Quem sou eu ?

Minha foto
Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Um final de tarde para celebrar



Quando garoto adorava assistir ao seriado do Chaves. Fanático por futebol, o episódio que mais me marcou foi o que o Seu Madruga queria assisitir a uma final de campeonato, mas a televisão, danificada, não permitia. A solução dele foi assistir o jogo na casa da Dona florinda, junto com toda a “gentalha”.

Até a década de 80, época das TVs quase completamente produzidas com circuitos mecânicos, era comum o aparelho sofrer problemas várias vezes durante a vida útil. Já ouvi muitas histórias de justamente em dias de paridas importantes. Num momento de azar como esses, a saída apelar para o vizinho ou, dependendo da riqueza da família, correr para uma TV de outro cômodo da casa.

Como cresci nos anos 90, quase não acompanhei esta fase dos televisores antiquados. Quando me apaixonei por TV, elas já eram do modelo moderno, com mais componentes eletrônicos. Apenas uma vez na vida, assistindo a um jogo, tive de interromper a distração. E mesmo assim não foi problema especificamente na televisão. Na realidade, foi um queda de energia inconveniente.

Ceará Sporting Clube ( o meu time do coração) e Palmeiras, o então bicampeão brasileiro, jogavam no Parque Antártica pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 1994. Era a primeira vez na história que o Ceará jogava com chances reais de classificação, e também a primeira vez que via meu time do coração na TV em rede nacional.A saudosa Rede Manchete nos dava a oportunidade. As equipes possuíam elencos de realidades totalmente diferentes, o Palmeiras usufruía de atletas de nível de seleção brasileira (time de Edmundo, Evair, César Sampaio, Mazinho etc). Já o Ceará, tinha um time bem mesclado com jogadores veteranos e novos, porem desconhecidos. Após abrir o marcador com um chute de fora da área do lateral direito Jaime, o Ceará viu que a classificação seria possível, mas logo em seguida o Ceará sofre o gol de empate marcado pelo atacante Evair, em cobrança de pênalti.


O empate com gols classificava o Ceará, mas o jogo transcorria para o seu término, eis que falta energia em minha casa. Fiquei revoltado com a Coelce, é óbvio. Era muita coincidência acontecer aquilo logo nos momentos finais, e quando o Palmeiras mais pressionava. Corri para o radio de pilha, e pra minha surpresa o arbitro marca outro pênalti para o Palmeiras, mas dessa vez eu acreditei (mesmo sem ver), que seria diferente. E para minha alegria o goleiro alvinegro defendeu o penalidade máxima.


Era um acontecimento histórico, o Ceará estava a poucos minutos de escrever seu nome na história do futebol nacional, e pra minha alegria a energia voltou, apesar de não fazer muita diferença, pois o jogo era o que menor importava , o que importava mesmo era segurar aquele empate e eliminar os arrogantes palmeirenses, em São Paulo para um time nordestinoE pra minha alegria o jogo acabou, em empate com gosto de vitória e uma defesa que me fez vibrar e foi o final de tarde que entrou pra história, pelo menos pra MINHA história. A mais espetacular defesa de pênalti que já vi (ou melhor,não vi).


Obs.:Na fase seguinte o Ceará eliminou nas quartas-de-final o Inter-RS,nas semi-finais o Linhares-ES e na final perdeu o titulo para o Grêmio-RS assim registrando sua melhor campanha a nível nacional.

Com vocês, no Serviço d’Ele,
Thiaguin





terça-feira, 17 de julho de 2007

E-mail para Jesus!


Jesus@hotmail.com

Senhor, gostaria de desabafar um pouco. Não sei se serei compreendido, e também não sei se me compreendo, mas como o Senhor sonda nosso coração, então me sinto mais a vontade.
Primeiro, gostaria de dizer que acredito fielmente no evangelho, todavia acho que o movimento evangélico morreu! É Pai, a instituição escravizou as pessoas, a Igreja virou negócio, a mensagem foi vendida ao poder da oratória vazia, o louvor esse... (será que alguém já Te adorou em Espírito e verdade?). Pai, mas o que não me conformo é que sou pastor evangélico e sinto também que sou culpado por tudo isso.

Senhor, ando também triste com a missão! É Pai, o que fizemos da missão!? Foi uma abertura de franquias em que as nossas placas tornaram-se muito mais importantes do que as vidas, aliás, bem-aventurados os que moram nas melhores ruas pertos dos grandes galpões, porque deles é o privilégio de ter uma igreja perto. Sim, Senhor, desvirtuamos a missão; paralítico, pobres, viúvas, os tanques de Betesda, só se for para levar cesta básica, e é claro, aquele sopão!
Pai, eu sei que o Senhor tem várias orações para responder, mas gostaria de dizer mais algumas palavras! Gostaria de dizer, que ando triste com o que fizeram com a Teologia: Pai, normatizaram tudo, colocaram o nome sistematização, Te colocaram dentro de uma caixa e chamaram de doutrina fundamental. Pai, acredito sim que você está lendo o meu e-mail, mas sabes que algumas respostas não competem ao Senhor e sim em como eu tracei a minha história, mas se alguém ler isso vai dizer que eu diminuo a Tua Soberania, e que eu sou adepto de um Teísmo aberto, quer dizer, vão me chamar de herege.

Senhor, gostaria de lhe falar mais, todavia prefiro, por enquanto, me calar! Porém, Senhor, fica tranqüilo com o meu coração: este te ama cada vez mais, este percebe a tua graça correndo nas veias de alguns homens e mulheres que participam da igreja, este tem feito questão de ser mais sincero e menos hipócrita.

