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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

sábado, 19 de setembro de 2009

REVOLTANTE !!!


O Ceará não jogou bem, mas sair de campo derrotado com um gol de mão é vergonhoso !!!
Mas temos 13 jogos e estamos na torcida pela seu acesso Vovô.
Vamo que vamo Ceará !!!
Agora, vamos tentar responder algumas perguntas:

Será que realmente é gostoso fazer um gol assim?
Será que o torcedor honesto e que gosta do bom espetáculo, curte comemorar um gol dessa maneira?
Será que o torcedor do Ceará ou de qualquer outro time prejudicado por um gol assim, também não vibraria muito se fosse beneficiado? Não há quem adore ganhar com um gol irregular do adversário?
E os jogadores, curtem ainda mais ganhar com um gol irregular ou nem pensam nisso?
A vitória no esporte realmente vale acima de tudo, ludibriando adversários, sendo malandro?
Ou ser malandro é jogar honestamente e ganhar apenas pelo talento em campo?
Os atletas têm direito de fazer o que bem entendem, sem preocupação com a ética?
Ou o atleta deve ser o primeiro a ter cuidado em jogar limpo, para facilitar a vida dos árbitros e dar bom exemplo para os torcedores?
Infelizmente vivemos em um mundo onde o resultado é mais importante do que tudo e a honestidade e o respeito ficam em segundo plano.
“Os fins justificam os meios”, bradam os que adoram levar vantagem em tudo, tanto no esporte, como na vida, onde a desonestidade ganha, dia após dia, da correção.
Um pena, mas o futebol é o retrato da nossa sociedade estragada.

Os sete pecados capitais - GULA

"Ora, Marge, se Deus quisesse que a gente comesse na igreja, não teria colocado a gula como pecado..."

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os sete pecados capitais - PREGUIÇA


Os 10 Mandamentos do Preguiçoso
I. Viva para descansar.
II. Ame a sua cama, ela é o seu templo.
III. Se vir alguém descansando, ajude-o.
IV. Descanse de dia para poder dormir à noite.
V. O trabalho é sagrado, não toque nele.
VI. Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.
VII. Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito,deixe que outra pessoa faça.
VIII. Calma, nunca ninguém morreu por descansar.
IX. Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passe.
X. Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Não acomodar com o que incomoda!




Não acomodar com o que incomoda!

Fernando Anitelli


Tenho percebido que sou uma pessoa inconformada.

Não sei mais ver algo errado e não ficar indignado, mas logo vem uma vontade de fazer algo ... fazer algo ? Onde ? Quando ? Porque ?

Sinto que minha garganta quer gritar contra algo que eu não sei bem quem é, mas logo que eu ligo a televisão essa vontade passando, o sentimento vai se diluindo em meio a tudo que o nosso cotidiano é repleto: Contradições.

Eu adimito, mas é claro que esse texto ele tem mais carater poético, minha vida não é sempre assim, pelo contrário.

Mas eu quero levantar todos os dias SEMPRE com a vontade de tem algo a buscar, a crescer e sobretudo a partilhar.

pense nisso...

não se acomode com o que incomoda!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

INDIGNAÇÃO



“A nossa indignação é uma mosca sem asas, não ultrapassa as janelas de nossas casas”

Skank

domingo, 6 de setembro de 2009

Os sete pecados capitais - AVAREZA

Quanto vale o show?
Quanto vale o amor?
Quanto vale, então, fazer das tripas coração?
Quanto vale o som?
Quanto vale a dor?
Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?

La Plata (Jota Quest)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A vida fora do gramado

Em agosto de 1969, enquanto no Maracanã lotado o escrete canarinho nos garantia a classificação rumo ao tricampeonato no México, fora das quatro linhas a vida no Brasil não era tão risonha.

