Quem sou eu ?

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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Coisas inusitadas.


"Pois se armador é o que arma, que se dirá do que ama?!"
Roberto Diamanso ( Missionário, músico, poeta e meu amigo-irmão).




Ninguém é alguém, sozinho.




Se a essência de Deus é o amor, sua natureza é a comunidade. Sendo um Deus único, coexiste de forma perfeitamente harmônica sendo três pessoas, deu-se o primeiro ENCONTRO.



Percebendo a beleza dessa coexistência perfeita, Deus quis multiplicá-la, estendendo a nós a possibilidade de partilharmos consigo dessa relação, deu-se o ENCONTRO mais importante da vida de qualquer pessoa.



Esse ENCONTRO com Deus, nos faz um outro tipo de gente. Gente que enxerga com outros olhos, decide em outras categorias e relaciona-se com profundidade e pessoalidade.



Quem encontra-se com Deus nunca permanece a mesma pessoa. É a partir desse encontro, dessa nova vida e dessa outra consciência que vamos nos encontrando com outras pessoas, nos tornando parte delas e fazendo-as parte de nós, sendo sempre misturados uns aos outros pelo Espírito Santo, e vamos nos tornando mais gente.



Encontrar-se é preciso!!!



Encontrar-se é misturar-se ao outro, tornando o outro um “outro melhor”.



Encontrar-se é incluir o outro em nós, tornando-nos “ uma pessoa melhor”.



Quem se encontra de verdade, tendo como ato fundante o encontro com o Senhor, não encontra-se COM, encontra-se EM, afinal, nesses encontros, vamos nos tornando parte do outro e o outro parte da gente.



EmComOutro, deu-se o verdadeiro ENCONTRO!!!


Celebremos à vida.

Com vocês ao serviço d'Ele, Thiago Oliveira Braga


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Importante X Essencial

Algumas coisas na vida são importantes…




Outras são essenciais…



Família é uma delas. Celebremos à VIDA.



domingo, 19 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Nostalgia faz bem pro coração


Hoje recebi do Georgge Plutarco (@GeorggePlutarco) a foto que faltava no meu álbum de recordações, do rápido período que trabalhei no Colégio (Marista) Cearense. Essa foto é do 3° ano B de 2004. Já se passaram 7 anos, mas receber essa foto só me trouxe boas lembranças, da época em que iniciei meu trabalho com educação e fazer o que mais gosto na vida: trabalhar com gente.

A educação é um ato que deixa marcas, e passado esse tempo todo,vejo as marcas significativas que ficam. A alegria de ver pessoas se destacando no âmbito profissional, pessoal, acadêmico e afetivo. Tive oportunidade de cruzar com muitos nos corredores das universidades, nos pontos de ônibus e em outros lugares inusitados que a vida nos brinda com o passar dos anos.

Obrigado galera da turma de 2004, até hoje vocês só me dão orgulho. Até hoje, guardo com carinho a placa que me deram na aula da saudade. Continuem conquistando espaço na sociedade. O legado que o Cearense deu a vocês é precioso demais para que se perca, sejam relevantes.

Forte abraço do ex auxiliar de coordenação de vocês, e hoje professor de Filosofia Thiago Oliveira Braga.


‎3° ano A - Colégio Marista Cearense

‎3° ano C - Colégio Marista Cearense

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Da estrada real da santa cruz‏

Extraído do Livro A Imitação de Cristo de Tomás de Kempis (Capítulo 12).



1. A muitos parece dura esta palavra: Renuncia a ti mesmo, toma a tua cruz e segue a Jesus Cristo (Mt16,24). Muito mais duro, porém, será de ouvir aquela sentença final: Apartai-vos de mim, malditos, parao fogo eterno (Mt 25,41). Pois os que agora ouvem e seguem, docilmente, a palavra da cruz nãorecearão então a sentença da eterna condenação. Este sinal da cruz estará no céu, quando o Senhor vier para julgar. Então todos os servos da cruz, que em vida se conformam com Cristo crucificado, comgrande confiança chegar-se-ão a Cristo juiz.




2. Por que temes, pois, tomar a cruz, pela qual se caminha ao reino do céu? Na cruz está a salvação,na cruz a vida, na cruz o amparo contra os inimigos, na cruz a abundância da suavidade divina, nacruz a fortaleza do coração, na cruz o compêndio das virtudes, na cruz a perfeição da santidade. Nãohá salvação da alma nem esperança da vida, senão na cruz. Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus eentrarás na vida eterna. O Senhor foi adiante, com a cruz às costas, e nela morreu por teu amor, para que tu também leves a tua cruz e nela desejes morrer. Porquanto, se com ele morreres, também comele viverás. E, se fores seu companheiro na pena, também o serás na glória.



3. Verdadeiramente, da cruz tudo depende, e em morrer para si mesmo está tudo; não há outrocaminho para a vida e para a verdadeira paz interior, senão o caminho da santa cruz e da contínuamortificação. Vai para onde quiseres, procura quanto quiseres, e não acharás caminho mais sublimeem cima nem mais seguro embaixo que o caminho da santa cruz. Dispõe e ordena tudo conforme teudesejo e parecer, e verás que sempre hás de sofrer alguma coisa, bom ou mau grado teu; o que quer dizer que sempre haverás de encontrar a cruz. Ou sentirás dores no corpo, ou tribulações no espírito.



4. Ora serás desamparado de Deus, ora perseguido do próximo, e o que é pior não raro serás molestoa ti mesmo. E não haverá remédio e nem conforto que te possa livrar ou aliviar; cumpre que sofrasquanto tempo Deus quiser. Pois Deus quer ensinar-te a sofrer a tribulação sem alívio, para que de todote submetas a ele e mais humilde te faças pela tribulação. Ninguém sente tão vivamente a paixão deCristo como quem passou por semelhantes sofrimentos. A cruz, pois, está sempre preparada e emqualquer lugar te espera. Não lhe podes fugir, para onde quer que te voltes, pois em qualquer lugar aque fores, te levarás contigo e sempre encontrarás a ti mesmo. Volta-te para cima ou para baixo,volta-te para fora ou para dentro, em toda parte acharás a cruz; e é necessário que sempre tenhaspaciência, se queres alcançar a paz da alma e merecer a coroa eterna.



5. Se levares a cruz de boa vontade, ela te há de levar e conduzir ao termo desejado, onde acaba osofrimento, posto que não seja neste mundo. Se a levares de má vontade, aumentas-lhe o peso efardo maior te impões; contudo é forçoso que a leves. Se rejeitares uma cruz, sem dúvida acharásoutra, talvez mais pesada.



6. Pensas tu escapar àquilo de que nenhum mortal pôde eximir-se? Que santo houve no mundo semtribulação? Nem Jesus Cristo, Senhor Nosso, esteve uma hora, em toda a sua vida, sem dor esofrimento. Convinha, disse ele, que Cristo sofresse e ressurgisse dos mortos, e assim entrasse na suaglória (Lc 24,26). Como, pois, buscas tu outro caminho que não seja o caminho real da santa cruz?



7. Toda a vida de Cristo foi cruz e martírio; e tu procuras só descanso e gozo? Andas errado, e muitoerrado, se outra coisa procuras e não sofrimentos e tribulações; pois toda esta vida mortal está cheiade misérias e assinalada de cruzes. E quanto mais uma pessoa faz progressos na vida espiritual, tantomaiores cruzes encontra, muitas vezes, porque o amor lhe torna o exílio mais doloroso.



