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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Brasil perde de goleada para a sociedade do desperdício.





Em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos. Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais de 1%. De todo esse resíduo, cerca de 6,5 milhões de toneladas foram parar em rios, córregos e terrenos baldios. Ainda 42,4%, ou seja, 22,9 milhões de toneladas foram depositados em lixões e aterros controlados e que não fazem o tratamento adequado dos resíduos. Estas conclusões fazem parte do estudo Panorama dos Resíduos Sólidos divulgado na semana passada pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).




Detalhes do mesmo relatório demonstram que estamos muito, mas muito distantes de tornar o consumo consciente uma prática cotidiana na vida das pessoas em nosso país. Um bom exemplo é que no ano passado, a média de lixo gerado por brasileiro ficou em 378 quilos, o que é 5,3% superior aos 359 quilos de lixo per capita computados em 2009.


O que esperar do futuro

Em uma sociedade de consumo que vem se caracterizando pelo culto ao descartável, a quantidade de lixo é proporcional a falta de consciência e ações que passam por todos os setores, sejam eles públicos ou privados, até chegar ao próprio cidadão.



Se por um lado podemos registrar com orgulho que no Brasil temos o mais alto nível de reciclagem de latinhas de alumínio do mundo, por outro, também é fácil afirmar que existem materiais tão diversos como papel, papelão, vidro, isopor, garrafas PET, sacolas plásticas e tantos outros que são perfeitamente recicláveis e que simplesmente não o são, por falta de apoio a coleta e comercialização. Pelo menos 30% dos lixos domiciliares são compostos de materiais recicláveis, mas apenas 1% acaba sendo, efetivamente, recuperado pela coleta seletiva.



É muito triste imaginar que toneladas de material reciclável entopem os lixões e aterros quando poderiam voltar a ser utilizados por empresas em produção de novos produtos. Um caso exemplar é o do vidro. Um quilo de vidro é totalmente aproveitado na reciclagem num círculo virtuoso que contribui para que não sejam necessárias as extrações de matérias-primas existentes na natureza. Isso vale para todos os outros materiais que são descartados. Papéis reutilizados e reciclados evitam o corte de árvores; sacolas plásticas reutilizadas e recicladas deixam de entupir bueiros, poluir rios e mares etc.



As razões para esse estado de coisas são inúmeras: ausência de políticas públicas efetivas de incentivo a coleta e reciclagem e de educação ambiental para a população; uma parte da iniciativa privada que não se empenha em tratar resíduos e criar ações para reaproveitamento de materiais na sua linha de produção e o cidadão que desperdiça, não reutiliza, não recicla e ainda joga lixo nas praças, ruas, rios e lagos.



Política Nacional de Resíduos Sólidos para mudar a realidade

Boa parte das esperanças para reverter esse quadro reside na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010 e que estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada em relação à destinação dos resíduos. Todos os integrantes da cadeia produtiva sejam eles fabricantes, distribuidores, importadores, comerciantes e até mesmo os consumidores serão responsáveis por todo o processo de ciclo de vida do produto até a disposição final, também conhecido como logística reversa. Nessa conta de responsabilidades também estarão inseridos os serviços de limpeza públicos e de manejo dos resíduos sólidos. A lei prevê ainda o fim dos lixões em todos os municípios brasileiros até 2014.


Diante do aumento da geração de lixo, os desafios propostos pela nova política são enormes e vão requerer esforços dobrados nos próximos anos. Portanto, é preciso também trazer outras questões para a discussão que contribuam para avançar nesse processo.


Cobrar o que é de graça, aumentar o preço do que for muito barato

Um caminho é dar o devido valor ao que hoje é tratado como lixo. Se o poder público garantisse preços convidativos para os materiais hoje menos atrativos, tenho certeza que teríamos mais plásticos, papéis, vidros, isopores, entre outros, sendo recolhidos com eficiência e, consequentemente, voltariam para a cadeia produtiva ao invés de descartados.