Afinal, desde 1964 vivíamos sob duro regime militar.
Após três anos de governo Castelo Branco, terrivelmente autoritário mas ainda não inteiramente troglodita, assumira o general Costa e Silva, troupier de poucas luzes. Acentuava-se cada vez mais a militarização da vida nacional.

Às prisões e cassações de políticos, estudantes e dissidentes de toda sorte, a sociedade civil respondera com grandes passeatas, que reuniam estudantes universitários, intelectuais, artistas, donas de casa e profissionais liberais.

O troco do regime não se fez esperar: em 13 de dezembro de 1968 abatia-se sobre o país o Ato Institucional nº 5, que suspendia o habeas corpus e concedia ao presidente o direito de fazer novas cassações, suspender direitos políticos, legislar por decreto-lei, intervir nos estados e decretar estado de sítio.
Para coroar, o Congresso Nacional foi posto em recesso por tempo indeterminado, e feroz censura foi baixada sobre a imprensa e todas as formas de manifestação intelectual e artística.
Ao longo do primeiro semestre de 1969, o regime fechou-se mais e mais. Cerca de cem parlamentares foram cassados, entre outros cidadãos atingidos pelas medidas de exceção.

As prisões se abarrotavam com os opositores do governo; mais de 200 professores universitários e pesquisadores foram compulsoriamente aposentados. Entre os quais o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A Lei de Segurança Nacional foi alterada, para punir a divulgação de notícias “inconvenientes” e permitir ao ministro da Justiça intervir nas rádios e TVs.

Setores da oposição, por sua vez, radicalizavam suas ações: organizações de esquerda iniciavam a luta armada, e multiplicavam-se os assaltos a bancos e atentados a quartéis.

Naquele 31 de agosto, correu entre as mais de 180 mil pessoas presentes ao Maracanã para ver Pelé infernizar a defesa paraguaia o boato de que Costa e Silva tinha morrido.

Na realidade, ele já estava gravemente doente desde o dia 27, quando se manifestaram os primeiros sintomas, mas a imprensa, censurada, noticiou que o presidente cancelara sua agenda em razão de “forte gripe”.

Dois dias depois, os três ministros militares constituíram-se em junta e passaram a responder pelo governo, impedindo o vice-presidente Pedro Aleixo de assumir.

Finalmente, naquele domingo, 31 de agosto de 1969, desfez-se a farsa: o AI-12 entronizava a Junta Militar e confirmava o afastamento de Costa e Silva.

Nas arquibancadas do Maracanã, nós nos abraçávamos, felizes, certos de que o pesadelo estava terminando. Mas não desconfiávamos de que se consumava, na verdade, um golpe de Estado.
O pesadelo entrava em nova fase.

Em 17 de outubro a ditadura passou a exibir sua face mais medonha.

A Junta Militar baixou a Emenda Constitucional nº 1, incorporando ao arcabouço jurídico brasileiro mais uma leva de legislação excepcional: penas de morte, banimento e prisão perpétua; limitação à liberdade artística e de cátedra; fim da imunidade parlamentar e da garantia ao direito de associação; manutenção da vigência dos atos institucionais.

Para encenar a mímica da normalidade institucional, em 25 de outubro o Congresso foi reaberto especialmente para eleger o general Médici e o almirante Rademaker presidente e vice-presidente da República.

A linha-dura vencera de ponta a ponta.

O Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1970 e teve que amargar 24 anos de espera para ser novamente campeão.

Fora das quatro linhas, ainda se passariam mais 20 anos até que o povo pudesse novamente votar para presidente.
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A pedido da Editoria de Esportes do jornal O Globo, escrevi este artigo, que foi publicado no Caderno de Esportes do jornal em 13.08.2001

sábado, 29 de agosto de 2009

Os sete pecados capitais - LUXÚRIA


“Pai, livrai-me da luxúria, mas não por enquanto..."