8. Mas, apesar de tantas aflições, o homem não está sem o alívio da consolação, porque sente ogrande fruto que lhe advém à alma pelo sofrimento da cruz. Pois, quando de bom grado a toma àscostas, todo o peso da tribulação se lhe converte em confiança na divina consolação. E quanto maisa carne é cruciada pela aflição, tanto mais se fortalece o espírito pela graça interior. E, às vezes, tantose fortalece, pelo amor das penas e tribulações que, para conformar-se com a cruz de Cristo, nãoquisera estar sem dores e sofrimentos, pois julga ser tanto mais aceito a Deus, quanto mais e maioresmales sofre por seu amor. Não é isto virtude humana, mas graça de Cristo, que tanto pode e realiza nacarne frágil, que o espírito com ardor abraça e ama o que a natureza aborrece e foge.



9. Não é conforme à inclinação humana levar a cruz, amar a cruz, castigar o corpo e impor-lhesujeição, fugir às honras, aceitar as injúrias, desprezar-se a si mesmo e desejar ser desprezado, suportar as aflições e desgraças e não almejar prosperidade alguma neste mundo. Se olhares somente a ti,reconheces que de nada disso és capaz. Mas, se confiares em Deus, do céu te será concedida afortaleza, e sujeitar-se-ão ao teu mando o mundo e a carne. Nem o infernal inimigo temerás, seandares escudado na fé e armado com a cruz de Cristo.



10. Portanto, como bom e fiel servo de Cristo, dispõe-te a levar a cruz do teu Senhor, por teu amor crucificado. Prepara-te a sofrer muitos contratempos e incômodos nesta vida miserável, pois em todaa parte, onde quer que estiveres, ou te esconderes, os encontrarás. Convém que assim seja e não háoutro remédio contra a tribulação da dor e dos males senão sofrê-los com paciência. Bebe, generoso,o cálice do Senhor, se queres ser seu amigo e ter parte com ele. Entrega a Deus as consolações, paraele dispor delas como lhe aprouver. Tu, porém, dispõe-te a suportar as tribulações e considera-ascomo as consolações mais preciosas, porquanto não têm proporção as penas do tempo com a glóriafutura (Rom 8,18) que havemos de merecer, ainda que tu só as devesses sofrer todas.



11. Quando chegares a tal ponto que a tribulação te seja doce e amável por amor de Cristo, dá-tepor feliz, pois achaste o paraíso na terra. Enquanto o padecer te é molesto e procuras fugir-lhe, andasmal, e em toda parte te persegue o medo da tribulação.



12. Se te resolveres ao que deves, isto é, a padecer e morrer, logo te sentirás melhor e acharás paz.Ainda que fosses arrebatado, com S.Paulo, ao terceiro céu, nem por isso estarias livre de sofrer algumacontrariedade. Eu, diz Jesus, mostrar-lhes-ei quanto terá de sofrer por meu nome (At 9,16). Não te resta,pois, senão sofrer se pretendes amar e servir a Jesus para sempre.



13. Oxalá fosses digno de sofrer alguma coisa pelo nome de Jesus! Que grande glória resultaria para ti,que alegria para os santos de Deus, e que edificação para o próximo! Pois todos recomendam apaciência, ainda que poucos queiram praticá-la. Com razão devias padecer, de bom grado, estepouco por amor de Cristo, quando muitos sofrem pelo mundo coisas incomparavelmente maiores.



14. Fica sabendo e tem por certo que tua vida deve ser uma morte contínua, e quanto mais cada ummorre a si mesmo, tanto mais começa a viver para Deus. Só é capaz de compreender as coisas docéu quem por Cristo se resolve a sofrer toda adversidade. Nada neste mundo é mais agradável a Deusnem mais proveitoso a ti, que o sofrer, de bom grado, por Cristo. E se te dessem a escolha, antesdeverias desejar sofrer adversidade, por amor de Cristo, do que ser recreado com muitas consolaçõesporque assim serias mais conforme a Cristo, e mais semelhante a todos os santos. Porquanto nãoconsiste nosso merecimento e progresso espiritual em ter muitas doçuras e consolações, mas em sofrer grandes angústias e tribulações.



15. Se houvera coisa melhor e mais proveitosa para a salvação dos homens do que o padecer, Cristo,de certo, o teria ensinado com palavras e exemplo. Pois claramente exorta seus discípulos e quantos odesejam seguir a que levem a cruz, dizendo: Quem quiser vir após mim renuncie a si mesmo, tome suacruz, e siga-me (Lc 9,23). Seja, pois, de todas as lições e estudos este o resultado final: Cumpre-nospassar por muitas tribulações, para entrar no reino de Deus (At 14,21).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

6 de Junho - Dia de São Marcelino Champagnat.


"Quando somos crianças o melhor lugar de estarmos é onde nossos pais estão;
quando adolescentes onde está nossa galera;
quando nos formamos onde ganhamos dinheiro
e quando estamos adultos onde estão nossas memórias!"

Ex aluno sim, ex MARISTA nunca.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Parabéns #Ceara97anos


Dois de Junho de 1914.


Nascia nesta data o Ceará Sporting Club. Um clube criado sob a luz de um lampião, para ser o rei deste esporte bretão. Pois bem, esta equipe nasceu, cresceu, se desenvolveu. E então aquele clube, criado por alguns humildes jovens moços, se transformou no maior time do Estado. Não, do Brasil!


Um clube cheio de títulos e glórias. Eu vou contar. 39 títulos, Tetra Cearense, Penta Campeão Cearense. E em junho, o onde é que eu estou? Na final da Copa do Brasil pela 2ª vez. Sem contar que este time ostenta com orgulho a faixa de campeão norte-nordeste.

Um clube que já passou por momentos difíceis, mas que, na contra-mão dos outros, só cresceu nestes momentos. Cresceu com o apoio da torcida, na qual tem uma força sem igual. Uma torcida que é alegria, de muita fé e esperança.

Um clube com sua gigantesca e Fiel Torcida. Torcida não, uma verdadeira Nação. Uma Nação apaixonada, fanática. Uma Nação presente em todo mundo, mas que mesmo à distância, não deixa de amar o Nosso Glorioso Vozão. Pois em todo lugar, em cada esquina, sempre tem um alvinegro.

Um clube capaz de mover multidões. Um time que promoveu verdadeiras invasões, nos quatro cantos do nosso estado. Que levou seus fiéis a acompanha-lo por vários lugares. Mesmo se o jogo é fora, em qualquer canto do Brasil.

Um clube amado por uma nação sofrida, mas apaixonada. Uma nação alvinegra e sofredora. Graças a Deus! Que quando o Ceará joga, está lá. Pulando e gritando Ceará. Na vitória. Ou na derrota.

Um clube que é orgulho de todos os desportistas, sejam daqueles que estão com o Ceará em todo lugar, sejam daqueles que só acompanham o glorioso do seu sofá. Orgulho dos amantes do futebol, daqueles que admiram a arte. E com certeza, orgulho dos nossos rivais também. Orgulho que eles tem de ter uma equipe desta grandeza como seu adversário.

Haiti - o país dos Rest Avec Vous

A liderança do Brasil na ocupação das tropas da ONU no Haiti desde a criação da MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti) em 2004, é responsável por uma situação que se repete desde então: a constante presença de equipes de jornalismo brasileiras no país mais pobre do ocidente.




O retrato da absoluta miséria em que vive o país caribenho, onde antes mesmo do terremoto de 12 de janeiro de 2010 (cerca de 300 mil mortos) mais de 80% da população vivia abaixo da linha da pobreza, com menos de um dólar por dia, as cenas de pobreza, crianças nas valas negras em meios aos porcos e as dramáticas imagens que podem ser captadas para onde a câmera apontar, são no Brasil recorrentes e repetitivas nesse período pós-MINUSTAH.



O especial "Haiti, o país dos Rest Avec" optou por fugir da tentação da simples constatação de tal miséria e exibição dessas imagens recorrentes e saiu em busca de algumas respostas para tais cenas. Para o quadro de miséria haitiano. Dando voz aos haitianos para tentar entender o quadro atual e o contexto histórico para tal quadro. Mais do que isso: o especial procura respostas na sociedade haitiana para questões como:



- Em meio a esse quadro de miséria absoluta, sem saúde básica, educação e serviços funcionando plenamente, faz sentido a utilização de mais de 800 milhões de dólares por ano por essa força militar?



