, por fim, teríamos zoado tanto o nosso rival, que por sua vez teria se reforçado muito mais para a série B e, sem precisar do Chiquinho de Xangô ou Bento XVI, talvez hoje tivesse numa situação menos vexatória.

Obrigado às seis primeiras rodadas.

Se não fosse o desastroso começo de campeonato, provavelmente teríamos prosseguido com o Zé Teodoro. Assim, com uma derrotinha aqui e uma zoninha acolá, teríamos feito a décima sétima proposta para o Givanildo - e escutado o décimo sétimo "não". O tabu de não vencer fora estaria completando 3 anos, e o seis de 16 anos de Série B estaria pintando o 7. PC Gusmão seria treinador do Fluminense. Geraldo, meia do Naútico. E o Mota, bem, o Mota estaria comendo carne de cachorro na Coreia e fazendo uma ruma de gols pra gente ver só no Youtube.

Obrigado ao Wellington Silva, ao Charles Hebert e à Ticiane Falcão.

De coração, gostaria de cumprimentar pessoalmente cada um deles. Dando a mão, claro. Tudo bem, se não fosse o digno trio, poderíamos ter empatado ou até vencido aquele jogo contra o Paraná. Mas aí, pense bem, não teríamos escutado o PC Gusmão garantir para todo o Brasil, na vigésima quinta rodada, que o Ceará iria subir, sim senhor. Não teríamos mostrado para o restante do país o quanto cearense é tinhoso, o quanto temos sangue nos olhos e, principalmente, o quanto nos tornamos invocados quando arengados.

Obrigado à Varicela.

Se não fosse fosse a catapora do Rômulo, é possível afirmar que o Sérgio Alves não teria sido relacionado para nenhuma partida. Certo, sem o Carrasco, poderíamos até estar onde estamos. O Luizinho poderia ter desencantado, o Preto poderia ter voltado a marcar e, inesperadamente, o Éslei poderia mostrar a que veio. Mas, uma coisa é certa, sem as bolinhas vermelhas do Rômulo, não teríamos visto um estádio ir à loucura, vibrando com um gol aos 44 do segundo tempo - literalmente chorado. Não teríamos cantado mais uma vez a música que está virando segundo hino e, o que é pior, não teríamos a imagem de um dos nossos maiores ídolos, aos 39 anos de idade, comemorando um gol feito um menino.

Obrigado.

Não, não vou agradecer ao PC Gusmão, ao Geraldo, ao Michel, ao Mota, ao Boiadeiro, ao Fabrício, ao Evandro Leitão, enfim, não vou agradecer a ninguém que hoje faz o Ceará Sporting Club. Não agradeço porque, simplesmente, não consigo. Com palavras, não. Mesmo sendo redator, mesmo escrevendo trocentos textos, há trocentos anos, definitivamente não sei expressar o tamanho dessa gratidão. Ok, posso até dizer obrigado pelos gols, pelas vitórias e pelo acesso à série A. Se fosse assim, estaria feito. Mas é que pra mim, o Ceará, este Ceará aí, é bem mais do que isso. E é aqui que a coisa começa a ficar preta. E branca. Por exemplo, como que eu posso agradecer pela felicidade de ver um sujeito, que não ia ao estádio há 10 anos, vibrar e marejar a cada gol do Vozão? Ainda mais quando este sujeito é seu próprio pai? Por favor, quem conseguir descrever, aceito currículos. E mais: como é que eu posso ser de fato gentil a quem está fazendo com que nossas crianças tenham mais orgulho em ser Ceará do que torcer um time de SP ou do RJ?

É, acho que é por isso que, no lugar de escrever, torcedor expressa paixão - e gratidão - cantando: Valeu, Vovô. Valeu, Vovô...

Cyro Thomaz é publicitário

Um novo ciclo


Por Felipe Araújo *

Há exatos dez anos, no fim da temporada de 1999, o então presidente do Ceará Sporting Club, Átila Bezerra, participava de uma mesa redonda dominical numa emissora local de TV e avaliava as perspectivas do clube para o ano seguinte. O Ceará acabara de ser tetracampeão estadual; batera na trave na disputa por uma vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro – perdendo a vaga para o Goiás –; via seus rivais locais afundados em graves crises financeiras; e estava na iminência de fechar uma parceria com o banco Icatu Hartford, que prometia reinventar o modelo de gestão esportiva no futebol cearense a partir da profissionalização dos quadros da administração alvinegra. Para 2000, anunciou o mandatário, o (segundo) pentacampeonato estadual estava garantido e a sonhada vaga na elite do futebol brasileiro era apenas uma questão de tempo em função dos novos ares em Porangabuçu.