Santo Agostinho (viveu no século III e foi bispo,escritor,teólogo,filósofo,padre e Doutor da Igreja Católica)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Toma lá, dá cá (rumo a série A)


Palmas para o Vovô
Eita Ceará Pai d’égua!
Dentro do Maracanã, calou os mais de 27 mil torcedores vascainos que compareceram ao Maracanã, deixou os descrentes de boca aberta e não deixou duvidas a Seu Ninguém do que é capaz nesta Série B.
Futebol inteligente, futebol de elite.Devolve com o mesmo placar a derrota sofrida no Castelão, ainda na Segunda Rodada da série B.

E valeu a pena esperar esse vitória, e valerá ter esperado 16 anos para o acesso a elite do futebol brasileiro.
Foi um dos feitos que vão figurar na quase centenária história do alvinegro, pois foi a primeira vitória do Ceará em partidas oficiais contra o Vasco e até onde eu sei, o Ceará nunca tinha vencido de time nenhum dentro do Maracanã.
Expresso, rumo à Série A.
Boa Sorte Ceará, a série B continua...

Thiago Oliveira Braga, dentre outras coisas, torcedor do Ceará S.C.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Descoberto o ouro negro


Trabalho com adolescentes,seja eles na igreja, na escola ou em alguma outra atividade que venha a realizar. Isso me dá conta do que costumo fazer (ou pensar em fazer) é fruto de minha realização para com eles. Uma das praticas que temos feito como grupo é a valorização da data do dia, da semana, e sempre lembramos. É claro que existem algumas datas bem irrelevantes (como por exemplo, o dia do Filosofo ... rsrsrsrs ... brincadeira pelo fato de ser estudante de Filosofia), mas outras bem significativas.

Entrando nessa onda, eu vou postar um texto que fala de uma DESCOBERTA referente ao dia de hoje, dentro dos próximos dias deverei escrever sobre alguma data que considero que valha a pena ocupar uma espaço no nosso BLOG.

1859 – Primeiro poço de petróleo é perfurado a uma profundidade de 21m, no estado da Pensilvânia (EUA). Foi descoberto por Edwin Laurentine Drake, que utilizou um instrumento de madeira e uma perfuradora movida a vapor.

A data passou a ser considerada o nascimento da moderna indústria petrolífera.

Milhares de poços surgiram na Pensilvânia do noite para o dia. Carroças e barcaças transportavam o óleo dos campos para as refinarias.

Uma da primeiras utilizações do petróleo foi substituindo o óleo de baleia na iluminação. Passou a ser refinado em alambiques, obtendo-se assim o querosene.

Com a invenção dos motores a explosão e a diesel, as frações do petróleo que eram desprezadas passaram a ter novas aplicações.

No Brasil, a primeira sondagem foi realizada em Bofete, São Paulo, entre 1892 e 1896, pelo fazendeiro Eugênio Ferreira de Camargo. Entretanto, só em 1939 foi descoberto petróleo em Lobato, na Bahia.

Um ano antes, tinha sido criado o Conselho Nacional do Petróleo, para avaliar os pedidos de pesquisa e lavra de jazidas de petróleo. O CNP era o responsável pela regulação das atividades de importação, exportação, transporte, distribuição e comércio de petróleo e derivados e o funcionamento da indústria do refino.

As perfurações prosseguiam em pequena escala, até que, em 3 de outubro de 1953, o presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei nº 2004, que instituiu o monopólio estatal da pesquisa e lavra, refino e transporte do petróleo e seus derivados e criou a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras.

A partir do início da exploração de petróleo em águas profundas, foram descobertas grandes reservas na plataforma continental brasileira. O estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo o país.

Hoje, a Petrobras está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. E o petróleo é uma das principais commodities minerais produzidas pelo Brasil.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasil um País de todos...


Todos os ladrões

Todos os políticos ladrões

Todos os professores que ganham cinco reais por hora

Todos os traficantes que comandam o país

Todos os policiais que comandam o tráfico

Todos os alunos estaduais que fingem que aprendem

Todos os professores que fingem que ensinam

Todos os pais que fingem estar felizes com tudo isso

Brasil, um país de...