- Desde 2004, quais foram os avanços alcançados pela missão da ONU?



- Qual é o papel das mais de 200 ONGs que estão no Haiti e o que aconteceu com os bilhões arrecadados pós-terremoto?



- O chamado "mundo humanitário" tem funcionado no Haiti?



Paralelo a essas perguntas e respostas, o especial mostra o talento dos habitantes do país vizinho a Cuba e Jamaica para o esporte, que poderia ser uma potência olímpica como os vizinhos se existissem oportunidades. E a história dos "Águias Negras" de Belair, populosa favela de Porto Príncipe, o time mais popular do país, que perdeu o campo de treinamento após o terremoto. Um jogo do campeonato haitiano de futebol e a realidade do esporte mais popular do país.



O especial mergulha ainda em um tabu pouco comentado fora do Haiti: os Rest Avec Vous, ou simplesmente "Rest Avec", como são conhecidas no Haiti as crianças entregues por suas famílias e que passam a viver praticamente em regime de escravidão, desempenhando serviços gerais, sem estudo ou maiores direitos. Estima-se que existam 300 mil "Rest Avec" no Haiti. Depois do terremoto, milhares dessas crianças tem sido vítimas do tráfico internacional de menores. E mostra ainda o trabalho da religiosa brasileira Maria Aparecida Scatolini na recuperação dessas crianças. Na verdade, o título do especial "Haiti, o país dos Rest Avec" tem a ver muito mais do que a questão das crianças que compõe essa camada praticamente invisível da sociedade haitiana. "Rest Avec" é também a postura do mundo em relação ao Haiti, esquecido e abandonado na ordem mundial, lembrado muitas vezes apenas por espertalhões na captação de fundos que nunca aparecem.



Roteiro e reportagem: Lúcio de Castro

Imagens: Sidney da Matta

Edição: Denis Gavazzi

Edição de imagens e finalização: Pedro Tatto e Fauze Saad

Direção de jornalismo: José Trajano


FONTE: http://espn.estadao.com.br/luciodecastro/post/186680_HAITI+O+PAIS+DOS+REST+AV

Haiti - o país dos Rest Avec Vous Parte 5 de 5 FINAL

sábado, 28 de maio de 2011

Barcelona v Manchester United: Glory is ours.



A Nike lançou uma ação especial para os finalistas de hoje da Champions League. Por patrocinar ambos clubes, o objetivo da campanha é valorizar ambos lados, que são totais merecedores do título.




A ação, intitulada de “A glória é nossa”, alimenta a rivalidade entre as equipes e possui declarações de jogadores de ambos lados. Agora, é esperar quem sairá campeão, mas a Nike, está muito feliz com ambos finalistas.



O inglês que torce pelo Ceará.




Faça chuva ou faça sol, um torcedor do Ceará em especial está lá, em todos os jogos, segurando uma bandeira curiosa. Pode ser no estádio Presidente Vargas (PV), no Castelão, no interior do Estado e até fora dele. Ceará desde criancinha? Que nada! Mais conhecido pela torcida como ``gringo``, o inglês Roy Dutton veio morar no Ceará há cinco anos e desde então acompanha fervorosamente os jogos do Vovô.


Não podia ser diferente no ano passado: o professor de inglês acompanhou de perto quando o Alvinegro de Porangabuçu subiu para a Série A do Campeonato Brasileiro. De última hora, todos os amigos desistiram de comprar a passagem e ele foi sozinho assistir Ceará e Ponte Preta. O jogo que, debaixo de chuva, levou o time para a primeira divisão, em Campinas. ``Saí molhado, mas feliz``, relembra. A bandeira em preto e branco com o símbolo do Ceará e as palavras England e Manchester bordadas viraram marca registrada da sua presença nos jogos.

Roy nunca perdeu uma partida do Vovô, a não ser quando se ausentava em viagens para Inglaterra ou Argentina, no seu período de férias. O inglês veio para o Brasil com a sua esposa, que é cearense, e conta como surgiu a paixão pelo time. ``Quando cheguei aqui, fui assistir os jogos do Ceará e também do Fortaleza, mas o Ceará logo de cara me chamou atenção``. Roy, que é da cidade de Manchester, não gosta de acompanhar os jogos pela TV, e costumava fazer o mesmo com o time pelo qual torcia na Inglaterra - o pequeno Bury Football Club -, mas diz que hoje não acompanha mais o campeonato inglês.

Interação

O professor conta que ver o futebol sempre de perto tem mais de um propósito. Além da paixão pela equipe, ele diz que é uma maneira de conhecer o estado do Ceará, o Interior, aproximar-se das pessoas e conhecer as paisagens diferentes que não o costume de ver com tanta frequência.

Roy Dutton ressalta que todos os amigos dele são cearenses, e que sempre viajam juntos de carro para ver os jogos do Vovô. Quando não, vai também com o ônibus das torcidas organizadas Cearamor e Cearachopp.

O inglês parece não reconhecer a curiosidade que desperta como torcedor do Ceará e encara tudo com muita naturalidade. ``Não me considero especial por ser de fora e torcer Ceará``, ele diz.

Sobre as diferenças do futebol inglês para o brasileiro, ele explica que acha o futebol inglês mais organizado e com um nível técnico melhor. Curiosamente, Roy não entende como os torcedores aqui xingam o próprio time e os próprios jogadores e diz, rindo, que ``na Inglaterra, nós só xingamos a equipe adversária``.

E-Mais

> Toda a entrevista foi feita em inglês, pois apesar do tempo em que Roy Dutton vive no Ceará, ele ainda não consegue entender o português fluentemente. Por esse motivo, também não consegue cantar as músicas das torcidas.

> A bandeira que Roy leva para os jogos foi um presente que seus amigos ingleses mandaram fazer a mão, quando ele estava visitando Manchester, há dois anos.

> Na casa do inglês tem vários artefatos do Ceará: puff, chaveiro, copos, bonequinho, bandeiras e flâmula.

> Roy já viajou por quase todo o interior do Ceará, além de cidades como Natal, Campina Grande, São Paulo e Campinas, só para ver o time. Próxima semana ele vai para Santos.

> Os jogadores alvinegros que ele mais admira são Geraldo e Mota, que não está mais no clube.
 
Postado originalmente no O POVO:
 
Mariana Penaforte Rocha



marianapenaforte@opovo.com.br


Especial para O POVO


08 Mai 2010 - 15h55min

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Paradoxos e paradigmas



Essa foto é no "tranquilo" bairro do Lagamar, um bairro pobre da capital do Ceará. A casa bem precária, mas tem SKY HD. E vida que segue...

Boa quarta.


Thiago Oliveira Braga

sábado, 14 de maio de 2011

E o Flamengo ( e o Egídio) dançou.




Egídio cruza para a área do Ceará, a bola bate na parte lateral da cabeça de um zagueiro e sobra, quicando na entrada da área. Ligeiro, Léo Moura pega a sobra antes de Geraldo e cabeceia pro alto, buscando o meio da área, e logo avança em velocidade. "É o toca me voy, amigo", diria Galvão. Enquanto Léo adentra a grande área, a bola encontra o maior talento do atacante Wanderley: escorar pelo alto. O atacante sobe e desvia para o penetrante Léo, que chuta a gol, de primeira. Fernando Henrique já foi batido. A bola vai entrando, mas o zagueiro do Ceará, aquele mesmo que tomara** a bolada na lateral da cabeça, talvez atordoado, consegue dar um peteleco na bola, incapaz de jogá-la para fora. Egídio, que assistiu privilegiadamente a estes intensos e memoráveis segundos, já ensaiava uma dancinha malemolente enquanto o escorador Wanderley, ludibriado pela furada do zagueiro, se desequilibrava na pequena área. Agora é necessário fazer uma pausa.