Obs.: Se por acaso resolver me responder o meu e-mail é ... bem isso você também já sabe.
Um abraço!!!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Nova criatura


Temos perdido o conceito central da conversão. O Cristo a que servimos não é mais aquele revelado a nós, mas um que criamos a partir do que nos interessa

Li recentemente um comentário sobre o novo livro de Ronald Sider: The Scandal of the Evangelical Conscience (“O escândalo da consciência evangélica”), no qual, a partir de dados estatísticos colhidos em pequisas encomendadas aos institutos Gallup e Barna, além de levantamentos feitos por universidades, o autor traça um retrato da Igreja Evangélica nos Estados Unidos.E a conclusão é trágica. As pesquisas indicaram que o padrão de comportamento dos cristãos – não os nominais, mas aqueles que afirmam ter nascido de novo e que participam regularmente de suas igrejas – não é em nada diferente daqueles que se declaram não-cristãos.
O índice de casos de divórcio e adultério e o uso de pornografia entre os adultos cristãos e os não-cristãos é o mesmo. O percentual de doações que os cristãos fazem em suas igrejas caiu ao mesmo tempo em que a renda per capita aumentou muitissimo, o que mostra que o materialismo e o estilo de vida individualista entre eles não diferem muito do daqueles que se declaram sem religião. No grupo dos cristãos, a atividade sexual de adolescentes e jovens antes do casamento e o índice de doenças sexualmente transmitidas ficam apenas um pouco atrás do que a média nacional. Episódios de racismo, abusos e a violência doméstica também apresentam índices alarmantes entre o segmento que diz conhecer Jesus.
Diante destes dados, Ron Sider traz à luz a profunda hipocrisia do cristianismo e a completa irrelevância do testemunho da Igreja na América do Norte. Infelizmente, não temos pesquisas desta natureza aqui no Brasil, mas eu arriscaria, mesmo que empiricamente, dizer que nossa situação, se não é igual, talvez seja até pior. No entanto, o problema maior, a meu ver, é um dado estatístico que aparece nessas pesquisas e diz que apenas 9% dos cristãos adultos e 2% dos cristãos adolescentes e jovens têm uma cosmovisão bíblica. Ou seja, mais de 90% do chamado povo de Deus não interpretam a realidade, a cultura, o mundo, o trabalho, as relações, a sexualidade e outros aspectos da vida a partir de um fundamento bíblico – daí, não fica tão difícil entender porque os cristãos em nada diferem dos não-cristãos em seu testemunho ético e moral.
Minha preocupação, olhando para o cenário brasileiro, não é em relação a algum aspecto particular da conduta moral ou ética dos crentes, mas com a ausência de um fundamento bíblico, teológico e doutrinário para a vida e missão cristã. O marco inicial da vida cristã é nossa conversão a Cristo. Este é o evento que estabelece o ponto de partida da nova vida em Jesus. O apóstolo Paulo descreve tal evento com as seguintes palavras: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). É assim que ele resumidamente descreve o que aconteceu desde o dia em que o Salvador se revelou a ele no caminho de Damasco. Agora, Paulo reconhece que o “velho Saulo” já não vive mais, mas é Cristo que vive pelo poder do Espírito Santo nele. Trata-se de uma nova vida vivida agora pela fé e naquilo que Jesus fez por ele. Isto é o que chamamos de conversão.
Naquele momento em que o Senhor se revelou a ele, Paulo reconheceu que tudo que ele pensava ser certo, toda a sua religiosidade que fez dele um homem tão íntegro e responsável, na verdade estava levando-o para um caminho completamente oposto ao de Deus. Ele, que se julgava um grande amigo de Deus, fazendo o melhor que podia para preservar a pureza daquilo que cria ser a sua vontade, viu-se como um inimigo do Senhor ao ouvir de Cristo: “Sou Jesus, a quem você está perseguindo”.
Aquele encontro transformou radicalmente, e para sempre, a vida de Paulo. Ainda caído no chão, ouviu Jesus dizer a ele: “Agora, levante-se, fique em pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei”. Paulo ergueu-se para iniciar uma nova jornada, uma nova vida, uma nova missão. Depois de passar três anos na Arábia, ele volta para Jerusalém e inicia seu longo ministério, proclamando as boas novas do Evangelho de Cristo ao mundo.Paulo tinha uma vida comum a muitas pessoas. Era um homem íntegro, zeloso e coerente com suas convicções, como alguns de nós. No entanto, quando Cristo se revelou como Filho de Deus e Salvador, ele se entregou completamente. As coisas velhas ficaram para trás; suas antigas ambições foram abandonadas, seus velhos princípios, valores e conceitos, também foram deixados para trás. Não era mais o mundo quem determinava o certo ou o errado, nem mesmo sua consciência tinha a última palavra – o que lhe importava era Cristo, sua palavra, sua cruz, sua ressurreição, sua vontade. Foi uma experiência que mudou a compreensão que Paulo tinha do mundo e dos seus valores, alterando radicalmente sua cosmovisão e estabelecendo novos paradigmas que iriam conduzir sua vida, seus valores, princípios e trabalho.
Temos perdido este conceito tão central e fundamental da conversão. O Cristo que queremos servir não é mais aquele que se revela a nós, mas um que criamos a partir daquilo que nos interessa. A vida cristã não significa mais o “ser nova criatura”, mas permanecer sendo a mesma criatura, com um leve toque de verniz religioso. Não é mais a voz de fora que fala conosco, mas uma voz de dentro, um apelo nascido da vaidade, do medo, do egoísmo e dos desejos confusos e desordenados que povoam nossa natureza caída.
Precisamos recuperar o significado de dizer: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Precisamos voltar a viver pela fé no Filho de Deus, e não pelos impulsos da nossa natureza caída ou atraídos pelo fascínio de uma cultura que nega a cruz de Cristo.
Ricardo Barbosa de Souza

domingo, 24 de junho de 2007

ABUenses no Fórum Jovem de Missão Integral







Poder ter ido ao FJMI foi uma oportunidade para rever velhos amigos e conhecer novos. Aproximadamente 500 jovens de vários lugares do Brasil, América Latina e Europa foram confrontados, confortados, encorajados e desafiados.
Foi um marco importante na história da nossa geração pelo fato do Fórum simbolizar um desejo de pensarmos como podemos vivenciar o IDE do Senhor Jesus, neste tempo, com novos (e velhos) desafios.