Todos nós, negros, brancos, pardos, cafuzos, mamelucos, índios

Todos filhos da pátria despatriados patrioticamente

Todos os favelados e milionários

Todos empregados e desempregados

Todos crentes, carentes e cretinos

Todos católicos, praticantes ou nominais

Todos os pentecostais e carismáticos

Todos a favor do aborto e todos desabortados


Brasil, um país de...


Todos os missionários e mercenários

Todos universais, seja do reino de Deus ou de qualquer outro reino

Todos que leem e aqueles que não leem e os que também não sabem ler

Todos os indiferentes tentando agir de forma diferente para não ser diferenciado

Todos os que cuidam da terra poluindo-a com tudo que usam para cuidar da mesma

Todos os que cantam, que choram, que gritam, que riem

Todos que amam futebol, e que esquecem de seus sofrimentos na hora do gol


Enfim...


Viva o nosso Brasil. Um país de Todos, um Brasil de ninguém.

Calebe Ribeiro

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Os sete pecados capitais - IRA


“Tanto a mansidão como o pacificar, longe de serem fracas, têm seu pivô na força. A força de não usar o poder é vista mais claramente e de forma mais construtiva quando a possibilidade de se usar esse poder é maior. Na Escritura hebraica a figura da paz não é de duas ovelhas deitadas juntas, mas a do leão deitado junto à ovelha, que seria uma presa fácil.”

Os Guinness

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Uma viagem que valeu história


Viajei no dia 9 de Julho de 2009 para São Paulo para trabalhar numa temporada de acampamento de crianças e adolescentes em Arujá-SP. Até aí nenhuma informação extraodinária, afinal com os preços das passagens mais baratas que ônibus, até eu estou viajando.

Mas o motivo desse texto não será pra relatar mais uma de minhas idas a cidade de São Paulo, mas especificamente a data, que ficou marcada pra mim, pelo fato de ter sido feriado na cidade e mudou completamente os meus planos, ao chegar (sem falar do frio, que é um componente significativo pra quem mora no Ceará).

Mas como sou curioso, fui aos livros entender melhor o motivo do feriado, e o que tem de tão importante nessa data pra ter até um feriado em todo o estado, pois aqui no Ceará, só tem desses se for por algum motivo religioso, caso contrario, não lembro de nenhum desses aqui na minha cidade/estado.

Então, senta que lá vem história ...

1932 – Começa a Revolução Constitucionalista, que opôs os paulistas ao governo federal, chefiado por Getúlio Vargas.

Com a vitória da Revolução de 30, Getúlio assumiu o poder e instalou um governo provisório. O Congresso e as Assembléias foram fechados, e interventores federais nomeados para governar os estados.

Para São Paulo foi nomeado o tenente João Alberto Lins de Barros.

A exclusão do governo do Partido Democrático (PD) – que havia apoiado a Revolução de 30 – deu início a uma campanha de mobilização da sociedade paulista, pela imediata reconstitucionalização do país e a ampliação da autonomia política dos estados.

Apesar da renúncia de João Alberto, a hostilidade entre os paulistas e o governo Vargas só fez aumentar.

No início de 1932, os dois principais partidos paulistas se uniram, formando a Frente Única Paulista (FUP), que passou a preparar uma revolta armada. Percebendo a força do movimento, Getúlio nomeou o civil e paulista Pedro de Toledo como interventor e publicou o novo Código Eleitoral, que previa a realização de eleições para a Assembleia Constituinte em maio do ano seguinte.

Essas medidas foram entendidas pelos paulistas como manobra protelatória de Vargas.
Em 23 de maio, um grupo de jovens estudantes tentou invadir a sede de um jornal favorável a Getúlio. No conflito com um grupo de tenentistas, morrem os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes foram usadas para designar uma sociedade secreta, MMDC, que passou a tramar a derrubada do governo Vargas.