O gol estava na conta, Egídio já fazia dancinha, a torcida suspirou e fez aquele imenso silêncio que precede o gol. O futebol esgarça as emoções e nos convence de algo só para, segundos depois, consagrar o contrário, o extremo oposto daquilo de que nos convencera**. Que se desfaça a pausa.



O toque do zagueiro bolado não foi suficiente para jogar a bola para fora, mas, por uma brecha nas leis matemáticas, a bola resvalou no travessão e voltou à pequena área. Egídio cancela a dança, Wanderley cancela a queda e, de quatro no gramado, se levanta, dentro da pequena área, desta vez sem goleiro, sem zagueiro. Ele está em frente à trave, no máximo a um metro dela. Dejavu de um segundo atrás, tudo de novo. Egídio pula e prepara um soco no ar, um segundo depois de cancelar a dança malemolente. Wanderley, mais desequilibrado do que bêbado descendo ladeira, cabeceia para o gol vazio. E acerta a trave. Redejavu, Egídio cancela a comemoração de novo. Fim da linha para o Flamengo. Este lance, crucial, teve oito segundos de duração, mas a intensidade de uma tragédia. Oito segundos, duas danças de Egídio, sete toques na bola, dois na trave, dois verbos no mais-que-perfeito e este asteriscão.



** Muito feliz por usar o pretérito mais que perfeito.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Saudações alvinegras por Flávio Paiva


Os clubes de futebol, como tudo o que tem história, são criados, se desenvolvem, alguns desaparecem e outros conquistam vida longa e renovada, como o Ceará, que em 2014 chegará aos 100 anos de fundação, com uma torcida solar rejuvenescida no claro e escuro do tempo. O futebol se manifesta com jeito próprio entre encantos e desencantos vindos desde as mais puras fantasias de nossas infâncias.


Escolher um time é definir-se como parte de uma torcida, onde as regras da racionalidade não se aplicam. Torcer é algo muito subjetivo, que depende de diversos fatores, dentre os quais a boa fase vivida pelo time no momento em que se desperta para o esporte, além de suas próprias representações simbólicas. O direito à experiência de torcer, de ter ídolos, de partilhar sentimentos comuns com anônimos, assumindo os percalços e encantos que isso significa é engrandecedor.


Movido por essa compreensão, mesmo sendo torcedor do Ceará, procurei não forçar a preferência dos meus filhos na escolha dos seus times. O risco foi grande, considerando a má fase do Vovô nos últimos anos. Cheguei a ir ao estádio com eles, ora em jogos do Ceará e ora em partidas do Fortaleza, neste caso, atendendo a demandas provocadas por alguns dos seus amigos de escola. Ficou nisso por um período, o que foi importante para eles começarem a demonstrar interesse pelo caderno Jogada, a ver alguns jogos pela televisão, inclusive das ligas internacionais, e a comentar os resultados das partidas.


Quando percebi estava lá, o meu filho mais velho, o Lucas, de 11 anos, querendo ir ao estádio torcer pelo time escolhido por seu coração alvinegro. Desde o ano passado que passamos a ir ao estádio com mais frequência. No dia do meu aniversário, eles me deram de presente uma camisa oficial do Ceará. O mais novo, o Artur, de 9 anos, foi cúmplice na escolha do presente, mas fez questão de ressaltar que não é Ceará, nem Fortaleza, nem Horizonte, nem Guarani... Apenas gosta de jogar futebol, de disputar campeonatos em videogames e de ver as melhores jogadas na televisão.


Dois anos atrás era mais ou menos essa a posição do Lucas. Cada qual tem o seu tempo, por isso não dá para especular que decisão tomará o Artur. Enquanto isso, Lucas e eu estamos adorando a experiência única do abraço de desconhecidos que se reconhecem pela força do preto e do branco, onde a emoção fica mais à vontade. Tem sido muito rica para nós a vivência da psicologia da multidão, das filas para comprar o ingresso e para entrar no estádio, da arquibancada com pipoca, água mineral, palavrão e o "Uhhh!" uníssono provocado pela jogada que não se completou. E, claro, da explosão do gol.


Na partida final do campeonato cearense, realizada domingo passado (8/5) no estádio Presidente Vargas (PV), entre Ceará 5 x 0 Guarani (J), que deu o título de campeão arrastão ao Vovô, apreciamos algumas manifestações que ilustram bem a diversidade da comunicação nesse ambiente de diversão e catarse. Encontramos uma expressão autêntica da nossa molecagem logo que chegamos ao estádio e vimos um cartaz com a foto do Bin Laden vestindo a camisa do Fortaleza, no qual se lia os seguintes dizeres: "Confirmado, Bin Laden morreu de desgosto".


Do riso, saímos para a vaia, quando antes do início do jogo, observamos a colocação no círculo central do campo de uma propaganda da Pepsi, com as cores vermelha, azul e branca - que caracterizam aquela marca de refrigerante - associada pela torcida à bandeira do Fortaleza. Não deu outra: vaia geral. Nas arquibancadas, além da recusa do torcedor de consumir o produto daquela "publicidade tricolor", o enredo voltou-se para a falta de sensibilidade de um marketing que poderia muito bem evitar esse tipo de reação da torcida simplesmente reproduzindo a logo na sua aplicação em preto e branco.


Dentre os episódios que só é possível experienciar estando no estádio, um dos que acho mais curiosos é quando o torcedor fala baixinho com o jogador que está fisicamente no campo distante, em uma comunicação quase silenciosa: "Fernando Henrique, você me orgulha"; "Vai, Nicácio, mostra que tu é mesmo artilheiro"; "Olha, Geraldo, o Osvaldo está sozinho"; "Chuta, chuta, Thiago Humberto!"; "Ei, Mancini, bota alguém para ajudar o Iarley"... Nesses momentos o torcedor conversa sozinho, em uma situação de transferência, mas desconfio que de alguma forma o atleta escuta seu sussurro perdido na zoadaria do estádio.


A arena de esportes é um lugar de criação e de recriação conjunta, um espaço de interações. A coeducação desportiva não se resume ao preenchimento dos motivos que aproxima as pessoas nas arquibancadas; ela possibilita o exercício de diferentes modos de ver, pensar, sentir e dizer do mundo entre vozes recatadas e expansivas. Neste aspecto, gosto de acompanhar meu filho se constituindo pelos significados do crescimento social, seus movimentos em busca de ser o que é potencialmente. Sem contar que o tempo dele é também o meu tempo nessa prazerosa articulação intergeracional.


Uma das características que aprendi a apreciar no futebol é que em torno da bola há um pacto de contraversão por meio do qual nada pode ser afirmado sem levar em consideração o contraditório. Chamar o juiz de ladrão? Pode. Dizer que o técnico é vendido? Pode. Acusar o atleta de mascarado? Pode. Xingar a mãe do presidente do clube? Pode. São gritos que não necessitam de provas para serem bradados, simplesmente porque as acusações não precisam ser reais para lhes dar motivo. Na torcida, todos podem impor suas razões, sabendo que dificilmente alguém as acatará.


Fora das linhas do campo, o combustível do futebol é o falatório, a novelização, o elogiar e o esculhambar. Tudo o que acontece em uma partida nos afeta instantaneamente, nos faz chutar o nada, nos irrita, nos levar a cantar de alegria e a dizer palavrões. Vestir a camisa do time é vestir a partida inesquecível, a decisão dramática, o lance marcante. Tenho predileção por jogo bonito, bem jogado, elegante e raçudo ao mesmo tempo. Prefiro perder uma partida bem disputada que ganhar jogando feio, com movimentação travada, em busca apenas do resultado.