Mesmo o mais desconfiado dos alvinegros não poderia imaginar quão infelizes seriam aquelas declarações. A partir de 2000, a era de aquarius para o Ceará virou uma quadra de tristeza e frustrações. O calendário alvinegro passou a ser pautado pelas disputas fratricidas entre seus dirigentes, pela demagogia e pela incompetência administrativa de seus gestores, pela obtusidade e pelo cinismo de setores da imprensa comprometidos com interesses inconfessáveis dentro do clube e, por tabela, pela impaciência da torcida. Com isso, os anos 00 foram uma das piores décadas da história alvinegra: a fogueira de vaidades em que ardia o ego dos tragicômicos “cardeais alvinegros” inviabilizou a parceria com o banco e legou uma herança maldita que durante anos assombrou as contas de Porangabuçu, o clube viu seu principal rival renascer das cinzas, conquistou apenas dois campeonatos cearenses (embora o campeonato de 2004 não tenha sido decidido dentro de campo por conta de uma constrangedora armação da FCF) e balançou por diversas vezes na corda da bamba que dava para o abismo da terceirona.


Ontem, o Ceará chegou por seus méritos (sem precisar ser guinchado de divisões inferiores, ressalte-se) à elite do futebol brasileiro. Uma campanha que emocionou a maior (e mais fiel) torcida do Estado e arrancou elogios mesmo dos comentaristas mais sisudos. Dentro de campo, o time de PC Gusmão soube combinar o pragmatismo tático com a garra exigida pelas arquibancadas. Não houve futebol vistoso, mas houve futebol compromissado. Nenhum novo Zé Eduardo despontou, mas bons jogadores (Mota, Geraldo, Michel, Boiadeiro, Erivelton, Misael, Fábio Vidal e outros) vestiram com muita dignidade a camisa alvinegra e suaram lágrimas junto com a massa.


Fora de campo, a gestão de Evandro Leitão abraçou com seriedade e competência o desafio de comandar a maior paixão esportiva do Estado, implementando novas práticas gerenciais e reerguendo a auto-estima do torcedor alvinegro. Dez anos depois da famigerada barrigada do então presidente alvinegro, que deu início a um ciclo a ser esquecido pelos alvinegros, Evandro tem a oportunidade de novamente olhar para o futuro anunciando uma nova era para o Vozão. Um novo ciclo marcado não pela presunção vazia ou pela vaidade inútil; mas pelo planejamento e pela seriedade no trato com o patrimônio alvinegro. Um novo tempo marcado não apenas pelo desafio de montar times vencedores, mas pela missão de fazer do Ceará um grande clube.


É o que deseja o torcedor alvinegro, que hoje vai dormir bêbado de alegria, comemorando o tão sonhado acesso de nosso time querido. Mas que amanhã vai acordar com o desafio da primeira divisão pela frente.



Parabéns, Vozão!
*Felipe Araújo é jornalista

Classe operária chega... à elite


União do grupo, comando firme, porém compreensivo e amigo, vaidades pessoais passando longe, idem para mercadores de jogadores, líder que defende e intermedia os interesses do grupo e principalmente uma torcida como poucas, esses são alguns dos ingredientes que levaram o Ceará Sporting, após 16 anos, de volta à Primeira Divisão do futebol brasileiro.


Antes, havia um pensamento pequeno: “Subir pra que, só para cair no ano seguinte”. Ouvi isso de um ou outro torcedor, porém mais de diretores. O torcedor alvinegro, renda per capita à parte, sabe da força que tem e por isso pensa grande. Tem consciência de que o seu comparecimento aos jogos é suficiente para bancar as despesas do clube. O que entrar além disso é lucro. E sabe também que o Ceará precisava, antes de tudo, acabar com o velho vício de diretor tirar dinheiro do bolso para pagar salário e bicho de jogadores e comissão técnica.