Tivemos o privilégio de ouvir, como palestrantes, René Padilla com toda sua sabedoria, Carlos Queiroz com sua simplicidade, Bráulia Ribeiro com sua intrepidez, Ziel Machado com o humor inteligente , sem falar em Ariovaldo Ramos, Ricardo Barbosa, Ed René Kivitz, Marco Davi, Gedeon Freire, Alexandre Brasil, Joyce Every-Clayton, Marcos Monteiro, Gustavo da Hora, entre outros. Calinhos Veiga nos brindou com sua boa música (inclusive no forró da ultima noite). Não posso deixar de citar nomes que tem feito trabalhos de encher os olhos como o de Bebeto, em Itaperuçu, região metropolitana de Curitiba, que faz um trabalho através da ONG Centro de Treinamento Monte Horebe na comunidade e do Marcio “Coyote” que trabalha com crianças e adultos de rua, travestis, dependentes químicos e garotas de programa na cidade de Londrina-PR.

Tínhamos, em cada dia, um tema que deveríamos refletir e avaliar tanto nas palestras, oficinas, testemunhos como nos pequenos grupos. VER, SENTIR e AGIR foi o tripé metodológico que norteou nossa agenda. Isto significa, individualmente, colocar-se a serviço da sociedade como servo dos servos através de ações concretas de combate a miséria, fome, desemprego, prostituição infantil, racismo, homofobia e tantas outras manifestações de pecado em nossa sociedade.


Enfim, saio do Fórum Jovem impulsionado por uma urgência: o resgate do serviço como exemplo de sucesso e a simplicidade como meta a ser desejada e alcançada por todos. Uma Missão que resgate a oração, a leitura e estudo da Palavra de Deus e, consequentemente, que traga mudança de vidas e de estruturas do mundo em que vivemos. Uma Integridade que faça ver a ecologia e a aflição da natureza em nosso planeta que, por fim, faça-nos resplandecer a luz do evangelho através de uma vida simples, séria, cheia do Espírito Santo e totalmente contagiada com o exemplo de serviço do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo



Com vocês, no Serviço d’Ele,
Thiaguin do Ceará
(ABU Fortaleza-CE)

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Evangélicos e homossexualidades, o que tenho como isso ?


Vou relatar um pouco de uma fato que aconteceu comigo, nos últimos dias.
Dia 10 de junho de 2007 eu estava em São Paulo , vindo do Fórum Jovem de Missão Integral , e tinha de ir pro Rio de Janeiro no mesmo dia, só que não consegui comprar passagem pra esse dia , pois no mesmo dia estava acontecendo a PARADA DO ORGULHO GAY na avenida Paulista, daí pedi “abrigo” na casa dos pais de uma amiga que tem um coração muito aberto a receber os amigos, sobretudo nordestinos, e fui pra casa onde mora Bruna, uma pessoa formidável que também milita no movimento estudantil (Aliança Bíblica Universitária)


Nesse trajeto da Igreja Betesda até o bairro da Saúde, vi muitos mais muitos homossexuais, bissexuais, travestis, lésbicas e a turma que gosta desses grupos (simpatizantes), afinal tinha cerca de 3 milhões e meio de pessoas naquele lugar


Confesso que me senti desconfortável, vendo muitas pessoas nas ruas, não gosto de analisar números mas vi que no meio de muitos que ali estavam, aquela era uma forma de GRITAR POR SOCORRO. Mas , foi só uma reflexão , que durou o tempo que eu me deslocava. Daí eu fiz uma oração “ Senhor, como posso me dizer teu filho , se não tenho misericórdia desses que estão excluídos ?” (Deus pra ver que não sou muito de orações longas né ?)


Cheguei em paz na casa de Bruna, fui pro Rio de Janeiro e de lá cheguei de volta ao Ceará, de volta a vida normal, aulas na Filosofia, trabalho na Igreja com os adolescentes, aula de escola dominical e no projeto social, enfim



Dia 21 de Junho de 2007, recebi um panfleto na UECE ( Universidade Estadual do Ceará), chamando pra uma DEBATE sobre “Sexualidade e religioso” , promovido pelo CEAJ ( Centro dos Estudos Aplicados da Juventude), eu como evangélico , estudante de teologia e sobretudo curioso fui participa.Chegando lá descobri que o debate era a abertura oficial pra 8ª Parada da Diversidade Sexual do Ceará, e os religiosos que estavam representando suas respectivas denominações era 4 credos. Igreja da Comunidade Metropolitana (igreja que tem um publico majoritariamente gay), Federação Espírita, um pai de santo do Candomblé e um Hare Krishna. Não precisa dizer que não tinha ninguém da Igreja Evangélica nem da Igreja Católica (segundo a organização, foram convidados, mas recusaram o debate).


Por sorte, encontrei com um parceiro que estuda Teologia comigo chamado George, parceiro de ABU é que do nada apareceu por lá, de cara eu chamei ele pra ir comigo pra engrossar a presença evangélica no debate, ele aceitou e ali estávamos nos dois de evangélicos , e todo um auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura de pessoas militantes no movimentos Gay ou de movimentos afins (cerca de 70 pessoas)


O debate foi meio que um samba de uma nota só , pois as religiões representados tinham como pensamento, concepções muito parecidas , mas o que deu para sentir nas falas foi um sentimento de CULPA.De certa forma eu entendo o sentimento de muitos, mas pouco o nada se fala da essência da mensagem de Jesus Cristo é “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” Quando Jesus diz que o Reino de Deus está próximo, não está querendo dizer que vai chegar daqui a pouco, como quem fala de uma proximidade em termos de tempo. O que está dizendo é que o Reino de Deus está acessível.Mas a presença Dele não é sobretudo TRASFORMADORA. Isso explica a convocação do evangelho ao arrependimento, que vem da palavra METANÓIA.