Da arquibancada do estádio ao sofá de casa, o torcedor contempla, vibra, lamenta e chora porque mais do que pelo resultado do jogo, ele torce também por si, pelo seu repertório de reações e capacidade de traduzir a partida em um idioma de universalidade. Esse me parece ser o grande segredo do futebol. Não é à toa que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) tem mais países filiados do que a Organização das Nações Unidas (ONU), em um placar de 208 x 192. O futebol faz a grande liga de nações em um tipo de congraçamento que transpassa culturas, ideologias, situações políticas e condições econômicas.


Torcer é como nadar e andar de bicicleta, quem aprende nunca esquece. A criança sonha em ser jogador e se vê realizando os lances mais espetaculares. Na arquibancada, troca passes com o adulto, no tempo em que este também sonhou assim. E mesmo que um se projete no futuro e o outro se traga do passado, o encontro acontece no presente. O abraço do pai e do filho na hora do gol é o abraço de quem já passou por isso com quem está descobrindo a emoção de torcer. Cada lance é um lance, cada vibração uma vibração, um olhar, um gesto, uma identidade que se pronuncia. E viva o Ceará, campeão de 2011, com palmas especiais para o Dimas Filgueiras, que uniu caráter, competência e compromisso na revitalização do coração alvinegro.

Fonte: Diário do Nordeste


domingo, 8 de maio de 2011

Dia das mães



Mãe... São três letras apenas



As desse nome bendito:


Também o céu tem três letras


E nelas cabe o infinito






Para louvar a nossa mãe,


Todo bem que se disser


Nunca há de ser tão grande


Como o bem que ela nos quer






Palavra tão pequenina,


Bem sabem os lábios meus


Que és do tamanho do CÉU


E apenas menor que Deus !

 
Mário Quintana

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mais que futebol.


Time só existe um. Aquele para o qual você torce. Apenas ele, nenhum outro. Desde a década de 1990, com a popularização das TVs por assinatura e da internet e o acesso mais fácil a campeonatos internacionais, surgiu um curioso fenômeno, o torcedor múltiplo. O sujeito torce pelo CSA, Once Caldas, Napoli, Nottingham Forest, Bayer Leverkusen, Ajax, Colo Colo, Peñarol e Paysandu de Belém do Pará.


Desculpe, eu sou aquele torcedor à moda antiga. E não levo a sério você, torcedor múltiplo. Time é apenas um. Aceito, sim, que um brasileiro torça pelo Manchester United. Da mesma forma que acho normal um paulista que torce pelo Internacional ou um curitibano que torce pelo Corinthians. O que não engulo é gente que faz loteamento no coração. É poligamia futebolística.

Quando tinha 12 anos e comecei a freqüentar o Estádio Castelão, sobretudo por morar na mesma avenida e as violência não ser tão acentuada como nos dias de hoje, pude ver Ceará e Vasco pela Copa do Brasil. O número de torcedores do time carioca era significativo, mas ver um time do eixo Rio-SP no nosso estado era um evento social.

No mesmo período acompanhei pela TV Bandeirantes (O canal do esporte) o São Paulo Futebol Clube ser bi campeão mundial. Ver o time de Telê Santana jogar era fabuloso, e confesso que passei a ter uma simpatia pelo tricolor paulista. Em seguida meus amigos de colégio diziam que “todo mundo” tinha um time pra torcer no Rio de Janeiro, e justamente naquele ano de 1995 o Fluminense foi campeão carioca, e lá vai eu também nutrir uma admiração pelo pó de arroz.

Os anos se passaram a simpatia por outros times também ficaram no passado e via esses times jogarem e passei a ser indiferentes a eles. Tanto faz se ganham, perdem ou empatam. Porque torcer, eu só torço pelo meu time. Fui percebendo que time de futebol era mais que uma mera convenção. Era minha identidade. Dizia de mim, mais do que eu imaginava.

Amanhã tem Flamengo x CEARÁ pela Copa do Brasil. É, baita jogo. Espetacular. Dia bom pra quem gosta de futebol. Oportunidade da grande colônia de Cearenses que moram no Rio de Janeiro irem prestigiar não apenas o único representante do Nordeste na competição, mas sobretudo, o time que representa suas raízes. Isso sim, algo que tem que ser levado em conta.

Essa partida não é a disputa do tostão contra o milhão, ou outras comparações pitorescas que sugerem em véspera de partidas desse nível, mas um time que tem conquistado seu espaço, e levado o nome do estado do Ceará a grande mídia nacional. Hoje o torcedor cearense tem orgulho de vestir a camisa do seu time, e tem deixado de atribuir simpatia aos clubes midiáticos.

Sempre achei que o mundo deveria ser menos maniqueísta, Menos Bem x Mal. Neste caso, porém, não existe meio termo. Torcedor tem um time só. O meu todos já sabem, é o CEARÁ SPORTING CLUB, No Brasil, na Espanha, no Togo, no Camboja e na Austrália.


Valeu galera,


Com vocês, ao Serviço d’Ele,

Thiago Oliveira Braga

terça-feira, 3 de maio de 2011

Brasil perde de goleada para a sociedade do desperdício.





Em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos. Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais de 1%. De todo esse resíduo, cerca de 6,5 milhões de toneladas foram parar em rios, córregos e terrenos baldios. Ainda 42,4%, ou seja, 22,9 milhões de toneladas foram depositados em lixões e aterros controlados e que não fazem o tratamento adequado dos resíduos. Estas conclusões fazem parte do estudo Panorama dos Resíduos Sólidos divulgado na semana passada pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).




Detalhes do mesmo relatório demonstram que estamos muito, mas muito distantes de tornar o consumo consciente uma prática cotidiana na vida das pessoas em nosso país. Um bom exemplo é que no ano passado, a média de lixo gerado por brasileiro ficou em 378 quilos, o que é 5,3% superior aos 359 quilos de lixo per capita computados em 2009.


O que esperar do futuro

Em uma sociedade de consumo que vem se caracterizando pelo culto ao descartável, a quantidade de lixo é proporcional a falta de consciência e ações que passam por todos os setores, sejam eles públicos ou privados, até chegar ao próprio cidadão.



Se por um lado podemos registrar com orgulho que no Brasil temos o mais alto nível de reciclagem de latinhas de alumínio do mundo, por outro, também é fácil afirmar que existem materiais tão diversos como papel, papelão, vidro, isopor, garrafas PET, sacolas plásticas e tantos outros que são perfeitamente recicláveis e que simplesmente não o são, por falta de apoio a coleta e comercialização. Pelo menos 30% dos lixos domiciliares são compostos de materiais recicláveis, mas apenas 1% acaba sendo, efetivamente, recuperado pela coleta seletiva.



É muito triste imaginar que toneladas de material reciclável entopem os lixões e aterros quando poderiam voltar a ser utilizados por empresas em produção de novos produtos. Um caso exemplar é o do vidro. Um quilo de vidro é totalmente aproveitado na reciclagem num círculo virtuoso que contribui para que não sejam necessárias as extrações de matérias-primas existentes na natureza. Isso vale para todos os outros materiais que são descartados. Papéis reutilizados e reciclados evitam o corte de árvores; sacolas plásticas reutilizadas e recicladas deixam de entupir bueiros, poluir rios e mares etc.



As razões para esse estado de coisas são inúmeras: ausência de políticas públicas efetivas de incentivo a coleta e reciclagem e de educação ambiental para a população; uma parte da iniciativa privada que não se empenha em tratar resíduos e criar ações para reaproveitamento de materiais na sua linha de produção e o cidadão que desperdiça, não reutiliza, não recicla e ainda joga lixo nas praças, ruas, rios e lagos.



