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Capital do Ceará, Ceará, Brazil
cearense,ex aluno Marista,canhoto,graduado em Filosofia pela UECE, jogador de futebol de fds, blogueiro, piadista nato e sobretudo torcedor do Ceará S.C. Não escreveu livros, não tem filhos e não tem espaço em casa para plantar uma árvore.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dia mundial da filosofia


Hoje é o dia mundial da filosofia. Você sabia ? Pois fique sabendo. Um dia do calendário mundial dedicado à Filosofia foi o que a UNESCO instituiu para que o papel da Filosofia seja fortalecido e para que seja reconhecida sua fundamental importância para a sociedade. Uma nova data para uma prática tão antiga como é o filosofar. Esse dia é a terceira quinta-feira do mês de novembro que, pelo 8º ano vêm sendo comemorado com grandes eventos em todo o mundo e, através desses eventos, se oportunizando a criação de espaços para o diálogo intercultural, para se debater o ensino da filosofia, para gerar novas perspectivas sobre a contemporaneidade e o mundo. Esses eventos marcam a história, reacendendo os debates filosóficos em todo o planeta.

Respeito pelos filósofos

Há quem encare os filósofos como deuses ou como sábios: com muito respeitinho, não ousando discordar deles. Para essas pessoas, as palavras de um filósofo são como a voz de um oráculo que, em vez suscitar discussão, é preciso aceitar e repetir respeitosamente. Mas isso é a própria negação da filosofia, pois é um convite à suspensão da nossa capacidade crítica.

Olhar para os filósofos desta maneira é confundir filosofia com religião. Além de que, por incrível que possa parecer a algumas pessoas, os filósofos são seres humanos como os outros: comem, dormem, amam, choram, vão à praia, usam telemóvel e... erram. Assim, a melhor maneira de respeitar um filósofo é encará-lo simplesmente como filósofo – não como pregador – discutindo criticamente as suas ideias. O que os filósofos querem é respeito, não respeitinho.

Eis, pois, algumas afirmações de filósofos importantes que, com o devido respeito, me parecem disparatadas:

Do que não se pode falar, há que ficar em silêncio. Wittgenstein, o autor desta afirmação, considerava que o mais importante é precisamente o que não pode ser dito. Mas deverá esta afirmação ser levada a sério? Se sim, Wittgenstein está a ser incoerente, pois está a exprimir algo acerca do que não se pode falar. Razão parece ter um outro filósofo, Frank Ramsey, ao comentar que o que não pode ser dito nem sequer pode ser assobiado. Pelo que se vê, Wittgenstein fez mais do que assobiar, pois não conseguiu ficar em silêncio acerca do que não se pode falar.

Até aqui os filósofos têm-se dedicado a interpretar o mundo, porém o que importa é transformá-lo. Marx, autor da frase, dava uma prioridade à praxis (prática ou acção) em relação à teoria. Mas há demasiados exemplos de que a prática, quando não é iluminada por uma compreensão prévia da realidade, acaba por se tornar cega e mesmo perigosa. Como sabemos o que transformar ou sequer se podemos mudar o que ainda não tentámos compreender? E será que é realmente importante mudar o que eventualmente possa estar bem? Não será fundamental saber antes o que está bem ou mal e porquê para sabermos se vale realmente a pena mudar seja o que for? Assim, a ideia subjacente de que a teoria e a prática são coisas divergentes é manifestamente errada e até perigosa.

O que não me mata torna-me mais forte. Disse-o Nietzsche, mas também o dizia a minha avó, que nunca ouviu sequer falar de Nietzsche. E até já a avó da minha avó o dizia também, só que de uma forma ligeiramente diferente: o que não mata engorda. Mas basta pensar um pouco para ver que tanto Nietzsche como a minha avó foram algo precipitados a tirar conclusões, o que se desculpa mais à minha avó do que a Nietzsche. A ideia de Nietzsche é a de que a vida é para ser vivida sem restrições, sem disfarçar a dor e a alegria, como acontece com os mais fortes e corajosos, que nada recusam. Assim, dar o peito às balas é próprio dos mais fortes. Só que há balas que não matam mas moem, deixando-nos fracos e feridos para o resto da vida. Nem Nietzsche nem a minha avó foram incapazes de evitar uma falácia muito comum: a falácia da generalização precipitada.

Claro que as frases destes filósofos têm mais que se lhe diga e o contexto em que foram produzidas pode dar-lhes outro sentido. Mas tem de se começar a discussão por algum sítio e isto é só um princípio de discussão.

A todos que são amigos do saber, parabéns.

Milésimo gol, 40 anos

Faz 40 anos que o único 1000° gol da história do futebol profissional foi marcado por Pelé, contra o Vasco, no Maracanã.
Sobre a façanha, outro gênio brasileiro escreveu:

"O difícil não é fazer mil gols como Pelé. O difícil é fazer um gol como Pelé".
Nada a acrescentar depois de Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Hábitos que transformam‏


Em 1989, o reverendo John Stott veio ao Brasil para falar num dos congressos da VINDE -- Visão Nacional de Evangelização. Depois de uma de suas palestras, nos reunimos para conversar com ele. Era um grupo pequeno de jovens pastores, sentados em torno de um dos maiores expositores bíblicos da nossa geração, perto de completar 70 anos. A conversa seguiu animada. Ele nos deu liberdade para perguntas pessoais e, entre outras, não faltaram aquelas sobre o porquê de não se casar.

Porém, de todas, guardei apenas a resposta que ele deu quando lhe perguntaram sobre a razão do seu longo ministério tão frutífero. Ele respondeu: “Leio a Bíblia e oro todos os dias, vou à igreja todos os domingos e nunca falto à celebração da Eucaristia”. A resposta foi surpreendente por sua simplicidade.

Sabemos que ler a Bíblia e orar todos os dias, ir aos cultos e participar da Ceia nunca foram, por si só, sinais confiáveis de espiritualidade, muito menos um caminho seguro para a maturidade. Muitas pessoas fazem isso por puro legalismo. Por outro lado, sabemos também que não fazer nada disso é um caminho seguro e certo para o fracasso espiritual.

O doutor James Houston, criticando o abandono da leitura devocional em nossos dias por uma literatura funcional e pragmática, afirma: “Os hábitos de leitura do chiqueiro não podem satisfazer a um filho e aos porcos ao mesmo tempo”. Ao usar a imagem da Parábola do Filho Pródigo, ele nos chama a atenção para o risco de nos acostumarmos com a vida do chiqueiro. Para Houston, as práticas devocionais nos ajudam a perceber que existe algo maior e mais excelente na vida de comunhão com o Pai.

O reverendo A. W. Tozer (1897-1963) escreveu um artigo afirmando que “Deus fala com o homem que mostra interesse”, e que “Deus nada tem a dizer ao indivíduo frívolo”. Mais do que cultivar o hábito de ler a Bíblia, orar e participar do culto, o que na verdade fazemos quando cultivamos estas práticas devocionais é demonstrar o interesse vivo que temos por Deus e por sua Palavra.

Da mesma forma como a vida necessita do básico (ter o suficiente para comer e vestir, onde descansar), a natureza da vida espiritual repousa sobre o que é essencial (Bíblia, oração, comunhão, adoração e missão). São esses hábitos básicos que nos colocam no lugar onde podemos experimentar a graça de Deus e crescer.

Há hoje muita oferta para a vida e para a espiritualidade. A sedução do supérfluo despreza o essencial. Vivemos o grande perigo de negar o básico, achando que podemos experimentar a graça de Deus e provar sua bondade e amor sem nos aquietar e deixar que sua Palavra molde nosso caráter, que a oração fortaleça nosso espírito e que a comunhão nos sustente em nossa identidade como povo de Deus.