Durante o debate foi facultado a palavra, de pronto participei, juntamente com o George e o publico meio que gostou de poderem falar o que pensam sobre o assunto e o que a RELIGIAO tem a ver com isso , assumimos nossa posição cristã sem sermos intolerantes e preconceituosos, no final gostaram tanto da nossa participação que ofereceram alguns livros ao auditório, e a organização deu um livro “ o que é o ESPIRITISMO” pro George, que recebeu de bom grado


Fico feliz em ter podido contribuir de alguma forma com o Evangelho de Jesus Cristo, mas continuo pedindo misericórdia pela minha vida e pelo povo que AINDA acredita que o evangelho seja o único caminho para a transformação do ser humano


Finalizo com uma frase que já é conhecida por muitos “Se Cristo é a resposta , qual é a pergunta?”. A questão dos grupos excluídos (Homossexuais, Negros,miseráveis etc ...) é problema MEU, é problema SEU. Que tenhamos sabedoria no testemunho de Jesus a todos que GRITAM POR SOCORRO. E que nos possamos gritar por MISERICÓRDIA.


Com vocês, no Serviço d’Ele,

Thiaguin


quarta-feira, 20 de junho de 2007

+ Fórum Jovem de Missão Integral




- “ Quando eu partilho o pão com o pobre me chamam de SANTO.
Quando eu pergunto por que ele é pobre, me chamam de COMUNISTA.”
(Ziel Machado, citando frase de Dom Elder Camara no FJMI)

- “Em Deus é impossível separar palavra de ação। Missão é encarnacional, serviço sacrificado.” (René Padilla, no Fórum Jovem de Missão Integral)


- “O contrário de roubar na Bíblia é ajudar os necessitados. Sociedade que valoriza a solidariedade.” (Ariovaldo Ramos, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “O político não é eleito para assumir o poder, mas para assumir o serviço.” (Ariovaldo Ramos, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Deus é democrático. Não é evangélico nem protestante reformado.” (Bráulia Ribeiro, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Não existe cristianismo abstrato” (Bráulia Ribeiro, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Criticamos os pentecostais, os católicos, mas e nós que idolatramos idéias?!” (Bráulia Ribeiro, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Percebi que minha vida tinha sido direcionada muito mais pelos meus medos do que pelos meus afetos.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Nunca fui de correr riscos. Sempre busquei os lugares que me davam segurança.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Vi que optei pelo pastoreado com uma opção de poder, com uma garantia de que nunca seria excluído, uma forma de proteção. Porque ser pastor era estar sobre o controle de meu ambiente social”. (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Embora eu participasse de manifestações nas praças e lutava pelos pobres, eu não os amava. Era uma relação funcional, para promover-me com meu discurso.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Essa idéia do toque, de estar com o outro não pelo que ele é, mas simplesmente por estar com ele só chegou na década de 90.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Meu principal inimigo chamava-se Ricardo Barbosa de Souza”. (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Em 2002 Houston compartilhou sobre a teologia da imagem de Deus. Ele terminou com ‘sejam meus imitadores assim como sou de Cristo’. Eu o questionei se isso não seria uma certa prepotência e ele disse: ‘Se você não imita a Deus, você é idólatra. Se você não imita a Deus, você não ama a Deus. Nos somos aquilo que amamos.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “O dom é essa providência divina em nossa fraqueza; não é algo descoberto em questionário”. (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Minha oração era funcional, institucional, nada relacional.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Mandar dinheiro a gente manda. Treinar a gente treina. Mas amar... A missão integral precisa recuperar a compaixão!” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Nossa igrejas têm muitas técnicas, mas relações pessoais precarísticas.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Se você é casado, não leia um livro tipo ‘Como ser um bom marido’. Isso estragará o seu casamento.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Passei de uma vida orientada por projetos para uma vida orientada por pessoas.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Conheceremos o nosso coração quando olharmos aquilo que amamos.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Quando percebemos que não amamos nada, vemos um grande vazio em nós.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Quanto mais eu amo e quanto mais eu me dôo, mais livre e verdadeiro eu me torno.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “A nossa identidade e a nossa liberdade está nas mãos do outro, e não nas nossas.” (Ricardo Barbosa de Sousa, no Fórum Jovem de Missão Integral)

- “Mais que condição moral, há um propósito no princípio bíblico de sexo somente após o casamento. É mais uma questão de saúde emocional do que de pecado e moral.” (Carlos “Catito”, no Fórum Jovem de Missão Integral)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

BENÇÃO FRANCISCANA


Que Deus te abençoe com um desconforto inquietante sobre as respostas fáceis, as meias verdades e as relações superficiais, para que possas buscar a verdade corajosa e viver profundamente em teu coração.


Que Deus te abençoe com sagrada raiva à injustiça, à opressão e à exploração de pessoas para que possas trabalhar incansavelmente pela justiça, liberdade e paz entre todas as pessoas


Que Deus te abençoe com o Dom de lágrimas para derramá-las com aqueles que sofrem de dor, rejeição, fome ou a perda de tudo aquilo que eles amam, para que possas estender a mão para lhes dar conforto e transformar a sua dor em alegria


Que Deus te abençoe com a tolice suficiente para que creias que realmente podes fazer diferença neste mundo, para que possas com a graça de Deus, fazer aquilo que os demais insistem ser impossível.


E que a benção de Deus, Suprema Majestade e nosso Criador, Jesus Cristo a Palavra encarnada que é o nosso irmão e Redentor, e o Espírito Santo, o nosso Advogado e Guia, seja contigo e permaneça contigo e com todos, hoje e para sempre. Amém.