Agora, que o sonho em preto-e-branco se transformou em realidade, passemos à etapa seguinte. Vamos fortalecer as escolinhas para formar os próprios craques, alvinegrinhos que crescerão na luta pelo objetivo comum: fazer o Ceará grande. E manter a base atual, em busca não apenas de “se manter” ou “não cair”. Afinal, é preciso pensar maior... E continuar sonhando!


Neno Cavalcante é jornalista e dentre outras atividades é um ilustre torcedor do Ceará S.C.

domingo, 22 de novembro de 2009

Nosso amor é de PRIMEIRA.


Meu time do coração é o Ceará Sporting Club, 40 vezes campeão do estadual cearense e de maior torcida do Nordeste. Pois é, o VOZÃO, como é carinhosamente conhecido, voltou a PRIMEIRA DIVISÃO do Brasileiro. Na capital do Ceará é só alegria.

Eu que acompanho futebol desde de meus 12 anos, vi o Ceará ser campeão "arrastão" em 1993, dei volta olímpica com o troféu e no segundo semestre vi o Ceará jogando a primeira divisão. Pena que naquele ano caímos pra série B, e por lá ficamos 16 anos, onde nesse tempo "batemos na trave" na possibilidade de cair.
Prova disso, além de salários atrasados, pagamentos em saco plástico, etc., é que, antes da campanha de 2009, se fizermos um balanço com as outras 15 temporadas em que o time ficou na Série B, o alvinegro estava, digamos, "negativado". Saldo de gols no negativo, mais derrotas do que vitórias, e, em apenas 2 oportunidades conseguiu terminar a competição entre os 10 primeiros. A campanha de 2009 equilibrou as contas deixando até um saldo positivo. Um absurdo para um time da grandeza do Ceará.

Mas o bom trabalho foi coroado na tarde de ontem em Campinas, depois da vitória sobre a Ponte Preta o Ceará conseguiu com 1 rodada de antecedência o acesso a 1° divisão. Parabéns jogadores, comissão técnica, diretoria e sobretudo a torcida alvinegra.

Demorou , mas nada melhor que subir no campo, sem canetada e contra tudo e contra todos.

Nosso amor é de PRIMEIRA! Valeu Vozão

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Consciência Negra


O dia 20 de novembro é o dia da Consciência Negra. A data foi escolhida pelo Movimento Negro em contraposição ao 13 de maio (dia da suposta abolição da escravatura) e é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que faleceu neste dia há 308 anos. Zumbi foi o líder do Quilombo dos Palmares - que é considerado o maior foco de resistência negra à escravidão no Brasil. Mais de três séculos após a sua morte, constata-se que o racismo não deixou de existir, ou de se manifestar cruelmente. Na verdade, a opressão de cor somente modernizou-se, assim como a sociedade da opressão modernizou suas formas de dominação durante os anos

Aos que não estão "ocupados" demais com o feriado é uma otima oportunidade para refletir sobre o papel da palavra CONSCIÊNCIA em nosso cotidiano.

E vida que segue.

Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dia mundial da filosofia


Hoje é o dia mundial da filosofia. Você sabia ? Pois fique sabendo. Um dia do calendário mundial dedicado à Filosofia foi o que a UNESCO instituiu para que o papel da Filosofia seja fortalecido e para que seja reconhecida sua fundamental importância para a sociedade. Uma nova data para uma prática tão antiga como é o filosofar. Esse dia é a terceira quinta-feira do mês de novembro que, pelo 8º ano vêm sendo comemorado com grandes eventos em todo o mundo e, através desses eventos, se oportunizando a criação de espaços para o diálogo intercultural, para se debater o ensino da filosofia, para gerar novas perspectivas sobre a contemporaneidade e o mundo. Esses eventos marcam a história, reacendendo os debates filosóficos em todo o planeta.

Respeito pelos filósofos

Há quem encare os filósofos como deuses ou como sábios: com muito respeitinho, não ousando discordar deles. Para essas pessoas, as palavras de um filósofo são como a voz de um oráculo que, em vez suscitar discussão, é preciso aceitar e repetir respeitosamente. Mas isso é a própria negação da filosofia, pois é um convite à suspensão da nossa capacidade crítica.