As disciplinas espirituais básicas cultivadas pelo reverendo Stott ao longo de sua vida formaram seu caráter como cristão. Nada pode substituir a prática diária da oração nem a leitura devocional das Escrituras. Nada substitui o valor do culto comunitário nem o mistério da Eucaristia. O cultivo destas disciplinas requer de nós não apenas tempo e perseverança, mas também humildade e coragem para sermos transformados pelo poder de Deus.

Deus não nos chamou para a realização pessoal, mas para a comunhão pessoal e íntima com ele e o próximo. Deus não nos chamou para sermos operários agitados do seu reino, mas para amá-lo e amar ao próximo de todo o coração. Os hábitos devocionais libertam-nos da “normalidade” do chiqueiro e nos transportam para uma existência de comunhão com Deus que enobrece a vida. São estes hábitos que preservam nossos olhos voltados para o alto, para que, aqui na terra, nossa existência ganhe a grandeza dos ideais divinos.
As práticas devocionais fazem parte do processo formativo da alma diante de Deus. Precisamos cultivá-las a fim de permanecermos em sintonia com o reino de Deus, que molda o nosso caráter em Cristo. É a palavra de Deus que devolve a vida aos “ossos secos” da agitação moderna.

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.

sábado, 14 de novembro de 2009

Juntar as mãos


O ato de juntar as mãos em oração é o começo de uma insurreição contra a desordem do mundo.

Karl Barth

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

UM BOM DIA


5 passos para começar bem o dia.


1 - Inicialize o computador.

2 - Crie um novo arquivo.

3 - Salve-o como o nome "Torcedor do Fortaleza".

4 - Clique em "excluir". Vai aparecer a seguinte mensagem:"Tem certeza que deseja enviar 'Torcedor do Fortaleza' para a lixeira?"

5 - Clique "sim".

Pronto, seu dia começará bem melhor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A queda do muro de Berlim

Portão de Brandemburgo, hoje
A queda do muro de Berlim encerra um ciclo da história mundial que se iniciou com a Revolução Russa de 1917 e teve seu apogeu nas décadas de 1950 e 1960 com a assim chamada guerra fria. O mundo nesse período foi regido por uma lógica bipolar, resultado do conflito em escala planetária das superpotências militares, Estados Unidos e União Soviética, que representavam modelos econômicos e ideológicos antagônicos. Parecia assim ter fim o maior conflito ideológico da história humana com a desmontagem do bloco socialista e a consolidação do processo de globalização econômico levado a cabo pelos países capitalistas centrais.
O historiador americano Francis Fukuyama apressou-se em interpretar a queda do muro de Berlim como índice do fim da História, do fim dos conflitos ideológicos e como prova empírica irrefutável da superioridade da economia de mercado sobre qualquer forma de controle da atividade econômica pelo poder estatal. Mesmo discordando das análises de Fukuyama, não se pode negar que o colapso do bloco socialista europeu teve duas conseqüências imediatas: primeiro, acelerou o processo mundial de liberalização do fluxo de mercadorias, serviços e capitais em escala global com a desmontagem das economias periféricas, menos competitivas e muito mais vulneráveis aos ataques especulativos do capital financeiro; segundo, abalou intensamente o pensamento critico e a postura da esquerda que via no capitalismo um sistema social de opressão, pois produz a mercantilização das pessoas, a concentração do poder e dos meios de produção, gera alienação social, explora e danifica profundamente a vida no planeta. Apos 20 anos, como avaliar os efeitos desastrosos da hegemonia do pensamento neo-liberal e a desarticulação e desutopização provocadas no campo do pensamento social crítico?
Checkpoint Charlie, um dos pontos de passagem entre os lados da cidade
As maiores vítimas da onda de globalização sob hegemonia neoliberal foram os trabalhadores e as coletividades nacionais, com privatização maciça das empresas públicas, forte redução dos direitos trabalhistas e do poder reivindicatório dos sindicatos, perda do poder político dos Estados e conseqüente perda de soberania nacional, larga privatização da saúde e da educação, com o conseqüente sucateamento de hospitais públicos e de escolas públicas. Como afirmava Immanuel Wallerstein, há alguns anos atrás, o neoliberalismo tem um custo social enorme, com aumento da pobreza e da exclusão social e com a deslegetimação das lideranças locais, nacionais. Dessa maneira, o sistema se torna incapaz de resolver as crises produzidas por ele próprio: a crise social, com níveis de desigualdades intoleráveis, e a questão ambiental, resultado de uma atividade produtiva predatória e sem limites.
A recente crise no sistema global explicita as contradições do capitalismo e põe em suspeição a ideologia neoliberal que o sustenta.

O muro cerca o Portão de Brandemburgo, entrada de Berlim Oriental

Novo mundo No entanto, o fato mais auspicioso dos últimos anos é a rearticulação do pensamento social critico e das formas de luta, de insubmissão e de resistência social. Em breve, estaremos comemorando os 10 anos de instalação do Fórum Social Mundial, que foi decisivo enquanto instância de reorganização do pensamento de esquerda e de combate ao neoliberalismo. Trata-se aqui, sobretudo, como explicitou o sociólogo Emir Sader, de construir a esfera pública em contraposição à esfera mercantil, de resgatar a autonomia do político em contraposição à lógica instrumental capitalista. É exatamente na America Latina, que hoje se rearticula de uma forma mais protagônica uma nova esquerda, preocupada com as minorias, com a questão ambiental, com a democratização dos meios de comunicação, com a multiculturalidade. A America Latina tem hoje um numero razoável de governos preocupados em defender a soberania nacional, em construir alternativas às investidas imperialistas do capitalismo central, em resgatar sua dívida social e em preservas suas riquezas naturais.
Vinte anos após a queda do muro de Berlim, podemos nos dar conta que tudo não passou de um espetáculo, uma piada de mau gosto, que muro nenhum ruiu, que há muitos muros sendo construídos diariamente e que precisamos empunhar sempre um martelo entre as mãos... Ou uma foice... Nós, os alertas...
José Maria Arruda é Doutor em Filosofia pela Universidade de Essen/Alemanha com Pós-Doutorado na Universidade de Aachen/Alemanha e atualmente Professor Associado II do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará.

domingo, 8 de novembro de 2009

Porque hoje é domingo (01)


Como andam as universidades no Brasil? O que elas tem produzido? Qual a função social que elas tem ocupado ? Como andam os concursos para as universidades públicas ? Fica aqui a reflexão ...

Deus abençoe a todos.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 7 de novembro de 2009

Charge desta sexta (6/11/09) do O POVO


Boa sorte e vida longa ao nosso representante cearense na série B 2010.
Força ICASA
Com o empate, o Leão já fez o check-in para embarcar rumo à Série C
Vai em paz, Alecrim-RN, Paysandu-PA, Central de Caruaru e outras "potencias" te esperam.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O constante diálogo

Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amante
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
Tua melhor palavra
ou
Teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
Dialogamos.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Falando ao coração


Meu Deus,

Eu não tenho idéia para onde estou indo,

Eu não vejo o caminho à minha frente,

Eu não tenho certeza onde ele termina

E tampouco me conheço,

E o fato me conheço,

E o fato de pensar ou achar que estou seguindo a Tua vontade

Não quer dizer que estou seguindo-a de fato.

Mas eu creio, Senhor,

Que o desejo de agradar-te, realmente agrada.

E eu espero que em tudo que eu faça,

Esteja esse desejo presente

E que eu não faça nada em que não esteja presente este desejo.