Política Nacional de Resíduos Sólidos para mudar a realidade

Boa parte das esperanças para reverter esse quadro reside na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010 e que estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada em relação à destinação dos resíduos. Todos os integrantes da cadeia produtiva sejam eles fabricantes, distribuidores, importadores, comerciantes e até mesmo os consumidores serão responsáveis por todo o processo de ciclo de vida do produto até a disposição final, também conhecido como logística reversa. Nessa conta de responsabilidades também estarão inseridos os serviços de limpeza públicos e de manejo dos resíduos sólidos. A lei prevê ainda o fim dos lixões em todos os municípios brasileiros até 2014.


Diante do aumento da geração de lixo, os desafios propostos pela nova política são enormes e vão requerer esforços dobrados nos próximos anos. Portanto, é preciso também trazer outras questões para a discussão que contribuam para avançar nesse processo.


Cobrar o que é de graça, aumentar o preço do que for muito barato

Um caminho é dar o devido valor ao que hoje é tratado como lixo. Se o poder público garantisse preços convidativos para os materiais hoje menos atrativos, tenho certeza que teríamos mais plásticos, papéis, vidros, isopores, entre outros, sendo recolhidos com eficiência e, consequentemente, voltariam para a cadeia produtiva ao invés de descartados.


Vivemos situações críticas em várias áreas vitais para a sobrevivência humana, a questão da geração do lixo, da contaminação das águas, o desmatamento e o aquecimento global estão entre as principais. Infelizmente, medidas isoladas sejam do poder público, sejam da iniciativa privada e até de cidadãos mais conscientes são louváveis, mas de resultado limitado.


Cobrar por todos esses materiais e embalagens dando valor ao que as pessoas hoje descartam seria uma maneira rápida de mudar a realidade tenebrosa do desperdício, do descarte inconseqüente e da falta de educação.


O melhor, é claro, seria conquistar consciências, mas é óbvio também que os resultados tem sido modestos até mesmo nos países ditos desenvolvidos e educados.


Boa notícia chega do varejo!

Falando em outros países, algo que já foi adotado fora do Brasil vai chegar por aqui nos próximos dias: a cobrança pelas sacolas plásticas!


No próximo dia 9 de maio, um acordo será assinado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados) e o Governo do Estado de São Paulo prevendo, inicialmente, uma campanha de 6 meses para a conscientização do consumidor para a importância de usar sacolas retornáveis, caixas ou carrinhos de feira no transporte das compras. Após esse período, ou seja, meados de novembro, as sacolas plásticas tradicionais, que demoram cerca de 100 anos para se decompor, serão substituídas por sacolinhas feitas à base de amido. Essa nova sacola se decompõe no máximo em 180 dias e será vendida pelo preço de custo (R$ 0,20 a unidade).


Essa experiência já foi adotada com sucesso em Jundiaí, cidade de xxx mil habitantes, próxima a Campinas. Hoje apenas 5% dos consumidores acabam por adquirir as sacolinhas biodegradáveis. A maioria esmagadora já se acostumou a nova realidade e, como em outros países, abandonou o uso das sacolas descartáveis.


Quem sabe se com mais ações como essa e um pouquinho mais de consciência, os números do Panorama de Resíduos Sólidos em 2012 não poderão apresentar surpresas mais agradáveis que os deste ano?

Reinaldo Canto

3 de maio de 2011 às 17:09h



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quem quer ser professor?



Você é louca!” “É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?” Ligia Reis, de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. “Vai ser professor? Que coragem!” Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi , de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: “Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro”. Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.


Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.



Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.


Raio X


Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. “De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande.”


É o caso de Fernando Cardoso, de 26 anos. Professor auxiliar do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Viva, Fernando é a primeira pessoa de sua família a completar o Ensino Superior. Sua primeira graduação, em Educação Física, foi bastante comemorada pela família de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo. O mesmo aconteceu quando ele resolveu cursar a segunda faculdade, de Pedagogia.


Entretanto, pondera Bernardete, grande parte desse contingente também chega ao Ensino Superior com certa “defasagem” em sua formação. A pesquisadora cita os exemplos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que revela resultados muito baixos, especialmente no que diz respeito ao domínio de Língua Portuguesa. “Então, estamos recebendo nas licenciaturas candidatos que podem ter dificuldades de linguagem e compreensão de leitura.”


Segundo Bernardete, esse é um efeito duradouro, uma vez que a universidade, de forma geral, não consegue suprir essas deficiências. Para Isaías Carvalho, esta é uma visão elitista. “Muitos professores capacitados ingressam nas escolas e estão mudando essa realidade. Esse discurso acaba jogando toda a culpa nos professores”, reclama.


Desde 2006, Isaías Carvalho trabalha como professor do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual em São Paulo. Oriundo de formação em escolas públicas, Isaías também é formado pelo Senai e chegou a trabalhar como técnico em refrigeração. Só conseguiu passar pelo “gargalo do vestibular” por causa do esforço de alguns professores da escola em que estudava na Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Voluntariamente, os professores davam aulas de reforço pré-vestibular de graça para os alunos, nos fins de semana. “Os alunos se organizavam para comprar as apostilas”, lembra. Foi durante uma participação como assistente de um professor na escola de japonês em que estudava que Antônio Marcos Bueno, de 21 anos, resolveu tornar-se professor. “Um sentimento único me tocou”, exclama. Em busca do objetivo, saiu de Manaus, onde morava, e mudou-se para São Paulo. Depois de quase dois anos de cursinho pré-vestibular, Antônio Marcos está prestes a se mudar para a cidade de Assis, no interior do Estado, onde vai cursar Letras, com habilitação em japonês.


Entretanto, essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. “Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização”, resume Bernardete.


Contra a corrente


Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.


A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. “Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo”, conta. “Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada”, desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. “A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste.”


Como constatou Ligia, de forma geral, jovens oriundos de classes mais favorecidas, teoricamente com uma formação mais sólida e maior bagagem cultural, acabam procurando outros mercados na hora de escolher uma profissão. “Eles procuram carreiras que oferecem perspectivas de progresso mais visíveis, mais palpáveis”, explica Bernardete. Um dos motivos que os jovens dizem ter para não escolher a profissão de professor é que eles não veem estímulo no magistério e os salários são muito baixos, em relação a outras carreiras possíveis. “Meu avô disse para eu prestar Farmácia, que estava na moda”, lembra Ana.


A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. “Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte”, conclui a pesquisadora.


Anderson, Ligia, Ana, Isaías, Antônio e Fernando torcem para que essa perspectiva se torne realidade. “Eu acho que, felizmente, as pessoas estão começando a tomar consciência do papel do professor. É uma profissão que, no futuro, vai ser valorizada”, torce Anderson. “É uma profissão, pessoalmente, muito gratificante.” “Às vezes, eu chego à escola morta de cansaço, mas lá esqueço tudo. É muito gostoso”, conta Ana.

Entrevista da Revista Carta Capital:
http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/quem-quer-ser-professor
Tory Oliveira


26 de abril de 2011 às 10:12h

domingo, 1 de maio de 2011

As dez coisas mais difíceis que tentamos fazer na vida.



I Não terás outros deuses


Não crerás na existência de outros deuses, senão de Deus.

Não explicarás o universo senão em relação a Deus.

Não terás outro critério de verdade senão Deus.

Não te relacionarás com pseudodivindades, senão com Deus.

Não dependerás de falsos deuses, senão de Deus.

Não terás satisfação em nada que exclua Deus.



II Não farás imagens

Não tratarás como Deus o que não é Deus.

Não compararás Deus com qualquer de suas criaturas.

Não atribuirás poder divino a qualquer das criaturas de Deus.

Não colocarás nenhuma criatura entre ti e o teu Deus.

Não diminuirás Deus para que possas compreendê-lo ou dominá-lo.

Não adorarás qualquer criatura que pretenda representar Deus.



III Não tomarás o nome do teu Deus em vão

Não dissociarás o nome da pessoa de Deus.