Vivemos situações críticas em várias áreas vitais para a sobrevivência humana, a questão da geração do lixo, da contaminação das águas, o desmatamento e o aquecimento global estão entre as principais. Infelizmente, medidas isoladas sejam do poder público, sejam da iniciativa privada e até de cidadãos mais conscientes são louváveis, mas de resultado limitado.


Cobrar por todos esses materiais e embalagens dando valor ao que as pessoas hoje descartam seria uma maneira rápida de mudar a realidade tenebrosa do desperdício, do descarte inconseqüente e da falta de educação.


O melhor, é claro, seria conquistar consciências, mas é óbvio também que os resultados tem sido modestos até mesmo nos países ditos desenvolvidos e educados.


Boa notícia chega do varejo!

Falando em outros países, algo que já foi adotado fora do Brasil vai chegar por aqui nos próximos dias: a cobrança pelas sacolas plásticas!


No próximo dia 9 de maio, um acordo será assinado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados) e o Governo do Estado de São Paulo prevendo, inicialmente, uma campanha de 6 meses para a conscientização do consumidor para a importância de usar sacolas retornáveis, caixas ou carrinhos de feira no transporte das compras. Após esse período, ou seja, meados de novembro, as sacolas plásticas tradicionais, que demoram cerca de 100 anos para se decompor, serão substituídas por sacolinhas feitas à base de amido. Essa nova sacola se decompõe no máximo em 180 dias e será vendida pelo preço de custo (R$ 0,20 a unidade).


Essa experiência já foi adotada com sucesso em Jundiaí, cidade de xxx mil habitantes, próxima a Campinas. Hoje apenas 5% dos consumidores acabam por adquirir as sacolinhas biodegradáveis. A maioria esmagadora já se acostumou a nova realidade e, como em outros países, abandonou o uso das sacolas descartáveis.


Quem sabe se com mais ações como essa e um pouquinho mais de consciência, os números do Panorama de Resíduos Sólidos em 2012 não poderão apresentar surpresas mais agradáveis que os deste ano?

Reinaldo Canto

3 de maio de 2011 às 17:09h



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quem quer ser professor?



Você é louca!” “É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?” Ligia Reis, de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. “Vai ser professor? Que coragem!” Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi , de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: “Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro”. Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.


Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.



Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.


Raio X


Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. “De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande.”


É o caso de Fernando Cardoso, de 26 anos. Professor auxiliar do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Viva, Fernando é a primeira pessoa de sua família a completar o Ensino Superior. Sua primeira graduação, em Educação Física, foi bastante comemorada pela família de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo. O mesmo aconteceu quando ele resolveu cursar a segunda faculdade, de Pedagogia.


Entretanto, pondera Bernardete, grande parte desse contingente também chega ao Ensino Superior com certa “defasagem” em sua formação. A pesquisadora cita os exemplos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que revela resultados muito baixos, especialmente no que diz respeito ao domínio de Língua Portuguesa. “Então, estamos recebendo nas licenciaturas candidatos que podem ter dificuldades de linguagem e compreensão de leitura.”


Segundo Bernardete, esse é um efeito duradouro, uma vez que a universidade, de forma geral, não consegue suprir essas deficiências. Para Isaías Carvalho, esta é uma visão elitista. “Muitos professores capacitados ingressam nas escolas e estão mudando essa realidade. Esse discurso acaba jogando toda a culpa nos professores”, reclama.


Desde 2006, Isaías Carvalho trabalha como professor do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual em São Paulo. Oriundo de formação em escolas públicas, Isaías também é formado pelo Senai e chegou a trabalhar como técnico em refrigeração. Só conseguiu passar pelo “gargalo do vestibular” por causa do esforço de alguns professores da escola em que estudava na Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Voluntariamente, os professores davam aulas de reforço pré-vestibular de graça para os alunos, nos fins de semana. “Os alunos se organizavam para comprar as apostilas”, lembra. Foi durante uma participação como assistente de um professor na escola de japonês em que estudava que Antônio Marcos Bueno, de 21 anos, resolveu tornar-se professor. “Um sentimento único me tocou”, exclama. Em busca do objetivo, saiu de Manaus, onde morava, e mudou-se para São Paulo. Depois de quase dois anos de cursinho pré-vestibular, Antônio Marcos está prestes a se mudar para a cidade de Assis, no interior do Estado, onde vai cursar Letras, com habilitação em japonês.