E se assim o fizer,

Tu me guiarás pelo caminho certo e verdadeiro,

Embora eu nada saiba sobre ele.

Em ti confiarei, portanto,

Mesmo que me sinta perdido e na sombra da morte,

Eu não temerei, pois estás sempre ao meu lado,

E jamais permitirás que sozinho enfrente os perigos

E dificuldades dessa viagem.


Com vocês, ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

terça-feira, 27 de outubro de 2009

É preciso não esquecer nada



É preciso não esquecer nada:
nem a tormenta aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.


É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.


O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.


O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a ideia de recompensa e de glória.


O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

Cecília Meireles

domingo, 25 de outubro de 2009

Porque hoje é domingo (00)


Agora todo domingo, que é o dia que eu não costumo fazer muita coisa, vou postar uma charge aqui , que apesar de suscitarem gargalhadas, é uma oportunidade de refletirmos.

Bom dia e e não é porque é domingo que você não vai fazer algo importante, então desliga o computador e vai ler um livro, o boletim dominical da igreja ou vai procurar no jornal um emprego que trabalhe pouco e ganhe muito (esse hoje em dia é um grande desafio).

Deus abençoe a todos.
Com vocês ao serviço d'Ele
Thiago Oliveira Braga

sábado, 24 de outubro de 2009

10 maneiras de dizer eu te amo

O site Solomon1, fez uma lista de ações que vão além do dizer eu te amo. É muito válido dar uma lida e por em prática.Quantas vezes perdemos a oportunidade de expressar nosso carinho por aquela pessoa tão querida que o Senhor nos deu.

Então confira e depois deixe seu comentário:

1. Deixe Bilhetes (em lugares diferentes)

Talvez a vida tenha se tornado tão corrida que seus horários não coincidem com o da pessoa amada. Que tal deixar bilhetes em um local inesperado? Deixe um bilhete para seu filho (a) dentro da merendeira - é um bom começo. Que tal um bilhete carinhoso na geladeira, espelho do banheiro, no travesseiro, na tela do computador…?

2. Abrace

Contato físico pode significar muito, um abraço pode ser exatamente o que sua pessoa amada precisa para abrir um belo sorriso. Seja sentado no sofá assistindo TV, um abraço de boa noite nas crianças… Não economize! Receber um abraço carinhoso de outra pessoa é uma bela maneira de se sentir amado.

3. Escreva um Poema

Uma bela maneira de dizer “Eu te amo” é escrevendo um poema. Você não precisa ser um Shakespeare - apenas pense em algo sincero, original e que reflita seu amor por essa pessoa… e passe isso para o papel. Tente não partir pro lado dos “seus belos olhos…” ou “seu perfume é como uma flor…”. Escreva com seu coração, sem medo de ser feliz. Não precisa ser um poema com belos dizeres, pode escrever sobre o que você achar importante para você, como por exemplo, a forma como você adora quando essa pessoa dá boas risadas de algo engraçado, ou o cheirinho que fica no travesseiro após a noite. Use sua imaginação!

4. Dê um Presente Inesperado

Tenho certeza que você presenteia a pessoa amada nos aniversários, Natal, e outras ocasiões como Dia dos Namorados, etc. Mas que tal presentear essa pessoa por simplesmente ela existir e ser tão especial para você? Esse gesto pode gerar um momento de completa alegria para ambos, e o presente não precisa ser algo de valor material. Algumas dicas de presentes: chocolate, flores, um livro, tenho certeza que você saberá como agradar sua pessoa amada, basta pensar um pouquinho e uma ideia irá brotar em sua cabeça. Com muita criatividade e um pouco de dinheiro você encontrará uma maneira perfeita de dizer “Eu te amo” e surpreender essa pessoa.

5. Faça (sem a pessoa pedir)

Escolha alguma coisa para ajudar sua pessoa amada e faça sem que ela tenha que pedir você para fazer. Se sua esposa é quem arruma a cama todas às manhãs, arrume para ela sempre que lembrar, se você geralmente tem de ser praticamente “rebocado” para ajudar com as louças na cozinha, surpreenda… vá e lave tudo com carinho. Encontrar maneiras de melhorar o dia da pessoa amada deixa transparecer o quanto ela é importante pra você.

6. Dêem as Mãos

Assim como abraçar, dar as mãos é algo que podemos deixar meio de lado depois de algum tempo de convivência. Experimente dar as mãos a sua pessoa amada enquanto estiverem andando nas ruas, ou enquanto esperam uma refeição no restaurante. Manter contato físico é importante para se sentirem perto um do outro emocionalmente. É especialmente importante se for preciso conversar sobre um assunto difícil ou importante. Dar as mãos pode também ser um gesto de suporte se sua pessoa amada se sinta pra baixo ou magoada.

7. Faça uma Refeição Especial

Se na Sexta-feira vocês geralmente saem para comer fora, que tal mudar uma vez ou outra e cozinhar? Elabore em um prato especial para sua pessoa amada (não precisa ser uma ocasião especial pra isso). Lembre-se do cardápio predileto dela, dedique-se a preparar a mesa de forma com que ela fique realmente surpresa com sua atitude, e novamente você está dizendo “Eu te amo” sem falar uma palavra. Esse mesmo exemplo vale para quem come em casa todas as Sextas, que tal variar um pouco e surpreender levando a pessoa amada em um lugar que ela goste?

8. Se vista Bem

Tenho certeza que nos primeiros momentos do relacionamento você se preocupava com o visual, tentando sempre estar com boa aparência. Claro que é maravilhoso chegar a um nível de intimidade onde você pode ficar de pijamas, ou vestir aquela camisa grande e com a gola velha e desbotada… mas se vestir bem em algumas ocasiões pode trazer uma pitada de novidade e um ar diferente no relacionamento. Em uma de suas escapadas, vá a um restaurante diferente, talvez até mais requintado… algo que não venha a te prejudicar financeiramente, ou apenas vista-se bem para um jantar a dois em casa. Você vai ver como isso pode fazer a diferença.

9. Massagem nos Pés/Ombros/Costas

Nossa vida é corrida e pode ser estressante, após um dia de trabalho quem não gostaria de receber uma bela massagem? Uma massagem nos pós, ombros, costas é uma outra ótima maneira de dizer “Eu te amo” e me preocupo com seu bem estar e conforto. E como já foi dito, é outro contato físico, o que também é importante.

10. Escute

É fácil falar ao mesmo tempo ou simplesmente não prestar atenção no que sua pessoa amada está falando, você pode estar mais atento ao noticiário, lendo um jornal, respondendo um email, etc. Aprenda a ouvir sua pessoa amada - quando ela deseja falar, pare o que você está fazendo, direcione sua atenção ao que ela tem a lhe dizer. Aprenda a escutar até mesmo o que ela não diz: suas preocupações, problemas e até mesmo pequenas dicas de coisas que ela gosta. Olhe para a pessoa e deixe-a saber que você realmente está ali e naquele momento você está dedicado ao que ela tem a dizer. Faça o teste e dependendo da situação você vai se assustar com a reação da pessoa ao perceber que ela realmente está sendo escutada.

Estou certo que existem muitas outras maneiras de dizer “Eu te amo” sem ser verbalmente - quais as maneiras você conhece ou usa para demonstrar seu amor? O que a pessoa que você ama já fez para você e realmente te surpreendeu?

Com vocês ao serviço d’Ele
Thiago Oliveira Braga

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Reiterado agradecimento


Galera, o aniversário passou e fiquei super feliz com as mensagens pelo celular, e-mails, ligações,scraps,twittadas e por mais difícil que possa vir a ser as congratulações feitas pessoalmente (é verdade, hoje em dia AINDA existem gestos concretos).
Muito obrigado a todo pelo carinho, tanto pelos de longe quanto os que estão pertinho, me alegro com todos vocês no dia de hoje.