Olhar para os filósofos desta maneira é confundir filosofia com religião. Além de que, por incrível que possa parecer a algumas pessoas, os filósofos são seres humanos como os outros: comem, dormem, amam, choram, vão à praia, usam telemóvel e... erram. Assim, a melhor maneira de respeitar um filósofo é encará-lo simplesmente como filósofo – não como pregador – discutindo criticamente as suas ideias. O que os filósofos querem é respeito, não respeitinho.

Eis, pois, algumas afirmações de filósofos importantes que, com o devido respeito, me parecem disparatadas:

Do que não se pode falar, há que ficar em silêncio. Wittgenstein, o autor desta afirmação, considerava que o mais importante é precisamente o que não pode ser dito. Mas deverá esta afirmação ser levada a sério? Se sim, Wittgenstein está a ser incoerente, pois está a exprimir algo acerca do que não se pode falar. Razão parece ter um outro filósofo, Frank Ramsey, ao comentar que o que não pode ser dito nem sequer pode ser assobiado. Pelo que se vê, Wittgenstein fez mais do que assobiar, pois não conseguiu ficar em silêncio acerca do que não se pode falar.

Até aqui os filósofos têm-se dedicado a interpretar o mundo, porém o que importa é transformá-lo. Marx, autor da frase, dava uma prioridade à praxis (prática ou acção) em relação à teoria. Mas há demasiados exemplos de que a prática, quando não é iluminada por uma compreensão prévia da realidade, acaba por se tornar cega e mesmo perigosa. Como sabemos o que transformar ou sequer se podemos mudar o que ainda não tentámos compreender? E será que é realmente importante mudar o que eventualmente possa estar bem? Não será fundamental saber antes o que está bem ou mal e porquê para sabermos se vale realmente a pena mudar seja o que for? Assim, a ideia subjacente de que a teoria e a prática são coisas divergentes é manifestamente errada e até perigosa.

O que não me mata torna-me mais forte. Disse-o Nietzsche, mas também o dizia a minha avó, que nunca ouviu sequer falar de Nietzsche. E até já a avó da minha avó o dizia também, só que de uma forma ligeiramente diferente: o que não mata engorda. Mas basta pensar um pouco para ver que tanto Nietzsche como a minha avó foram algo precipitados a tirar conclusões, o que se desculpa mais à minha avó do que a Nietzsche. A ideia de Nietzsche é a de que a vida é para ser vivida sem restrições, sem disfarçar a dor e a alegria, como acontece com os mais fortes e corajosos, que nada recusam. Assim, dar o peito às balas é próprio dos mais fortes. Só que há balas que não matam mas moem, deixando-nos fracos e feridos para o resto da vida. Nem Nietzsche nem a minha avó foram incapazes de evitar uma falácia muito comum: a falácia da generalização precipitada.

Claro que as frases destes filósofos têm mais que se lhe diga e o contexto em que foram produzidas pode dar-lhes outro sentido. Mas tem de se começar a discussão por algum sítio e isto é só um princípio de discussão.

A todos que são amigos do saber, parabéns.

Milésimo gol, 40 anos

Faz 40 anos que o único 1000° gol da história do futebol profissional foi marcado por Pelé, contra o Vasco, no Maracanã.
Sobre a façanha, outro gênio brasileiro escreveu:

"O difícil não é fazer mil gols como Pelé. O difícil é fazer um gol como Pelé".
Nada a acrescentar depois de Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Hábitos que transformam‏


Em 1989, o reverendo John Stott veio ao Brasil para falar num dos congressos da VINDE -- Visão Nacional de Evangelização. Depois de uma de suas palestras, nos reunimos para conversar com ele. Era um grupo pequeno de jovens pastores, sentados em torno de um dos maiores expositores bíblicos da nossa geração, perto de completar 70 anos. A conversa seguiu animada. Ele nos deu liberdade para perguntas pessoais e, entre outras, não faltaram aquelas sobre o porquê de não se casar.

Porém, de todas, guardei apenas a resposta que ele deu quando lhe perguntaram sobre a razão do seu longo ministério tão frutífero. Ele respondeu: “Leio a Bíblia e oro todos os dias, vou à igreja todos os domingos e nunca falto à celebração da Eucaristia”. A resposta foi surpreendente por sua simplicidade.