(Muitos anos depois, a Lei estadual nº 11.658, de 13.01.2004 criou o “Dia dos heróis MMDCA” (23 de maio), incorporando ao quarteto original a inicial de Orlando de Oliveira Alvarenga, ferido no dia 23 de maio, mas que só veio a falecer em 12 de agosto.
As ruas Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo, Alvarenga e MMDC se cruzam no bairro do Butantã, em São Paulo.)

No dia 9 de julho eclode o movimento na capital e no interior do estado. Comandavam as forças rebeldes Bertoldo Klinger e Euclides Figueiredo – militantes da Revolução de 1930 –, e Isidoro Dias Lopes – líder do levante de 1924.

A revolução teve apoio de amplos setores da sociedade paulista, como intelectuais, industriais, estudantes, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático. Todos lutavam contra a ditadura de Vargas.

Durante três meses, São Paulo viveu um verdadeiro esforço de guerra: indústrias se mobilizaram para fabricar armamentos, e a população se uniu na campanha Dê ouro para o bem de São Paulo.

O bloqueio naval da Marinha ao porto de Santos impediu que simpatizantes de outros estados pudessem integrar a revolução. Apesar de setores políticos gaúchos e mineiros serem solidários com a causa constitucionalista, decidiram permanecer leais ao Governo Provisório.
Isolados, os paulistas assinaram a rendição em outubro de 1932.

O governo federal evitou fazer represálias, cuidando logo de abastecer a capital com os gêneros de primeira necessidade que começavam a faltar devido ao prolongado isolamento.
Além disso, em agosto de 1933, São Paulo finalmente viu chegar um civil e paulista à chefia do governo, com a nomeação de Armando de Sales Oliveira para substituir o general Valdomiro Lima.

E finalmente, em 1934 foi promulgada(quer dizer que foi votada, e não imposta quando no caso é outorga da a nova Constituição).


domingo, 23 de agosto de 2009

A música no período do regime militar



“Você corta um verso, eu escrevo outro

Você me prende vivo, eu escapo morto”

Pesadelo – M. Tapajós e Paulo C. Pinheiro

Alguns são saudosos do Regime Militar. É bom reavivar a memória: entre 1964 e 1985, o país sofreu censura ampla, geral e irrestrita. Nada escapava da ceifa dos censores. O clássico da literatura O Vermelho e o Negro, de Stendhal, foi proibido por causa do “vermelho” do título. Na novela Escrava Isaura, não se podia usar a palavra escravo. A polícia saiu às ruas à procura do autor de Electra, a mando dos militares chocados com a violência da peça teatral. Naturalmente, não encontraram o grego Sófocles, morto 20 séculos antes.

Para calar a voz da nação, por ocasião do golpe militar de 64, improvisou-se uma equipe formada por esposas de militares, ex jogadores de futebol e funcionários públicos desviados da função. Despreparados e apoiados pela FTP e Igreja, os cães de guarda da moral eram implacáveis com quem destoasse dos valores ultramoralistas, antidemocráticos e anticomunistas do regime. Mais tarde, entre 74 e 85, concursos públicos para censores exigiram nível universitário. Os novos censores eruditos e bem informados continuaram tomando decisões pessoais. Além dos critérios de corte serem poucos claros, faltava diálogo entre os diferentes órgãos de repressão e sobrava arbitrariedade. Aldir Blanc conta que viu um general, aos gritos, ordenar a morte de Ney Matogrosso, pois o neto não parava de imitar o seu rebolado. Paulo Coelho ficou preso por um mês por trajar camisa da seleção do Paraguai, o que o delegado julgou um insulto. Mais casos curiosos podem ser conferidos no ótimo site http://www.censuramusical.com.br/.