FJMI - Fórum Jovem de Missão Integral

sábado, 26 de maio de 2007

Dorothy – que tipo de evangelho queremos imortalizar?


Este nome não pode ser simplesmente esquecido tão logo a mídia passe a anunciar um novo crime bárbaro no país da impunidade. Digo isto, principalmente para nós que nos declaramos filhos e filhas de Deus, povo especial que se chama pelo nome do Senhor (2 Crônicas 7,14).
Dorothy é natural dos Estados Unidos da América, mas há cerca de trinta anos, optou por se naturalizar brasileira e trocar o luxo e a tranqüilidade em que tantos de nós sonhamos, pelas lutas e ameaças de fazendeiros, de grileiros e de madeireiros ferozes e cegos pelo lucro e pela violência da região do Pará. Em Anapu, onde morava, dedicou a sua vida à luta pelos pobres e a defender um desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Não, não estou falando de uma jovem cheia de saúde, silicone que se “casa” no castelo de Chantelly e atrai a atenção da mídia do mundo inteiro. Estou falando de uma missionária, católica que, aos 74 anos de vida, enfrenta a fúria dos poderosos, apaixonada pela justiça que o Cristo que a inspirava lhe ensinou, e que acaba levando seis tiros, pagando com a própria vida o preço da sua luta.

Este episódio deve, no mínimo, nos levar a pensar e repensar seriamente o tipo de Cristianismo que temos desenvolvido dentro das nossas comunidades ditas cristãs. Debatemos temas inúteis como: cantar ou não músicas do “mundo”, que roupa vestir, o que se pode comer ou beber, quem tem mais poder ou intimidade com o Espírito Santo, quais as atitudes que revelam a santidade, a mais ou a menos, dos nossos irmãos na fé e outros. Enquanto isto, pessoas que julgamos não crentes, por praticar outro tipo de liturgia diferente da nossa, lutam contra todo tipo de injustiça e acabam pagando com suas próprias vidas, em nome do evangelho que crêem.
Que tipo de evangelho queremos imortalizar para os nossos filhos e nossas filhas e principalmente deixar de herança para o nosso país e para o mundo em que estamos vivendo? O evangelho do não, da omissão, da insanidade, do ódio fundamentalista que se preocupa muito mais com uma falsa moralidade do que com temas relevantes como a exclusão social, a fome, o desmatamento, o acúmulo de riquezas, o racismo e o preconceito que graça contra todas as minorias? Sinceramente falando, não creio mais neste “evangelho” neurótico que elege uns temas em detrimento de outros, que trata o fraco como inimigo que precisa ser eliminado e que em nome não sei de que, defende o afastamento ou a aproximação cautelosa daqueles que o Senhor Jesus chamou a viverem em plena unidade (João 17,20-23).
Clamo ao Senhor meio desesperançoso e ao mesmo tempo cheio de esperança de que o sangue vertido ao chão da IRMÃ DOROTHY possa abrir nossos olhos e nosso coração com o objetivo de nos levar a militar um outro tipo de evangelho e a ter uma nova postura cristã, que nos tire das trincheiras e nos levam para os campos que já estão brancos para a ceifa (João 4,35). Quem de nós terá coragem de imitar o nosso Salvador até as últimas conseqüências? Obrigado, Senhor, ainda que de forma triste por estar tendo a oportunidade de acordar com o exemplo da sua filha querida Dorothy Stang.
Do seu amigo e pastor,
Wellington Santos
* Wellington Santos é pastor da Igreja Batista em Maceió, Alagoas

terça-feira, 8 de maio de 2007

Domingo, segunda, terça … SEMPRE !!!



Quando leio estes versos em Hebreus 13:8, começo a “viajar” ...


Olho pra história da minha vida (que não é grande ... hehehehe) e começo a recordar situações marcantes, pessoas e lugares que pude conhecer, e que até hoje trago na memória, e principalmente no coração.


Essa em especial foi significativa , pois dia 2 de Maio foi aniversário do meu pai (50 anos, apesar de aparentar menos), dia 4 de Maio outro aniversário de um amigo-irmão que mora em Belém, e faz um tempão que não nos vemos (Marcelo Pantoja), parceiro dos tempos que fazíamos ATLETISMO (é, eu já fui atleta, e dos bons ... ), e no dia 6 de Maio o aniversário de minha querida famosa avó Juvanira(ela tem até comunidade no ORKUT http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1073166), uma mulher de coração piedoso e que é um exemplo de vida.


Mas tem uma data que não sai, e NUNCA vai sair da minha memória, que é o dia 5 de Maio de 1996, pois foi nesse dia que aceitei à Cristo, dia maravilhoso e cômico (outro dia eu escrevo o por que do cômico).


Alegro-me por sentir que temos a sensacional possibilidade de celebrarmos à VIDA ( as nossas e as dos que amamos ) nas mãos de Deus.

Podemos exercitar a confiança absoluta no Senhor!

É bom demais saber que Deus está pronto a nos guardar, nos dar PAZ !

Sou tentado a pensar nos eventos da vida como os evolucionistas que apostam no acaso. Não sou fatalista como os muçulmanos que defendem Alá, um deus quase impessoal, sem amor e sem compaixão. Mas eu sei que nada acontece fora do controle. O que muitas vezes não entendo é o porquê, nem reconheço os benefícios do “mal” que nos acomete.

Isso mostra a realidade do nosso mundo ...


Não há paz,


Não se busca a Deus;


O homem tenta se virar sozinho


E consegue criar problemas intermináveis ...


“viajei”(de novo) meio que de volta para o futuro, eu estava de volta ao dia 5 de Maio de 1996,no ultimo momento do culto, bastante “encabulado”, envergonhado (é, naquele tempo eu era muuuuuuuuuuito tímido, hoje eu sou menos). Mas eu não tinha a mínima noção de como aquela decisão iria alterar toda a HISTÓRIA DA MINHA VIDA.
Bom seria se esta entrega ao Senhor fosse diária :


domingo,


segunda,


terça ...