Entretanto, essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. “Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização”, resume Bernardete.


Contra a corrente


Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.


A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. “Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo”, conta. “Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada”, desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. “A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste.”


Como constatou Ligia, de forma geral, jovens oriundos de classes mais favorecidas, teoricamente com uma formação mais sólida e maior bagagem cultural, acabam procurando outros mercados na hora de escolher uma profissão. “Eles procuram carreiras que oferecem perspectivas de progresso mais visíveis, mais palpáveis”, explica Bernardete. Um dos motivos que os jovens dizem ter para não escolher a profissão de professor é que eles não veem estímulo no magistério e os salários são muito baixos, em relação a outras carreiras possíveis. “Meu avô disse para eu prestar Farmácia, que estava na moda”, lembra Ana.


A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. “Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte”, conclui a pesquisadora.


Anderson, Ligia, Ana, Isaías, Antônio e Fernando torcem para que essa perspectiva se torne realidade. “Eu acho que, felizmente, as pessoas estão começando a tomar consciência do papel do professor. É uma profissão que, no futuro, vai ser valorizada”, torce Anderson. “É uma profissão, pessoalmente, muito gratificante.” “Às vezes, eu chego à escola morta de cansaço, mas lá esqueço tudo. É muito gostoso”, conta Ana.

Entrevista da Revista Carta Capital:
http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/quem-quer-ser-professor
Tory Oliveira


26 de abril de 2011 às 10:12h

domingo, 1 de maio de 2011

As dez coisas mais difíceis que tentamos fazer na vida.



I Não terás outros deuses


Não crerás na existência de outros deuses, senão de Deus.

Não explicarás o universo senão em relação a Deus.

Não terás outro critério de verdade senão Deus.

Não te relacionarás com pseudodivindades, senão com Deus.

Não dependerás de falsos deuses, senão de Deus.

Não terás satisfação em nada que exclua Deus.



II Não farás imagens

Não tratarás como Deus o que não é Deus.

Não compararás Deus com qualquer de suas criaturas.

Não atribuirás poder divino a qualquer das criaturas de Deus.

Não colocarás nenhuma criatura entre ti e o teu Deus.

Não diminuirás Deus para que possas compreendê-lo ou dominá-lo.

Não adorarás qualquer criatura que pretenda representar Deus.



III Não tomarás o nome do teu Deus em vão

Não dissociarás o nome da pessoa de Deus.

Não colocarás palavras na boca de Deus.

Não te esconderás atrás do nome de Deus.

Não usarás o nome de Deus para te justificares.

Não te relacionarás com uma idéia a respeito de Deus, senão com o próprio Deus.

Não semearás dúvidas respeito do caráter e da identidade de Deus.



IV Lembra-te do sábado

Não deixarás de dedicar tempo exclusivamente para Deus.

Não deixarás de prestar atenção em Deus.

Não deixarás de descansar em Deus.

Não derivarás teu valor da tua produtividade.

Não tratarás a vida como tua conquista.

Não deixarás de reconhecer que em tudo dependes de Deus.



V Honra teu pai e tua mãe

Não negarás tua origem.

Não terás vergonha do teu passado.

Não deixarás de fazer as pazes com tua história.

Não destruirás a família.

Não banalizarás a autoridade dos pais em relação aos filhos.

Não deixarás teu pai e tua mãe sem o melhor dos teus cuidados.



VI Não matarás

Não tirarás a vida de alguém.

Não tirarás ninguém da vida.