Não colocarás palavras na boca de Deus.

Não te esconderás atrás do nome de Deus.

Não usarás o nome de Deus para te justificares.

Não te relacionarás com uma idéia a respeito de Deus, senão com o próprio Deus.

Não semearás dúvidas respeito do caráter e da identidade de Deus.



IV Lembra-te do sábado

Não deixarás de dedicar tempo exclusivamente para Deus.

Não deixarás de prestar atenção em Deus.

Não deixarás de descansar em Deus.

Não derivarás teu valor da tua produtividade.

Não tratarás a vida como tua conquista.

Não deixarás de reconhecer que em tudo dependes de Deus.



V Honra teu pai e tua mãe

Não negarás tua origem.

Não terás vergonha do teu passado.

Não deixarás de fazer as pazes com tua história.

Não destruirás a família.

Não banalizarás a autoridade dos pais em relação aos filhos.

Não deixarás teu pai e tua mãe sem o melhor dos teus cuidados.



VI Não matarás

Não tirarás a vida de alguém.

Não tirarás ninguém da vida.

Não negarás o perdão

Não farás justiça com tuas mãos movidas pelo ódio.

Não negarás ao outro a oportunidade de existir na tua vida.

Não construirás uma sociedade que mata.



VII Não adulterarás

Não farás sexo.

Não farás sexo na imaginação.

Não farás sexo virtual.

Exceto com teu cônjuge.

Não te deixarás dominar pelos teus instintos físicos.

Não terás um coração leviano e infiel.

Não te satisfarás apenas no sexo, mas te realizarás acima de tudo no amor.



VIII Não furtarás

Não vincularás tua satisfação às tuas posses.

Não te deixarás dominar pelo desejo do que não possuis.

Não usurparás a propriedade e o direito alheios.

Não deixarás de praticar a gratidão.

Não construirás uma imagem às custas do que não podes ter.

Não pensarás só em ti mesmo.



IX Não dirás falso testemunho

Não dirás mentiras.

Não dirás meias verdades.

Não acrescentarás nada à verdade.

Não retirarás nada da verdade.

Não destruirás teu próximo com tuas palavras.

Não dirás ter visto o que não vistes.



X Não cobiçarás

Não viverás em função do que não tens.

Não desprezarás o que tens.

Não te colocarás na condição de injustiçado.

Não desdenharás os méritos alheios.

Não duvidarás da equanimidade das dádivas de Deus.

Não viverás para fazer teu o que é do teu próximo, mas do teu próximo o que é teu.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Seis Razões para Estudar Economia.





1. Economistas estão sempre armados e são perigosos. Ou você nunca ouviu falar na "Mão Invisível"?




2. Você pode falar sobre dinheiro sem ter que ganhar dinheiro.



3. Mick Jagger e Arnold Schwarzenegger estudaram economia, e veja onde eles chegaram!



4. Se você ficar desempregado, ao menos saberá o porquê.



5. Embora a ética ensine que a virtude é a sua própria recompensa, em economia aprendemos que a recompensa é a sua própria virtude.



6. Quando você ficar bêbado, poderá argumentar que está apenas pesquisando sobre a lei da utilidade marginal decrescente;
 
Boa sexta.
 
Valeu galera,




Com vocês, ao Serviço d’Ele,



Thiago Oliveira Braga

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Messi, crônica de uma máquina quase perfeita.


Lionel Messi foi programado para fazer gols.




E para jogar bem.



Parece ter sido construído em laboratório com a única missão de balançar as redes.



Prova disso é sua trajetória em campo sempre vertical, aguda, objetiva…



Escrever sobre o camisa 10 do Barcelona é descrever números. São estatísticas que comprovam um talento fora do comum.



Messi não é um camisa 9, artilheiro forte e de presença.



Messi também não um armador, gênio cerebral que pensa o jogo.



Porém, Messi incorpora ambos com tamanha simplicidade – e habilidade.



Habilidade essa que não tem firulas.



O drible é seco, rápido, desconcertante. O passe normalmente é preciso, decisivo.



E o chute sempre vai milimetricamente no canto.



Nesta temporada, só pelo Barcelona, já são 49 gols.



É o jogador com mais gols numa única temporada no futebol espanhol (superou Zarra e se igualou a Puskas)



Na Liga BBVA, Messi tem 30 gols em 29 jogos. Além de 18 assistências.



Ou seja, o Barça depende do argentino, até aqui, em quase 56% dos gols no Espanhol.



Na Champions são 9 gols e 3 assistência em 10 jogos.



Na Copa do Rei, 7 gols e 2 assistências em 7 partidas.



E ainda há 3 gols na Supercopa da Espanha.



Impressionante!



Resumo 2010-11:



Jogos: 46

Chutes certos: 112

Gols: 49

Assistências: 23

Vitórias: 35

Derrotas: 3

Empates: 7

PS: Texto em constante atualização…

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia do goleiro.



O goleiro, dizem, é um herói solitário.


De um heroísmo e uma solidão que o torcedor raramente reconhece.



E que solidão é esta de um homem com tantos privilégios:

O de ser o número 1?

O de vestir-se diferentemente dos outros?

O de ser inatacável em sua pequena área?

O de pode usar as mãos num esporte chamado foot-ball?



Assim como o goleiro é um personagem ímpar no grande palco do futebol,

as defesas que ele pratica são momentos igualmente únicos.



Veja o quanto de arrojo, elasticidade, reflexo, intuição, firmeza, talento,

há nestas defesas de goleiro e convença-se de que ele merece sua admiração.



Trechos da crônica escrito por João Máximo e narradas por Marcelo Duarte na Sala Dança do Futebol – Museu do Futebol.

Sucesso


FIZERAM UMA enquete entre pessoas que, a seu juízo, tiveram sucesso, eu entre elas. Queriam descobrir o segredo. Eram seis perguntas:




1) Se tivesse que definir sua história profissional em três palavras, quais seriam?

Um jovem me perguntou: como planejei a minha vida para chegar aonde cheguei? Respondi: cheguei aonde cheguei porque tudo o que planejei deu errado. A primeira palavra, então, seria “acidente”.

Depois, há de se ter um dom, coisa que não se faz, mas se recebe dos deuses. Quis muito ser pianista. Fracassei porque me faltava o dom. Já vi muitas promessas em livros de autoajuda do tipo “você está destinado ao sucesso…”. Isso é mentira. O querer nada pode sem o dom.

Finalmente, é preciso trabalhar.



2) Quais diferenciais uma pessoa deve possuir para conquistar o sucesso em sua profissão?

Não gosto dessa palavra “sucesso”. O que é sucesso? Vender um milhão de livros? Muitos livros medíocres são vendidos aos milhões, enquanto outros livros geniais não vendem uma única edição.

Muitos sucessos acontecem por acidente, trapaça ou malandragem. Ser eleito deputado ou senador -isso é sucesso?

Não se aprisionar ao costumeiro. Uma mulher que não conheço me enviou um presente, um quadro bordado em ponto cruz com as palavras “Deus abençoe essa bagunça”… Nietzsche nos aconselhou a construir nossas casas nas encostas do vulcão Vesúvio… Curiosidade.



3) Você deve ter acompanhado muitas pessoas que atingiram um reconhecimento em sua carreira, mas que, em pouco tempo, acabaram esquecidas. Quais os cuidados que um profissional deve tomar para que isso não ocorra?

Isso nunca me passou pela cabeça… Eu riria de uma pessoa bem-sucedida que se preocupasse com isso. Acho que essa preocupação é própria de pessoas narcisistas. E eu desprezo os narcisistas… Um conselho maroto, de bufão: “Esforce-se para aparecer na “Caras”. Com seu rosto sorridente lá, você não será esquecido…



4) Que ações e atitudes você tomou em sua vida e que, na sua opinião, foram determinantes para o sucesso em sua carreira?