SEMPRE !!!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Entre a ira e a glória !!!



O Homem-aranha e as bem-aventuranças de Jesus

“bem-aventurados os mansos, pois herdarão a terra”


Estréia nos cinemas o terceiro filme da série “Homem-aranha”. Produzido pela franquia Sony/Marvel Films. Uma das mais rentáveis produções de Hollywood, que arrecadaram em média US$ 800 milhões nas bilheterias mundiais e outros milhões em vendas de DVDs.

O filme que fecha a trilogia, “A batalha interior” (The battle within), até então é o filme mais caro da história do cinema (chega a US$ 300 milhões gastos na produção ), bateu inclusive o filme “King Kong” que custou US$ 207 milhões.

No enredo da lendária série da Marvel Comics, Peter Parker consegue finalmente chegar a um equilíbrio entre sua predicação ao relacionamento com M.J. e seus deveres como super-herói. Mas existe uma tempestade aparecendo no horizonte.

Além de outros vilões como o Homem Areia e do Novo Duende, seu maior inimigo está dentro do próprio Peter Parker, que se deixa dominar por uma substancia alienígena capaz de controlar seus sentimentos e que dará origem a mais um vilão: Venom.

O monstruoso Venom nasce do chamado “uniforme negro” do Homem-aranha. O tal uniforme, na verdade, é uma espécie de ser extraterrestre que vivia em simbiose ( uma relação de dependência entre dois seres vivos, lembra da aula de Biologia ?) com Peter Parker, servindo-lhe como uma roupa que chegava até a ampliar seus poderes.

Mas como tudo nesta vida tem uma contra partida a tal simbiose tinha que se alimentar da força vital de seu hospedeiro e gosta especialmente da energia despertada por sentimentos violentos e negativos.

O que me chama mais atenção no filme é a influência que tal uniforme causa, tornado-o cada vez mais agressivo e perigoso. Cansado de lutar contra o alienígena e sua influência negativa, o Homem-aranha consegue se libertar … bem mas a continuação você vai descobrir nos cinemas.

Fazendo uma relação bíblica com tal inimigo à sedução pelo domínio e poder não é nova, o próprio Jesus falou no Sermão do Monte sobre “os mansos”, porque eles herdarão a terra (Mateus 5.5). Mansidão aponta mais na direção de uma atitude para com Deus do que de uma disposição para com o próximo. Talvez o homem secular considere que o manso não tem personalidade, vendo-o como um covarde, mas, segundo a Bíblia, isso não é manso. Ser manso não significa ser uma pessoa fraca, um tipo de “abestado”, nem uma pessoa de semblante triste. A Mansidão genuína não pode existir sem a coragem.

Se libertar do uniforme negro, é poder buscar o ponto de equilíbrio entre os dois extremos: de um lado excessivamente zangado e de outro excessivamente bondoso. Refere-se do equilíbrio resultante de uma avaliação verdadeira de si mesmo. A mansidão se expressa em atitudes positivas para com outros. Quando a pessoa reconhece seu pecado e chora por ele, está preparada para ser mansa para com os outros.

Em ultima analise, podemos ver de forma prática o uniforme negro vir a tona quando pisam em “nossos calos”, é ou não é ? Dai vemos como está vivo o EU, mas o manso é aquele que foi crucificado e ele já não precisa provar nada a ninguém, pois seus direitos estão entregues à Deus.

Assim, como o Homem-aranha se distanciou das pessoas que mais ama, quando optou pelo caminho da agressividade e da conquista do “novo”, nos também temos de abandonar aquilo que é sujo em nossas vidas e buscarmos em Jesus a mansidão, e assim descobrindo que essa terra é muito mais que espaço geográfico e sim herdar espaço no coração do nosso próximo.

Perguntinha simples, numa escala de 0 a 10, que nota você daria para você mesmo no quesito mansidão ? Por que ?


Que Deus tenha misericórdia de nossas vidas.
Com vocês, no serviço d’Ele Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Questionando o conceito de sucesso.


Harold Kushener, disse: "...Nietzsche disse uma vez que a moralidade é uma conspiração das ovelhas, destinada a convencer os lobos de que é imoral usar a força. Minha objeção principal à filosofia do sucesso é que ela não funciona. Tire vantagem das outras pessoas, use-as, suspeite de todos e você será capaz de se sair tão bem, conseguindo ir mais longe que os outros olhando-os com desprezo. E onde você estará? Completamente sozinho."


Harold Kushener in, "Quando tudo não é o bastante", ed. Nobel.


Valeu galera,

Com vocês, no Serviço d’Ele,

Thiaguin

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Algumas coisas



a gente não pode deixar para depois...
concorda?


Valeu galera,
Com vocês, no Serviço d’Ele,
Thiaguin

Coração aquecido


O que precisa ser guardado é a vida do Espírito dentro de nós. Em especial nós que queremos dar testemunho da presença do Espírito de Deus no mundo precisamos cuidar do fogo interior com o máximo cuidado. Não é tão estranho que muitos ministros tenham se tornado casos apagados, pessoas que pronunciam muitas palavras e compartilham muitas experiências, mas nas quais o fogo do Espírito de Deus se extinguiu e das quais não sai muito mais que idéias e sentimentos enfadonhos e banais. Às vezes, parece que nossas muitas palavras são expressão mais de nossa dúvida que de nossa fé.



É como se não tivéssemos certeza de que o Espírito de Deus toca o coração das pessoas; então temos de ajudá-lo e, com muitas palavras, convencer os outros do poder dele. Mas é precisamente essa incredulidade prolixa que extingue o fogo.Nossa primeira tarefa é cuidar fielmente do fogo interior para que, quando for realmente necessário, ele ofereça calor e luz para os viajantes perdidos.