Sabemos que ler a Bíblia e orar todos os dias, ir aos cultos e participar da Ceia nunca foram, por si só, sinais confiáveis de espiritualidade, muito menos um caminho seguro para a maturidade. Muitas pessoas fazem isso por puro legalismo. Por outro lado, sabemos também que não fazer nada disso é um caminho seguro e certo para o fracasso espiritual.

O doutor James Houston, criticando o abandono da leitura devocional em nossos dias por uma literatura funcional e pragmática, afirma: “Os hábitos de leitura do chiqueiro não podem satisfazer a um filho e aos porcos ao mesmo tempo”. Ao usar a imagem da Parábola do Filho Pródigo, ele nos chama a atenção para o risco de nos acostumarmos com a vida do chiqueiro. Para Houston, as práticas devocionais nos ajudam a perceber que existe algo maior e mais excelente na vida de comunhão com o Pai.

O reverendo A. W. Tozer (1897-1963) escreveu um artigo afirmando que “Deus fala com o homem que mostra interesse”, e que “Deus nada tem a dizer ao indivíduo frívolo”. Mais do que cultivar o hábito de ler a Bíblia, orar e participar do culto, o que na verdade fazemos quando cultivamos estas práticas devocionais é demonstrar o interesse vivo que temos por Deus e por sua Palavra.

Da mesma forma como a vida necessita do básico (ter o suficiente para comer e vestir, onde descansar), a natureza da vida espiritual repousa sobre o que é essencial (Bíblia, oração, comunhão, adoração e missão). São esses hábitos básicos que nos colocam no lugar onde podemos experimentar a graça de Deus e crescer.

Há hoje muita oferta para a vida e para a espiritualidade. A sedução do supérfluo despreza o essencial. Vivemos o grande perigo de negar o básico, achando que podemos experimentar a graça de Deus e provar sua bondade e amor sem nos aquietar e deixar que sua Palavra molde nosso caráter, que a oração fortaleça nosso espírito e que a comunhão nos sustente em nossa identidade como povo de Deus.

As disciplinas espirituais básicas cultivadas pelo reverendo Stott ao longo de sua vida formaram seu caráter como cristão. Nada pode substituir a prática diária da oração nem a leitura devocional das Escrituras. Nada substitui o valor do culto comunitário nem o mistério da Eucaristia. O cultivo destas disciplinas requer de nós não apenas tempo e perseverança, mas também humildade e coragem para sermos transformados pelo poder de Deus.

Deus não nos chamou para a realização pessoal, mas para a comunhão pessoal e íntima com ele e o próximo. Deus não nos chamou para sermos operários agitados do seu reino, mas para amá-lo e amar ao próximo de todo o coração. Os hábitos devocionais libertam-nos da “normalidade” do chiqueiro e nos transportam para uma existência de comunhão com Deus que enobrece a vida. São estes hábitos que preservam nossos olhos voltados para o alto, para que, aqui na terra, nossa existência ganhe a grandeza dos ideais divinos.
As práticas devocionais fazem parte do processo formativo da alma diante de Deus. Precisamos cultivá-las a fim de permanecermos em sintonia com o reino de Deus, que molda o nosso caráter em Cristo. É a palavra de Deus que devolve a vida aos “ossos secos” da agitação moderna.

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.

sábado, 14 de novembro de 2009

Juntar as mãos


O ato de juntar as mãos em oração é o começo de uma insurreição contra a desordem do mundo.

Karl Barth

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

UM BOM DIA


5 passos para começar bem o dia.


1 - Inicialize o computador.

2 - Crie um novo arquivo.

3 - Salve-o como o nome "Torcedor do Fortaleza".

4 - Clique em "excluir". Vai aparecer a seguinte mensagem:"Tem certeza que deseja enviar 'Torcedor do Fortaleza' para a lixeira?"

5 - Clique "sim".