Eu anotei todas as maneiras as pessoas se dirigiram a mim, daí você tira como as formas são as mais ecléticas que poderia imaginar, mas independente de como se dirige, o importante é que seja sincero e de coração.
Thiago
Thi
Parceiro
Meu vei
Cara
Sofredor
Filhote
Thiagão
Ceará
Guri
Vozão
Rapaz
Meu Brother
Thiaguinho
Carniça
Brow
Rapaz
Herói
Garoto
Pessoa mais irritante da face da terra
Mah
Doutor
Grande
Cearense mais querido do Brasil
Marmota
Maxu rei
Carinha
Titi
Lindão
Santo
Mano
Meu irmão em Cristo
Bichão
Veio

Todas forma dirigidas a mim,só tenho mais é que ficar feliz com essas manifestações.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

E já se passaram 28 anos


Essa foto foi registrada a exatos 10 anos,depois de uma aula do Pacifico a galera me fez essa surpresa.Ganhei um cartão gigante e ainda me deixaram em casa. Galera era muito gente boa e cada item que está sobre a mesa foi uma lembrança dos meus colegas da turma do 3° ano no Colégio Marista Cearense. Bom relembrar, melhor ainda CELEBRAR.


"Nas tuas mãos (, Deus), estão os meus dias" Sl 31:15



Para quem não sabe dia 20 de Outubro é meu aniversário. Sim, 28 anos. 28 anos de vida. Vinte e oito. Eita lasquera. Vinte e oito anos felizes.

E escrevo essa mensagem com grande alegria no coração, pois o ano de 2009 foi um ano atípico. Tenho vivido intensamente todos eles, mas a sensação de perda de tempo que outrora tive em anos anteriores não posso dizer que senti nesse ano.

2009 foi o ano em que meu irmão (José Braga)casou, foi pai do João Pedro e de quebra eu virei tio e meus pais vovô e vovó. Pude curtir muito minha família, a muito que não aproveitei, desde de assistir e comentar sobre novelas a pescar com meu tio nos verdes mares cearenses.

No final do semestre estarei concluindo minha trajetória acadêmica no curso de Filosofia,e com a convicção de que não existe tempo pra quem não desistiu de sonhar. Entrei na UECE com 25 anos, com grandes adversidades, mas não saio, apenas fecho um ciclo e espero que em breve tenha oportunidade de vivenciar outros.

10 anos que conclui meu ensino médio e um grande pretexto de para poder (re)encontrar com vários que não vejo e que escreveram uma bonita história no Colégio Marista Cearense.

Ano em que vejo meu time do coração, o Ceará Sporting Clube fazer uma linda campanha na série B, e que depois de 16 anos subirá para disputar o brasileirão. O campeonato só acaba dia 28 de Novembro, mas já pressinto que independente da posição, ele chegará ao acesso. Obrigado CEARÁ S.C.

Mas não poderia falar que esse ano foi oportunidade de ver crescer. Aos adolescentes dos quais caminho, no trabalho eclesiástico do qual faço parte (Conectados)Eu gosto de ensinar adolescentes.Não sei bem porquê,apenas gosto.Às vezes desconfio dos motivos.Acho que em nenhuma outra faixa etária estarei perto de pessoas que são a tradução do que são pessoas que simplesmente SONHAM.

Muito obrigado a todo pelo carinho, tanto pelos de longe quanto os que estão pertinho, me alegro com todos vocês no dia de hoje. Deus abençoe a vida de cada um.

Muito Obrigado.

Capital do Ceará 20 de Outubro de 2009.

domingo, 18 de outubro de 2009

O Operário Em Construção



Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.


De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.


Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
-Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.


Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.


Foi dentro da compreensão
esse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
-Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.


E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.

E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.


E o operário disse:
Não!E o operário fez-se forte
Na sua resolução.


Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
-"Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.


Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.


Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.

Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.


Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.

O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!


– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.

Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.


Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.

E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

Composição: Vinicius de Moraes

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. (Cora Coralina)


Hoje é dia do professor (também é aniversário do meu irmão,que é professor,mas vamos falar dessa profissão tão significativa).Se Brasília gostasse dos professores 1% do que gosta e puxa o saco dos políticos, o Brasil estaria noutra situação. Ou não? No Japão, QUASE todos devem reverência ao Imperador, QUASE porque o professor é reverenciado até pelo imperador, ou seja, ele que se curva ao professor. Isso é que é reconhecimento.


E para que você pense com muito carinho nessa figura tão importante e escanteada de nossa sociedade, publico aqui, para sua reflexão.


Analfabeto Político*

Bertolt Brecht


O pior analfabeto

É o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala,

Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,

O preço do feijão, do peixe, da farinha,

Do aluguel, do sapato, do remédio,

Dependem das decisões políticas.


O analfabeto político

É tão burro que se orgulha

E estufa o peito dizendo

Que odeia a política.


Não sabe o imbecil que,

Da sua ignorância política

Nasce a prostituta, o menor abandonado,

e o pior de todos os bandidos,

que é o político vigarista,pilantra,

corrupto e o lacaio

dos exploradores do povo*


há outras versões sobre o final do poema mas, acredito que a tradução mais fiel seja esta.

É, se você conseguiu ler até aqui, agradeça ao professor!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Faça diferente, faça diferença


“Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceites o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempos de desordem sangrenta,

de confusão organizada,

de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumana,

nada deve parecer natural,

nada deve parecer impossível de mudar.”


Bertold Bretch

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Contrário


"Amar significa amar o que é difícil de ser amado, do contrário não será virtude alguma;

Perdoar significa perdoar o imperdoável, do contrário não será virtude alguma;

Fé significa crer no incrível, do contrário não será virtude alguma.

E esperar significa esperar quando as coisas são sem esperança, do contrário não será virtude alguma".

G. K. Chesterton

domingo, 27 de setembro de 2009

Se liga

"Ao buscar a Deus, devemos nos preparar não somente para rever nossos conceitos,mas também para mudar nosso estilo de vida."
John Stott