Pela lógica da repressão, vigiar a cena musical garantia a desmobilização política da sociedade. Para os militares, artistas da MPB, inteligência de esquerda, movimentos operários e estudantil conspiravam para desestabilizar o regime. Os artistas lutavam pelo direito de sobrevivência no mercado de trabalho. Foi um período de grande efervescência cultural e política, onde a chamada música de protesto floresceu e se tornou a grande trincheira de resistência ao autoritarismo.

Entre 66 e 72, os festivais da canção fomentaram o protesto pacífico. A MPB driblava a censura com letras repletas de metáforas. Chico Buarque, contra a própria vontade alçado ao posto de bardo opositor, teve 40 musicas vetadas, a metade por razões políticas. Abusando do duplo sentido, são dele “Cálice” e “A Rita” , composta um ano após o golpe da Dita(dura), que, “além de tudo,me deixou um violão”. Em “Acorda amor” , canção onde diz ter medo de ladrão do que dos militares, burlou censores com o pseudônimo de Julinho da Adelaide. Com o endurecimento do regime, Chico espontaneamente exilou-se na Itália. Menos sorte teve Geraldo Vandré, o irado compositor de “Pra não dizer que não falei de flores” : lenda viva após o exílio do Chile desagregou-se como pessoa pública. Em 89 inexplicavelmente compôs “Fabiana”, uma homenagem à FAB.

A maioria das letras, no entanto, era vetada por questões morais. Para preservar a imagem de nação com rígida moral cristã, a censura policiava a anti-metáfora da música de protesto, a música simples e direta ao povo. Odair José, o terror das empregadas, foi perseguido por versos que feriam a hipocrisia puritana. Teve “A Pílula” censurada por pressão da igreja. Luiz Ayrão, cantor brega mais engajado, compôs no 13 aniversário do golpe “há treze anos te aturo e não agüento mais” à qual deu o nome de “Divórcio”. A censura não percebeu.

Nos versos da canção, amordaçava-se o canto de um povo, num clima de paranóia. “Tortura de amor” , de Waldick Soriano, foi vetada por causa da palavra tortura. A censura à “Curvas da Marquesa de Santos”, de Luís Nassif, justificava : personagem histórica não podia ter curvas. Em “Casa Forte”, de Edu Lobo, faltou letra e a música foi proibida. “Pra não dizer que não falei de flores” e “Disparada” foram vetadas na voz do autor, mas Jair Rodrigues podia cantá-las. Ter ou não a obra liderada era,nas palavras de Chico Buarque, roleta russa. “Apesar de você” crítica a ditadura disfarçada de querela amorosa já tinha vendido 100.000 compactos quando foi censurada. Em “Bolsa de Amores” Chico comparava uma garota às ações da bolsa de valores “moça fina, ordinária,ao portador”. Teve que trocar o “ao portador” por “sem valor”. Em “Trocando em Miúdos” aplacou censores acrescentando “e nunca leu” ao “devolva o Neruda que você me tomou”.

Aquele foi um tempo de patrulha ideológica interna. Em 72, Wilson Simonal desentendeu-se com o seu contador. Para vingar-se, o advogado espalhou que o cantor delatava colegas contra o regime militar. Foi o suficiente para levá-lo ao ostracismo. Faleceu, em 2000,antes de ver seu nome absolvido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB. Caetano Veloso, por seu estilo independente, era taxado como subversivo pelos militares, e de “entreguista Odara” pelos colegas engajados.

Alguns artistas aderiram ao regime da potência de “amor e paz”. Don e Ravel assinaram a marchinha “Eu te amo, meu Brasil”. Jorge Ben compôs “Brasil Tropical” e “Brasil” e Zé Kéti foi o autor do hino do sesquicentenário da independência.