Ninguém expressou isso com maior convicção que o pintor holandês Vincent van Gogh:"Talvez haja um grande fogo em minha alma, contudo ninguém jamais vem aquecer-se nele, e os passantes só vêem uma fumacinha saindo pela chaminé e seguem seu caminho. O que é preciso fazer? É preciso cuidar do fogo interior, ter sal em si mesmo, esperar com paciência, mas com quanta impaciência a hora em que alguém venha e se sente - talvez para ficar? Que aquele que crê em Deus espere a hora que chegará mais cedo ou mais tarde".



(Henri Nouwen)

Conectados - toda sexta as 19h, na Igreja Presbiteriana de Fortaleza.

Chamada Conectados - 09 de março de 2007

domingo, 8 de abril de 2007

Adolescência : época de fazer diferença



“Torna-te padrão dos fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (I Timóteo. 4:12).

Ser adolescente cristão neste mundo “Pós-moderno” de internet, MTV,Orkut,fotolog e MSN é um grande desafio, pois tudo isso pode nos conduzir a uma vida sem relacionamentos profundos, sem referencial, sem valores absolutos e alvos definidos.

Hoje assistimos a uma geração que aprendeu a ser passiva, a dar um CTRL + C e copiar os piores modelos de vida, uma geração que prefere seguir paradigmas ditos “extravagantes” aos paradigmas absolutos de Deus. A galera de hoje em dia prefere o “ficar” ao inves do namoradar, porque fazendo isso tem relações de forma mais fácil, prática e rápida.

Por causa disso, novos valores tomam o lugar dos VALORES ETERNOS contidos na pessoa de Cristo. Sem estes valores, dedicação ao estudo da Palavra e prática da oração não há como conhecer a Deus na sua intimidade. Juntando tudo isso, temos como resultado uma geração que não sabe mais quem e o alvo da sua fé.

Somente Deus sabe o quanto deseja se aproximar, usar a vida de cada um dos jovens cristãos dessa geração e firmá-los na sua Verdade. Além disso, somente o seu Espírito pode transformar, chamar e capacitar cada adolescente para vivenciar esta Verdade.

Desejamos ser uma juventude comprometida com Deus e com sua Palavra, santa, pura e digna da sua elevada vocação e, dessa forma, influeinciarmos este mundo tão confuso e distante de Deus em que vivemos AVANTE GALERA, EM NOME DE JESUS !!!

Fica na paz meus fofos
Thiaguin

Quero dormir

Por Paulo Mauricio


Sou um eterno sonhador, e como sonhador acordo e, muitas vezes, descubro que apenas sonhei! Dias atrás sonhei frustrado! Por quê? Vou lhe dizer:

1) Sonhei que as pessoas aceitavam que eu sou pecador! Decobri quando acordei que eu ainda preciso esonder meus pecados, pois no fundo ninguém me aceita com meus erros! Preciso ser mais eu! Será? Sou uma cópia do que querem que eu seja quando à santidade! Será que tudo que eu gosto é mortal, é ilegal? Descobri que preciso de você para confessar meus pecados e mesmo assim você continua meu amigo!


2) Sonhei que não pertencia mais aos dogmas teológicos fechados! Descobri quando acordei que tinha que continuar enquadrando Deus dentro dos axiomas da fé! Não podia ousar dizer que Deus é muito mais do que entendemos por atributos! Que ser pentecostal é muito mais do que falar em línguas! Preciso entender que os homens não estão preparados para discutir a relação entre o homem e Deus, que não seja cartilha teológica.


3) Sonhei que a espiritualidade não era apenas o momento da oração e da leitura da palavra, que era possível ouvir Djavan ou ler poesias ou até mesmo tomar um bom vinho (ou o que você quiser) sem ter que achar que Deus não está naquele lugar! Acordei e percebi que meus colegas exigem que eu prove as minhas devocionais, que o meu bom vinho não é aceito por todos, e que a minha música é mundana e que ler poesias é desperdício para os espirituais!


4) Sonhei que eu era mais eu! Que pena, descobri que como diretor de seminário tenho de parecer mais intelectual do que eu sou, como pastor tenho que ser mais espiritual do que os crentes sem titulo, como pregador tenho que ser o mais expositor do mundo, pois na minha igreja só bons pregadores têm sucesso!


Desculpe-me! Tenho que dormir, pois ao dormir eu sou mais eu, não tão político como preciso ser ao acordar. Ao sonhar sou mais feliz do que a infelicidade da hipocrisia e ao sonhar a minha alma é mais leve!

Deus não existe







Esse texto é dedicado aos meus companheiros, sobretudo aqueles que, igualmente , estao cursando FILOSOFIA na Universidade Estadual do Ceará (UECE), o curso é muito massa e a galera também. Pode ler ( e crer, pois crer É Também pensar)

“Deus não existe. Ele é Ele mesmo pra além de toda essência e existência. Portanto, argüir acerca da existência de Deus é o mesmo que negá-Lo”. Paul Tillich

Deus não existe. Ele é. Eu existo. Pois existir não é algo que seja pertinente ao que É. Existir é o que se deriva do que sendo, É de si e por si mesmo.

Deus não existe. O que existe tem começo. Deus nunca começou. Deus nunca surgiu. Nunca houve algo dentro do que Deus tenha aparecido.

Deus não existe. Se Deus existisse, Ele não seria Deus, mas apenas um ser na existência.

Se Deus existisse, Ele teria que ter aparecido dentro de algo, de alguma coisa, e, portanto, essa coisa dentro da qual Deus teria surgido, seria a Coisa-Deus de deus.

Existem apenas as coisas que antes não existiam. Existir surge da não existência. Deus, porém, nunca existiu, pois Ele é.

Sim, dizer que Deus existe no sentido de que Ele é alguém a ser afirmado como existente, é a própria negação de Deus. Pois, se alguém diz que Deus existe, por tal afirmação, afirma Deus, e, por tal razão, o nega; posto que Deus não tem que ser afirmado, mas apenas crido.