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dicionário do Ceará

ABESTADO
Otário
AI’ DENTO
Resposta a qualquer provocação
AMARELO QUEIMADO
Cor laranja
ARRE EGUA!
Interjeição que pode significar qualquer coisa a depender do tom de voz e da ocasião (alegria, irritação…)
AVALIE
Imagine
AVEXADO
Apressado
BAIXA DA ÉGUA
Lugar distante
BILA
Bola de gude
BILOTO
Botão
BOCA QUENTE
Lugar perigoso
BUNEQUEIRO
Quem bota boneco (ver “butar buneco”)
BUTAR BUNECO
Criar confusão, perder a linha, farrear bastante
BURRINHO
Garrafa de Coca-Cola cheia de cachaça
CAPAR O GATO
Ir embora
CAXAPREGO
Lugar distante
CEROTO
Sujeira preta na pele devido a falta de banho
CHABOQUE
Tampo. “Chico deu uma topada que tirou o chaboque do dedo”
CHAPA
Radiografia; dentadura
CHEI DOS PAU
Bêbado
CHULIPA
Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical
CIBAZOL
Coisa sem valor. “Não vale um cibazol”
COMEDIA
Programa divertido. “Hoje nos vamos pras comédias”
CORRALINDA
Coisa linda, pessoa bonita
CORRER FROUXO
Ter em abundância. “Ali o dinheiro corre frouxo”
CRUZETA
Cabide para camisas e calças
CUSTAR –
Demorar. “O onibus está custando muito”
DAR O PREGO
Enguiçar
DIABEISSO!
Que diabo é isso! Expressão de espanto.
DISTRENADO
Sem graça. “Fica todo distrenado quando elogiado”
EMPRIQUITAR
Cismar, não aceitar.
ENGABELAR
Enganar, iludir
ESCROTO
Bom de briga; cafajeste
ESTRIBADO
Cheio da grana
FRESCAR
Fazer uma brincadeira. “Se zanga não, to só frescando”
FULERAGE
Coisa sem valor
FUMANDO NUMA QUENGA
Puto da vida
GALALAU
Homem alto
GASGUITA
Mulher com voz esganiçada.
GASTURA
Mal estar
GATORRÉI
Prostituta
GIGOLETE
Passadeira, diadema, arco
GUARIBADA
Dar uma caprichada
INGEMBRADO
Torto
ISPILICUTE
Do inglês “She’s pretty cute”. Engraçadinha
ISPRITADO
Enfurecido
ISTRUIR
Desperdiçar
LERIADO
Conversa fiada
MACHORRÉI
cara, amigo, o meu…
MAGOTE
Bando, grupo
MANE BOFÃO
Conhecido “restauranteur” de Fortaleza, especialista em pratos finos tais como: panelada, buchada, sarrabulho, tripa de porco, rabada,sarapatel e mão de vaca.
MANGAR
Ridicularizar.
MARMOTA
Coisa estranha
MELADO
Bêbado
MEROL
Bebida
MININORRÉI AMARELO
Criança chata
MIOLO DE POTE
Coisa sem importância
MOI DE CHIFRE
Corno
NUM FRESQUE NÃO!
Pare com essa brincadeira!
PAI D’EGUA
Porreta, legal, bacana
PAO SOVADO
Pão de massa fina
PASTINHA
Franja
PASTORAR
Vigiar
PELEJAR
Tentar exaustivamente
RACHA
pelada, jogo de futebol
REBOLAR NO MATO
Jogar fora, atirar
REBORREIA
Resto, coisa que não presta
RESPEITE!
Expressão usada quando uma coisa é muito boa. “Respeite a festa de ontem”
SABACU
Surra
SEM FUTURO
Mau negócio, pessoa despreparada
SIBITE BALEADO
Pessoa miúda (”sibite” é um pequeno pássaro)
SO O BURACO E A CATINGA
Pessoa dismilinguida. “Ele pegou uma gripe ta que é so o buraco e a catinga
SO O MI
Diz-se de alguma coisa muito boa
SUSTANÇA
Energia dos alimentos. “Rapadura tem sustança”.
TEM E ZE
E muito difícil. “Tu ganhar de mim na sinuca? Tem E ZE
TIRA A MACAUBA DA BOCA
Quando alguém fala de forma ininteligível
ULTIMO TIRO NA MACACA
Diz-se de uma mulher que completou 30 anos e não se casou
VARAPAU
Homem alto
VERMINOSO
Fominha (futebol)
VEXADO
Apressado
ZUADENTO
Barulhento
ZAMBETA
Cambota
Saudações do cearense, que cada dia mais se apaixona pelo lugar que nasceu.
Thiago Oliveira Braga

Faça diferente,faça diferença


É hoje.
Vale bicicleta, vale pegar ônibus, vale andar, vale correr e vale até chegar atrasado (eu mesmo já justifiquei meu atraso pra professora na UECE!). Só não vale tirar o carro da garagem.
Um dia que foi idealizado pelos franceses e vem ganhando cada vez mais adeptos pelo mundo afora. O mundo (e todo mundo) agradece.
Como eu já venho praticando "DUATLON" desde de que me entendo por gente (Busão e Canela) acho pertinente a ação, faço votos que os cearenses tenham prazer em imitar boas iniciativas como essa.
E vida que segue ... sem carro (pelo menos por hoje)

sábado, 19 de setembro de 2009

REVOLTANTE !!!


O Ceará não jogou bem, mas sair de campo derrotado com um gol de mão é vergonhoso !!!
Mas temos 13 jogos e estamos na torcida pela seu acesso Vovô.
Vamo que vamo Ceará !!!
Agora, vamos tentar responder algumas perguntas:

Será que realmente é gostoso fazer um gol assim?
Será que o torcedor honesto e que gosta do bom espetáculo, curte comemorar um gol dessa maneira?
Será que o torcedor do Ceará ou de qualquer outro time prejudicado por um gol assim, também não vibraria muito se fosse beneficiado? Não há quem adore ganhar com um gol irregular do adversário?
E os jogadores, curtem ainda mais ganhar com um gol irregular ou nem pensam nisso?
A vitória no esporte realmente vale acima de tudo, ludibriando adversários, sendo malandro?
Ou ser malandro é jogar honestamente e ganhar apenas pelo talento em campo?
Os atletas têm direito de fazer o que bem entendem, sem preocupação com a ética?
Ou o atleta deve ser o primeiro a ter cuidado em jogar limpo, para facilitar a vida dos árbitros e dar bom exemplo para os torcedores?
Infelizmente vivemos em um mundo onde o resultado é mais importante do que tudo e a honestidade e o respeito ficam em segundo plano.
“Os fins justificam os meios”, bradam os que adoram levar vantagem em tudo, tanto no esporte, como na vida, onde a desonestidade ganha, dia após dia, da correção.
Um pena, mas o futebol é o retrato da nossa sociedade estragada.

Os sete pecados capitais - GULA

"Ora, Marge, se Deus quisesse que a gente comesse na igreja, não teria colocado a gula como pecado..."

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os sete pecados capitais - PREGUIÇA


Os 10 Mandamentos do Preguiçoso
I. Viva para descansar.
II. Ame a sua cama, ela é o seu templo.
III. Se vir alguém descansando, ajude-o.
IV. Descanse de dia para poder dormir à noite.
V. O trabalho é sagrado, não toque nele.
VI. Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.
VII. Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito,deixe que outra pessoa faça.
VIII. Calma, nunca ninguém morreu por descansar.
IX. Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passe.
X. Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Não acomodar com o que incomoda!




Não acomodar com o que incomoda!

Fernando Anitelli


Tenho percebido que sou uma pessoa inconformada.

Não sei mais ver algo errado e não ficar indignado, mas logo vem uma vontade de fazer algo ... fazer algo ? Onde ? Quando ? Porque ?

Sinto que minha garganta quer gritar contra algo que eu não sei bem quem é, mas logo que eu ligo a televisão essa vontade passando, o sentimento vai se diluindo em meio a tudo que o nosso cotidiano é repleto: Contradições.

Eu adimito, mas é claro que esse texto ele tem mais carater poético, minha vida não é sempre assim, pelo contrário.

Mas eu quero levantar todos os dias SEMPRE com a vontade de tem algo a buscar, a crescer e sobretudo a partilhar.

pense nisso...

não se acomode com o que incomoda!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

INDIGNAÇÃO



“A nossa indignação é uma mosca sem asas, não ultrapassa as janelas de nossas casas”

Skank

domingo, 6 de setembro de 2009

Os sete pecados capitais - AVAREZA

Quanto vale o show?
Quanto vale o amor?
Quanto vale, então, fazer das tripas coração?
Quanto vale o som?
Quanto vale a dor?
Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?

La Plata (Jota Quest)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A vida fora do gramado

Em agosto de 1969, enquanto no Maracanã lotado o escrete canarinho nos garantia a classificação rumo ao tricampeonato no México, fora das quatro linhas a vida no Brasil não era tão risonha.