Uma das minhas características que em nada ajudam o sucesso foi a “rebelião”. Fui um rebelde na religião, um rebelde na psicanálise, um rebelde na esquerda, um rebelde na educação. “Em cada chegada, eu sou uma partida”, dizia Nietzsche. E Eliot: “Numa terra de fugitivos, aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo…”. Acho que aqueles que gostam de mim têm esse traço comum: andam na direção contrária.



5) Já houve momentos em que você pensou em desistir? Em que pensou que nada daria certo? Se sim, o que você fez para superá-los e seguir em frente?

Sim. Cheguei a me candidatar a vendedor da “Enciclopédia Britânica” de casa em casa… Mas, repentinamente, o vento virou e encheu as minhas velas… É preciso estar atento à direção do vento…



6) Qual a lição mais importante que você teria para quem deseja afinar-se para o sucesso?

Não queira afinar-se para o sucesso. Não faça do sucesso o seu deus. Seja fiel a você mesmo. Se vier o tal de “sucesso”, melhor para você. Ou pior para você, nunca se sabe… Van Gogh foi um fracasso, nunca vendeu um quadro. Ele poderia ter se “afinado” para o sucesso -pintando quadros mais bonitinhos…


Por Rubem Alves

terça-feira, 26 de abril de 2011

Horizonte



"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".


Eduardo Galeano

domingo, 24 de abril de 2011

Vale, e muito.


Aí, aos 44 do segundo tempo, o rapaz de nome Ananias fez o gol, e meus moleques pulam como nunca, gritam como nunca, abraçam o pai e os desconhecidos na arquibancada, e têm o diazinho mais feliz de suas vidas.



Aí abro os jornais no dia seguinte, e ouço as rádios e as TVs, e leio e ouço e vejo que esse campeonato não vale nada, que os grandes estão cheios de tédio, que isso tudo acabe logo para começar o que importa, o que vale.


E então percebo que estão, estamos, talvez, totalmente descolados da realidade. Como assim, não vale nada?


Vou contar uma historinha.


Meus meninos têm 12 e 11 anos. Vão aos jogos do seu time desde quando não conseguiam andar direito e eu tinha de carregar cada um num braço, e subir os degraus até lá no alto, porque eles gostavam de ver aquele campo enorme, um mundo novo e verde estava se revelando, com onze de cada lado, e uma porção de gente assistindo, e gritando, e xingando. Aprenderam a assistir, a gritar, a xingar, a cantar, aprenderam as regras sozinhos, tomaram posse daquele mundo que, no começo, era apenas uma imensidão verde que se via lá do alto, do último degrau.


Domingo, na arquibancada quente, de cimento, havia dezenas, centenas de garotinhos como eles. E eu vi seus olhinhos brilhando. E ouvi do meu mais novo, já no carro, voltando para casa, que ia dormir mais leve.


E vêm os escribas e os locutores do alto de seus púlpitos e de sua pequenofobia para afirmar que não, isso não vale nada.


Que direito tem alguém de ir aos jornais ou à TV e dizer para uma criança de 11 ou 12 anos que sua alegria, sua felicidade, não vale nada? Quem foi que nos deu, a nós jornalistas esportivos, essa prerrogativa divina e sacra de dizer a uma criança qual o tipo de coisa pela qual vale a pena ficar feliz e chorar de alegria?


Eu vi os olhinhos dos meus meninos brilhando. Discretamente, um deles até enxugou algumas lágrimas. Eu até chorei, pai, disse no carro, e o outro disse que não chorou, mas quase.


Elas, essas lágrimas, valem muito. Mais do que todos os reais versus barcelonas desta e das próximas semanas, e de todos os que ainda hão de acontecer até o fim dos tempos.


Elas valem mais do que as cifras repletas de zeros que os jornais e as TVs brandem quando tratam do preço de um ganso, ou do valor de uma arena (arena?), ou dos direitos de transmissão.


Sobram números frios aos meus colegas, mas falta a eles o calor de uma arquibancada de cimento duro num domingo de sol. Falta a eles, e tem faltado a muita gente, olhar nos olhos de uma criança quando ela vê o goleiro do seu time subir no alambrado para olhar nos seus olhinhos. Falta ver de perto um garotinho arrancar a camisa suada e abraçar o pai com a cabecinha colada no peito junto ao distintivo.


Ninguém tem o direito de dizer que isso não vale nada. Ninguém tem o direito de dizer a uma criança que sua felicidade não vale nada, só porque ela eclodiu de repente num estádio antigo num torneio menor, e não diante de uma tela de LCD, com transmissão em HD, numa arena climatizada igualzinha às dos videogames.


A vida real, o futebol de verdade, não está num playstation, nem pode ser visto em HD. Na vida real, os olhinhos das crianças brilham no cimento duro da arquibancada quando seu time faz um gol, e dizer que aquele gol não vale nada é coisa de quem não está entendendo mais nada.

por Flavio Gomes, colunista do ESPN.com.br


sábado, 23 de abril de 2011

O pastor herege - Entrevista de Ricardo Gondim a Revista Carta Capital.


Carta Capital n˚ 643:O pastor herege
“Deus nos livre de um Brasil evangélico”, diz o religioso crítico dos movimentos neopentecostais.
A Gerson Freitas
“Deus nos livre de um Brasil evangélico”. Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir:
CartaCapital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
Ricardo Gondim: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.
CC: Como o senhor define esse perfil?
RG: extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhes assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.
CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?
RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o Presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.
CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
RG: O movimento brasileiro é filho do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui leem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portos de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?
CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
RG: Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, estão a minha mensagem está fragilizada.
CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
RG: Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez mais dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.
CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
RG: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou com a heterossexualidade.
CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
RG: Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.
CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente. Enviado pelo editor Júlio Amorim – São Paulo – jotamorim@gmail.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dorme em paz ser carolíngio.

A vida é curta. Por isso o nosso bem mais precioso é “tempo”. Ele não é renovável. Portanto, não perca tempo com vaidades e bobagens. Invista seu tempo em algo que realmente vale à pena: amor. Gaste tempo amando. Gaste tempo abraçando. Gaste tempo cuidando do outro. Gaste tempo sendo compassivo. O amor não renovará esse tempo gasto, fará algo melhor: o eternizará. Porque o amor é a casa da eternidade.


Hoje a UECE amanheceu de luto. Morreu Carlos Dália, ex diretor e coordenador do curso de Filosofia. Em decorrencia de problemas na vesícula. Homem que me inspirou muito pra que hoje eu fosse professor, e ele sempre dizia: "Professor temos muitos, seja EDUCADOR".
 
Dália, você tem o respeito e a admiração de todos nós. Esse ser caro carolíngio vai dormir em paz.

Alegria de um povo


Valeu galera,




Com vocês, ao Serviço d’Ele,



Thiago Oliveira Braga

segunda-feira, 18 de abril de 2011

E hoje é segunda feira.



E hoje começa a semana mais curta do mês. Aproveitemos para refletir.


Que tenhamos uma semana exponencial.

Valeu galera,

Com vocês, ao Serviço d’Ele,

Thiago Oliveira Braga

domingo, 17 de abril de 2011

Para que serve o amor? / A quoi ça ser l'amour?



Arrebatador curta que tenta responder à pergunta Para que serve o amor?, tendo com trilha sonora a música de Edith Piaf. A simplicidade dos traços confere ao filme um tom singelo que o torna ainda mais comovente.




Dialética da (nossa) história.


Eu, meu irmão (Braga Neto) e João Pedro (Filho do meu irmão). O boneco do incrível Hulk entrou de "gaiato" na fotografia.

Agora façam as comparações.

Bom domingo.




Com vocês, ao serviço d'Ele.



Thiago Oliveira Braga.