Não negarás o perdão

Não farás justiça com tuas mãos movidas pelo ódio.

Não negarás ao outro a oportunidade de existir na tua vida.

Não construirás uma sociedade que mata.



VII Não adulterarás

Não farás sexo.

Não farás sexo na imaginação.

Não farás sexo virtual.

Exceto com teu cônjuge.

Não te deixarás dominar pelos teus instintos físicos.

Não terás um coração leviano e infiel.

Não te satisfarás apenas no sexo, mas te realizarás acima de tudo no amor.



VIII Não furtarás

Não vincularás tua satisfação às tuas posses.

Não te deixarás dominar pelo desejo do que não possuis.

Não usurparás a propriedade e o direito alheios.

Não deixarás de praticar a gratidão.

Não construirás uma imagem às custas do que não podes ter.

Não pensarás só em ti mesmo.



IX Não dirás falso testemunho

Não dirás mentiras.

Não dirás meias verdades.

Não acrescentarás nada à verdade.

Não retirarás nada da verdade.

Não destruirás teu próximo com tuas palavras.

Não dirás ter visto o que não vistes.



X Não cobiçarás

Não viverás em função do que não tens.

Não desprezarás o que tens.

Não te colocarás na condição de injustiçado.

Não desdenharás os méritos alheios.

Não duvidarás da equanimidade das dádivas de Deus.

Não viverás para fazer teu o que é do teu próximo, mas do teu próximo o que é teu.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Seis Razões para Estudar Economia.





1. Economistas estão sempre armados e são perigosos. Ou você nunca ouviu falar na "Mão Invisível"?




2. Você pode falar sobre dinheiro sem ter que ganhar dinheiro.



3. Mick Jagger e Arnold Schwarzenegger estudaram economia, e veja onde eles chegaram!



4. Se você ficar desempregado, ao menos saberá o porquê.



5. Embora a ética ensine que a virtude é a sua própria recompensa, em economia aprendemos que a recompensa é a sua própria virtude.



6. Quando você ficar bêbado, poderá argumentar que está apenas pesquisando sobre a lei da utilidade marginal decrescente;
 
Boa sexta.
 
Valeu galera,




Com vocês, ao Serviço d’Ele,



Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Messi, crônica de uma máquina quase perfeita.


Lionel Messi foi programado para fazer gols.




E para jogar bem.



Parece ter sido construído em laboratório com a única missão de balançar as redes.



Prova disso é sua trajetória em campo sempre vertical, aguda, objetiva…



Escrever sobre o camisa 10 do Barcelona é descrever números. São estatísticas que comprovam um talento fora do comum.



Messi não é um camisa 9, artilheiro forte e de presença.



Messi também não um armador, gênio cerebral que pensa o jogo.



Porém, Messi incorpora ambos com tamanha simplicidade – e habilidade.



Habilidade essa que não tem firulas.



O drible é seco, rápido, desconcertante. O passe normalmente é preciso, decisivo.



E o chute sempre vai milimetricamente no canto.



Nesta temporada, só pelo Barcelona, já são 49 gols.



É o jogador com mais gols numa única temporada no futebol espanhol (superou Zarra e se igualou a Puskas)



Na Liga BBVA, Messi tem 30 gols em 29 jogos. Além de 18 assistências.



Ou seja, o Barça depende do argentino, até aqui, em quase 56% dos gols no Espanhol.



Na Champions são 9 gols e 3 assistência em 10 jogos.



Na Copa do Rei, 7 gols e 2 assistências em 7 partidas.



E ainda há 3 gols na Supercopa da Espanha.



Impressionante!



Resumo 2010-11:



Jogos: 46

Chutes certos: 112

Gols: 49

Assistências: 23

Vitórias: 35

Derrotas: 3

Empates: 7

PS: Texto em constante atualização…

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia do goleiro.



O goleiro, dizem, é um herói solitário.


De um heroísmo e uma solidão que o torcedor raramente reconhece.