O começo do fim da longa e tenebrosa nevasca cultural foi em 1979. O recém criado Conselho Superior de Censura abrandava a atuação repressiva. Num tempo, página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas gerações, Chico e Francis Hime compuseram o samba “Vai Passar”, hino da campanha das DIRETAS JÁ. Em 88 o ciclo de fechou com a promulgação da nova constituição. O grito de guerra do início da ditadura militar, de João do Vale – “Carcará pega, mata e come” – enfim silenciava. Era o fim do regime do “Pisa na fulo,mas não maltrata o carcará”. Que ele descanse em paz, sem direito à ressurreição ou a vida eterna.

Vivemos em outros tempos, então aproveite o seu tempo.

Thiago Oliveira Braga

Visão melhor


Salmo 73.1-3a

Quando nos vemos deficientes em sabedoria, não é porque a Palavra de Deus tenha páginas que estejam faltando, mas porque não temos visto tudo o que há nas páginas que já temos. Não precisamos de outro livro, mas de dar mais atenção ao livro que temos; não demandamos mais conhecimento, mas uma visão melhor para vermos aquilo que já foi revelado em Jesus Cristo.

Não há dúvida quanto a isso! Deus é bom - Bom para as pessoas boas, bom para os que são bons de coração. Mas eu quase deixei de ver isso, Deixei de ver sua bondade. Eu estava olhando do outro lado...

Por Eugene Peterson

sábado, 22 de agosto de 2009

Felicidade


“Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar”
Aristóteles

domingo, 16 de agosto de 2009

Dia do filósofo


Eu iria escrever um texto incrível parabenizando Sócrates, Platão, alguns pré-socráticos. Mas desisti e achei que uma melhor homenagem seria eu ficar algumas horas me questionando o porquê de eu escrever tal texto.

É com essa “reflexão” que faço a lembrança do meu, do seu , do nosso dia do Filosofo. 16 de Agosto de 2010 espero está formado e empregado como professor de Filosofia e daí escrevo algo mais.

Saudações a todos.

Thiago Oliveira Braga

O mundo contempla o esplendor de Usain Bolt


"Consegui me vencer". Isto sim é declaração de um campeão, ou melhor, de um ícone, do melhor de todos os tempos em se falando de atletismo. Usain Bolt sobrepujou o atleta que estava em seu encalço tentando superá-lo no campeonato mundial dos 100m em Berlim. Tyson Gay que é um grande velocista se esforçou ao máximo mas ainda ficou 13 centésimos atrás de Bolt que bateu o próprio record(em Pequim com 9s69) cravando 9s58. Gay fez 9s71.


A comparação é até descabida, mas mesmo assim é possível: Gay tem a musculatura compacta e robusta, tem passadas mais ligeiras e é sério e concentrado; já Bolt é esguio e delgado, um galgo de 1,96, que tem passadas mais lentas, mas bem maiores do que as de seu desafiante, Bolt é irreverente, debochado, marrento, provocador, convencido, mas é o melhor. Só a título de comparação, enquanto Gay dá duas passadas, Bolt dá uma, e esta uma vale por três de Gay.


Hoje Bolt bateu um novo record mundial, e fez isto com folga e tranquilidade. O grande fascínio desse atleta, além da extrema velocidade, é a sua maneira despojada, criativa e irreverente. Ele faz caretas, caras e bocas, gestos; ele dança, pede silêncio e quando está próximo da linha de chegada, olha para o adversário que está se matando de correr e sorri. Qual o atleta que faz isso no mundo? É difícil encontrar. Usain Bolt é a alegria do povo e promete muito mais. Segundo ele, sua meta é a marca de 9s40 nos 100 metros e é bem possível que ele atinja.
Hoje o mito escreveu mais um capitulo em sua história.
Com vocês ao serviço d’EleThiago Oliveira Braga

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Refletindo em Aristóteles 2


"Onde as necessidades do mundo e os seus talentos se cruzam, aí está a sua vocação"


Aristóteles

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Refletindo em Karl Barth


"Quando contamos nossas virtudes nos tornamos competidores.
Quando confessamos nossos pecados nos tornamos irmãos"


Karl Barth