Deus É, e, portanto, não existe. Existe o Cosmos. Existem as galáxias. Existem todos os entes energéticos. Existem anjos. Existem animais e toda sorte de vida e anima vivente. Existem vegetais, peixes, e organismos de toda sorte. Existem as partículas atômicas e as subatômicas. Existe o homem. Etc. Mas Deus não existe. Posto que se Deus existisse dentro da Existência, Ele seria parte dela, e não o Seu Criador.

Um Criador que existisse em Algo, seria apenas um engenheiro Universal e um mestre de obras cósmico. Nada, além disso. Com muito poder. Porém, nada além de um Zeus Maior.

Assim, quando se diz que Deus está morto, não se diz blasfêmia quando se o diz com a consciência acima expressa por mim; pois, nesse caso, quem morreu não foi Deus, mas o “Deus existente” criado pelos homens. Tal Deus morreu como conceito. Entretanto, tal Deus nunca morreu De Fato, pois, como fato, nunca existiu — exceto na mente de seus criadores.

Assim, o exercício teológico, seja ele qual for, quando tenta estudar Deus e explicar Deus, tratando-o como existente, o nega; posto que diz que Deus existe, fazendo Dele um algo, um ente, uma criatura de nada e nem ninguém, mas que também veio a existir dentro de Algo que pré-existia a Ele, e, portanto, trata-se de Algo - Deus sobre o tal Deus que existe.

A Escritura não oferece argumentos acerca da existência de Deus. Jesus tampouco tentou qualquer coisa do gênero. Tanto Jesus quanto a Escritura apenas afirmam a fé em Deus, e tal afirmação é do homem e para o homem — não para Deus —; pois se fosse para Deus, o homem seria o Deus de Deus, posto a existência de Deus dependeria da afirmação e do reconhecimento humano. Tal Deus nem é e nem existe; exceto na mente de seus criadores.

Deus não existe. O que existe pertence ao mundo das coisas que existem OU não existem. Deus, porém, não pertence a nada, e, em relação a Ele, nada é relação.

Defender a existência de Deus é ridículo. Sim, tal defesa apenas põe Deus entre os objetos de estudo. Por isto, dizer: “Deus existe e eu provo” — é não só estupidez e burrice; mas é, sem que se o queira, parte da profissão de fé que nega Deus; pois se tal Deus existe, e alguém prova isto, aquele que apresenta a prova, faz a si mesmo alguém de quem Deus depende pra existir... e ou ser.

O que “existe”, pertence à categoria das que coisas que são porque estão. Deus, porém, não está; posto que Ele É.

Ser e estar não são a mesma coisa, como o são na língua inglesa. O que existe pertence ao que é apenas porque está. Deus, entretanto, não está porque Ele É.

“E quem direi que me enviou?” — perguntou Moisés. “Dize-lhes: Eu sou me enviou a vós outros!” — disse Ele.

Desse modo, Deus não diz “Eu Estou”, mas sim “Eu Sou”. Ora, um Deus que está, não é, mas passou a ser. Porém o Deus que É, mas não está; não pertence ao mundo das coisas verificáveis; posto que Aquele que É, não está; pois se estivesse, seria —, mas não Seria Aquele de Quem procedem todas as existências, sendo Ele apenas um ele, e não Ele; e, por tal razão, fazendo parte das coisas que existem — mas sem poder dizer Eu Sou!

Jesus também falou da sutileza do ser em relação ao estar. Quando indagado acerca da ressurreição pelos saduceus (que não criam em nada que não fosse tangível), Ele respondeu: “Não lestes o que está escrito? Eu sou o Deus de Abraão, eu sou o Deus de Isaque, eu sou o Deus de Jacó. Portanto, Ele é Deus de vivos, e não de mortos; pois para Ele todos vivem”. Assim, os que vivem para sempre são os que são em Deus, e não os que estão existindo. A vida eterna não é existir pra sempre, mas ser em Deus.

Assim, para viver eternamente eu tenho que entrar na dissolvência da existência, a fim de poder mergulhar naquilo que está pra além do que existe; posto que É.

A morte pertence à existência. A vida, porém, se vincula ao que não existe, pois, de fato É.

O que existe carrega vida, mas não é vida. A vida, paradoxalmente, não pertence ao que é existente, mas sim ao que É.

Quando falo de vida, refiro-me não às cadeias de natureza biológica que constituem a vida dentro da existência. Mas, ao contrario, ao falar em vida, refiro-me ao que é para além da existência constatável.

Portanto, Paul Tillich tem razão quando diz: “God does not exist. He is being itself beyond essence and existence. Therefore to argue that God exists is to deny him”.

Ora, usando uma gíria de hoje, eu diria: Tillich tem razão quando diz: “Deus não existe!” — pois é isto que hoje se diz quando algo está pra além da existência: “Meu Deus! Esse cara não existe!”. Assim é com Deus: Não existe! Pois é de-mais!

Um beijo pra você!

Ame-o, e nunca o deixe!

Nele, que não existe, pois É,

Caio Fábio.

A ressurreição...




"A ressurreição de Jesus nos dá, pois, a garantia do perdão, do poder e do triunfo definitivo de Deus.
Ela nos possibilita encarar o nosso passado (por mais motivos que tenhamos para nos envergonhar dele), confiantes do perdão de Deus através dAquele que morreu por nossos pecados e foi ressuscitado; encarar o nosso presente (por mais fortes que sejam as nossas tentações, e mais pesadas as nossas responsabilidades), confiantes na suficiência do poder de Deus;
e encarar o nosso futuro (por mais incerto que seja) confiantes na vitória definitiva de Deus, cuja garantia é a ressurreição."


(J. Stott em Ouça o Espírito, ouça o mundo)

Um xerô , Thiaguin