E que solidão é esta de um homem com tantos privilégios:

O de ser o número 1?

O de vestir-se diferentemente dos outros?

O de ser inatacável em sua pequena área?

O de pode usar as mãos num esporte chamado foot-ball?



Assim como o goleiro é um personagem ímpar no grande palco do futebol,

as defesas que ele pratica são momentos igualmente únicos.



Veja o quanto de arrojo, elasticidade, reflexo, intuição, firmeza, talento,

há nestas defesas de goleiro e convença-se de que ele merece sua admiração.



Trechos da crônica escrito por João Máximo e narradas por Marcelo Duarte na Sala Dança do Futebol – Museu do Futebol.

Sucesso


FIZERAM UMA enquete entre pessoas que, a seu juízo, tiveram sucesso, eu entre elas. Queriam descobrir o segredo. Eram seis perguntas:




1) Se tivesse que definir sua história profissional em três palavras, quais seriam?

Um jovem me perguntou: como planejei a minha vida para chegar aonde cheguei? Respondi: cheguei aonde cheguei porque tudo o que planejei deu errado. A primeira palavra, então, seria “acidente”.

Depois, há de se ter um dom, coisa que não se faz, mas se recebe dos deuses. Quis muito ser pianista. Fracassei porque me faltava o dom. Já vi muitas promessas em livros de autoajuda do tipo “você está destinado ao sucesso…”. Isso é mentira. O querer nada pode sem o dom.

Finalmente, é preciso trabalhar.



2) Quais diferenciais uma pessoa deve possuir para conquistar o sucesso em sua profissão?

Não gosto dessa palavra “sucesso”. O que é sucesso? Vender um milhão de livros? Muitos livros medíocres são vendidos aos milhões, enquanto outros livros geniais não vendem uma única edição.

Muitos sucessos acontecem por acidente, trapaça ou malandragem. Ser eleito deputado ou senador -isso é sucesso?

Não se aprisionar ao costumeiro. Uma mulher que não conheço me enviou um presente, um quadro bordado em ponto cruz com as palavras “Deus abençoe essa bagunça”… Nietzsche nos aconselhou a construir nossas casas nas encostas do vulcão Vesúvio… Curiosidade.



3) Você deve ter acompanhado muitas pessoas que atingiram um reconhecimento em sua carreira, mas que, em pouco tempo, acabaram esquecidas. Quais os cuidados que um profissional deve tomar para que isso não ocorra?

Isso nunca me passou pela cabeça… Eu riria de uma pessoa bem-sucedida que se preocupasse com isso. Acho que essa preocupação é própria de pessoas narcisistas. E eu desprezo os narcisistas… Um conselho maroto, de bufão: “Esforce-se para aparecer na “Caras”. Com seu rosto sorridente lá, você não será esquecido…



4) Que ações e atitudes você tomou em sua vida e que, na sua opinião, foram determinantes para o sucesso em sua carreira?

Uma das minhas características que em nada ajudam o sucesso foi a “rebelião”. Fui um rebelde na religião, um rebelde na psicanálise, um rebelde na esquerda, um rebelde na educação. “Em cada chegada, eu sou uma partida”, dizia Nietzsche. E Eliot: “Numa terra de fugitivos, aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo…”. Acho que aqueles que gostam de mim têm esse traço comum: andam na direção contrária.



5) Já houve momentos em que você pensou em desistir? Em que pensou que nada daria certo? Se sim, o que você fez para superá-los e seguir em frente?

Sim. Cheguei a me candidatar a vendedor da “Enciclopédia Britânica” de casa em casa… Mas, repentinamente, o vento virou e encheu as minhas velas… É preciso estar atento à direção do vento…



6) Qual a lição mais importante que você teria para quem deseja afinar-se para o sucesso?