Pronto, seu dia começará bem melhor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A queda do muro de Berlim

Portão de Brandemburgo, hoje
A queda do muro de Berlim encerra um ciclo da história mundial que se iniciou com a Revolução Russa de 1917 e teve seu apogeu nas décadas de 1950 e 1960 com a assim chamada guerra fria. O mundo nesse período foi regido por uma lógica bipolar, resultado do conflito em escala planetária das superpotências militares, Estados Unidos e União Soviética, que representavam modelos econômicos e ideológicos antagônicos. Parecia assim ter fim o maior conflito ideológico da história humana com a desmontagem do bloco socialista e a consolidação do processo de globalização econômico levado a cabo pelos países capitalistas centrais.
O historiador americano Francis Fukuyama apressou-se em interpretar a queda do muro de Berlim como índice do fim da História, do fim dos conflitos ideológicos e como prova empírica irrefutável da superioridade da economia de mercado sobre qualquer forma de controle da atividade econômica pelo poder estatal. Mesmo discordando das análises de Fukuyama, não se pode negar que o colapso do bloco socialista europeu teve duas conseqüências imediatas: primeiro, acelerou o processo mundial de liberalização do fluxo de mercadorias, serviços e capitais em escala global com a desmontagem das economias periféricas, menos competitivas e muito mais vulneráveis aos ataques especulativos do capital financeiro; segundo, abalou intensamente o pensamento critico e a postura da esquerda que via no capitalismo um sistema social de opressão, pois produz a mercantilização das pessoas, a concentração do poder e dos meios de produção, gera alienação social, explora e danifica profundamente a vida no planeta. Apos 20 anos, como avaliar os efeitos desastrosos da hegemonia do pensamento neo-liberal e a desarticulação e desutopização provocadas no campo do pensamento social crítico?
Checkpoint Charlie, um dos pontos de passagem entre os lados da cidade
As maiores vítimas da onda de globalização sob hegemonia neoliberal foram os trabalhadores e as coletividades nacionais, com privatização maciça das empresas públicas, forte redução dos direitos trabalhistas e do poder reivindicatório dos sindicatos, perda do poder político dos Estados e conseqüente perda de soberania nacional, larga privatização da saúde e da educação, com o conseqüente sucateamento de hospitais públicos e de escolas públicas. Como afirmava Immanuel Wallerstein, há alguns anos atrás, o neoliberalismo tem um custo social enorme, com aumento da pobreza e da exclusão social e com a deslegetimação das lideranças locais, nacionais. Dessa maneira, o sistema se torna incapaz de resolver as crises produzidas por ele próprio: a crise social, com níveis de desigualdades intoleráveis, e a questão ambiental, resultado de uma atividade produtiva predatória e sem limites.
A recente crise no sistema global explicita as contradições do capitalismo e põe em suspeição a ideologia neoliberal que o sustenta.

O muro cerca o Portão de Brandemburgo, entrada de Berlim Oriental

Novo mundo No entanto, o fato mais auspicioso dos últimos anos é a rearticulação do pensamento social critico e das formas de luta, de insubmissão e de resistência social. Em breve, estaremos comemorando os 10 anos de instalação do Fórum Social Mundial, que foi decisivo enquanto instância de reorganização do pensamento de esquerda e de combate ao neoliberalismo. Trata-se aqui, sobretudo, como explicitou o sociólogo Emir Sader, de construir a esfera pública em contraposição à esfera mercantil, de resgatar a autonomia do político em contraposição à lógica instrumental capitalista. É exatamente na America Latina, que hoje se rearticula de uma forma mais protagônica uma nova esquerda, preocupada com as minorias, com a questão ambiental, com a democratização dos meios de comunicação, com a multiculturalidade. A America Latina tem hoje um numero razoável de governos preocupados em defender a soberania nacional, em construir alternativas às investidas imperialistas do capitalismo central, em resgatar sua dívida social e em preservas suas riquezas naturais.
Vinte anos após a queda do muro de Berlim, podemos nos dar conta que tudo não passou de um espetáculo, uma piada de mau gosto, que muro nenhum ruiu, que há muitos muros sendo construídos diariamente e que precisamos empunhar sempre um martelo entre as mãos... Ou uma foice... Nós, os alertas...
José Maria Arruda é Doutor em Filosofia pela Universidade de Essen/Alemanha com Pós-Doutorado na Universidade de Aachen/Alemanha e atualmente Professor Associado II do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará.

domingo, 8 de novembro de 2009

Porque hoje é domingo (01)


Como andam as universidades no Brasil? O que elas tem produzido? Qual a função social que elas tem ocupado ? Como andam os concursos para as universidades públicas ? Fica aqui a reflexão ...