Afinal, desde 1964 vivíamos sob duro regime militar.
Após três anos de governo Castelo Branco, terrivelmente autoritário mas ainda não inteiramente troglodita, assumira o general Costa e Silva, troupier de poucas luzes. Acentuava-se cada vez mais a militarização da vida nacional.

Às prisões e cassações de políticos, estudantes e dissidentes de toda sorte, a sociedade civil respondera com grandes passeatas, que reuniam estudantes universitários, intelectuais, artistas, donas de casa e profissionais liberais.

O troco do regime não se fez esperar: em 13 de dezembro de 1968 abatia-se sobre o país o Ato Institucional nº 5, que suspendia o habeas corpus e concedia ao presidente o direito de fazer novas cassações, suspender direitos políticos, legislar por decreto-lei, intervir nos estados e decretar estado de sítio.
Para coroar, o Congresso Nacional foi posto em recesso por tempo indeterminado, e feroz censura foi baixada sobre a imprensa e todas as formas de manifestação intelectual e artística.
Ao longo do primeiro semestre de 1969, o regime fechou-se mais e mais. Cerca de cem parlamentares foram cassados, entre outros cidadãos atingidos pelas medidas de exceção.

As prisões se abarrotavam com os opositores do governo; mais de 200 professores universitários e pesquisadores foram compulsoriamente aposentados. Entre os quais o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A Lei de Segurança Nacional foi alterada, para punir a divulgação de notícias “inconvenientes” e permitir ao ministro da Justiça intervir nas rádios e TVs.

Setores da oposição, por sua vez, radicalizavam suas ações: organizações de esquerda iniciavam a luta armada, e multiplicavam-se os assaltos a bancos e atentados a quartéis.

Naquele 31 de agosto, correu entre as mais de 180 mil pessoas presentes ao Maracanã para ver Pelé infernizar a defesa paraguaia o boato de que Costa e Silva tinha morrido.

Na realidade, ele já estava gravemente doente desde o dia 27, quando se manifestaram os primeiros sintomas, mas a imprensa, censurada, noticiou que o presidente cancelara sua agenda em razão de “forte gripe”.

Dois dias depois, os três ministros militares constituíram-se em junta e passaram a responder pelo governo, impedindo o vice-presidente Pedro Aleixo de assumir.

Finalmente, naquele domingo, 31 de agosto de 1969, desfez-se a farsa: o AI-12 entronizava a Junta Militar e confirmava o afastamento de Costa e Silva.

Nas arquibancadas do Maracanã, nós nos abraçávamos, felizes, certos de que o pesadelo estava terminando. Mas não desconfiávamos de que se consumava, na verdade, um golpe de Estado.
O pesadelo entrava em nova fase.

Em 17 de outubro a ditadura passou a exibir sua face mais medonha.

A Junta Militar baixou a Emenda Constitucional nº 1, incorporando ao arcabouço jurídico brasileiro mais uma leva de legislação excepcional: penas de morte, banimento e prisão perpétua; limitação à liberdade artística e de cátedra; fim da imunidade parlamentar e da garantia ao direito de associação; manutenção da vigência dos atos institucionais.

Para encenar a mímica da normalidade institucional, em 25 de outubro o Congresso foi reaberto especialmente para eleger o general Médici e o almirante Rademaker presidente e vice-presidente da República.

A linha-dura vencera de ponta a ponta.

O Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1970 e teve que amargar 24 anos de espera para ser novamente campeão.

Fora das quatro linhas, ainda se passariam mais 20 anos até que o povo pudesse novamente votar para presidente.
________________________________
A pedido da Editoria de Esportes do jornal O Globo, escrevi este artigo, que foi publicado no Caderno de Esportes do jornal em 13.08.2001

sábado, 29 de agosto de 2009

Os sete pecados capitais - LUXÚRIA


“Pai, livrai-me da luxúria, mas não por enquanto..."

Santo Agostinho (viveu no século III e foi bispo,escritor,teólogo,filósofo,padre e Doutor da Igreja Católica)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Toma lá, dá cá (rumo a série A)


Palmas para o Vovô
Eita Ceará Pai d’égua!
Dentro do Maracanã, calou os mais de 27 mil torcedores vascainos que compareceram ao Maracanã, deixou os descrentes de boca aberta e não deixou duvidas a Seu Ninguém do que é capaz nesta Série B.
Futebol inteligente, futebol de elite.Devolve com o mesmo placar a derrota sofrida no Castelão, ainda na Segunda Rodada da série B.

E valeu a pena esperar esse vitória, e valerá ter esperado 16 anos para o acesso a elite do futebol brasileiro.
Foi um dos feitos que vão figurar na quase centenária história do alvinegro, pois foi a primeira vitória do Ceará em partidas oficiais contra o Vasco e até onde eu sei, o Ceará nunca tinha vencido de time nenhum dentro do Maracanã.
Expresso, rumo à Série A.
Boa Sorte Ceará, a série B continua...

Thiago Oliveira Braga, dentre outras coisas, torcedor do Ceará S.C.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Descoberto o ouro negro


Trabalho com adolescentes,seja eles na igreja, na escola ou em alguma outra atividade que venha a realizar. Isso me dá conta do que costumo fazer (ou pensar em fazer) é fruto de minha realização para com eles. Uma das praticas que temos feito como grupo é a valorização da data do dia, da semana, e sempre lembramos. É claro que existem algumas datas bem irrelevantes (como por exemplo, o dia do Filosofo ... rsrsrsrs ... brincadeira pelo fato de ser estudante de Filosofia), mas outras bem significativas.

Entrando nessa onda, eu vou postar um texto que fala de uma DESCOBERTA referente ao dia de hoje, dentro dos próximos dias deverei escrever sobre alguma data que considero que valha a pena ocupar uma espaço no nosso BLOG.

1859 – Primeiro poço de petróleo é perfurado a uma profundidade de 21m, no estado da Pensilvânia (EUA). Foi descoberto por Edwin Laurentine Drake, que utilizou um instrumento de madeira e uma perfuradora movida a vapor.

A data passou a ser considerada o nascimento da moderna indústria petrolífera.

Milhares de poços surgiram na Pensilvânia do noite para o dia. Carroças e barcaças transportavam o óleo dos campos para as refinarias.

Uma da primeiras utilizações do petróleo foi substituindo o óleo de baleia na iluminação. Passou a ser refinado em alambiques, obtendo-se assim o querosene.

Com a invenção dos motores a explosão e a diesel, as frações do petróleo que eram desprezadas passaram a ter novas aplicações.

No Brasil, a primeira sondagem foi realizada em Bofete, São Paulo, entre 1892 e 1896, pelo fazendeiro Eugênio Ferreira de Camargo. Entretanto, só em 1939 foi descoberto petróleo em Lobato, na Bahia.

Um ano antes, tinha sido criado o Conselho Nacional do Petróleo, para avaliar os pedidos de pesquisa e lavra de jazidas de petróleo. O CNP era o responsável pela regulação das atividades de importação, exportação, transporte, distribuição e comércio de petróleo e derivados e o funcionamento da indústria do refino.

As perfurações prosseguiam em pequena escala, até que, em 3 de outubro de 1953, o presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei nº 2004, que instituiu o monopólio estatal da pesquisa e lavra, refino e transporte do petróleo e seus derivados e criou a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras.

A partir do início da exploração de petróleo em águas profundas, foram descobertas grandes reservas na plataforma continental brasileira. O estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo o país.

Hoje, a Petrobras está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. E o petróleo é uma das principais commodities minerais produzidas pelo Brasil.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasil um País de todos...


Todos os ladrões

Todos os políticos ladrões

Todos os professores que ganham cinco reais por hora

Todos os traficantes que comandam o país

Todos os policiais que comandam o tráfico

Todos os alunos estaduais que fingem que aprendem

Todos os professores que fingem que ensinam

Todos os pais que fingem estar felizes com tudo isso

Brasil, um país de...