Não queira afinar-se para o sucesso. Não faça do sucesso o seu deus. Seja fiel a você mesmo. Se vier o tal de “sucesso”, melhor para você. Ou pior para você, nunca se sabe… Van Gogh foi um fracasso, nunca vendeu um quadro. Ele poderia ter se “afinado” para o sucesso -pintando quadros mais bonitinhos…


Por Rubem Alves

terça-feira, 26 de abril de 2011

Horizonte



"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".


Eduardo Galeano

domingo, 24 de abril de 2011

Vale, e muito.


Aí, aos 44 do segundo tempo, o rapaz de nome Ananias fez o gol, e meus moleques pulam como nunca, gritam como nunca, abraçam o pai e os desconhecidos na arquibancada, e têm o diazinho mais feliz de suas vidas.



Aí abro os jornais no dia seguinte, e ouço as rádios e as TVs, e leio e ouço e vejo que esse campeonato não vale nada, que os grandes estão cheios de tédio, que isso tudo acabe logo para começar o que importa, o que vale.


E então percebo que estão, estamos, talvez, totalmente descolados da realidade. Como assim, não vale nada?


Vou contar uma historinha.


Meus meninos têm 12 e 11 anos. Vão aos jogos do seu time desde quando não conseguiam andar direito e eu tinha de carregar cada um num braço, e subir os degraus até lá no alto, porque eles gostavam de ver aquele campo enorme, um mundo novo e verde estava se revelando, com onze de cada lado, e uma porção de gente assistindo, e gritando, e xingando. Aprenderam a assistir, a gritar, a xingar, a cantar, aprenderam as regras sozinhos, tomaram posse daquele mundo que, no começo, era apenas uma imensidão verde que se via lá do alto, do último degrau.


Domingo, na arquibancada quente, de cimento, havia dezenas, centenas de garotinhos como eles. E eu vi seus olhinhos brilhando. E ouvi do meu mais novo, já no carro, voltando para casa, que ia dormir mais leve.


E vêm os escribas e os locutores do alto de seus púlpitos e de sua pequenofobia para afirmar que não, isso não vale nada.


Que direito tem alguém de ir aos jornais ou à TV e dizer para uma criança de 11 ou 12 anos que sua alegria, sua felicidade, não vale nada? Quem foi que nos deu, a nós jornalistas esportivos, essa prerrogativa divina e sacra de dizer a uma criança qual o tipo de coisa pela qual vale a pena ficar feliz e chorar de alegria?


Eu vi os olhinhos dos meus meninos brilhando. Discretamente, um deles até enxugou algumas lágrimas. Eu até chorei, pai, disse no carro, e o outro disse que não chorou, mas quase.


Elas, essas lágrimas, valem muito. Mais do que todos os reais versus barcelonas desta e das próximas semanas, e de todos os que ainda hão de acontecer até o fim dos tempos.


Elas valem mais do que as cifras repletas de zeros que os jornais e as TVs brandem quando tratam do preço de um ganso, ou do valor de uma arena (arena?), ou dos direitos de transmissão.


Sobram números frios aos meus colegas, mas falta a eles o calor de uma arquibancada de cimento duro num domingo de sol. Falta a eles, e tem faltado a muita gente, olhar nos olhos de uma criança quando ela vê o goleiro do seu time subir no alambrado para olhar nos seus olhinhos. Falta ver de perto um garotinho arrancar a camisa suada e abraçar o pai com a cabecinha colada no peito junto ao distintivo.


Ninguém tem o direito de dizer que isso não vale nada. Ninguém tem o direito de dizer a uma criança que sua felicidade não vale nada, só porque ela eclodiu de repente num estádio antigo num torneio menor, e não diante de uma tela de LCD, com transmissão em HD, numa arena climatizada igualzinha às dos videogames.


A vida real, o futebol de verdade, não está num playstation, nem pode ser visto em HD. Na vida real, os olhinhos das crianças brilham no cimento duro da arquibancada quando seu time faz um gol, e dizer que aquele gol não vale nada é coisa de quem não está entendendo mais nada.

por Flavio Gomes, colunista do ESPN.com.br


sábado, 23 de abril de 2011

O pastor herege - Entrevista de Ricardo Gondim a Revista Carta Capital.