Deus abençoe a todos.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 7 de novembro de 2009

Charge desta sexta (6/11/09) do O POVO


Boa sorte e vida longa ao nosso representante cearense na série B 2010.
Força ICASA
Com o empate, o Leão já fez o check-in para embarcar rumo à Série C
Vai em paz, Alecrim-RN, Paysandu-PA, Central de Caruaru e outras "potencias" te esperam.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O constante diálogo

Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amante
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
Tua melhor palavra
ou
Teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
Dialogamos.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Falando ao coração


Meu Deus,

Eu não tenho idéia para onde estou indo,

Eu não vejo o caminho à minha frente,

Eu não tenho certeza onde ele termina

E tampouco me conheço,

E o fato me conheço,

E o fato de pensar ou achar que estou seguindo a Tua vontade

Não quer dizer que estou seguindo-a de fato.

Mas eu creio, Senhor,

Que o desejo de agradar-te, realmente agrada.

E eu espero que em tudo que eu faça,

Esteja esse desejo presente

E que eu não faça nada em que não esteja presente este desejo.

E se assim o fizer,

Tu me guiarás pelo caminho certo e verdadeiro,

Embora eu nada saiba sobre ele.

Em ti confiarei, portanto,

Mesmo que me sinta perdido e na sombra da morte,

Eu não temerei, pois estás sempre ao meu lado,

E jamais permitirás que sozinho enfrente os perigos

E dificuldades dessa viagem.


Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

terça-feira, 27 de outubro de 2009

É preciso não esquecer nada



É preciso não esquecer nada:
nem a tormenta aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.


É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.


O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.


O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a ideia de recompensa e de glória.


O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

Cecília Meireles

domingo, 25 de outubro de 2009

Porque hoje é domingo (00)


Agora todo domingo, que é o dia que eu não costumo fazer muita coisa, vou postar uma charge aqui , que apesar de suscitarem gargalhadas, é uma oportunidade de refletirmos.

Bom dia e e não é porque é domingo que você não vai fazer algo importante, então desliga o computador e vai ler um livro, o boletim dominical da igreja ou vai procurar no jornal um emprego que trabalhe pouco e ganhe muito (esse hoje em dia é um grande desafio).

Deus abençoe a todos.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 24 de outubro de 2009

10 maneiras de dizer eu te amo

O site Solomon1, fez uma lista de ações que vão além do dizer eu te amo. É muito válido dar uma lida e por em prática.Quantas vezes perdemos a oportunidade de expressar nosso carinho por aquela pessoa tão querida que o Senhor nos deu.

Então confira e depois deixe seu comentário:

1. Deixe Bilhetes (em lugares diferentes)

Talvez a vida tenha se tornado tão corrida que seus horários não coincidem com o da pessoa amada. Que tal deixar bilhetes em um local inesperado? Deixe um bilhete para seu filho (a) dentro da merendeira - é um bom começo. Que tal um bilhete carinhoso na geladeira, espelho do banheiro, no travesseiro, na tela do computador…?

2. Abrace

Contato físico pode significar muito, um abraço pode ser exatamente o que sua pessoa amada precisa para abrir um belo sorriso. Seja sentado no sofá assistindo TV, um abraço de boa noite nas crianças… Não economize! Receber um abraço carinhoso de outra pessoa é uma bela maneira de se sentir amado.

3. Escreva um Poema

Uma bela maneira de dizer “Eu te amo” é escrevendo um poema. Você não precisa ser um Shakespeare - apenas pense em algo sincero, original e que reflita seu amor por essa pessoa… e passe isso para o papel. Tente não partir pro lado dos “seus belos olhos…” ou “seu perfume é como uma flor…”. Escreva com seu coração, sem medo de ser feliz. Não precisa ser um poema com belos dizeres, pode escrever sobre o que você achar importante para você, como por exemplo, a forma como você adora quando essa pessoa dá boas risadas de algo engraçado, ou o cheirinho que fica no travesseiro após a noite. Use sua imaginação!