Todos nós, negros, brancos, pardos, cafuzos, mamelucos, índios

Todos filhos da pátria despatriados patrioticamente

Todos os favelados e milionários

Todos empregados e desempregados

Todos crentes, carentes e cretinos

Todos católicos, praticantes ou nominais

Todos os pentecostais e carismáticos

Todos a favor do aborto e todos desabortados


Brasil, um país de...


Todos os missionários e mercenários

Todos universais, seja do reino de Deus ou de qualquer outro reino

Todos que leem e aqueles que não leem e os que também não sabem ler

Todos os indiferentes tentando agir de forma diferente para não ser diferenciado

Todos os que cuidam da terra poluindo-a com tudo que usam para cuidar da mesma

Todos os que cantam, que choram, que gritam, que riem

Todos que amam futebol, e que esquecem de seus sofrimentos na hora do gol


Enfim...


Viva o nosso Brasil. Um país de Todos, um Brasil de ninguém.

Calebe Ribeiro

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Os sete pecados capitais - IRA


“Tanto a mansidão como o pacificar, longe de serem fracas, têm seu pivô na força. A força de não usar o poder é vista mais claramente e de forma mais construtiva quando a possibilidade de se usar esse poder é maior. Na Escritura hebraica a figura da paz não é de duas ovelhas deitadas juntas, mas a do leão deitado junto à ovelha, que seria uma presa fácil.”

Os Guinness

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Uma viagem que valeu história


Viajei no dia 9 de Julho de 2009 para São Paulo para trabalhar numa temporada de acampamento de crianças e adolescentes em Arujá-SP. Até aí nenhuma informação extraodinária, afinal com os preços das passagens mais baratas que ônibus, até eu estou viajando.

Mas o motivo desse texto não será pra relatar mais uma de minhas idas a cidade de São Paulo, mas especificamente a data, que ficou marcada pra mim, pelo fato de ter sido feriado na cidade e mudou completamente os meus planos, ao chegar (sem falar do frio, que é um componente significativo pra quem mora no Ceará).

Mas como sou curioso, fui aos livros entender melhor o motivo do feriado, e o que tem de tão importante nessa data pra ter até um feriado em todo o estado, pois aqui no Ceará, só tem desses se for por algum motivo religioso, caso contrario, não lembro de nenhum desses aqui na minha cidade/estado.

Então, senta que lá vem história ...

1932 – Começa a Revolução Constitucionalista, que opôs os paulistas ao governo federal, chefiado por Getúlio Vargas.

Com a vitória da Revolução de 30, Getúlio assumiu o poder e instalou um governo provisório. O Congresso e as Assembléias foram fechados, e interventores federais nomeados para governar os estados.

Para São Paulo foi nomeado o tenente João Alberto Lins de Barros.

A exclusão do governo do Partido Democrático (PD) – que havia apoiado a Revolução de 30 – deu início a uma campanha de mobilização da sociedade paulista, pela imediata reconstitucionalização do país e a ampliação da autonomia política dos estados.

Apesar da renúncia de João Alberto, a hostilidade entre os paulistas e o governo Vargas só fez aumentar.

No início de 1932, os dois principais partidos paulistas se uniram, formando a Frente Única Paulista (FUP), que passou a preparar uma revolta armada. Percebendo a força do movimento, Getúlio nomeou o civil e paulista Pedro de Toledo como interventor e publicou o novo Código Eleitoral, que previa a realização de eleições para a Assembleia Constituinte em maio do ano seguinte.

Essas medidas foram entendidas pelos paulistas como manobra protelatória de Vargas.
Em 23 de maio, um grupo de jovens estudantes tentou invadir a sede de um jornal favorável a Getúlio. No conflito com um grupo de tenentistas, morrem os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes foram usadas para designar uma sociedade secreta, MMDC, que passou a tramar a derrubada do governo Vargas.

(Muitos anos depois, a Lei estadual nº 11.658, de 13.01.2004 criou o “Dia dos heróis MMDCA” (23 de maio), incorporando ao quarteto original a inicial de Orlando de Oliveira Alvarenga, ferido no dia 23 de maio, mas que só veio a falecer em 12 de agosto.
As ruas Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo, Alvarenga e MMDC se cruzam no bairro do Butantã, em São Paulo.)

No dia 9 de julho eclode o movimento na capital e no interior do estado. Comandavam as forças rebeldes Bertoldo Klinger e Euclides Figueiredo – militantes da Revolução de 1930 –, e Isidoro Dias Lopes – líder do levante de 1924.

A revolução teve apoio de amplos setores da sociedade paulista, como intelectuais, industriais, estudantes, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático. Todos lutavam contra a ditadura de Vargas.

Durante três meses, São Paulo viveu um verdadeiro esforço de guerra: indústrias se mobilizaram para fabricar armamentos, e a população se uniu na campanha Dê ouro para o bem de São Paulo.

O bloqueio naval da Marinha ao porto de Santos impediu que simpatizantes de outros estados pudessem integrar a revolução. Apesar de setores políticos gaúchos e mineiros serem solidários com a causa constitucionalista, decidiram permanecer leais ao Governo Provisório.
Isolados, os paulistas assinaram a rendição em outubro de 1932.

O governo federal evitou fazer represálias, cuidando logo de abastecer a capital com os gêneros de primeira necessidade que começavam a faltar devido ao prolongado isolamento.
Além disso, em agosto de 1933, São Paulo finalmente viu chegar um civil e paulista à chefia do governo, com a nomeação de Armando de Sales Oliveira para substituir o general Valdomiro Lima.

E finalmente, em 1934 foi promulgada(quer dizer que foi votada, e não imposta quando no caso é outorga da a nova Constituição).


domingo, 23 de agosto de 2009

A música no período do regime militar



“Você corta um verso, eu escrevo outro

Você me prende vivo, eu escapo morto”

Pesadelo – M. Tapajós e Paulo C. Pinheiro

Alguns são saudosos do Regime Militar. É bom reavivar a memória: entre 1964 e 1985, o país sofreu censura ampla, geral e irrestrita. Nada escapava da ceifa dos censores. O clássico da literatura O Vermelho e o Negro, de Stendhal, foi proibido por causa do “vermelho” do título. Na novela Escrava Isaura, não se podia usar a palavra escravo. A polícia saiu às ruas à procura do autor de Electra, a mando dos militares chocados com a violência da peça teatral. Naturalmente, não encontraram o grego Sófocles, morto 20 séculos antes.

Para calar a voz da nação, por ocasião do golpe militar de 64, improvisou-se uma equipe formada por esposas de militares, ex jogadores de futebol e funcionários públicos desviados da função. Despreparados e apoiados pela FTP e Igreja, os cães de guarda da moral eram implacáveis com quem destoasse dos valores ultramoralistas, antidemocráticos e anticomunistas do regime. Mais tarde, entre 74 e 85, concursos públicos para censores exigiram nível universitário. Os novos censores eruditos e bem informados continuaram tomando decisões pessoais. Além dos critérios de corte serem poucos claros, faltava diálogo entre os diferentes órgãos de repressão e sobrava arbitrariedade. Aldir Blanc conta que viu um general, aos gritos, ordenar a morte de Ney Matogrosso, pois o neto não parava de imitar o seu rebolado. Paulo Coelho ficou preso por um mês por trajar camisa da seleção do Paraguai, o que o delegado julgou um insulto. Mais casos curiosos podem ser conferidos no ótimo site http://www.censuramusical.com.br/.