Carta Capital n˚ 643:O pastor herege
“Deus nos livre de um Brasil evangélico”, diz o religioso crítico dos movimentos neopentecostais.
A Gerson Freitas
“Deus nos livre de um Brasil evangélico”. Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir:
CartaCapital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
Ricardo Gondim: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.
CC: Como o senhor define esse perfil?
RG: extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhes assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.
CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?
RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o Presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.
CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
RG: O movimento brasileiro é filho do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui leem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portos de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?
CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
RG: Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, estão a minha mensagem está fragilizada.
CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
RG: Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez mais dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.
CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
RG: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou com a heterossexualidade.
CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
RG: Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.
CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente. Enviado pelo editor Júlio Amorim – São Paulo – jotamorim@gmail.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dorme em paz ser carolíngio.

A vida é curta. Por isso o nosso bem mais precioso é “tempo”. Ele não é renovável. Portanto, não perca tempo com vaidades e bobagens. Invista seu tempo em algo que realmente vale à pena: amor. Gaste tempo amando. Gaste tempo abraçando. Gaste tempo cuidando do outro. Gaste tempo sendo compassivo. O amor não renovará esse tempo gasto, fará algo melhor: o eternizará. Porque o amor é a casa da eternidade.


Hoje a UECE amanheceu de luto. Morreu Carlos Dália, ex diretor e coordenador do curso de Filosofia. Em decorrencia de problemas na vesícula. Homem que me inspirou muito pra que hoje eu fosse professor, e ele sempre dizia: "Professor temos muitos, seja EDUCADOR".
 
Dália, você tem o respeito e a admiração de todos nós. Esse ser caro carolíngio vai dormir em paz.

Alegria de um povo


Valeu galera,




Com vocês, ao Serviço d’Ele,



Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 18 de abril de 2011

E hoje é segunda feira.



E hoje começa a semana mais curta do mês. Aproveitemos para refletir.


Que tenhamos uma semana exponencial.

Valeu galera,

Com vocês, ao Serviço d’Ele,

Thiago Oliveira Braga

domingo, 17 de abril de 2011

Para que serve o amor? / A quoi ça ser l'amour?



Arrebatador curta que tenta responder à pergunta Para que serve o amor?, tendo com trilha sonora a música de Edith Piaf. A simplicidade dos traços confere ao filme um tom singelo que o torna ainda mais comovente.




Dialética da (nossa) história.


Eu, meu irmão (Braga Neto) e João Pedro (Filho do meu irmão). O boneco do incrível Hulk entrou de "gaiato" na fotografia.

Agora façam as comparações.

Bom domingo.




Com vocês, ao serviço d'Ele.



Thiago Oliveira Braga.

domingo, 10 de abril de 2011

Cassundé



Maria de Jesus Casundé é um exemplo de vitalidade, uma lenda viva do Colégio Marista Cearense, foi minha professora de Matemática no ano de 1994 e tinha algumas colocações que lembro até hoje, como "Não confundir cassarolinha de assar leitão com Carolina de Sá Leitão".

Quem desta inesquecível mulher foi aluno, sabe do que estou falando.


domingo, 3 de abril de 2011

Furtivos encontros

Metáforas são livres para sonhar com realidades e criar ambientes imaginados. E somente por isso é possível que conheçamos, ou desenhemos, um dos possíveis encontros deliberativos relativos à Copa do Mundo de 2014. Com a devida permissão poética, aí vai: foi em certa sala suspeita que alguns elementos, também suspeitos, se reuniram para decidir assuntos de seus interesses. Era um lugar algo estranho, com certo ar de antiguidade deteriorada. Não pareciam estar muito à vontade. Estamos falando de um condomínio, de certo porte, que agregava alguns figurões da sociedade local. Por uma dessas ironias do destino, ou manias de mandar, alguns de seus representantes se investiram do direito de responder e decidir por todos os outros. Quase como um golpe.