4. Dê um Presente Inesperado

Tenho certeza que você presenteia a pessoa amada nos aniversários, Natal, e outras ocasiões como Dia dos Namorados, etc. Mas que tal presentear essa pessoa por simplesmente ela existir e ser tão especial para você? Esse gesto pode gerar um momento de completa alegria para ambos, e o presente não precisa ser algo de valor material. Algumas dicas de presentes: chocolate, flores, um livro, tenho certeza que você saberá como agradar sua pessoa amada, basta pensar um pouquinho e uma ideia irá brotar em sua cabeça. Com muita criatividade e um pouco de dinheiro você encontrará uma maneira perfeita de dizer “Eu te amo” e surpreender essa pessoa.

5. Faça (sem a pessoa pedir)

Escolha alguma coisa para ajudar sua pessoa amada e faça sem que ela tenha que pedir você para fazer. Se sua esposa é quem arruma a cama todas às manhãs, arrume para ela sempre que lembrar, se você geralmente tem de ser praticamente “rebocado” para ajudar com as louças na cozinha, surpreenda… vá e lave tudo com carinho. Encontrar maneiras de melhorar o dia da pessoa amada deixa transparecer o quanto ela é importante pra você.

6. Dêem as Mãos

Assim como abraçar, dar as mãos é algo que podemos deixar meio de lado depois de algum tempo de convivência. Experimente dar as mãos a sua pessoa amada enquanto estiverem andando nas ruas, ou enquanto esperam uma refeição no restaurante. Manter contato físico é importante para se sentirem perto um do outro emocionalmente. É especialmente importante se for preciso conversar sobre um assunto difícil ou importante. Dar as mãos pode também ser um gesto de suporte se sua pessoa amada se sinta pra baixo ou magoada.

7. Faça uma Refeição Especial

Se na Sexta-feira vocês geralmente saem para comer fora, que tal mudar uma vez ou outra e cozinhar? Elabore em um prato especial para sua pessoa amada (não precisa ser uma ocasião especial pra isso). Lembre-se do cardápio predileto dela, dedique-se a preparar a mesa de forma com que ela fique realmente surpresa com sua atitude, e novamente você está dizendo “Eu te amo” sem falar uma palavra. Esse mesmo exemplo vale para quem come em casa todas as Sextas, que tal variar um pouco e surpreender levando a pessoa amada em um lugar que ela goste?

8. Se vista Bem

Tenho certeza que nos primeiros momentos do relacionamento você se preocupava com o visual, tentando sempre estar com boa aparência. Claro que é maravilhoso chegar a um nível de intimidade onde você pode ficar de pijamas, ou vestir aquela camisa grande e com a gola velha e desbotada… mas se vestir bem em algumas ocasiões pode trazer uma pitada de novidade e um ar diferente no relacionamento. Em uma de suas escapadas, vá a um restaurante diferente, talvez até mais requintado… algo que não venha a te prejudicar financeiramente, ou apenas vista-se bem para um jantar a dois em casa. Você vai ver como isso pode fazer a diferença.

9. Massagem nos Pés/Ombros/Costas

Nossa vida é corrida e pode ser estressante, após um dia de trabalho quem não gostaria de receber uma bela massagem? Uma massagem nos pós, ombros, costas é uma outra ótima maneira de dizer “Eu te amo” e me preocupo com seu bem estar e conforto. E como já foi dito, é outro contato físico, o que também é importante.

10. Escute

É fácil falar ao mesmo tempo ou simplesmente não prestar atenção no que sua pessoa amada está falando, você pode estar mais atento ao noticiário, lendo um jornal, respondendo um email, etc. Aprenda a ouvir sua pessoa amada - quando ela deseja falar, pare o que você está fazendo, direcione sua atenção ao que ela tem a lhe dizer. Aprenda a escutar até mesmo o que ela não diz: suas preocupações, problemas e até mesmo pequenas dicas de coisas que ela gosta. Olhe para a pessoa e deixe-a saber que você realmente está ali e naquele momento você está dedicado ao que ela tem a dizer. Faça o teste e dependendo da situação você vai se assustar com a reação da pessoa ao perceber que ela realmente está sendo escutada.

Estou certo que existem muitas outras maneiras de dizer “Eu te amo” sem ser verbalmente - quais as maneiras você conhece ou usa para demonstrar seu amor? O que a pessoa que você ama já fez para você e realmente te surpreendeu?

Com vocês ao serviço d’Ele
Thiago Oliveira Braga