Pela lógica da repressão, vigiar a cena musical garantia a desmobilização política da sociedade. Para os militares, artistas da MPB, inteligência de esquerda, movimentos operários e estudantil conspiravam para desestabilizar o regime. Os artistas lutavam pelo direito de sobrevivência no mercado de trabalho. Foi um período de grande efervescência cultural e política, onde a chamada música de protesto floresceu e se tornou a grande trincheira de resistência ao autoritarismo.

Entre 66 e 72, os festivais da canção fomentaram o protesto pacífico. A MPB driblava a censura com letras repletas de metáforas. Chico Buarque, contra a própria vontade alçado ao posto de bardo opositor, teve 40 musicas vetadas, a metade por razões políticas. Abusando do duplo sentido, são dele “Cálice” e “A Rita” , composta um ano após o golpe da Dita(dura), que, “além de tudo,me deixou um violão”. Em “Acorda amor” , canção onde diz ter medo de ladrão do que dos militares, burlou censores com o pseudônimo de Julinho da Adelaide. Com o endurecimento do regime, Chico espontaneamente exilou-se na Itália. Menos sorte teve Geraldo Vandré, o irado compositor de “Pra não dizer que não falei de flores” : lenda viva após o exílio do Chile desagregou-se como pessoa pública. Em 89 inexplicavelmente compôs “Fabiana”, uma homenagem à FAB.

A maioria das letras, no entanto, era vetada por questões morais. Para preservar a imagem de nação com rígida moral cristã, a censura policiava a anti-metáfora da música de protesto, a música simples e direta ao povo. Odair José, o terror das empregadas, foi perseguido por versos que feriam a hipocrisia puritana. Teve “A Pílula” censurada por pressão da igreja. Luiz Ayrão, cantor brega mais engajado, compôs no 13 aniversário do golpe “há treze anos te aturo e não agüento mais” à qual deu o nome de “Divórcio”. A censura não percebeu.

Nos versos da canção, amordaçava-se o canto de um povo, num clima de paranóia. “Tortura de amor” , de Waldick Soriano, foi vetada por causa da palavra tortura. A censura à “Curvas da Marquesa de Santos”, de Luís Nassif, justificava : personagem histórica não podia ter curvas. Em “Casa Forte”, de Edu Lobo, faltou letra e a música foi proibida. “Pra não dizer que não falei de flores” e “Disparada” foram vetadas na voz do autor, mas Jair Rodrigues podia cantá-las. Ter ou não a obra liderada era,nas palavras de Chico Buarque, roleta russa. “Apesar de você” crítica a ditadura disfarçada de querela amorosa já tinha vendido 100.000 compactos quando foi censurada. Em “Bolsa de Amores” Chico comparava uma garota às ações da bolsa de valores “moça fina, ordinária,ao portador”. Teve que trocar o “ao portador” por “sem valor”. Em “Trocando em Miúdos” aplacou censores acrescentando “e nunca leu” ao “devolva o Neruda que você me tomou”.

Aquele foi um tempo de patrulha ideológica interna. Em 72, Wilson Simonal desentendeu-se com o seu contador. Para vingar-se, o advogado espalhou que o cantor delatava colegas contra o regime militar. Foi o suficiente para levá-lo ao ostracismo. Faleceu, em 2000,antes de ver seu nome absolvido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB. Caetano Veloso, por seu estilo independente, era taxado como subversivo pelos militares, e de “entreguista Odara” pelos colegas engajados.

Alguns artistas aderiram ao regime da potência de “amor e paz”. Don e Ravel assinaram a marchinha “Eu te amo, meu Brasil”. Jorge Ben compôs “Brasil Tropical” e “Brasil” e Zé Kéti foi o autor do hino do sesquicentenário da independência.

O começo do fim da longa e tenebrosa nevasca cultural foi em 1979. O recém criado Conselho Superior de Censura abrandava a atuação repressiva. Num tempo, página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas gerações, Chico e Francis Hime compuseram o samba “Vai Passar”, hino da campanha das DIRETAS JÁ. Em 88 o ciclo de fechou com a promulgação da nova constituição. O grito de guerra do início da ditadura militar, de João do Vale – “Carcará pega, mata e come” – enfim silenciava. Era o fim do regime do “Pisa na fulo,mas não maltrata o carcará”. Que ele descanse em paz, sem direito à ressurreição ou a vida eterna.

Vivemos em outros tempos, então aproveite o seu tempo.

Thiago Oliveira Braga

Visão melhor


Salmo 73.1-3a

Quando nos vemos deficientes em sabedoria, não é porque a Palavra de Deus tenha páginas que estejam faltando, mas porque não temos visto tudo o que há nas páginas que já temos. Não precisamos de outro livro, mas de dar mais atenção ao livro que temos; não demandamos mais conhecimento, mas uma visão melhor para vermos aquilo que já foi revelado em Jesus Cristo.

Não há dúvida quanto a isso! Deus é bom - Bom para as pessoas boas, bom para os que são bons de coração. Mas eu quase deixei de ver isso, Deixei de ver sua bondade. Eu estava olhando do outro lado...

Por Eugene Peterson

sábado, 22 de agosto de 2009

Felicidade


“Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar”
Aristóteles

domingo, 16 de agosto de 2009

Dia do filósofo


Eu iria escrever um texto incrível parabenizando Sócrates, Platão, alguns pré-socráticos. Mas desisti e achei que uma melhor homenagem seria eu ficar algumas horas me questionando o porquê de eu escrever tal texto.

É com essa “reflexão” que faço a lembrança do meu, do seu , do nosso dia do Filosofo. 16 de Agosto de 2010 espero está formado e empregado como professor de Filosofia e daí escrevo algo mais.

Saudações a todos.

Thiago Oliveira Braga

O mundo contempla o esplendor de Usain Bolt


"Consegui me vencer". Isto sim é declaração de um campeão, ou melhor, de um ícone, do melhor de todos os tempos em se falando de atletismo. Usain Bolt sobrepujou o atleta que estava em seu encalço tentando superá-lo no campeonato mundial dos 100m em Berlim. Tyson Gay que é um grande velocista se esforçou ao máximo mas ainda ficou 13 centésimos atrás de Bolt que bateu o próprio record(em Pequim com 9s69) cravando 9s58. Gay fez 9s71.


A comparação é até descabida, mas mesmo assim é possível: Gay tem a musculatura compacta e robusta, tem passadas mais ligeiras e é sério e concentrado; já Bolt é esguio e delgado, um galgo de 1,96, que tem passadas mais lentas, mas bem maiores do que as de seu desafiante, Bolt é irreverente, debochado, marrento, provocador, convencido, mas é o melhor. Só a título de comparação, enquanto Gay dá duas passadas, Bolt dá uma, e esta uma vale por três de Gay.


Hoje Bolt bateu um novo record mundial, e fez isto com folga e tranquilidade. O grande fascínio desse atleta, além da extrema velocidade, é a sua maneira despojada, criativa e irreverente. Ele faz caretas, caras e bocas, gestos; ele dança, pede silêncio e quando está próximo da linha de chegada, olha para o adversário que está se matando de correr e sorri. Qual o atleta que faz isso no mundo? É difícil encontrar. Usain Bolt é a alegria do povo e promete muito mais. Segundo ele, sua meta é a marca de 9s40 nos 100 metros e é bem possível que ele atinja.
Hoje o mito escreveu mais um capitulo em sua história.
Com vocês ao serviço d’EleThiago Oliveira Braga

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Refletindo em Aristóteles 2


"Onde as necessidades do mundo e os seus talentos se cruzam, aí está a sua vocação"


Aristóteles