Deliberou-se ali sobre a taxa de condomínio e algumas outras formalidades, que passaram a ser exigidas de todos para a boa convivência dos vizinhos. Essas poucas pessoas que ocupavam os sofás pouco cuidados aparentavam estar um pouco alteradas. Diria até que não tinham condições plenas de admissão de suas posições. Um, de alva cabeleira, que mais lembrava um decadente cantor de fundo de quintal, comandava todos os outros, que mais pareciam marionetes ou então lhes faltava muito pouco para tanto. Em voz alta bradava que uma tomada de posição deveria ser assumida. Que absurdo cobrar de todos os moradores do prédio, por exemplo, a manutenção dos elevadores!


Uma garçonete em trajes sumários adentrou o recinto com uma bandeja e provocou um mal-estar no funcionário que guardava a porta – armado, diga-se de passagem. Os participantes da mesa reagiram com absoluta naturalidade, como se aquela visão fosse comum. Na verdade, a maioria estava louca para que aquele encontro se encerrasse logo e assim pudessem se dirigir a um local mais permissivo, digamos assim, que já se encontrava devidamente agendado como uma forma de prêmio pela participação. Só o fato de se recordarem do depois era motivo para extrair um sorriso incontrolável da maioria.


Outro, que se alojava do lado oposto, enquanto saboreava arrogantemente um charuto cubano que comprara nas docas, resolveu colocar mais fogo no gargalo. Levantando insistentemente a mão por mais de dez minutos, conseguiu chamar a atenção do chefão, que, irritado, anuiu à sua palavra. Levantou-se solenemente, como se um lorde fosse, e começou a desfilar suas impressões: “Nós, gente da melhor espécie, temos de imediatamente definir nossas posições. Devemos exigir que nenhum tipo de taxação incida sobre nossas cabeças. Que todos os motoristas particulares nos recebam de joelhos dobrados e cabeça baixa. Que empregados, ah, jamais os tenhamos por perto. Que deixemos de pagar os impostos do imóvel. Que o IPTU e outras extorsões deverão, a partir de hoje, ser pagos pelos funcionários, que trabalharão sem direito a salário e a qualquer tipo de privilégio; muito menos pagamento por horas extras”.

Foi uma loucura. Os pequenos – e pretensos tiranos – comensais se levantaram para um eufórico brinde com uma aguardente envelhecida. O orgulho estampara-se em seus rostos. Sentiam-se o máximo, os únicos, os invencíveis. O que diriam suas pobres esposas, amantes ou suas próximas companhias? Nada mais que isso. Nem sabiam com quem tratavam suas vidas. Ou, quem sabe, conheciam muito bem quem as saciavam de colares, moedas e vergonha. Chamaram a secretária para colocar em ata todos esses absurdos. Um, o pior, escapou no ocaso do evento. Era definitiva a resolução de que nada nem ninguém poderia, a partir daquele momento, ingressar naquele prédio. Nem eles!

Embriagados pelo poder investido, não se deram conta de que era a própria derrocada. Nenhum deles tinha outra fonte de renda nem onde encostar o que possuía. Ficaram ao relento. Os outros moradores e os que habitavam ao lado ficaram estupefatos e não se renderam. Era muita ignorância ou um tremendo blefe de amadores. Pagaram para ver o que é que daria. Era questão de tempo. Todos acabaram retornando para suas próprias casas com o rabo no meio das pernas, mas sempre pensando em novas besteiras a serem feitas. Era só questão de tempo. No condomínio chamado futebol brasileiro tudo é possível.

Em tempo: arenas para a Copa do Mundo, poderes investidos em si próprios, renúncias fiscais da União, implosão do Clube dos 13, negociações paralelas; tudo isso foi recentemente pauta de alguns acordos nascidos desses furtivos encontros.


Sócrates é comentarista esportivo, foi jogador de futebol do Corinthians, entre outros clubes, e da seleção brasileira.